[0.849/2008]
Dia das bruxas e dos bruxos
LNT
[0.848/2008]
Emparedados [ I ]
Quando se compara qualquer coisa, neste caso, o Porto de Roterdão com o Porto de Lisboa, convém enquadrar as coisas correctamente.
Por exemplo, observar vistas aéreas de uma e de outra realidade para entender quão são diferentes.
Claro que para além disso podemos ter sempre outros padrões para tudo, sei lá, aproveitar o espaço livre do Parque Eduardo VII para construir uma central térmica e outra nuclear.
Privávamo-nos dos passarinhos mas ganhávamos um fartote de energia.
Sim, isso da pobreza é sempre culpa dos outros!
LNT
Rastos:-> Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos ≡ Tomás Vasques - Pobres, mas felizes
-> Vida das Coisas ≡ Rui Perdigão - Estiva e tráfico de influências?
-> Porto de Roterdão
-> Porto de Lisboa
[0.847/2008]
Corcodile JAM
Ler à noite José Adelino Maltez sempre foi um exercício de desestupidificação para a estupidez do dia-a-dia. Pouco interessa se a leitura é para concordância ou discórdia porque ela resulta, sempre, em inteligência e sabedoria e não há barbeiro que despreze estes estímulos.
Ler o que JAM escreve a partir da Ilha do Crocodilo é ainda mais estimulante, porque se pressente que à escrita está acrescentada a sensibilidade da História.
LNT
Rastos:
-> Sobre o Tempo que Passa ≡ José Adelino Maltez
[0.844/2008]
OPS, vem aí o Morfeu
Rastos:
-> OPS – Revista de Opinião Socialista
[0.843/2008]
Competências
Há desempenhos que obrigam a formação permanente e a estudo diário. Muitas vezes apetece deixar essas vidas e embarcar noutras onde estudar, aprender e adquirir competências são coisas de uma só vez que, atingidas pela obtenção do canudo e emprego, servem para vidas à sombra das habilitações literárias adquiridas na juventude.
É por isso que faz confusão este valorizar permanente do canudo, como se isso valesse competência, em detrimento dos curriculados, do valor acrescido e dos certificados profissionalmente.
Este raciocínio (competência/habilitações literárias) não conduz à desnecessidade de formação académica, porque uma e outra coisa são complementares, mas tem de levar à mudança de mentalidade e à compreensão de que tem de haver muito mais para além das habilitações literárias uma vez que a competência não depende do canudo e as competências são coisas a manter actualizadas, monitorizadas e avaliadas numa cadeia de valor.
É assim que se entende o "deixem-se de Dr.s e Eng.s e tratem de valorizar as competências” que Gary Hamel ontem referiu.
Em Portugal vivemos sempre na sombra de algo. Anteriormente era à sombra da Corte onde o dinheiro comprava os títulos. Depois deixou-se a sombra do títulos para com o dinheiro se comprarem Comendas. Agora o Canudo é a marca da burguesia que nunca chegará a fidalga por muito dinheiro que arrecade em salário e compensações.
Depois admiram-se quando aparece gente que ameaça com o desemprego quem produz com competência o seu (deles que ameaçam) sustento.
LNT
Rastos:
-> SIC ≡ Gary Hamel - Entrevista (Vídeo)
-> Gary Hamel ≡ Biografia
[0.840/2008]
Mínimos
Agora que o Salário Mínimo Nacional vai deixar de ser a base para cálculo das subvenções partidárias não resta qualquer razão para que não se lhe aplique a subida que foi estabelecida anteriormente em sede de Conselho de Concertação Social.
A actual crise internacional não pode ser razão para que o Estado Português deixe de tentar tirar os trabalhadores do limiar da pobreza e a ameaça do aumento de desemprego feita por algumas entidades patronais só pode ser encarada como pressão inadmissível para manter e alargar as diferenças escandalosas que existem em Portugal.
Se há empresas que não podem pagar o salário mínimo é melhor que fechem porque não têm condições mínimas de existência e a escravatura já foi abolida há muito.
LNT
[0.837/2008]
Serviço público
Se tiver de ir a Londres e precisar de usar o Metro pode e deve consultar o Blog London Underground Tube Diary.
Registe porque vai ser-lhe útil.
Aproveito para agradecer mais um troféu que foi atribuído pelo Golfinho a quem roubei esta informação.
LNT
Rastos:
-> Aberratio Ictus ≡ Golfinho
-> London Underground Tube Diary
[0.835/2008]
Brincar com o fogo?
Não consigo entender com que fogo anda Sócrates a brincar.
Independentemente de se concordar ou não com o Presidente, há que entender as competências dos diversos Órgãos de Soberania.
A Assembleia da República não responde perante o Presidente e tem poderes próprios para impor a sua vontade, assim como o Presidente tem mecanismos, por exemplo o Tribunal Constitucional, para esclarecer e decidir sobre a constitucionalidade das Leis aprovadas.
José Sócrates é Primeiro-Ministro e as Leis são da lavra e competência da Assembleia da República.
De que fogo falará Paulo Gorjão?
A respeito da imagem lembra-se o contexto da cena no Pátio das Cantigas:
O Narciso (Vasco Santana) precisava de uma lata para envasar um manjerico que queria oferecer a Dona Rosa (Maria das Neves) e pediu-a ao Evaristo (António Silva).
O Evaristo que tinha a mania de que era o dono do Pátio das Cantigas e se irritava sempre que punham a sua autoridade em causa, decidiu não dar a lata ao Narciso e ele, para conseguir o que queria, picou o Evaristo com a frase que o Paulo usa em título do seu Post.
O resultado é conhecido. O Evaristo atirou ao Narciso o que tinha em cima do balcão e entre os objectos de arremesso foi a lata com que satisfez involuntariamente a necessidade do Narciso.
LNT
Rastos:
-> Vox Pop ≡ Paulo Gorjão - Ó Evaristo, tens cá disto?
[0.834/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXL ]
[0.833/2008]
Quero mudar de casa [ III ]
O meu celular não pára de emitir sons 3G.
O Eng. Sousa, pressionado pelo Eng. Coelho liga, vez atrás da vez, a tentar convencer-me a encerrar o negócio da Lapa, a minha casinha do coração.
Diz agora que o Eng. Coelho falou com o Dr. Teixeira do banco e que este lhe disse que já voltou a haver dinheiro fresco para emprestar depois do Dr. Tâncio ter servido de avalista à maçaroca do exterior. Para me dirigir ao banco que eles estão a par do meu sonho de viver na Lapa e que, como cliente bem servido é cliente que volta, já estão a preparar o processo para o empréstimo e para a escritura.
- E fique sossegado, Senhor Luís porque as boas-notícias não acabam aqui.
Imagine o Sr. que, depois de fazer o empréstimo, receber a casinha e deixar de a pagar, quando fizer a entrega ao Fundo fica com uma prestação mais baixa e deixa igualmente de pagar o IMI e as Taxas de Saneamento. Uma mina, meu caro cliente. Ainda por cima vai ter a hipótese de poder vir a adquirir a casa mais tarde deduzindo as rendas já liquidadas. Só em impostos veja lá o que poupa, meu caro.
Só os papalvos é que irão pagar impostos durante a amortização das casas e como o mundo é dos espertos, temos de fechar negócio.
Embasbacado com a solução, mesmo mantendo a sensação de que há aqui qualquer coisa que não bate certo, estou cada vez mais satisfeito. Venha o fundo depressa.
LNT
[0.832/2008]
Quero mudar de carro
Entusiasmado com esta coisa dos fundos numa altura em que o EURIBOR está em queda e os Magalhães estão em alta, passei pelo Stand da Volkswagen para saber se o cabrio EOS estaria a ser comercializado por baixo preço uma vez que é produzido em Portugal e, caso estivesse, se haveria possibilidade de o comprar para depois o entregar a um fundo que mo arrendasse.
- Que não, Senhor Luís, que ainda não havia o fundo mas já o tinham pedido através da Confederação e que esperavam que viesse a ser constituído porque quando estas coisas nascem são para todos.
Que o Estado, esse malandro, pague a crise, que é para isso que servem os nossos impostos.
Fiquei entusiasmado. Se puder ter um topo de gama arrendado por menor preço do que me custaria se o comprasse, isento de impostos, seguro incluído, manutenção garantida e sem taxa de circulação, serei um cidadão feliz.
E é tal e qual como o Sr. Alfredo do Stand diz:
O Estado que pague a crise!
LNT
[0.831/2008]
National Geographic
Também tenho visto os Gaios na Praça de Espanha.
Devem ser os mesmos que o Jumento fotografou com mestria e que, segundo se depreende dos seus textos, o terão feito apanhar uma multa da Polícia Municipal.
Deve ser frustrante para um Jumento ter a polícia municipal à perna por crime de recolha de imagens, que deduzo não terem sido previamente autorizadas pelos passarocos retratados, o que se não compara a coisas menores como andar no esticão, a assaltar bancos ou casas ou ainda a roubar umas máquinas multibanco.
O Jumento já deveria saber que isto de se divulgarem factos e fotos sem autorização dos passarões (e dos seus passarocos) é crime maior, passível de todo o tipo de inspecções.
LNT
Rastos:
-> o Jumento
[0.830/2008]
Quero mudar de casa [ II ]
Telefonou-me mais uma vez o Eng. Sousa (o vendedor referido no Post anterior) a dar ainda melhores notícias.
Dizia ter falado com o construtor, o Eng. Coelho, e que ele lhe tinha dito que estava atarantado com as salgalhadas de uns investimentos que tinha feito na Bolsa e que precisava de realizar uma massas com urgência e por isso estava disponível para rever, em baixa, o preço da casita da Lapa.
- Sempre são menos uns milhares de Euros, dizia-me o Eng. Sousa, uma pechincha das pechinchas por uma casita tão boa.
Retorqui-lhe que ainda assim estava preocupado, não tanto com o preço do fogo, que já estava a ficar módico e me seria comportável, mas com as despesas do condomínio que teria de arcar no futuro. Aquilo da piscina e dos relvados, o ar condicionado nas escadas, os elevadores panorâmicos, as despesas de energia e outras coisas assim.
- Que não, Senhor Luís, que não. Há aquela hipótese do arrendamento, aquela coisa de ficar inquilino. Como o senhor sabe, os inquilinos não pagam as despesas de condomínio. Isso é coisa para os proprietários, não se preocupe.
E mesmo mantendo a sensação de que há aqui qualquer coisa que não bate certo, fiquei de novo satisfeito. Venha o fundo depressa.
LNT
[0.829/2008]
Quero mudar de casa [ I ]
Nunca mais se sabe isso do fundo da habitação o que começa a ser preocupante porque finalmente encontrei a casa na Lapa que procurava, com vista para o rio, jacuzzi e estores eléctricos que me irão evitar os entalões que levo nos estores de onde moro.
A casa é um achado, agora que os preços despencaram devido à crise e, como diz o vendedor, o Eng. Sousa, que me telefona todas as semanas a informar da redução da pechincha, o custo vai deixar de ser entrave:
- Sabe, Sr. Luís, quando a coisa apertar, ou até antes disso, o Senhor negoceia com o futuro fundo e passa a inquilino da casa.
É um bom negócio para todos, acredite.
Para mim, porque ganho a comissão, para o construtor porque despacha mais uma casa, para o Senhor porque passa a viver na casa dos seus sonhos, para o banco porque recebe o empréstimo e para o fundo que fica com uma pipa de património e não tem de pagar impostos sobre ele.
Mesmo com a sensação de que há aqui qualquer coisa que não bate certo, fico satisfeito. Venha o fundo depressa.
LNT
Rastos:
-> Entre as Brumas da Memória ≡ Joana Lopes - Crise?
[0.827/2008]
Selvagens
As Ilhas Selvagens foram oficialmente descobertas em 1438 por Diogo Gomes de Sintra e dependem administrativamente do concelho do Funchal.
Pedro Quartin Graça fundou lá um submundo e convidou o barbeiro à tosquiadela num território tão português como Trás-os-Montes.
Se não houvesse outra razão, o fundo sonoro já justificava a viagem virtual para um momento de fuga ao ruído, agora que os dias são mais curtos e já não temos sal na pele.
A visitar.
LNT
Rastos:
-> Ilhas Selvagens ≡ Pedro Quartin Graça
Rastos:-> Obama Girl ≡ Website
-> Obama Girl ≡ Blog (submundo)
-> Amber Lee Ettinger ≡ WebSite
-> Amber Lee Ettinger ≡ My Space (submundo do submundo)
-> Barely Political ≡ You Tube
[0.825/2008]
Novas Descobertas [ VIII ]
Vejo na Revista Da Moto, de Setembro, que finalmente alguém resolveu publicar a travessia Bissau/Lisboa feita de moto por um grupo de portugueses aproximadamente há um ano.
Esta aventura liderada por Mário Frazão chegou a ter entrevistas da Lusa em Bissau e a ser filmada pela televisão mas, misteriosamente, nunca mereceu uma linha sequer, para além do acompanhamento que se fez neste Blog.
Não é grave, dirão, e realmente não é. No entanto somos vezes sem conta bombardeados por notícias do género onde participam estrangeiros. Coisas que servem para recordar um slogan antigo, cada vez mais contado ao contrário:
O que é Nacional é bom?
LNT
[0.823/2008]
Alvos e Dardos
Muitos têm sido os clientes desta casa que fizeram a fineza de nos distinguir com Dardos e Alvos nos últimos tempos.
Embora todos tenham sido recebidos com humilde gratidão começa a ser inviável registar, em letra, todos os seus emissores.
Fica a nota e já sabem que ao visitar-nos, se fizerem prova de nos terem atribuído qualquer um destes prémios, terão à vossa disposição uma atençãozinha especial das nossas colaboradoras.
LNT
A imagem é do génio das Vidas.
Agradecimentos especiais ao autor do Prémio Alvos e à sua primeira Divulgadora
[0.822/2008]
Conversas de vizinhos [ V ] 
Da interessante conversa de vizinhos sobre a regulação da Blogos(fera), onde já se cruzaram hiperlinks desta Barbearia (aqui e aqui) com outros de Macro, do Macroscopio (aqui, aqui e aqui), outro de Maria João Pires, do Jugular, uns comentários deixados por JGP do Apdeites V2 e outros por aí, resulta muita matéria para discussão e reflexão.
Fica esta nota para que os interessados sobre o tema possam, se entenderem, seguir os respectivos links onde não falta boa argumentação e muitas outras explicações para entendidos, mal-entendidos e subentendidos numa demonstração que afinal este submundo é muito mais Mundo do que os preconceitos de alguns políticos e opinadores da nossa praça e a desconfiança (e ignorância) que revelam pelo que não podem, nem sabem controlar.
LNT
Rastos:
-> Apdeites v2≡ JGP
-> Macroscópio ≡ Macro
-> Jugular ≡ Maria João Pires
[0.819/2008]
Conversas de vizinhos [ IV ] 
Com um prego pode-se ganhar um reino.*
Há coisas que se devem ler, mesmo sem (ou apesar de não) concordar com grande parte.
São coisas honestas e objectos inteligentes que geram matéria pelo contraditório interior a que nos obrigam e, lê-las sem preconceito e acrescê-las ao processador, multiplicam sabedoria.
Para mim, que sou barbeiro no mundo das letras electrónicas, este meio é comunicacional. Os manuais de reflexão reflectida ficam para outras instâncias. Como barbeiro não pretendo ensinar política nem gramática a ninguém e uso a ferramenta para lazer e, sem ter a presunção de os querer educar, para admoestar quem anda no espaço público/político a espalhar ignorância.
No fundo, meu caro Macro, todos nós temos os políticos que merecemos, até porque fazemos parte dos privilegiados que os podem escolher.
LNT
* Já houve quem, com três, ganhasse o reino dos céus.
-> Macroscopio ≡ Com um prego pode-se ganhar um reino. OPS!!!
Rastos:-> Macroscopio ≡ Macro
-> Macroscopio ≡ Da criação de valor na rede das redes: à boa blogosfera
-> Macroscopio ≡ Um ciber-agradecimento incluído na casa dos 1%
-> Jugular ≡ Maria João Pires ≡ Anonimato - uma saga em capítulos
[0.818/2008]
OPS, vem aí o Morfeu!
Rastos:
-> OPS! Revista de Opinião Socialista ≡ Primeiro número
[0.817/2008]
Um slogan por semana [ XXVII ]
A foice e o martelo na cabeça do Otelo!
(Vários, 1975)
LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.816/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXXXVI ]
[0.815/2008]
As diversas expressões do novo-riquismo
Gostava que o Ministro das Finanças deste País deslumbrado conseguisse explicar o que é que faz um funcionário público licenciado ser mais competente do que um outro não licenciado. Talvez ele não saiba mas há muito que todo o resto dos portugueses já descobriu que a licenciatura não é condição de bom desempenho e só a competência deveria servir como impedimento de passagem à mobilidade.
Pelos vistos o espírito de novo-riquismo não se aplica só ao dinheiro e o parolismo até aos professores catedráticos se pode aplicar.
LNT
Rastos:
-> Portugal Mail ≡ Teixeira dos Santos quer manter funcionários públicos licenciados
[0.814/2008]
胡佳
Hu Jia
A democracia chinesa não reagiu bem à atribuição do Prémio Sakharov 2008 a Hu Jia.
Tal como o edil de Lisboa também os edis de Beijing e arredores consideram que os bloguistas pertencem ao submundo e como 胡佳 e 曾金燕 faziam parte dessa seita malévola fizeram desaparecer Hu Jia e o Blog que a sua mulher Zeng Jinyan escrevia.
Um dia todos nós poderemos ser também premiados. Basta que, para além de nos atrevermos a exprimir livremente a nossa opinião, possamos vir a ser considerados activistas dos direitos humanos.
LNT
Rastos:
-> Lusa ≡ Hu Jia Prémio Sakharov 2008
-> China Digital Times ≡ Zeng Jinyan: Gratitude
-> China Digital Times ≡ China Warns EU Over Nominee For Rights Prize
[0.813/2008]
Conversas de vizinhos [ III ] 
Meu caro Platero
O teu Clik é melhor do que qualquer menção.
Aqui, nesta casa de cortes e massagens, somos mais terra a terra, carcanhóis sem menção de doador, carinhos de substância, se me entendes.
Mas o Dardo que me atribuis é especial porque vem de alguém que retrata, no submundo universal, as belezas de Portugal.
Grato.
E já agora, pá. Vou acabar por te roubar algumas das fotos do espectacular Jardim Tropical de Belém onde também já fui muito feliz.
LNT
Rastos:
-> Click Portugal! ≡ Platero
[0.812/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXXXV ]
Ne me quites pas - FranceSeulement pour de plus de quarante ans.
A la droit (álbum de música), Messieurs Jacques et Johnny
[0.811/2008]
Conversas de vizinhos [ II ] 
Há dois dias Macro, do Macroscopio, publicou um texto que importa ler e que começa assim:
Mas a blogosfera é, infelizmente, ainda um lugar do vazio e da falta de alguma regulação e de tremenda desonestidade entre as pessoas. No fundo, uma extensão da sociedade de carne e osso que todos conhecemos, para o melhor e para o pior.
Rastos:-> Macroscopio
-> Jonasnuts ≡ Maria João Nogueira
[0.809/2008]
Em queda
[0.808/2008]
Alvos
Finalmente começou uma corrente de Blogs que interessa.
A blog-diarreia Alvos, invenção africana, coisa de macumba, de galinha sem cabeça, foi amavelmente atribuído a este fino estabelecimento pela Catarina Campos do 100Nada, cliente antiga de outras paragens que ainda não tinha descoberto este oásis do SPA.
JPT, o macumbeiro da coisa, meteu tudo ao barulho e criou este turbilhão para que o submundo se possa libertar dos punhos-de-renda e dispare em 7 Alvos toda a embirração que lhe merecem.
Diz:
Este galardão visa reconhecer o mérito de blogs que servem de alvo alheio, à nossa função de archeiros, sendo pois inestimáveis dinamizadores da re bloga. Sem eles para contra eles resmungarmos quão pobre seria o modo bloguístico.
Rastos:-> 100 Nada ≡ Catarina Campos
-> Ma-Schamba ≡ José Pimentel Teixeira
-> Água Lisa ≡ João Tunes
-> Contra Capa ≡ Cristina Vieira
-> Hoje há Conquilhas ≡ Tomás Vasques
-> Vida das Coisas ≡ Rui Perdigão
-> o Jumento
-> Vox Pop ≡ Paulo Gorjão
[0.806/2008]
Democracia representativa
Quando se analisam sondagens escapa sempre, não se sabe se de propósito ou por distracção, a tendência abstencionista. Nos Açores a regra cumpriu-se.
O PS viu mantida a maioria absoluta devido à abstenção no PSD e ao voto de protesto no Bloco e outras minudências. O envolvimento dos estados-maior-generais partidários naquela disputa regional permite alguma extrapolação para o panorama nacional.
São poucas as novidades. Cada vez haverá mais portugueses descrentes o que elevará a abstenção. Dentro dos ainda crentes cada vez haverá mais protesto o que levará a melhores resultados dos Partidos sem hipótese de poder, melhor, em partidos de contra-poder, pelo menos até ao momento em que o venham a exercer.
Seria útil que as sondagens passassem a contabilizar as intenções de abstenção. Quando chegarmos ao cúmulo de 1.000 votos expressos elegerem o Parlamento Nacional este dado será imprescindível para projecção do que se passará nas urnas.
Entretanto o PSD-mudo continua igualmente surdo. O País inteiro só sente a crise e ouve o click-clack do fecho que abre o Magalhães e o pino-lino dos Gato-Fedorento.
LNT
[0.805/2008]
Dardos
Atinge-me mais um dardo, desta feita enviado do lado de lá do Mundo, da terra que os portugueses baptizaram por Lourenço Marques.
Lançado por José Teixeira Pimentel do Ma-Shamba, de quem até há pouco fui mandatário, honra que me foi retirada por um sabe-se-lá-porquê-num-dia-de-azedume, um dardo com este impulso não é coisa de somenos.
Agradece-se embora sem seguimento por não ser desporto que aqui se pratique.
LNT
Leio agora que o João Tunes do Água Lisa também considerou esta humilde casa de cortes e manicuras.
Sabe-se do apreço que a barbearia tem pelo Água Lisa e, como tal, o nível de lisonja que este dardo comporta. Por isso se agradece com o mesmo agradecimento reservado a todos os que já citaram a casa e também a todos os outros que, eventualmente, a venham a dardar de futuro.
As colaboradoras, sempre gratas com estes mimos, não deixarão de retribuir com as sevícias do costume.
Deus lhes pague.
LNT
Sobre a matéria ainda agradecimento a:
A Forma e o Conteúdo de José Ferreira Marques; Homem ao Mar de MFerrer; Planetas Politik do Bruno; Foleirices de Carlos Pereira; 2 Dedos de Conversa da Helena; Flipvinagre do Flip.
Rastos:-> Ma-Shamba ≡ José Teixeira Pimentel
-> Água Lisa ≡ João Tunes
[0.804/2008]
Conversas de vizinhos [ I ] 
Começo esta conversa por informar que se o Corta-fitas fosse um Blog só do Pedro Correia, já me bastava para o considerar um dos melhores da nossa praça. Associando o João Villalobos, a Teresa Ribeiro e a Filipa Martins, melhora bastante.
Juntando os outros que lá escrevem ainda fica melhor.
Feita a introdução vamos à conversa que pretendo curta e sem provocar grande polémica porque nestas conversas de vizinhos não me quero pronunciar para além dos conceitos.
O Corta-fitas, como muitos outros Blogs colectivos, tem o núcleo que enquanto se mantiver coeso deve continuar a produzi-lo. Depois, e para além do núcleo, tem os seus associados que serão corta-fiteiros enquanto o forem. É verdade que as famílias não são responsáveis pelos actos de cada um dos seus membros, mas também o é que os actos de cada um dos membros da família afecta a imagem da família inteira. Nada me choca que as admissões nas famílias comportem determinados requisitos. Já me choca que seja pedida moderação na opinião a qualquer um dos seus membros.
Se pediram a Paulo Cunha Porto que se moderasse, ele fez bem em bater com a porta. Tinha sido preferível dizer-lhe que o não queriam lá. Quanto à forma como bateu com a porta não me pronuncio.
Tenho opinião pessoal sobre os Blogs colectivos. Penso ser-lhes útil coerência e reconheço o valor de visões diferentes dentro dessa mesma coerência. No entanto prefiro os blogs individuais mesmo que isso obrigue a saltar de endereço em endereço, pelo menos até ao dia em que alguém queira avançar com um portal de blogs (ideia já ensaiada pelo barbeiro há uns tempos). Entendo que Paulo Cunha Porto terá sempre a sua audiência onde quer que escreva e possivelmente até preferirei lê-lo em casa própria, como também o faço, já há muito, com outra ex-corta-fiteira que muito estimo, a Isabel Goulão.
Há muita matéria para as Conversas de Vizinhos. Vou registar o título para uma série.
Não pretendo imiscuir-me na vida de cada um deles, só publicar algumas reflexões e provocar outras. A próxima abordagem será para retorquir ao Macroscopio.
LNT
Rastos:
-> Corta Fitas
-> Miss Pearls
-> Macroscopio
[0.802/2008]
Evidentemente, parabéns Carlos César
Rastos:
-> Região Autónoma dos Açores ≡ Resultados oficiais da Eleição para a Assembleia Regional
-> Partido Socialista ≡ Açores
[0.800/2008]
Colaborador da Semana [ L ]
Tei Cheira é a manicura que nesta casa trata de manter na ordem as unhas de todas as outras colaboradoras.
Com as modas tecno que por aqui abundam, Tei esforça-se para manter as mãos das meninas de forma apresentável mas suficientemente operacionais para utilizarem, com um mínimo de destreza, as drivepen e outros dispositivos vibratórios, coisa que se mostra de difícil concretização em especial por se aproximarem selecções e todas pretenderem ter nails espantosamente gelatinosas e de tamanho desproporcionado.
Tei consegue manter os níveis de ansiedade em patamares aceitáveis e se não atinge o auge numa só sessão prolonga-a em múltiplas até ao pequeno-almoço conseguindo levar as suas parceiras à exaustão.
Tei é a inventora da pen hambúrguer que, apesar das gorduras animais, continua a ser a única que reúne volume suficiente para poder ser agarrada com a palma da mão, contém lubrificante bastante para inserção sem esforço nos Magalhães e preserva a ponta evitando vírus e outros fungos quando é inserida para despejo do pouco molho que contém.
Tei Cheira é por tudo isso a nossa colaboradora da semana.
LNT
[0.799/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXXX ]
[0.798/2008]
Vírus
Já havia pouca prática no visionamento anterior da papagueada da Quadratura do Círculo.
Agora há ainda menos disponibilidade, pelo menos até que o António Costa tenha a hombridade de apresentar desculpas públicas por nos ter rotulado como submundo. Se não conhece o significado da palavra deverá aprendê-lo e a partir daí só lhe resta retratar-se, coisa que sabemos pouco usual na política portuguesa mas que a ele, e pela consideração que me merece, lhe ficaria especialmente bem.
Adelante.
Dizia que não tenho estado atento a papagueada mas hoje ouvi extractos sobre as declarações do guru da Blogos (1%) onde admoestava a sua testa de ferro no PSD e os seus correligionários de Lisboa a respeito da escolha com que, democraticamente, apontaram PSL como putativo candidato à Capital.
Foi bonito de se ver como a propensão de JPP para o 1% não se limita à Blogos(fera).
LNT
Rastos:
-> Macroscópio ≡ Macro
[0.797/2008]
Dardos
O meu caro blog-amigo e estimado cliente Eduardo Graça do Absorto fez a fineza de agraciar esta humilde casa com o blog-Prémio dos Dardos.
Simpatia dele, de Camus e do ex-MES e agradecimento deste barbeiro quebra-correntes que por (mau) feitio e espírito nhac há muito se vangloria de ser o término das correntes do submundo.
Ainda assim, desta vez abre-se uma excepção excepcional:
Os 15 dardos partem daqui direitinhos para o suspenso submundo da Quadratura do Círculo (terão sido presos?).
LNT
Rastos:-> Quadratura do Círculo ≡ O Blog suspenso
-> Absorto ≡ Eduardo Graça
-> Macroscópio ≡ Macro
[0.796/2008]
Um slogan por semana [ XXVI ]
Não à guerra civil! Unidade do Povo!
(UDP, 1975)
LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.793/2008]
Para os distraídos
Nas Bolsas está quem pode e estão os que pensam que podem. Os primeiros realizam valias e os outros têm dias. Quando têm a sorte de estar encostados aos primeiros ganham umas migalhas do que os que não tiveram essa sorte perderem.
Só os distraídos podiam estar convencidos que a recuperação do início da semana era resultante das garantias bancárias que os Estados tinham oferecido à banca. Serviu como aproveitamento para realização de mais-valias, dos que podem, e possivelmente para mais um entalanço dos que pensam que podem.
Não é novidade que no casino quem ganha a longo prazo é sempre a casa.
LNT
[0.791/2008]
Pensar a ciência
Profírio Silva deu-se ao (bom) trabalho de traduzir o resumo do manifesto para que não restem desculpas a quem o não quiser ler.
"Por uma economia política institucionalista" está publicado no Machina Speculatrix com a tradução revista cientificamente por José M. Castro Caldas.
LNT
Rastos:
-> Machina Speculatrix ≡ Profírio Silva - Por uma economia política institucionalista
-> No Mundo ≡ Carlos Miguel Fernandes - Instituições
-> L' Economie Politique ≡ Manifeste: Vers une économie politique institutionnaliste
[0.790/2008]
Blog Action Day 2008 - Poverty [ V ] 2008.10.15
Drógados, pedinchas, miseráveis, piolhosos, povo, mal-cheirosos, imigrantes, escumalha, analfabetos, pedintes, chatos, arrumadores, velhos, merdosos, chulos, ignóbeis, órfãos, mendigos, sem-abrigo, desempregados, deslocados, putedo, marginais, mitrosos, agarrados, ... cáfila
LNT
Rastos:
-> Blog Action Day 2008 ≡ Poverty
[0.788/2008]
Fado
Andamos para trás e para a frente, procuramos bodes expiatórios e por muitas voltas que se dêem chegamos sempre ao mesmo:
Estamos lixados!
Deixámos o Old Spice na ânsia de cheirar melhor. Deixámos a navalha em busca de melhor escanhoar. Quisemos para a nossa terra o que encontrávamos no resto da Europa e por fim exagerámos, como o fazemos desde o tempo da canela, da pimenta e do ouro do Brasil.
Até cherne exportámos, como se fosse produto de qualidade.
A festa foi porreira, pá!
LNT
[0.787/2008]
Blog Action Day 2008 - Poverty [ IV ]
Fighting child poverty
Poverty affects all ages, but children are disproportionately affected by it. In some European countries more than one child in four grows up suffering from poverty and deprivation.
Poverty always means fewer opportunities, curtailed dreams and wasted potential. But in the case of children it is our future that is at stake. Lack of opportunities now all too often will have long-term consequences for the individuals concerned and for society as a whole. Swift action will instead pay off now as well as bear fruit in the years to come, because fighting child poverty is the most effective way to prepare a brighter future for Europe.
Elise Willame
Nikolaus C. van der Pas
(Child Poverty and Well-being in the EU)
LNT
Rastos:-> Blog Action Day 2008 ≡ Poverty
-> REAPN - Rede Europeia Anti Pobreza /Portugal
-> REAPN - Rede Europeia Anti Pobreza /Portugal ≡ Documentos
-> REAPN ≡ Blog Pobreza na Imprensa
-> Social Protection Social Inclusion
[0.786/2008]
Talvez por fazer parte do submundo
Paul Krugman é a prova de que até mesmo os economistas conseguem equacionar economia em vez de fazerem política. Talvez por isso o tenham seleccionado para o "The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 2008".
Como o economês é uma linguagem tribal gostam de traduzir este galardão por "Prémio Nobel da Economia" o que, como se sabe, é igualmente uma forma economicista de não reconhecer a realidade.
Ainda por cima tem um Blog.
LNT
Rastos:
-> The New York Times ≡ Blog de Paul Krugman
-> Princeton
-> MIT ≡ Krugman
[0.785/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXXVI ]
[0.784/2008]
Chove a cântaros [ II ]
Pelo que se pode observar nas Bolsas (espero não estar a escrever cedo de mais até porque depois de realizadas as mais-valias poderemos observar nova distribuição de jogo) o intervencionismo estatal acaba de salvar o neoliberalismo.
Os investidores (os que tiveram capacidade para aguentar o descalabro da semana passada sem terem de vender) estão de novo a realizar capital, os bancos preparam-se para arrecadar mais lucros resultantes do preço do dinheiro (adquirido a custos mais baixos e vendido ao mesmo preço, tal como tinha acontecido com os combustíveis) e os Contribuintes, desculpem, os Estados, oferecem gratuitamente Garantias aos Bancos (não confundir com Garantias de Depósitos), o mesmo tipo de garantias que os Bancos vendem aos Contribuintes a alto preço.
Quem já teve necessidade de obter uma Garantia Bancária sabe bem quanto isso custa.
O primado da política já não é o que era. Agora andamos todos ao sabor da finança e pelos vistos gostamos e aplaudimos. Uma vez mais a culpa morre solteira e o Zé pagante cá está para o que der e vier.
pqp
LNT
[0.783/2008]
Chove a cântaros [ I ]
Não sei se aquilo que está a acontecer lá fora (1:30 da manhã, em Lisboa) é uma tromba de água ou a antecipação da abertura da Bolsa de Lisboa após o anúncio de que o Estado Português passou a ser fiador da banca privada.
Esperemos que seja só um aguaceiro e que passe depressa.
Nunca mais chega o 4 de Novembro para ver se o tempo desanuvia.
LNT
[0.782/2008]
Blog Action Day 2008 - Poverty [ III ]
A saga do estudo oficial da pobreza em Portugal
Nestas coisas de pobreza optamos por dirigir a nossa atenção para imagens de África, da Ásia ou da América do Sul tentando sacudir o pó dos sapatos logo ao sair da porta.
Olhamos para longe evitando o que perto incomoda o nosso bem-estar guloso do 1º Mundo.
Quando falamos de pobreza gostamos de pensar em pobreza extrema, em crianças só com osso e moscas, em mulheres negras sem leite para amamentar ou em homens esfaimados a baterem-se por um punhado de arroz caído de um qualquer saco da ajuda humanitária que lhes enviámos.
Entre nós não há pobres. Não há velhos abandonados. Não há crianças com fome. Somos uma sociedade avançada, diz-se. Quando se pretende analisar sem demagogia o que nos rodeia damos com estudos insuficientes, nunca certificados e sempre objecto de todo o tipo de especulação. Damos com coisas surpreendentes que negam a evidência e que nunca permitem medir o problema que temos na mão.
Pesquiso dados concretos, tento reunir peças para perceber melhor e dou com o artigo de opinião de um nosso vizinho RCB, datado de Julho, para o qual aconselho leitura integral pela mensagem que se consegue ler nas entrelinhas.
É com um misto de sentimentos que, hoje, em 2008, vejo que continuamos a produzir praticamente os mesmos inquéritos de há 15 anos, com potencialidades analíticas reforçadas pelo inevitável amadurecimento dos mesmos, mas que, salvo alguns estudos mais ou menos ad hoc, continuam manifestamente sub-aproveitados, quer quanto à identificação e medição da pobreza, em sentido estrito, quer quanto à avaliação do impacto das medidas de política económica desenvolvidas para combater o flagelo.
Rui Cerdeira Branco
Rastos:
-> Blog Action Day 2008 ≡ Poverty
-> Jornal de Negócios ≡ Rui Cerdeira Branco
-> Adufe com ânimo ≡ Rui Cerdeira Branco
-> Economia & Finanças ≡ Rui Cerdeira Branco
[0.779/2008]
Blogosphere 2008 - Technorati
Para ter uma noção mais completa do perigosíssimo submundo dos Blogs nada como estudar um pouco a sua realidade. Evita duas coisas fundamentais:
1 – A cretinice de falar do que se não conhece remetendo para essa ignorância os medos do que se não controla;
2 - A prosápia de se pretender ser rei em terra de cegos, isto é, proporcionar que a obesidade da presunção não seja controlada antes de se atingir a cegueira pelo eu-mesmismo do 1%.
LNT
Rastos:
-> Technorati ≡ Blogosphere 2008
[0.778/2008]
Bs$ 1,176,104.67
Pelo que se pode observar no submundo accionista do submundo dos Blogs, esta Barbearia está sob fogo dos especuladores que já detêm a maioria das suas acções.
Numa altura em que os mercados de capitais andam em roda-viva (ou morta) corre-se aqui o risco de, mais dia menos dia, vermos o barbeiro ser agraciado com uma comenda presidencial.
Bs$ 1,176,104.67! Se o fisco sabe...
LNT
Rastos:
-> Blogshares ≡ a Barbearia do Senhor Luís
[0.775/2008]
Colaborador da Semana [ XLIX ]
[0.774/2008]
Barbearia In
Filipa Martins, nossa vizinha do Corta-fitas teve a amabilidade de convidar este barbeiro e colaboradoras para a apresentação do seu livro Elogio do Passeio Público que se irá realizar em simultâneo com a inauguração da Guimarães - Livraria Universitária, num espaço da Biblioteca Nacional.
A coisa vai processar-se no dia 15 de Outubro, pelas 18:30 horas, sob a batuta de Baptista Bastos e a supervisão de Teixeira Pinto.
A escrita de Filipa Martins, pelo que se pode observar nesta parcela do submundo dos Blogs, revela qualidades que abrem o apetite e a apresentação do livro em imagem (ver na barra lateral deste Blog) inventa curiosidade.
Barbeiro é profissão de recato, de poucas luzes. Certo é que se falhar a vernissage não falhará a leitura.
LNT
Rastos:
-> Filipa Martins ≡ Blog Corta-Fitas
[0.772/2008]
Coerência
Manuel Alegre quebrou a disciplina de voto imposta pelo Grupo Parlamentar do PS.
Argumentou coerência, coisa que vai rareando na política portuguesa, com as posições anteriormente assumidas na sua Campanha para a Presidência da República e apresentou a seguinte Declaração de Voto:
LNTDeclaração de voto
Projecto de lei nº 206/X ( BE )
Altera o Código Civil permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Projecto de lei nº 218/X ( PEV )
Consagra a universalidade e a igualdade no direito ao casamento
Com a devida consideração pela votação efectuada pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista sobre a disciplina de voto relativa aos projectos de lei do BE e do PEV sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é meu entendimento que a titularidade do mandato de deputado é individual e que uma deliberação partidária não pode sobrepor-se à decisão pessoal do deputado. Segundo o artigo 155º da Constituição da República Portuguesa, “os deputados exercem livremente o seu mandato” e segundo o artigo 157º, nº 2, “não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções”. O facto de ser eleito em lista partidária não dissolve a responsabilidade pessoal do deputado.
Há matérias em que a eleição por lista justifica a disciplina de voto, nomeadamente programa de governo, grandes opções do plano, orçamento, moções de censura e moções de confiança.
Os diplomas apresentados pelo BE e pelo PEV sobre casamento de pessoas do mesmo sexo têm a ver com liberdade, igualdade e não discriminação em função da orientação sexual. Trata-se de direitos. E em matéria de direitos e liberdades a Constituição nunca é neutra.
Acresce que nas últimas eleições presidenciais, em que fui o segundo candidato mais votado, sempre que, durante a campanha, fui interrogado sobre esta questão, pronunciei-me a favor da liberdade de orientação sexual.
Por todas estas razões votei a favor dos projectos de lei nº 206/X, do Bloco de Esquerda e nº 218/X, do Partido Ecologista os Verdes.
O Deputado
Manuel Alegre
Lisboa, 10 de Outubro de 2008
[0.771/2008]
Gestão do património [ III ] 
Afinal parece que não só é possível, como também é verdade, que os municípios tenham muito do seu património no mercado de arrendamento. (em relação a património arrendado creio que isto é só uma minúscula ponta do iceberg).
Já escrevi anteriormente que entendo que o aluguer de património municipal (coisa diferente de "cedência" do património municipal) é uma boa prática, desde que seja regulamentado e transparente. Já apontei que poderá ser um bom incentivo ao relançamento do mercado de arrendamento e ao mesmo tempo, ao praticar preços justos com margens de lucro razoáveis, servirá de regulação a esse mesmo mercado. Já referi que uma das formas de ultrapassar os estrangulamentos do OE que condicionam as actividades dos municípios é a de eles gerarem receitas próprias e acrescentar valor com a valorização de seu património (em vez de o delapidar). Já ventilei que o mercado de arrendamento pode ser uma forma de evitar a desertificação das cidades e que é um serviço essencial para quem não possa, ou não queira, endividar-se ou fixar-se perpetuamente.
Vejo que agora até já há quem preconize que os municípios deverão proceder, com urgência, à alienação do património, argumentando com o bem público e a defesa do mercado.
Embasbaco porque, das duas (ou três), uma:
- Quem o propõe não deve viver em Portugal. Se vivesse saberia que há milhares de fogos para vender e não existe quem os compre;
- Quem o propõe esquece-se do direito de preferência. Está a propor a alienação de património municipal por tuta-e-meia ignorando que os actuais arrendatários sabem fazer contas;
- Quem o propõe desconhece a malha edificada das grandes cidades. Se a conhecesse saberia que muito do património municipal arrendado promove as receitas mínimas que lhe permitem evitar a ruína. Deixar esse património devoluto seria mais um atentado contra o edificado e a qualidade de vida de quem mora e usufrui das metrópoles.
LNT
Rastos:
-> IOL ≡ Portugal Diário
[0.770/2008]
Sexualidades no submundo
O que distingue o termo certo linguístico do calão é a carga subjacente dos comportamentos na sua utilização.
Por exemplo:
Homossexualidade – s. f.,
carácter ou disposição de homossexual. (Priberam)
Paneleirice – s. f.,
carácter ou disposição de um grupo parlamentar para justificar numa declaração de voto a incoerência para desta forma fazer/manter as panelas/tachos. (Barbearia do Sr. Luís)
LNT
Rastos:
-> Priberam
->o Público ≡ Grupo parlamentar do PS vai apresentar declaração de voto a favor de casamento homossexual
-> Respirar o mesmo ar ≡ J. Paulo Nogueira
-> Vasco Campilho
-> Jardim de Luz ≡ Maria da Conceição
-> a Minha T-Shirt ≡ Miguel
[0.769/2008]
Um slogan por semana [ XXV ]
Nenhum apoio ao governo provisório!
(MRPP, 1975, d'après Lenine)
LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.767/2008]
Notícias do submundo
Uma saudação especial à minha estimada e acabrunhada camarada Ana Gomes no momento em que se sabe ter sido escolhida como ACTIVISTA DO ANO por votação on-line dos membros do Parlamento Europeu.
LNT
Rastos:-> Fátima Missionária ≡ Revista europeia distingue Ana Gomes como «activista do ano»
-> Causa Nossa ≡ Ana Gomes
[0.766/2008]
As árvores que andam
O Siô Manuel foi o guia e piloto da lancha que nos levou a conhecer o estuário do Rio Formoso no Pernambuco. Homem de cultura e pescador com o jeitinho de quem sabe as artes do Frêdo.
No Verão de Janeiro, o Siô Manuel contou tudo o que havia para contar, desde a heroicidade de um punhado de portugueses que ali fizeram frente aos holandeses, à História da Igreja de Carneiros, passando por outras estórias mais recentes de portugueses no Brasil e brasileiros em Portugal.
Ficou registado o banho de água tépida nas línguas de areia da foz, as ostras e os cocos na cabana da margem e a entrada pelos manguezais, florestas que andam pelo rio em busca do seu espaço de sobrevivência.
Para nós, habituados aos pinhais estúpidos que se deixam queimar mudos e quedos para alegria dos eucaliptais que os sucedem, aquilo era ficção pura. Árvores que se movem, que buscam o seu espaço de luz, lançando do tronco novas raízes, pernas que as deslocam e deixam para trás a morte por asfixia.
Vegetais espantosos de vida e serpentes que se recusam ao raquitismo da sombra das maiores que pretendem o Sol só para si.
LNT
[0.765/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXXI ]
[0.764/2008]
Mais maçadas do submundo
Quem usa o Eixo Norte-Sul da capital tem sido sujeito a alguns inconvenientes devidos às obras de repavimentação que há muito se impunham realizar. Quem lá passa hoje já pode comprovar que se desliza melhor e que o investimento ali feito vai beneficiar milhares de utilizadores.
No entanto, (mais um dos entretantos do submundo dos Blogs) gostaria de perceber como é que uma obra daquele montante não tem alguém responsável que consiga acompanhar o seu desenvolvimento e verificar a qualidade do trabalho.
Depois de terem construído o tapete liso, as máquinas que o construíram espalham bolas de alcatrão sobre o piso o que cria irregularidades e faz adivinhar que, se a física não for uma batata, quando vierem as chuvas voltarão os buracos.
Sabemos que a economia também se desenvolve pela contratação permanente de serviços que servem para reparar os serviços anteriores mas, em tempo de escassez, talvez fosse útil supervisionar estas coisas antes de mais uma vez deitar para o lixo outro maço de notas.
Tanta bandalheira mete dó.
LNT
[0.763/2008]
Já fui feliz aqui [ CCCXX ]
[0.762/2008]
Pensamentos pecaminosos
A pergunta que mais se ouvia ontem era se não seria mais acertado transferir as poupanças dos bancos privados para a Caixa Geral de Depósitos.
A questão sussurrava-se na rua, nos autocarros e até na rádio. Sabemos que a coisa não é assim mas anotamos que em altura de aperto não há liberal adepto da auto-regulação-do-mercado que não recorra ao Estado, pelo menos em pensamento.
LNT
[0.761/2008]
Gestão do património [ II ] (Act.)
Na caixa de comentários do texto anterior Jorge Ferreira do Tomar Partido esgrime razões para que os municípios leiloem os fogos que detêm. Não consigo perceber porque razão não deverão os municípios tentar proteger o seu património e ao mesmo tempo devolverem ao mercado a figura do arrendamento, coisa que se finou em Portugal por obra e graça dos subsídios do OE à aquisição de casa e dos negócios chorudos dos empréstimos bancários para aquisição de habitação.
Claro que este património teria de ser gerido com transparência, com regras e de acordo com as leis do mercado, mas poderia ser uma boa medida para sustentação dos municípios, para recuperação do parque habitacional cada vez mais degradado e para fixação das populações que não podem ou não querem contrair dívidas e obrigações para toda a vida.
Para além do mais é preferível que as contrapartidas da construção civil se façam em património para as Câmaras Municipais do que de outras formas menos claras.
LNT
(Act.)
Entretanto Vital Moreira responde com a Lei.
Se fosse jurista talvez pudesse argumentar fazendo de conta que as Empresas Públicas de Urbanização (e outros) de alguns municípios não existem para tornear estas questões legalmente infundadas e politicamente descabidas, mas não sou jurista e por isso não vou por aí, muito menos contra um especialista da lei como é Vital Moreira.
No entanto mantenho que não entendo o porquê do politicamente descabido e, a não o ser, então talvez fosse tempo de politicamente alterar a Lei.
LNT
Rastos:-> Tomar Partido ≡ Jorge Ferreira
-> Causa Nossa ≡ Vital Moreira
-> o Jumento ≡ Deve a CML ser senhorio?
-> Polis ≡ Deve a CML ser senhorio?
[0.759/2008
Gestão do património [ I ] 
Não percebo porque será que os municípios não possam ter património com o qual entrem no mercado de arrendamento. Vital Moreira diz que, por estar fora das atribuições dos municípios se deveria acabar desde já com essa prática.
Será que está nas atribuições dos municípios venderem livros e mapas ou arranjarem outras formas de auto-financiamento? Será mais próprio que os fogos provenientes de dações, permutas, contrapartidas, etc. fiquem ao abandono em vez de se arrendarem? Será que se poderá transformar uma casa de seis assoalhadas nas Amoreiras, por exemplo, em mercado de habitação social? Os municípios podem vender património mas não o podem arrendar?
Não vejo qualquer inconveniente em que os municípios criem receitas que os tornem menos dependentes dos orçamentos do poder central. Terão é de ser transparentes, pelo menos tanto como todas as outras entidades públicas proprietárias de milhares de fogos em arrendamento por este País fora.
LNT
Rastos:
-> Causa Nossa ≡ Vital Moreira
[0.758/2008]
Nada de novo
É ainda cedo para se fazerem projecções sobre os resultados das eleições legislativas do próximo ano.
Se se tem a ideia de que o PS se irá apresentar na linha do que até agora seguiu, dando continuidade lógica às políticas deste mandato, em relação ao PSD tudo está no segredo dos deuses, seja por tabú, seja por se pretender aguardar para ver o que aí vem.
A aparente falta de alternativa clara por parte do actual PSD, na sequência da opção que fez com a escolha de Manuela Ferreira Leite, pode ser uma estratégia que está a ser delineada de há dois anos a esta parte. A técnica do tabú é conhecida assim como está bem identificado quem sempre a utilizou.
No silêncio de Ferreira Leite sente-se a marca que caracteriza a boa-moeda de Belém que, como não pode agir politicamente para além das suas competências, pretende fazer de São Bento a sua extensão.
Nada de novo, portanto.
LNT
[0.756/2008]
Notícias do submundo
O submundo da blogs(fera) continua a pular e avançar como uma bola colorida na mão de uma criança.
Ainda ontem Tiago Barbosa Ribeiro enterrava o Kontratempos e já hoje fez renascer um título antigo do submundo, em parceria com alguns dos fundadores desse título roubado a O’Neill.
O País Relativo regressou das trevas.
Espera-se o sucesso garantido.
LNT
Rastos:
-> o País Relativo (novo) ≡ Mariana Vieira da Silva, Tiago Barbosa Ribeiro e Outros
-> o País Relativo (original) ≡ Off
-> Kontratempos (off) ≡ Tiago Barbosa Ribeiro
[0.755/2008]
Mãos ao ar
Repete-se o apelo de Sua Excelência o Sr. Presidente no dia da República.
Não deixem os braços caídos, apelo que merece o acordo de Sua Excelência o nosso Primeiro, um "queiram-me desculpar" de Sua Excelência a muda líder da oposição e a de outros, menos representativos mas mais folclóricos, desta nossa Rés Publica que hoje comemoramos.
Não se deixem de braços caídos embora os vossos impostos não estejam a ser bem usados, embora a divergência dos parceiros europeus, embora os idosos a quem a reforma mal chega, embora a busca infrutífera de 1º emprego, embora os homens e mulheres sem postos de trabalho, embora a pobreza e a exclusão social, embora a desigualdade, embora a fantasia em que vos querem mergulhar.
Animem-se, encham o peito de História multissecular e levantem os braços. Este povo ainda tem muito para dar.
Mãos ao ar!
LNT
Rastos:-> Presidência da República ≡ Intervenção do Presidente da República na Cerimónia das Comemorações dos 98 anos da Proclamação da República - Praça do Município - Lisboa, 2008.10.05
-> SIC ≡ Filme do discurso
[0.751/2008]
Colaborador da Semana [ XLVIII ]
Tony Back e Peix Eca são as nossas colaboradoras desta semana.
Tony porque gosta de mergulhar no submundo do ponto G quando a lama de Peix, colaboradora viril, lhe despacha um early morning.
Peix porque gosta de se tocar imaginando que o mundo é ela, só ela, ao exclamar em êxtase enquanto se masturba: the pig likes it!
Uma e outra são mestras no uso de acessórios que as satisfazem quando estão em delírio e rebolam-se de prazer ao verem o seu reflexo no espelho.
Não há colaboradoras como estas. Os clientes babam-se com as fantasias e gritam em coro enquanto admiram as suas artes:
More mud, darlings! Cool!Um sucesso nesta loja. Deus as abençoe.
When you fight with a pig you both get dirty! Cool!
Rastos:
-> Quadratura ≡ O submundo dos blogs e a mulher barbada
-> Costa do Castelo ≡ O submundo das eleições
-> Abrupto ≡ When you fight with a pig you both get dirty - but the pig likes it

[0.749/2008]
Um slogan por semana [ XXIV ]
Uma gaivota voava, voava
Filha-da-mãe
nunca mais se cansava.
(Anarcas - 1975)
LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.748/2008]
Presunção e água benta (act)
e o submundo da blogosfera
A SICn continua a passar um velho programa de entretenimento que dá pelo nome de Quadratura do Círculo onde um jornalista se bate com outros três entertainers. A coisa teve impacto em anos idos e como deve estar em quebra de share há que espevitá-lo.
Nada de grave porque os tipos, às vezes, até têm graça.
Hoje, entre outras, a blogos(fera) esteve na berlinda e voltámos a saber pela boca de Pacheco que 99% dos blogs portugueses são lixo. Salva-se o Abrupto, presume-se, mas como o seu autor escreve em transparente que não se deve lutar com porcos porque quem o faz fica enlameado, nós, que somos asseados, prescindimos da liça.
O meu caro amigo e camarada António Costa é que surpreendeu com a forma como nos caracterizou.
Possivelmente quando daqui a uns meses chegar a campanha eleitoral esquecerá o que hoje disse sobre os blogs e os bloggers e voltaremos a contar com o seu convívio, como aconteceu há dois anos quando se fez eleger.
A coisa ainda não está na NET mas há-de estar em breve por aqui (agora já lá está). Oxalá alguém transforme este trecho de pancada nos Blogs em You Tube para mais tarde recordar.
LNT
A frase transparente em abruptês ressabiado (e mal traduzido):
Nunca te atires à lama a lutar com um porco – primeiro, porque te sujas; segundo, porque é disso que o porco gosta.
A frase transparente na boca de um seu divulgador (Walter Winchell - igualmente ressabiado):
When you fight with a pig you both get dirty - but the pig likes it.
Rastos:
-> SICn ≡ Quadratura do Círculo
[0.746/2008]
Benfica/Nápoles
Em directo (mas sem largura de banda) -> http://estadiovirtual.sapo.pt/
LNT
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[0.745/2008]
Vírus abruptus
Oh Zé aperta o laço,(em voz pastosa e arrastada) O som que acabaram de ouvir é parte integrante do cancioneiro nacional, uma das mais fantásticas obras da inventiva poética do eixo Minho/Douro, um salamaleque de exuberante trinado étnico.
Oh Zé aperta-o bem!
Que o laço bem apertado,
Ai oh José, fica-te bem.
[0.743/2008]
Vale-o-que-vale e é-o-que-é [ II ]
Não é bem isso, Rui. Os discursos são para normais embora os que os prenunciam estejam convencidos que os dizem para anormais. De resto é como tu dizes, meu caro amigo pintor: sinto os serventuários mas como sem eles a carta não chegava a Garcia, são-me úteis.
Não há nada mais ingrato que escrever a alguém e não ter portador para a mensagem.
LNT
Rastos:
-> Rui Perdigão ≡ Vida das Coisas - Discursos para anormais? É isso, Luís?
[0.742/2008]
Artes de manipulação
Aviso inicial:
Sou amigo de Ana Sara de Brito e tenho por ela grande consideração pessoal e política.
Recebo por mão amiga um texto de Inês Pedrosa que transcrevo mais abaixo por não o encontrar publicado em lado algum e leio um artigo do o Público que algum cobarde deixou anonimamente ficar em link numa caixa de comentários deste Blog.
Sobre o assunto tenho pouco a dizer porque o muito que poderia escrever seria sempre interpretado como defesa de uma amiga, mas há constatações que não poderei deixar de registar:
1.– A casa onde Ana Sara viveu até 2007 foi-lhe arrendada em 1987 (21 anos).
2.– As dificuldades de uma enfermeira há 21 anos não se podem meter no mesmo saco com uma reforma usufruída hoje. O Público ao informar do valor da reforma de hoje e ao não dizer quanto ganhava uma enfermeira à data em que a casa lhe foi arrendada comete um grosseiro acto de manipulação.
3.– A renda da casa da Rua do Salitre foi, segundo as declarações de Ana Sara, objecto das actualizações anuais previstas na lei do arrendamento. Tratava-se de um contrato legal de arrendamento igual a qualquer outro e sujeito às mesmas regras e relações que existem entre inclino e senhorio.
4.– A casa não fazia parte de um lote de habitação social, o que quer dizer que fazia parte do mercado de arrendamento do parque habitacional de Lisboa.
Ainda assim Ana Sara de Brito, dando mostras da integridade que sempre lhe conheci, entendeu entregar as chaves ao senhorio quando foi eleita vereadora no ano passado. Não tinha que o fazer. Renunciou a um contrato que sempre cumpriu e que nada tinha de diferente de todos os outros contratos de arrendamento de Lisboa realizados há vinte e um anos. Fê-lo porque Ana Sara entendeu, uma vez mais na vida, manter a sua vida pública acima de qualquer suspeita.
Sem honra nem vergonhaLNT
Como sobreviverão os políticos honrados aos ataques insidiosos dos corruptos?
A tentativa de assassinato de carácter de que foi alvo Ana Sara Brito é um exemplo-limite do lamaçal em que se tem vindo a tornar a política portuguesa. A actual vereadora da Acção Social e Habitação da Câmara Municipal de Lisboa é uma mulher a quem tanto os amigos como os adversários políticos reconhecem, desde sempre – e este sempre é longo, porque Ana Sara tem prestado serviço à população de Lisboa desde o tempo em que era presidente Nuno Krus Abecassis – duas qualidades absolutas: eficiência e honestidade. A reunião dessas duas qualidades criou-lhe, aliás, inimizades mais ou menos surdas, dentro do seu próprio partido: leal aos seus princípios e valores, Ana Sara nunca temeu ir contra as vozes dominantes, e contrapor o seu pensamento ao dos chefes, dentro do Partido que elegeu como seu (e que nunca abandonou).
Assim, por exemplo, ergueu a sua voz contra o então Primeiro-Ministro António Guterres, quando este impôs um referendo, depois da lei da interrupção da gravidez ter sido aprovada na Assembleia da República. Nas últimas presidenciais, apoiou a candidatura de Manuel Alegre, cujo sucesso, é justo que se recorde, muito ficou a dever ao seu trabalho, foi ela a coordenadora nacional da campanha. Nunca trocou os seus valores por benesses, nunca serviu a dois senhores em simultâneo, e nunca entrou em negociatas de espécie alguma, antes as denunciou e denuncia, em sede própria. O cargo que hoje ocupa na CML advém do reconhecimento (tardio, digo eu) dos seus múltiplos talentos e virtudes, às quais não posso deixar de acrescentar a da isenção, por parte dos líderes do seu partido.
Assumiu este cargo numa época difícil, e com sacrifício pessoal, quando podia estar tranquilamente a gozar a sua reforma, depois de quarenta e seis anos de trabalho, não só a favor da cidade (como autarca), como a favor da população portuguesa (exerceu durante anos a profissão de enfermeira, na área da saúde mental, e trabalhou com Maria de Belém no Ministério da Saúde). Não tinha falta de ocupação, já que faz parte de várias associações de defesa de direitos cívicos, e não assume compromissos de boca. Num país onde pululam os apoiantes teóricos de causas – aqueles que dizem: «faz, que eu assino» – Ana Sara sobressai pela dedicação, pelo empenhamento e pela coragem.
Mas, em Portugal, a honestidade, a isenção e a frontalidade pagam-se caro. Porque incomodam muita gente. Incomodam aqueles que estão habituados a uma vida de negociatas turvas, trocas de favores e abusos de poder. É natural que os incomode, porque Ana Sara não só não colabora com esses esquemas, como não lhes fecha os olhos. Ao assumir funções, entregou à Polícia Judiciária todos os documentos controversos que encontrou.
Como António Costa explicou na conferência de imprensa que realizou, ao lado de Ana Sara Brito, na passada segunda-feira, a Polícia Judiciária tem estado a trabalhar nas instalações da CML, para escrutinar tudo, com total apoio dos serviços camarários. Assim, no preciso momento em que os processos menos claros das anteriores gestões camarárias começam a ser levantados pela Justiça, e os nomes dos arguidos, reais ou potenciais, começam a saltar para os jornais, surge uma campanha de ataque, nebulosa e nevoenta, misturando alhos com bugalhos e envolvendo várias figuras da actual gestão municipal – entre as quais Ana Sara Brito, acusada de, há vinte e um anos, ter abarbatado para si uma casa da Câmara. A acusação, como ela mesma explicou, na passada segunda-feira, é falsa. O aparecimento desta campanha contra a Vereadora da Habitação coincide também com o anúncio, feito por ela, de um plano de realojamento com novas regras – justas e estritas, sem qualquer margem discricionária. São coincidências a mais.
Quem manipulou alguma comunicação social contra Ana Sara Brito? A quem aproveitam estas mistificações? Aos que têm contas a prestar ao erário público dos portugueses. A técnica é antiga: já o burlão Alves dos Reis, quando se começou a sentir apertado, desatou a acusar a administração do Banco de Portugal. Dir-se-á que a verdade vem sempre à tona – mas todos sabemos que nem sempre é assim. Alguma vez saberemos a verdade sobre as décadas e décadas de abusos sobre menores na Casa Pia?
Para mal dos que gostariam de ver em Lisboa uma Vereadora maleável, fraca, corruptível, Ana Sara não cede nem desanima. Mas quantas pessoas de bem não desistem, logo à partida, da política, por temerem os golpes baixos, as acusações sem fundamento ou a devassa da sua vida particular? Vamos repetindo, com desalento, que a política se tem vindo a tornar um território de mediocridade crescente. Se continuarmos a deixar que os medíocres procurem arrastar para a lama que é o seu habitat natural o nome e a imagem das pessoas honradas como Ana Sara Brito, acabaremos por ficar nas mãos da ditadura da mediocridade. Os medíocres formam máfias transversais ao espectro partidário, organizam-se para assaltar a riqueza nacional (ou o que dela resta, depois de séculos de corrupção e mediocridade). Mas não podem vencer os que trabalham honradamente a favor da coisa pública sob pena de perdermos, em definitivo, a honra e a liberdade.
Inês Pedrosa
Rastos:-> Câmara Municipal de Lisboa ≡ Vereadora Ana Sara Brito prestou esclarecimentos sobre notícias vindas a público
-> Público.pt ≡ Vereadora que pagava 146 euros de renda à Câmara de Lisboa recebe reforma de 3350
-> Corta-fitas ≡ Teresa Ribeiro - Ooops!
-> Mátria Minha ≡ Eugénia de Vasconcellos - Carácter
-> Mar Salgado ≡ Filipe Nunes Vicente - Bigorrilha, Bigorrilho, Bigorrupto e Bigorreco
-> Suspeitix ≡ Luís Coelho - Baixa política





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