domingo, 21 de Junho de 2009

Política Fantasmagórica [ I ]

Mancha NegraPor princípio, quem se candidata a eleições e é eleito deve cumprir o seu mandato. É a democracia em execução e este deve ser o respeito a ter pelos eleitores que começam a estar fartos de dar a sua confiança a quem, de imediato, abusa dela.

A única excepção admissível a esta regra é a que decorre do Governo emanar da Assembleia da República e, como tal, alguns dos deputados eleitos poderem sair para constituírem esse mesmo Governo.

Se o caso das candidatas ao PE já não merecia aprovação por se saber serem candidatas às Câmaras Municipais de Sintra e do Porto e que, a vencerem as eleições autárquicas, renunciariam ao lugar de deputadas europeias, o de Paulo Rangel que usou o argumento das candidaturas fantasma como uma das pedras base da sua campanha e agora anuncia estar disponível para abandonar o cargo em troca de um lugar no Governo, é escandaloso pela falta de honestidade que revela. Nada que se não esperasse, até porque se um destes dias vier a haver alterações na direcção do PSD, certamente teremos também Rangel a fazer a agulha.

Quando se anunciarem as listas para deputados à Assembleia da República veremos quantos fantasmas haverá nesta pouca-vergonha em que se tornou a utilização da política para satisfação de interesses pessoais. Nessa altura veremos quantas múltiplas candidaturas se fizerem nas listas das europeias, legislativas e autárquicas e teremos oportunidade de observar que não será um exclusivo dos “grandes Partidos”. E o argumento de que só se candidatam a cargos diferentes porque não foram eleitos para cargos anteriores não servirá de razão porque fica à mostra que a disputa é para conseguir um qualquer tacho.

Restará, nessa altura, a dignidade mínima de Ana Gomes e Elisa Ferreira que apesar de terem cometido o "pecado" tiveram a frontalidade de informar, à partida, os eleitores das suas intenções.
LNT
[0.477/2009]

1 comentário:

Anónimo disse...

Completamente de acordo.
Rangel,se tinha alguma,perdeu toda a legitimidade de falar, na transparência democrática.
Olhe Luis continuando a falar da(s)mosca(s), elas mudam-se ou morrem,mas o resto já sabemos... Desculpe, estou azeda, aqueles 28 altissimos pensadores que descobriram hoje a pólvora(!!)deixaram-me assim...
É que até podem ter razão, mas porquê isto agora,´depois do governo já ter decidido adiar?!

Desculpe, isto não tem que ver com o post.É desabafo.
Boa noite

Albertina