domingo, 31 de maio de 2009

Por Paços, esforço e vitória

Paços de Ferreira

Em fase de confissões públicas fica dito que este vosso barbeiro é do Paços de Ferreira desde que nasceu. Coisas de família, pois já o pai era marceneiro como São José e a mãe doméstica, o que igualmente traz alguma espiritualidade à tradição.

Continuando em fase de confissões também o barbeiro concorda com Pinto da Costa. O jogo em vez de se realizar no estádio de Oeiras deveria fazer-se na Catedral da Luz para que os nativos pudessem ter o gosto de aplaudir o Paços de Ferreira e vitoriá-lo.

Muita fé, portanto. Muita energia positiva.

Por Paços, esforço e vitória.
LNT
[0.424/2009]

São mais as nozes do que as vozes?

50 EurosOs bancos fazem-se com moedas e o dinheiro não tem cor, dizem, embora, tal como as moedas que podem ser boas ou más, o dinheiro pode ter mais tonalidade ou ser mais descolorado.

As acções podem levar-nos ao Céu ou ao Inferno. Dependem de serem boas ou más acções e tal como as boas ou más moedas, podem ter mais ou menos tonalidade tal como o dinheiro. Depende de pressentir quando as acções estão no ponto bom antes que fiquem no ponto mau.

É tudo uma questão de interpretação, de tonalidade e de tempo, como se vê, ficando só por saber qual o tom dos pequenos investidores das acções boas, que deram boas moedas.
LNT
[0.423/2009]

Já fui feliz aqui [ DXLIII ]

LNT - 2 anos
Dois anos - Lisboa - Portugal
LNT
[0.422/2009]

sábado, 30 de maio de 2009

Colaborador da Semana [ LXXIV ]

Vithal Mor Eira
Vithal Mor Eira é a nossa colaboradora descolorada. Ficou assim em virtude de um choque tecnológico após ter desligado a cassete repetitiva e ter-se encantado por novas metodologias de abertura.

Vithal ainda contém todos os electrões o que a fazem ter procura pelos clientes amantes de sensações fortes, aqueles que se rebolam de entusiasmo com as suas picadas e picardias pró-volteicas.

Lella que o diga.

Mor Eira anda feliz por ter encontrado um leitmotiv novo que lhe dá ânimo a manter-se na senda da generalização sempre que se escarrapacha em dissertações públicas. Tanta sabedoria, estudo e pareceres proporcionam-lhe aquele jeitinho que só ela tem para os banhos de multidão.

Com isto enche páginas de letras e letras de muito ganho para este estabelecimento que a acolhe o que faz dela a colaboradora da semana.
LNT
[0.421/2009]

Uma colherada de Maizena dá saúde e faz crescer

Maizena João Villalobos diz que não entende (que não está certo de ter entendido) aquilo que designa de arrazoado de perguntas que deixei aqui, no meu Blog pessoal ,e que também referi no Eleições2009/o Público, embora com ligeiros ajustes.

Cá em casa já dei a resposta que entendi e agora no Eleições2009, mais independente, fiz o Post que reproduzo nesta Barbearia para tentar tornar mais compreensível aquilo que escrevi.

Então meu caro João Villalobos aqui vai, com a esperança de que o possa melhor esclarecer.

Parte interrogativa:
Afinal em que ficamos?
1- Se estas eleições são um teste punitivo ao engenheiro, como pode o seu empurrão fazer arrancar as intenções de voto no PS?
2- Será por o engenheiro apoiar José Manuel e o Professor não?
3- Será porque, como sonha Rangel, a disputa ser entre ele (Rangel) e Sócrates, ou será que isto é tudo uma fantochada e nem Barroso é candidato nestas eleições, nem Rangel tomou ainda o lugar de dona Manuela e por isso não é candidato a Primeiro-Ministro, ao contrário de Sócrates?
Interpretação:
Questão 1 – O PSD tem como discurso que estas eleições têm um valor reduzido sendo a sua grande importância observá-las como uma sondagem às legislativas. O PSD afirma constantemente que a avaliação global deste Governo é péssima e que por isso terá de ser penalizado. O PSD acusa o Primeiro-Ministro de estar a amparar o candidato Vital Moreira na Campanha eleitoral e vai dizendo que a sua presença serve a melhoria das intenções de voto no PS. Ora se tudo isto que o PSD diz é verdade, há forte contradição no seu discurso. Parece-me que a questão levantada no referido texto nada tinha de difícil interpretação.

Questão 2 – O PSD defende que o futuro de José Manuel Barroso está intimamente ligado ao resultado das eleições para o Parlamento Europeu e acusa os candidatos do PS de serem contra a recondução de Barroso, o que é felizmente verdade. Sócrates apoia a recondução de Barroso. Dado que Sócrates aparece nas acções de campanha e as sondagens seguintes sobem, isso resultará de Sócrates apoiar Barroso? Parece-me que a questão levantada no referido texto nada tinha de difícil interpretação.

Questão 3 – Rangel é candidato ao Parlamento Europeu. Sócrates e Ferreira Leite são candidatos à Assembleia da República (indirectamente poderá extrapolar-se que são candidatos a Primeiro-Ministro). Paulo Rangel diz que "sente estar a lutar com José Sócrates". Ora se ele “ainda” não é o líder do PSD estamos no capítulo dos sonhos uma vez que José Sócrates não é candidato ao Parlamento Europeu mas sim a Primeiro-Ministro. Neste caso parece que Paulo Rangel sente, sonha, ser líder do PSD para efectivamente poder rivalizar com Sócrates. Para isso terá de tomar o lugar de Manuela Ferreira Leite no PSD. Parece-me que a questão levantada no referido texto nada tinha de difícil interpretação.

Nesta 3ª questão estava também implícito que o PSD anda longe de promover a Europa na sua Campanha e que só se perde em tricas que têm reduzido interesse para as eleições de 7 de Junho, inclusive mandando recados para o interior do PSD sobre a inevitável substituição de Ferreira Leite por Paulo Rangel (o sentimento/sonho de Paulo Rangel) caso pretendam vir a ter um razoável resultado nas legislativas. Espero que agora, caro João, o arrazoado esteja mais explícito e que a compreensão dos escritos melhore. Como disse anteriormente, uma colherada de Maizena dá saúde e faz crescer. Bom apetite e boa digestão.
LNT
[0.420/2009]

Rastos:
USB Link ->
Papa Myzena ≡ João Villalobos - Não estou certo de ter percebido mas respondo na mesma
-> Eleições2009/o Público ≡ Luís Novaes Tito - uma colherada de Maizena dá saúde e faz crescer
-> Sapo notícias ≡ Rangel: Sinto que estou a lutar com José Sócrates

Já fui feliz aqui [ DXLII ]

Hotel Polana
Hotel Polana - Lourenço Marques - Moçambique
LNT
[0.419/2009]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Anjos e demónios

ElefanteEste texto compõe-se de duas partes. Uma porque sim e a outra porque sim também.

1ª Parte
Como não podia deixar de ser, José Lello apressou-se a atacar Maria de Belém por se demarcar das declarações infelizes feitas por Vital Moreira.
Lello é assim mesmo, para ele vale tudo. Pode ser que um dia o incluam, por generalização, num grupo de gatunagem e que nesse mesmo dia haja algum seu camarada que lhe venha a fazer o que ele fez hoje a Maria de Belém.
Enfim, como em todos os outros grupos, também há no PS sempre alguém que nos envergonhe.
Que isso fique com ele, a mim não me serve.

2ª Parte
O Céu está cheio de anjos e de boas intenções. Como vivemos na Terra e mais especificamente em Portugal onde existe uma coisa que se chama PSD e outra que se chama política baixa, basta imaginar que o caso do BPN se passava com elementos do PS para saber o que não iria por aí.
As agora virgens ofendidas, há muito que trabalhariam no Elefante Branco.
LNT
[0.418/2009]

Uma colherada de Maizena dá saúde e faz crescer

MaizenaA rapaziada e outra gente mais crescida do PSD gosta de dizer, desde o início das hostilidades para as Europeias, que estas eleições têm pouca importância em termos eleitorais (não vão os maus resultados dar-lhes cabo da propaganda) mas que funcionam como um teste, uma espécie de sondagem-à-boca-das-urnas, para aquilo que se irá passar nas legislativas.

Essa rapaziada e outros seniores desenvolvem estas teorias de desvalorização ao mesmo tempo que se centram no pecado maior de Portugal (leia-se: - dos deputados eleitos em Portugal para o PE) poder vir a não apoiar o porreiro José Manuel na sua nova recandidatura ao lugar para onde foi catapultado por Bush, Blair e Aznar, na sequência dos cafés que serviu nas Lajes.

Estranha-se que venha agora a rapaziada e os demais adultos analisarem outra ligeira subida do empate técnico a favor do PS com a lembradura de que este facto se deve à entrada do engenheiro na campanha e no empurrão que ele está a dar ao Professor coimbrão.

Afinal em que ficamos? Se estas eleições são um teste punitivo ao engenheiro, como pode o seu empurrão fazer arrancar as intenções de voto no PS? Será por o engenheiro apoiar José Manuel e o Professor não? Será porque, como sonha Rangel, a disputa ser entre ele (Rangel) e Sócrates, ou será que isto é tudo uma fantochada e nem Barroso é candidato nestas eleições, nem Rangel tomou ainda o lugar de dona Manuela e por isso não é candidato a Primeiro-Ministro, ao contrário de Sócrates?

Era bom que a rapaziada esclarecesse estes assuntos. Dizem que a papa Myzena ajuda. Experimentem!
LNT
(também publicado, com algumas variantes, no Eleições2009/o Público)
[0.417/2009]

Topete Vital

Vital MoreiraFinalmente o Camarada Vital resolveu dar um arzinho de apoio a este mui ilustre estabelecimento, marcando para o dia 8 de Junho uma ensaboadela geral, massagem turca e acerto de patilhas, bigode e topete.

O camarada Vital, diz o Público, confirma que "sem qualificação não pode haver melhor emprego" referindo-se às nossas colaboradoras depois de lhes reconhecer que "com umas mãozinhas como essas até arriscava cortar o cabelo à primeira".

Jubila-se nesta modesta casa. Puxa-se o lustro aos amarelos e engraxam-se as marquesas para que o nosso ilustre deputado europeu (que já o é asseguradamente) se sinta relaxado na vitória (sua/dele).
LNT
[0.416/2009]

Rastos:
USB Link
->
Imagem ≡ O Sítio dos Desenhos - Fernando Campos

Já fui feliz aqui [ DXLI ]

Centre George Pompidou
Centre George Pompidou - Paris - França
LNT
[0.415/2009]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Oração

Star WarNeste País de Santos em que vivemos, o mesmo que tem Padroeira e comemora entre a sardinha assada e a sangria tinta os patronos populares, vamos assistindo, em directo e ao vivo, à canonização de uns e outros que agora, imbuídos de espírito e misericórdia, são bafejados com a unção digital da pureza imaculada.

Olho-os nos olhos (porque ainda têm lata de nos olhar pelas câmaras) e questiono-me sobre aquilo que será o Céu que os vai acolher.

Deus queira que nesse Paraíso não haja bancos.

Ámen.
LNT
[0.414/2009]

A utilidade da rubrica “Tempos de Antena”

o brilho de um sorriso

Sorriso
Das duas uma. Ou o MEP tem mais tempos de antena que os outros Partidos, o que não me parece possível (o que sei não ser possível) ou a Laurinda é mais visível que os outros candidatos às europeias. Sempre que calha abrir a TV e coincide com a rubrica “Tempos de Antena” lá está a Laurinda, o verde, o autocarro, os jovens simpáticos e aquela senhora da Casa Pia de que agora não recordo o nome.

Pode ser só coincidência (é coincidência, só pode) mas é uma realidade.

E isto quer dizer o quê? Pode querer dizer que há ali qualquer coisa que a faz sobressair dos outros que aparecem nos tempos de antena, porque agora, pensando melhor, tenho vaga ideia de já ter visto outras caras e outras cores. A minha sorte é que sei em quem votar e sei que votarei, senão o meu voto iria para Laurinda e a minha abstenção seria para ela e para todos os outros.
LNT
[0.413/2009]

Já fui feliz aqui [ DXL ]

Mértola
Mértola - Alentejo - Portugal
LNT
[0.412/2009]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Corporativismos

Moura Guedes v Marinho PintoDentro do conceito de liberdade, um dos segmentos que mais estimo é o que respeita à liberdade de imprensa. Neste em especial, porque forma opinião, o seu exercício tem de ser enquadrado na responsabilidade, na ética e na isenção e seguir a deontologia estabelecida.

Não é pelo facto, ou não deveria ser, das notícias estarem sujas de tinta das rotativas que os jornalistas podem esquecer os princípios e os códigos de referência que os norteiam.

Vem isto a talhe de foice para recordar um acontecimento, já requentado, que se deixou maturar na esperança de o ver relatado, mas que a classe envolveu em blackout total.

O bate-papo esgrimido na passada semana entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto não foi relatado nem analisado na comunicação social e não fosse a W2 com as suas funcionalidades, You Tube, redes sociais e blogs, teria morrido ali mesmo. A estação encerrou-o nas catacumbas da TVI, não o deu ao prelo nem ao formato electrónico e o silêncio absurdo tratou-o como se nunca tivesse acontecido.

Tivesse Marinho Pinto dito o que disse a outro interlocutor advogado, político, informático ou médico, as primeiras páginas não perdoavam e as colunas de opinião publicada não refeririam outra coisa. Como a questão se passou com uma jornalista nada sobrou.

Afinal há corporações onde a auto-censura se revela e se esquece o mesmo dever de informar sempre evocado em casos semelhantes, desde que com outros actores.

George Orwell continua actual.
LNT
[0.411/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXIX ]

Casa Velha
Casa Velha - Cacela - Algarve - Portugal
LNT
[0.410/2009]

terça-feira, 26 de maio de 2009

Curta explicação para uso dos comentários (act.)

Caixa de comentários

Quem não tiver uma identificação Google e quiser fazer comentários só tem de abrir a caixa de comentários, seleccionar a opção Nome/URL escrever o nome, escrever o comentário e clikar no "Publicar comentário".

Outra forma será abrir a caixa de comentários, seleccionar Anónimo, e depois de escrever o comentário assiná-lo e clikar no "Publicar comentário".

Parece que assim se resolve o problema da Albertina.
LNT
[0.409/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXVIII ]

Cidadela
Cidadela - Cascais - Portugal
LNT
[0.408/2009]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Europeias 2009

Europeias 2009

A partir de hoje há uma nova entrada para o Blog Eleições2009/o Público através do Destacável on-line Eleições Europeias 2009.

Trata-se de uma página de abertura, com acesso a partir da 1ª página do o Público, com links diversos para textos do Eleições2009, outros Blogs, clipping de notícias, sondagens, destaques, imagens de campanha e recolha de comentários.

Mais uma iniciativa com a chancela de Paulo Querido.
LNT
[0.407/2009]

Rastos:
USB Link
->
Eleições Europeias 2009 ≡ o Público - Destacável -> Jornal o Público

Já fui feliz aqui [ DXXXVII ]

Casa de Malta
Casa de Malta - Minho - Portugal
LNT
[0.406/2009]

domingo, 24 de maio de 2009

Chou Chou

Bruni Sarkozi Filme
Habituados ao crispado em que vivemos olhamos com algum desprezo para o toque sensual, mesmo que seja propositadamente feito de política, amesquinhando o contacto para lhe retirar o prazer da vida e da ternura.

O toque, a sensualidade, até quando encenada por um canastrão, não consegue passar desapercebido e quando o olhar dos que se tocam faz pressentir paixão, percebe-se que o banho anunciado é um convite ao que lhes vai na alma.

O Presidente e a charmante chanteuse conseguiram passar um momento de vida ao derreterem-se em bom gosto.

Que me lembre, em Portugal, coisa semelhante só vi há uns anos, e não tão explícito, pelo menos não com aquela expressão de fome e tendresse, nos olhares de Bárbara e Manuel Maria e aí caiu o Carmo e a Trindade, que a moral lusa não permite tais arrojos.

Benditos!
LNT
[0.405/2009]

Também publicado, com mais redacção e acutilância, no Eleições 2009/o Público

IRS

SimpsonSão seis da manhã. Que difícil é a vida de contribuinte. Paga e além disso tem de estar seis horas a preparar papeis para poder declarar o IRS. Felizmente há um sistema que permite fazer estas coisas de madrugada e, diga-se, até funciona bem, mas a preparação dos números é de vomitar.
Brrhaaaa...
LNT
[0.404/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXVI ]

Cabanas de Tavira
Cabanas de Tavira - Algarve - Portugal
LNT
[0.403/2009]

sábado, 23 de maio de 2009

Manuelas

Alguém tinha de lhe dizer o que muitos milhares pensam mas que não conseguem fazê-lo porque Manuela Moura Guedes ataca escondida atrás de um vidro.

Marinho Pinto é desbocado, felizmente.

Restam poucos desbocados, nesta terra de recados, que tenham coragem para dizer cara a cara e perante toda a gente o que têm para dizer.

Manuela, por muito que arregale os olhos, não consegue ter razão.
LNT
[0.402/2009]

Colaborador da Semana [ LXXIII ]

Sonda AgemSonda Gem caracteriza-se pelo feitio escorregadio. De uma semana para a outra é capaz de passar de rosa a laranja dependendo das mãos que a agregam e das vantagens que sabe conseguir ao sabor dos números.

Sonda estranha que os comentadores nada estranhem quando oscila bruscamente e é assim que gosta de evoluir. Como habitualmente diz às suas colegas, o segredo do seu sucesso reside exactamente nessa dualidade.

Quando lhe perguntam se aprecia mais de um lado ou do outro, Sonda Gem sorri com expressão ingénua, encolhe os ombros numa arrepiação militante e deixa-se levar à sala de massagens onde produz milagres de volúpia e descontracção àqueles que satisfaz.

Sonda Agem é uma experimentada colaboradora desta casa e a sua versatilidade merece a distinção da semana.
LNT
[0.401/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXV ]

Jacarandás
Jacarandás - Lisboa - Potugal
LNT
[0.400/2009]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Línguas de trapos

Olho de lobo Quando alguém quer fazer propaganda política abstrai, não especifica, não sujeita a apreciação aquilo que defende. Exemplo? - "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos". O que aqui se lê é nada, porque só pretende passar a mensagem sublimar de que algo foi feito sem ter de o demonstrar. São técnicas antigas tão válidas como as usadas em seu contrário pelas oposições quando dizem "o Governo não tomou qualquer boa e importante medida nos últimos anos".

Claro que em termos de campanha é difícil fazer o enunciado, principalmente quando se não sabe ou não se pode fundamentar, mas se é uma linguagem de verdade que queremos usar, vamos ter de ser mais claros e concretos.

Façamos um pequeno exercício com a frase indicada acima:

Em vez de dizer: "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos", digamos: "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos no campo da educação", ou "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos no campo da justiça", ou "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos no campo da segurança", ou "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos no campo da saúde", ou "a importância das boas e importantes medidas que o Governo adoptou nos últimos anos no campo da administração" e depois tentemos ainda acrescentar um "nomeadamente em" e rematemos com um "conforme se comprova pelos resultados apresentados em...".

Aqui sim, a porca torcerá o rabo, como diria o nosso muito sábio Zé-povinho.
LNT
[0.399/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXIV ]

Costa de Caparica
Costa de Caparica - Potugal
LNT
[0.398/2009]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Correntes em série

Aqui há uns tempos e depois mais recentemente a Cristina Vieira, que nunca se esquece de mim por saber o que gosto destas correntes, e o Carlos Santos desafiaram-me para revelar algumas séries inesquecíveis que acompanhei na TV.

Confesso que sendo um televisão-dependente daqueles que têm sempre o ecrã ligado mas sem ver o que lá se passa e a maioria das vezes com o som em off e a música a sair por outras colunas, acompanhei noutros tempos séries memoráveis nos intervalos do não ver.

Twin Peaks, Allô allô, Hill Street Blues, Yes Minister, Upstairs Downstairs, The Invisible Man, Alfred Hitchcock, Miss Marple, The Fugitive, Cheers, Hercule Poirot, Soap, Mission: Impossible, The Thunderbirds, foram algumas delas.

Curiosidades satisfeitas, nada passo às vítimas seguintes, como de costume.
LNT
[0.397/2009]

Rastos:
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->
Contra Capa ≡ Cristina Vieira
-> o Valor das Ideias ≡ Carlos Santos

Já fui feliz aqui [ DXXXIII ]

Castelo de São Jorge
Castelo de São Jorge - Lisboa - Potugal
LNT
[0.396/2009]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Paranóias

Copo de água

Desfilamos sempre a pensar nos sapatos que usamos, sempre a olhar para o passo seguinte, muitas das vezes com os olhos fixos no sítio de destino e, de repente, sem que tenhamos dado por isso, já não conseguimos dar outro passo tal o estado a que os sapatos chegaram e a visão encurtou.
LNT
[0.395/2009]

Pensamento

Morfeu
O Morfeu está triste e convoca a união da mente para voltar a rir no lápis do seu autor, o nosso querido António Sérgio Pessoa.

O Morfeu invoca a energia de cada um de vós apelando ao pensamento cósmico. Mesmo daqueles que, como o autor deste texto, pouco crêem. É a derradeira esperança para que o fio da vida não se quebre.

Não te deixes ir António Sérgio.
LNT

terça-feira, 19 de maio de 2009

Já fui feliz aqui [ DXXXII ]

Sea World
Sea World - Orlando - USA
LNT
[0.393/2009]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Avivar a memória para entender [ III/III ]

Manuel Alegre - XIV Congresso Nacional do PS
(Com este Post encerro esta série de três textos (1 e 2) que entendi necessário fazer para reposição de verdades escondidas)

Manuel Alegre nunca traiu a confiança dos militantes que nele votaram para Secretário-geral do PS, nem a dos que elegeram os delegados ao XIV Congresso Nacional. Antes pelo contrário, defendeu muitas vezes praticamente isolado, aquilo com que se candidatou.

Manuel Alegre não traiu a confiança dos Delegados ao XIV Congresso que votaram as listas para os órgãos dirigentes do PS e das quais saiu a quota a ser considerada na construção das listas de candidatos a deputados que agora terminam o seu mandato. Antes pelo contrário, bateu-se na Assembleia da República, mesmo perante a oposição e silêncio de muitos dos deputados (há raras e honrosas excepções) que ainda lá estão pela sua quota.

Manuel Alegre nunca traiu a confiança dos cidadãos-eleitores que o elegeram deputado porque nunca votou contra o que estava disposto no Programa Eleitoral do PS. Antes pelo contrário, sempre se opôs a que o Programa Eleitoral, ainda em curso, não fosse cumprido.

Manuel Alegre nunca traiu a confiança de quem nele depositou a esperança de o ter na Presidência da República. Antes pelo contrário, mostrou uma coragem impar na nossa jovem democracia tendo levado até ao fim a sua determinação.

Manuel Alegre nunca traiu a confiança do Partido Socialista. Antes pelo contrário, cumpriu o mandato para que foi eleito e soube reconhecer o fim do ciclo que o elegeu sem cedências e sem abandonos.

Apesar de tudo isto e apesar das muitas deturpações e inverdades em todo este processo, incluindo a última falácia de que teria imposto três nomes para as próximas listas de deputados, o que já desmentiu categoricamente, Manuel Alegre mantém intacta a sua credibilidade e é um exemplo de coerência e verticalidade para toda a classe política.

Para os que gostam de falar em modernidade e visão de futuro e que se arrogam dessa modernidade sem que se lhes conheça qualquer contributo a seu favor, é bom que analisem o percurso feito por Alegre e possam concluir que também é a ele que se deve a consciencialização da nova política consubstanciada numa candidatura à Presidência da República independente, baseada em Movimentos de Cidadania que surgiram do nada.

Os caminhos estão traçados. Já não é possível aos Partidos fazerem aquilo que entendem sem considerar que o Mundo mudou e que há muito mais política para além daquela que se cogita nos gabinetes.

Agora é tempo dos eleitores se pronunciarem e de se assumir o seu julgamento. Alegre é um militante disciplinado. Não estará contra o Partido Socialista mas não lhe é exigível que assuma a responsabilidade daquilo com que não concordou.
LNT
[0.392/2009]

Avivar a memória para entender [ II/III ]

Manuel Alegre - XIV Congresso Nacional do PS

(a desenvolver em três textos também a publicar no Eleições2009/o Público)

Entendido o que anteriormente foi enunciado fica de imediato igualmente entendida a insensatez dos que ainda não apreenderam a democracia, porque os mandatos são para cumprir e os deputados não são (não têm de ser) mandatários de qualquer Governo, que entendiam que Manuel Alegre deveria ter abandonado a Assembleia da República (e até mesmo sair do PS) no decurso da legislatura que só agora termina com as próximas eleições legislativas.

Manuel Alegre defende coisa diferente de Sócrates, não é novidade e a novidade seria se, depois de terminado o Congresso, Alegre não mantivesse coerência no exercício do mandato de deputado que os militantes socialistas e os cidadãos eleitores lhe concederam. Concluindo, Manuel Alegre foi sempre honesto consigo próprio e com o PS e fiel ao mandato em que foi investido.

Alegre é um resistente, lê-se no seu passado e confirma-se no seu presente e como acredita que é no sufrágio universal que reside a única legitimidade dos estados democráticos sondou a vontade popular e tendo-se apercebido que havia outras vontades importantes para além das que faziam crer que só Mário Soares e Cavaco Silva estariam em condições de assumir a Presidência da República, aglutinou essas vontades, muitas das quais de seus camaradas de Partido e fez-se contar.

O resultado comprovou que a direcção do Partido Socialista incorreu num imenso erro ao tentar impor, contra a vontade dos seus, uma solução comprovadamente inadequada. Nem sequer estava em causa a pessoa de Mário Soares, figura querida de todos os socialistas, mas só o absurdo que esta nova candidatura representava.

Enquanto isto, no Grupo Parlamentar e salvo raras excepções, os deputados indicados pela quota de Manuel Alegre ou faziam silêncio ou até passavam a ser os seus maiores detractores.

Alegre resistiu mais uma vez. Explicou a quem o quis ouvir que havia, e há, outros caminhos a descobrir. Não só o explicou como o demonstrou apontando soluções e comprovando com a sua participação que pode existir diálogo nas esquerdas para além das mecânicas de coligação.

Chegados ao fim deste ciclo e antes de começar o próximo, isto é, antes de se iniciarem as campanhas eleitorais para novo ciclo, Alegre que já não fazia parte, por decisão própria, de qualquer órgão directivo do PS, reuniu-se com os seus camaradas da Corrente de Opinião Socialista (CNOS), falou e escutou, foi mandatado e uma vez mais cumpriu.

Na passada sexta-feira reuniu os seus camaradas da CNOS e companheiros do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) para lhes anunciar o fim de ciclo e reafirmar a sua condição de militante socialista com a mesma coerência de sempre.

As palavras finais da sua declaração não deixam dúvidas:
Não há ruptura com o PS
Não há abdicação nem retirada.
Há a decisão de continuar, sob outras formas, o meu combate de sempre pela renovação da vida democrática, pela cidadania e pelo socialismo democrático.
LNT
[0.391/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXXI ]

Alka Seltzer
Alka Seltzer - Mézinha antiga - Por aí
LNT
[0.390/2009]

domingo, 17 de maio de 2009

Avivar a memória para entender [ I/III ]

Manuel Alegre - XIV Congresso Nacional do PS

(a desenvolver em três textos também a publicar no Eleições2009/o Público)


Se bem se recordam, com a saída de Ferro Rodrigues da direcção do Partido Socialista em resultado da decisão do então Presidente da República, Jorge Sampaio, de nomear Santana Lopes como Primeiro-Ministro na sequência da demissão de José Manuel Barroso, o PS convocou eleições internas a que concorreram Manuel Alegre, João Soares e José Sócrates.

Foi um processo dinâmico que catapultou o PS para a primeira linha de atenção e fortaleceu a democraticidade partidária. Basta recordar que outros grandes Partidos passaram a ter processos semelhantes.

O Congresso que se seguiu elegeu para os órgãos directivos do Partido Socialista, pelo método estatutário, segundo as quotas sufragadas nas listas, os membros directivos (que neste momento já não são os mesmos porque entretanto houve outros Congressos Nacionais) e a partir dessas quotas (digamos assim, para simplificar) foram propostos como candidatos a deputados os elementos do Grupo Parlamentar que ainda estão em exercício de funções.

Quer isto dizer que o actual Grupo Parlamentar do PS é ainda composto por deputados das sensibilidades concorrentes à direcção do PS no XIV Congresso Nacional.

Assim sendo, uma parte dos actuais deputados do PS são-no porque integraram as listas encabeçadas por Manuel Alegre e ele está na Assembleia da República por direito próprio sufragado pelos militantes do PS, pelos delegados ao Congresso Nacional e ainda pelos cidadãos eleitores em sufrágio universal.
LNT
[0.389/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXX ]

Fuga das Galinhas
a Fuga das Galinhas
LNT
[0.388/2009]

sábado, 16 de maio de 2009

Os três nãos

Manuel Alegre
"Não lanço um Partido, não saio do PS e não farei parte das listas para deputados".

Mais uma vez Alegre agiu pela razão e pelo coração. Nota-se, basta ler a imprensa e os Blogs da direita para o perceber. Voltou a ser mais difícil ao PSD chegar ao poder, ficou mais difícil haver um Bloco Central.

Alegre está de bem consigo. E isso é bom porque quem está de bem consigo está de bem connosco.
LNT
[0.387/2009]
(Também publicado no Eleições2009/o Público)

1. Não sairei do PS – Ajudei a fazer este partido, a sua história é parte da minha história, posso não concordar com a prática e as políticas, mas reconheço-me nos valores e princípios do socialismo democrático.

2. Não formarei um partido para as próximas legislativas – Reconheço que há uma crise de confiança nos partidos cujo monopólio está a esgotar-se, há a necessidade de renovar a vida política, de cativar os jovens para a política e para a coisa pública, assim como de preparar novas soluções para a esquerda e para a democracia. Mas isso é um processo inseparável do processo social. Exige uma acção pedagógica e o reforço da cidadania. E não se fará sem ou contra o espaço socialista.

3. Não serei candidato a deputado – Fui convidado pelo Secretário-geral, com espírito de abertura e companheirismo, para integrar as listas do PS. Não seria digno impor condições ao Secretário-geral do PS. Só faço exigências a mim mesmo. E são essas exigências que me ditam a decisão de não me candidatar nas próximas eleições legislativas.

Não há ruptura com o PS
Não há abdicação nem retirada.
Há a decisão de continuar, sob outras formas, o meu combate de sempre pela renovação da vida democrática, pela cidadania e pelo socialismo democrático.
Manuel Alegre

Já fui feliz aqui [ DXXIX ]

Moliceiros
Moliceiros - Bico das Lulas - Murtosa - Portugal
LNT
[0.386/2009]

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Diálogos dos tempos correntes

Chimpazé


- Paizinho, governabilidade quer dizer que se governam ou que nos governam?

- Filhinho, porque é que não voltas às perguntas fáceis do género de onde vêm os bebés ou como é que se fazem os filhos?

LNT
[0.385/2009]

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Já fui feliz aqui [ DXXVIII ]

Mário Soares
Mário Soares - Portugal
LNT
[0.384/2009]

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Saber o que fazer

AtadosQuando sabemos por onde andamos e quando temos um objectivo devemos analisar, planear e definir as metas para implementar as soluções encontradas.

Mesmo nos projectos complexos, transversais e sujeitos a imponderáveis, é essencial que se abram as colunas de riscos e oportunidades que identificam as ameaças que importam evitar e as outras que têm potencial para se transformarem em oportunidades.

Não aplicar estas regras simples que nos ajudam a descobrir os pontos fortes e fracos dos nossos projectos é meio-caminho andado para o fracasso. Desprezar o planeamento e abandonar as fases de desenvolvimento e teste, preferindo a implementação incompleta, é um tiro no escuro sujeito a provocar a morte por ricochete de quem dispara a arma.

Isto aplica-se a quase tudo na vida, podem acreditar.
LNT
[0.383/2009]

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Luminária

Cara a Cara - Tvi24

Mira Técnica
O que se viu passar no programa Cara a Cara da Tvi24 (3ª feira, 23:00) entre o Ministro Santos Silva e o ex-Ministro Morais Sarmento representa bem o estado de degradação total da política que se está a viver em Portugal.

É inconcebível um Ministro em funções ter-se envolvido num diálogo como o que se observou onde, entre os insultos de Morais Sarmento e o desrespeito e provocações de Santos Silva, se atingiu o nível mais baixo da política portuguesa, felizmente retirado do ar por se ter atingido o final do programa.

Não sei se a Tvi24 irá disponibilizar o vídeo do directo, mas era importante que o fizesse para exemplo do que deveria ser inviável num País democrático.

Prefiro não fazer mais comentários. Uma vergonha.
LNT
[0.382/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXVII ]

Salgado Zenha
Francisco Salgado Zenha - Portugal
LNT
[0.381/2009]

terça-feira, 12 de maio de 2009

Do tempo dos barbeiros-dentistas

bonecoHá dias em que é tão difícil escrever aqui como arrancar um dente.
Tenho de resolver isso.
LNT
[0.380/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXVI ]

Felipe Gonzalez
Felipe Gonzalez - Espanha
LNT
[0.379/2009]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Coisas que metem medo

Sapatos bicudosSe há coisa que realmente me assusta são aqueles sapatinhos bicudos que se prolongam uns quantos centímetros para além do viável término do dedão do pé.

Quando entro nos elevadores, de olhos baixos para não ter de enfrentar as caras risonhas da manhã, algo para mim incompreensível, lá estão eles (os sapatinhos) ameaçadores, a maior parte vincados pelos artelhos espremidos em insana embalagem, como que a avisar que, por mais que se tente o refúgio nas esquadrias das paredes, nunca haverá safa possível.

Que saudades dos moc Bally’s de ponta redonda, com ou sem berloques ou aplicações na pala.
LNT
[0.378/2009]

Diário do Eleições 2009 [ XX ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009Responda Candidato: Orlando Alves, PCTP/MRPP, Parlamento Europeu [ VIII ] - transcreve as respostas a três questões colocadas ao candidato.
LNT
[0.377/2009]

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Eleições 2009/o Público

Faltam 26 dias para votar

Votar
Quer saber o seu número de eleitor e freguesia de recenseamento?

Só tem de saber o seu nome, nº do BI e data de nascimento para digitar aqui.
LNT
[0.376/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXV ]

François Mitterrand
François Mitterrand - França
LNT
[0.375/2009]

domingo, 10 de maio de 2009

Diário do Eleições 2009 [ XIX ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009Em casa de ferreiro - onde reflicto sobre a necessidade de haver sound bytes para disparo dos comentadores portugueses.
LNT
[0.374/2009]

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Eleições 2009/o Público

Direito de Opinião

Direito de Opinião
Fez no dia 6 dois anos que António de Almeida fundou o seu Direito de Opinião, um dos blogs que se segue com atenção nesta casa.

António de Almeida, cliente assíduo das nossas massagens, tem sempre sido exemplar na correcção como aborda, mesmo na discordância, as questões dos seus pares e também por isso é sempre bem-vindo e estimado pelas nossas colaboradoras, que lhe enviam uma saudação especial.
LNT
[0.373/2009]

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Direito de Opinião ≡ António de Almeida

Já fui feliz aqui [ DXXIV ]

Jacques Delors
Jacques Delors - Europa
LNT
[0.372/2009]

sábado, 9 de maio de 2009

Colaborador da Semana [ LXXII ]

Capuchinho
A colaboradora desta semana é a Capuchinho Vermelho. Ela mesma, a da estória contada em quase todas as línguas mas que mesmo assim consegue passar mais desapercebida do que o Lobo Mau.

Capuchinho é discreta e deixa o protagonismo para o Lobo Mau o que lhe garante clientela certa. Nestes contos, costuma dizer, mais vale parecer do que ser, ao contrário dos outros contos em que vale mais ter.

Capuchinho tem o lugar garantido e assegura à casa a satisfação da ilustre clientela pelo que é distinguida como a colaboradora da semana.
LNT
[0.371/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXIII ]

Olof Palme
Olof Palme - Suécia
LNT
[0.370/2009]

sexta-feira, 8 de maio de 2009

E depois da crise, e depois de nós?

Fatos Falamos da crise como se estivéssemos a falar de uma coisa surgida do nada e que irá desaparecer num estalar de dedos, sem deixar rasto. As hordas de desempregados, a que se juntam mais uns tantos todos os dias, são produto dessa crise que alguns entendem necessária e purificadora, fundamental para o saneamento do mundo do trabalho e imprescindível para a reengenharia do mundo empresarial. Depuração das empresas débeis, repositório de mão-de-obra disponível e barata e imputação da responsabilidade social e dos prejuízos às Instituições.

A crise é isto mesmo. Realiza valias, retira liquidez, adquire em baixa o que sabe ir valorizar e entrega os lixos ao Estado – leia-se, aos mesmos que sempre tudo pagam – para suportar os prejuízos enquanto descarta, por processos ilegais, os indesejáveis.

Com o capital a sacudir a água do capote fazendo constar que não pretende imputar aos custos de produção a sustentabilidade da segurança social, surge o desplante da tentativa de reciclagem dos mais velhos, remetendo-os para um limbo até à reforma, enquanto o Estado prolonga o tempo de actividade sem garantir, até por não ter meios para o fazer, esquemas sociais de apoio ou o exercício da justiça. Resta, dada a impossibilidade de congelação das pessoas, a lei da sobrevivência ou da morte a quem descontou anos-a-fio e fica agora suspenso entre o fim do subsídio de desemprego e o início da reforma.

É isto a crise, a crise onde o capital deixou de ter obrigações sociais e o Estado não exerce a soberania. A crise da ética e dos direitos humanos. O reino onde imperam os porcos, feios e maus que não guardam sequer memória do charco em que nos meteram.
LNT
[0.369/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXII ]

Willy Brandt
Willy Brandt - Alemanha
LNT
[0.368/2009]

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Democracia mais plural

i online O aparecimento de um novo órgão de comunicação social é sempre motivo de regozijo num País democrático.
Está por isso de parabéns toda a equipa que criou e implementou o i, em especial o seu director, Martim Avillez Figueiredo.

Um cumprimento especial também ao co-autor do "Eleições2009 /o Público", o nosso guru www2, Paulo Querido, homem sombra que "@twittou?", em primeira mão, a versão NET do matutino.

Mal ficaria se não deixasse aqui uma referência a este primeiro número, independentemente do que posteriormente se venham a revelar serem os conteúdos do recém-nascido.

Para já só um pequeno apontamento de curiosidade.
Aquela fotografia do Bloco Central de 1983 que ocupa metade da página 26 é um espanto, por nela vermos retratado um Bloco Central onde falta um dos parceiros. A ideia seria certamente a de tentar perceber se os leitores do i estavam atentos logo no primeiro número, imagina-se. :)))
LNT
[0.367/2009]

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ionline

Diário do Eleições 2009 [ XVIII ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009Responda Candidato: Ana Gomes, PS, Parlamento Europeu, CM Sintra [ VII ] - transcreve as respostas a três questões colocadas à candidata.
LNT
[0.366/2009]

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Eleições 2009/o Público
-> Concelhia de Sintra - PS
-> Cidadania Queluz

Abril, Ânimos mil

António Colaço Se ainda não teve oportunidade de ir ver o que o nosso vizinho António Colaço pinta, esculpe e cola, já só tem uns dias para passar pela Associação 25 de Abril e perder-se na exposição Abril, Ânimos Mil.

Entre licores e outras coisas criadas com a sensibilidade que quem conhece o António não pode deixar de lhe reconhecer, será um momento de amizade e de camaradagem a não perder.

Até ao dia 9 de Maio, na Rua da Misericórdia 95, ao Chiado e com Ânimo.
LNT
[0.365/2009]

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Ânimo ≡ António Colaço

Um slogan por semana [ XLVII ]

Anarcas



O Galo de Barcelos ao poder!

Já!


(Anarcas)(1975/6)

LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.364/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXI ]

Cabanas de Tavira
Cabanas de Tavira - Algarve - Portugal
LNT
[0.363/2009]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Diário do Eleições 2009 [ XVII ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009É uma esquerda portuguesa, com certeza - Reflecte sobre as decisões a tomar em breve pelas "gentes de Manuel Alegre".
LNT
[0.362/2009]

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Eleições 2009/o Público

Já fui feliz aqui [ DXX ]

Maizena
Maizena - Amido de pinho - Portugal
LNT
[0.361/2009]

terça-feira, 5 de maio de 2009

¿Por qué no te callas, Lello?

Estádio AlgarveDecididamente José Lello faria melhor papel se se dedicasse à construção civil de estádios de futebol inúteis do que aquele que faz quando lhe metem um microfone à frente da boca. É normal, dirão, pois os que aprendem com Chavéz e Hu Jintao, lêem pouco, ouvem pouco e pouco pensam, tão ocupados estão a puxar o lustro às botas do chefe, ou a polir o ego megalómano com o esbanjamento do dinheiro dos contribuintes.

Lello é realmente melhor a construir estádios de futebol inúteis e despesistas do que a zelar pelos interesses dos que o elegeram e é bom que se lembre que é muito mais difícil ser eleito em sufrágio universal do que no meio das listas visadas pelos seus camaradas e amigos chineses.

Lello faria melhor se, em vez de dizer as suas infantis graçolas costumeiras, crescesse o suficiente para desempenhar com decência o cargo que ocupa e se, em vez de se referir com calúnias a quem o viu nascer, estudasse um pouco as matérias sobre as quais se quer pronunciar.

Manuel Alegre há-de perdoar-lhe mais este disparate, porque Alegre sabe que vozes de Lello não chegam ao Céu.
LNT
[0.360/2009]

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Manuel Alegre ≡ Editorial

-> Causa Nossa ≡ Vital Moreira
-> Diário Digital ≡ Vital Moreira: José Lello critica silêncio de Alegre

Pipi

Pipi das Meias AltasVejo no gratuito Global Notícias que Inger Nilsson fez ontem cinquenta anos. Leio mas não acredito e dou por mim a pensar que, se nem as tranças ruivas da Pipi das Meias Altas a fazem manter jovem, o que será de nós que temos pouco cabelo e somos loiros ou morenos.

É certo que todos os dias agradeço aos nossos queridos governantes este prolongar da juventude com o acréscimo de anos de trabalho e com a prespectiva de ver cada vez mais longínqua a passagem à reforma, mas depois chegam estas notícias que nos fazem cair na realidade. Neste caso, mais valia haver censura.
LNT
[0.359/2009]

Diário do Eleições 2009 [ XVI ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009Emenda 138, exemplo da importância das eleições de 7 de Junho - Reflecte sobre o Pacote de Telecomunicações a ser aprovado hoje em Estrasburgo e as restrições de acesso à Internet corrigidas pela Emenda 138.
LNT
[0.358/2009]

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Eleições 2009/o Público

Já fui feliz aqui [ DXIX ]

Ouriço - Ericeira
Ouriço - Ericeira - Portugal
LNT
[0.357/2009]

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bloco central político e bloco central de interesses

Paula Rêgo – Jorge Sampaio Enquanto o Económico não disponibiliza a entrevista na íntegra torna-se difícil fazer um comentário sobre a concordância de Jorge Sampaio com um possível bloco central. Todos estamos mais do que experimentados com parangonas que depois não têm qualquer concordância com os textos que titulam e por isso aconselha-se prudência.

No entanto, pegando só em algo que já está transcrito, pode saber-se que Sampaio terá admitido a constituição de um bloco central político, ao mesmo tempo que rejeita um bloco central de interesses. Sampaio habituou-nos a coisas deste teor, desde a parte final do seu segundo mandato, o que fez com que pessoas que sempre estiveram com ele passassem a ter as maiores reservas ao seu pensamento. Pelo que agora se sabe, Sampaio pretende uma vez mais, tal como quando criou condições à demissão de Ferro Rodrigues, escamotear a coerência. Sampaio sabe bem, e já demonstrou sabê-lo fazer melhor que ninguém mesmo contra os seus mais fieis companheiros, que a manutenção de um bloco central político sem ideologia é a mesmíssima coisa que um bloco central de interesses. Demonstrou essa sabedoria quando Durão Barroso abandonou o País e ele não convocou eleições, tendo preferido a solução provisória Santana Lopes enquanto dava sinal ao PS para substituir a alternativa por alternância.

Com a morte da doutrina resta a vida dos interesses e foi pela subordinação das doutrinas aos interesses, da qual Sampaio tem fortíssima quota parte de responsabilidade, que chegámos ao ponto em que estamos hoje, isto é, em que ninguém sabe quais são as fronteiras do PS no açambarcamento do liberalismo do PSD e no abandono do social defendido por largos sectores do seu eleitorado.

Já o escrevi antes. Mais vale centrar os votos no PS ou no PSD exigindo liberdade de voto para os eleitos do que dividir os votos entre eles para depois os aglutinar num caldo de interesses muito mais global. Este novo agitar do espantalho da amálgama serve para incentivar os votos nos extremos, única forma de evitar que posteriormente se faça com os nossos votos aquilo que nós não quisemos fazer no momento de votar.
LNT
[0.356/2009]

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Diário Económico ≡ Pode ser necessário um bloco central para gantir estabilidade
-> Eleições2009/o Público ≡ LNT

Já fui feliz aqui [ DXVIII ]

Rio Chança
Rio Chança - Alentejo - Portugal/Espanha
LNT
[0.355/2009]

domingo, 3 de maio de 2009

A azeitona da Vanessa

Ovibeja - AzeiteVanessa é uma jovem de voz possante que dirige a visita guiada ao Pavilhão do Azeite da Ovibeja que tive o prazer de fazer enquadrado pelo João Espinho e Daniel Rebelo, outros dois bloggers do Eleições 2009/ o Público, e por outras simpáticas companhias.

O João Espinho, nosso anfitrião do Praça da República (em Beja), para além das muitas amabilidades com que nos brindou, preparou-nos uma visita guiada onde a Vanessa fez as honras da casa ensinando-nos tudo o que há para saber sobre a azeitona e a fantástica oleaginosa que dela se retira. Entre outras coisas ficámos a saber que o azeite se mede em quilos porque é um produto da terra e embora tenha ficado a dúvida sobre a unidade de medida do vinho, compreendeu-se a lógica depois de ter comido um copo de azeite.

Se tiverem oportunidade não deixem de passar por lá, pela Ovibeja, e pelas explicações da Vanessa sobre a azeitona e de todos os seus derivados.
LNT
[0.354/2009]

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Praça da República (em Beja)≡ João Espinho
-> Ovibeja 2009
-> Eleições 2009 / o Público

Já fui feliz aqui [ DXVII ]

Alentejo
Herdade HB - Vila Nova São Bento - Alentejo - Portugal
LNT
[0.353/2009]