terça-feira, 7 de junho de 2011

Escolhas

Ana VidigalNunca me foi especialmente difícil fazer escolhas políticas.

No quadro nacional voto na Declaração de Princípios em que me revejo, independentemente dos protagonistas e, como sempre votei conscientemente nos protagonistas dentro do Partido Socialista, nunca me senti amargurado com o meu voto nacional.

No quadro partidário voto em programas e em pessoas com as quais me identifico, o que por vezes é um pouco mais difícil porque isso implica ter de escolher entre gente que se revê na mesma Declaração de Princípios. Guio-me pelos seus programas e pelo meu conhecimento pessoal dos candidatos. Tenho feito escolhas, umas vezes, não poucas, com o envolvimento directo para construção desses programas e outras, por simplesmente me rever nas suas propostas. Foi assim quando do "ex-secretariado" versus Mário Soares, quando de Sampaio versus Guterres, quando de Ferro Rodrigues versus Jaime Gama (que não chegou a ser), quando de Manuel Alegre versus João Soares e principalmente versus José Sócrates, isto para só falar de coisas maiores das quais mantenho memória fresca.

Aproxima-se nova contenda e pressinto perfilarem-se candidatos que irão certamente apresentar programas muito semelhantes e que, tendo perfis pessoais distintos, são pessoas que aprendi a estimar politicamente ao longo dos anos no acompanhamento dos seus percursos.

Aguardo pacientemente que se apresentem pois começa a faltar paciência para candidatos que aguardam tacitamente que os apontem, preferindo que sejam eles a tomar a iniciativa e a assumir o risco e a vontade de se apresentarem.

A política do risco calculado e de falsos sacrifícios tem os seus dias contados. Quando houver matéria voltarei ao assunto e assumirei a defesa do partido que tomar.
LNT
[0.219/2011]

5 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Este é um momento determinante para o futuro do PS. Entre a continuidade e a ruptura com o aparelho de Sócrates. Mas haverá algum candidato capaz de romper com o aparelho e reconstruir o PS?
Abraço

A. A. Barroso disse...

Não me parece que seja necessário reconstruir o PS. Importa sim que os candidatos se assumam de forma frontal, com projectos realistas e bem marcados pelos valores que identificam o partido e fazem dele a grande referência do regime democrático, herdeiro do historial dos ideais dos grandes nomes que lhe traçaram o rumo.

luis reis disse...

Vamos lá ver, quem é que vai,"ajudar",a fazer a revisão constitucional, a tal, que tanto itá agradar, ao "camarada" Alberto õão Jardim.
Com "responsabilidade", isto vai lá...

Anónimo disse...

PS: operação ''pratos limpos'' !!


''Rei morto, regente posto'' ?!
Poder durante 6 anos (3x eleitos ''excelentes e queridos líderes''), com os resultados que se sabem e as práticas que se vão sabendo...
e vai-se para novas eleições sem se fazer uma REFLEXÃO uma AVALIAÇÂO uma RESPONSABILIZAÇÂO !!! sem PRIMÀRIAS ?!

o ''chefe''' demite-se ..., mas os comanditados mantêm-se nos lugares cimeiros e decisivos !!!
controlando, manipulando (regulamentos internos, burocracia administrativa, acesso condicionado/privilegiado a e-mails/BD, condução de reuniões e congressos, ...selecção e divulgação de moções e textos) ...

e impedindo que se faça uma verdadeira Reflexão, Avaliação e Responsabilização do que se passou, como, quem, quanto custou, porquê, ...
que ligações/interesses tem com dirigentes e figurantes internos ou da 'praça económico-social'.

É tempo de ''partir a louça''... e quem tem ''telhados de vidro'' que se lixe ... pague o que deve, mostre o que vale... ou ponha-se a andar !!!

O Partido tem de MUDAR de práticas, tem de ser totalmente TRANSPARENTE e DEMOCRÁTICO, tem de privilegiar VALORES e Princípios a táticas/'estratégicas' e a modas/modernismos ideológicos e de mercantis.

Zé T.

Luis Novaes Tito disse...

E, já agora, sem militantes que assinem Zé T.

A coragem, a frontalidade, a apresentação de soluções e o assumir das responsabilidades têm de ser a primeira coisa a mudar neste nosso Partido Socialista.