segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Minas e armadilhas

Facas laranjaNa sua homilia dominical, o pregador de serviço desancou o Primeiro-Ministro. De caixeiro-viajante a medroso, sugeriu de tudo e, tivesse saído um livro sobre os ensinamentos de como não se deve exercer a política, tê-lo-ia igualmente publicitado.

Se o actual provedor da Santa Casa da Misericórdia tivesse voz de anjo-da-guarda, andaria por estes dias a soprar ao ouvido de Passos Coelho para que revisse os amortecedores do berço e comprasse um colete à prova de facas nas costas.

No entanto Marcelo tem razão, embora lhe fique mal tê-la. Passos Coelho anda em acção comercial a anunciar ao Mundo que tem umas empresas para vender a preço de saldo e que, quais "eurobonds" qual quê, as entregará por tuta-e-meia a quem se apresentar à pechincha. Leva na mala o MNE que lhe vai passando o know-how, adquirido nas feiras e mercados, sobre como comercializar K7 piratas e uns churros e farturas fugidos ao controlo da ASAE. Marcelo também tem razão quando diz, embora lhe devesse dizer pelo telefone, que o PM não deve andar sempre a falar da revolta popular, embora a sua consciência o faça temer pelo incessante esticar da corda puxada pelo Ministro dos Impostos.

Isto está tudo ligado, como dizia o outro, alinhado e ritmado pela corda do cavaquinho.
LNT
[0.346/2011]

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Eu diria antes, caro Luís, que o professor (muito ao seu estilo) foi dando uma punhalada com uma mão e fazendo carícias ao Coelho albino com a outra...