quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vemo-nos gregos

Cão OssoQuando Mário Soares teve de recorrer ao FMI para não nos vermos gregos, tratou igualmente de fazer Portugal entrar na CEE e aí ir buscar as verbas que permitiram pagar ao FMI e dar gás ao pai do monstro, nosso actual presidente e senhor.

Quando Sócrates o fez porque uma coligação do CDS/PSD/PCP/BE o obrigou a tal, o pai do monstro, invejando os gregos e alucinando com os "mercados", destabilizou o que restava da política e levou o Coelho ao colo, mesmo sabendo que a tradição dos ovos láparos é uma tontice inventada para comemorar o milagre da ressurreição.

São estas diferenças de perspectiva que nos trouxeram até a este Portugal Pequenino.

São elas que determinaram que Portas ande de boné na mão a correr atrás do ditador populista venezuelano, que Coelho tenha aprendido contorcionismo para caber no bolso dos trocados do casaquinho da nova Heidi europeia e que o Cherne continue a alimentar-se do que lhe resta da baba de camelo conseguida na tenda do beduíno.

Nós, os zombies mortos-vivos, cada vez nos vemos mais gregos com tudo isto.
LNT
[0.491/2011]

2 comentários:

Luís Coelho disse...

Pois é...isto está mal e ainda vai para pior.
Temos de parar os monstros envenenando-os com o próprio veneno...

Manel disse...

Boa tesourada.
Uma tristeza invade este canto cada vez mais da mulher vestida de negro a puxar a arreata do burro carragado de lenha para se aquecer no inverno que se adivinha.