quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Da política

Cara Portugal O que este, ou qualquer outro Governo teria terá de fazer, Paulo, é ser político.

Até poderá ter alguns tecnocratas no seu seio (dispensáveis porque é exactamente para isso que pode recorrer a assessores, adjuntos e à administração pública) mas tem de ser forte politicamente.

Tem de fazer política nacional, interna, que devolva a esperança às pessoas e as envolva num projecto de futuro e, principalmente, política externa junto dos nossos parceiros comunitários e aliados extracomunitários.

Tem de fazer política, em vez de se arvorar no dono do pensamento e das soluções únicas e tem de se deixar dessa infantilidade que Cavaco Silva baptizou como teoria dos “bons alunos”.
LNT
[0.508/2012]

5 comentários:

Rogério Pereira disse...

Um projecto?
Boa!
Vou nessa
"Fogo à peça"

Ah, mas prometa-me que não venha
Com a lenga-lenga
De mais prazo e mais suavidade...
Para depois avançar com a generalidade

Ou bem que é um projecto
Ou estamos mal que o não seja

Luis Novaes Tito disse...

Rogério, centrou-se no conceito de projecto. Ainda bem.
No entanto não esqueça o título do Post e chame-lhe projecto político.

Luis Gaspar disse...

E ainda importaria discutir o que é um bom tecnocrata...

Utópico disse...

Mais do que políticos ou tecnocratas o que é preciso é um conjunto de pessoas que seja competente e que coloque o interesse da nação acima de tudo.

http://utopiarealista.blogspot.pt/2012/10/pais-deriva.html

Helena disse...

Luís,
isso mesmo. Não entendo porque é que este governo se limita a cumprir ordens, e se esforça apenas para ultrapassar a troika pela direita, sem ao menos recusar as medidas que implicam a miséria para os mais frágeis, e sem falar na necessidade de a austeridade ser acompanhada de um plano de lançamento/relançamento da economia.
Mal a crise do euro rebentou, no Parlamento alemão (não é que isto seja o centro do mundo, é apenas aquilo a que tenho mais acesso) disse-se claramente que o problema central é haver uma moeda única em economias de níveis tão diferentes. Porque é que o governo português não aproveitou esse facto para negociar mais do que simplesmente a próxima tranche de apoio?
Ultimamente tenho pensado muito naquele episódio de alguém da troika na Grécia ter sugerido deslocar para outras ilhas a população de ilhas com menos de 150 habitantes, e o modo como essa sugestão foi recusada. É possível dizer não. Quando se sabe quais são os limites da decência, é possível dizer não.