quarta-feira, 10 de abril de 2013

Festas

Bandeira do PSOs Congressos Nacionais do Partido Socialista costumavam ser uma festa. Partido enraizado nos conceitos democráticos da melhor tradição, defensor de teorias social-democratas e humanistas, nunca deixou que a liberdade fosse suspensa nem que os princípios de fraternidade e solidariedade fossem metidos na gaveta, mesmo em tempos de grandes dificuldades.

Por assim ser, a festa socialista que sempre foram os seus Congressos, levava a palco ideias diferentes de fazer, protagonistas diferentes e orientações políticas diversas que não temiam confrontar-se, algumas vezes para depois fazerem a síntese, outras para optar pelos caminhos vencedores.

Só um exemplo, o Congresso onde Manuel Alegre, João Soares e José Sócrates foram opositores, chegaria para realçar a festa socialista, a festa da democracia, da liberdade e da clarificação.

Neste Congresso que se aproxima parece que todos alinham pela mesma doutrina. Apoiantes e detratores dos órgãos directivos do PS propõem-se avançar sem constituir alternativa.

Fraca festa se espera. Tenho saudades do tempo em que o conceito da política continha frontalidade e lealdade.
LNT
[0.044/2013]

6 comentários:

celestemartins disse...

Haverá alguém que queira fazer a rodagem ao carro novo?

Anónimo disse...

Precisa-se urgente um secretário geral que tenha algum dinamismo, credibilidade e FORÇA ANIMICA!!!Caramba, isto assim não vai lá!!Mais do mesmo? Oh! pelo amor da santa!!!

Luis Novaes Tito disse...

Ofereça-se, anónimo. Venha a votos que cá estaremos para votar.

Ana disse...

"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito", escreveu Eça nas "Farpas", em 1872. Fora do contexto, até pode parecer que foi pensado para os dias de hoje.

Anónimo disse...

Acredito que no PS há boas pessoas, cidadãos, técnicos, ... mas também lá estão os alapados aos tachos, troca-de-favores e futuras prebendas da rotatividade no poder ... e as práticas destes fazem desistir e desacreditar no futuro do PS ... e do país.

Militantes (fora da 'entourage' dirigente) são cada vez menos, não aparecem nas secções nem em 'debates'(discursos redondos e apelos passadistas...), deixaram de fazer propostas e moções, não votam, não pagam quotas, ... e simpatizantes também estão a deixar de o ser...

Todos esperam ...
... até que surja um D.Sebastião ou um ditador (se ao menos fosse esclarecido!) ... uma «faísca» que chegue o fogo e provoque a Revolta ... com acertos de contas e excessos...

Anónimo disse...

«... não porque tenha muito a contradizer por conhecer a realidade, mas porque é Primavera e na Primavera as árvores que se fazem de mortas no Inverno, enchem-se de folhas.

Há alapados nos Partidos, há alapados fora dos Partidos (que aliás estão na moda e a quem é muito mais favorável ser “independente”), há alapados na política, há alapados políticos que gostam de fingir que não o são (nem políticos, nem alapados – o nosso Presidente da República é um bom exemplo) e principalmente há os alapados na indiferença, aqueles que nada fazem para que algo seja diferente e estão sempre na vanguarda da crítica inconsequente e irresponsável porque, como se sabe, só se responsabiliza quem faz.»

Sr.LNT,

-- gosto da primavera (na natureza e na política, tipo 'Praga', 'árabe',... 'Syriza', Islândia,...) e já está a tardar.

-- 'outros alapados' ... e 'indiferentes' e falsos 'independentes' também os há ... mas não os valorei pois estava a comentar a «área PS» e os 2 parágrafos seguintes (no comentário anterior) aprofundam o problema, ... que deve conhecer...

-- mas não tenho a certeza se os dirigentes políticos/partidários estão tão conscientes dessas 'novas marés' e 'sopros a exigir mudanças'... radicais !! (incluindo de dentro do grupo parlamentar, das correntes, dos 'auto'-afastados, ... dos 'UGT', dos pensionistas).

Saúde e continuação de bons cortes de cabelo e barba...

Zé T.