sábado, 6 de julho de 2013

A bem da nação

 Afinal tudo não passou de uma colossal, irrevogável e incontornável vontade de cavalgar uma maior besta do poder.

Irrevogável por não ter sido revogado até ao momento em que o foi e incontornável por não se pretender que, embora com contorcionismo, se passasse pelo lado, mas sim por cima.

Desta vez não haverá dúvidas hierárquicas. Um vice-primeiro-ministro (seja lá o que isso o que for, ganhe isso o que ganhar ou mande isso o que mandar) é imediatamente superior a um ministro e imediatamente inferior a um primeiro-ministro.

A minutos do anúncio oficial já se adivinham as poses de Estado e os ares compungidos de quem sacrifica a honra e a palavra pelos altos desígnios da Nação.

Ainda nos hão-de tentar convencer que a reviravolta foi um acto profundo de humildade e abnegação.
LNT
[0.216/2013]

2 comentários:

Anónimo disse...

A novela Portas é que salva o governo, não fosse este episódio estávamos todos a pedir explicações ao PM pela demissão do Gaspar, pelos números da crise, pela incompetência assinalada do PM, pela promoção da miss swaps e etc. Com este golpe de asa tudo isso já passou à história, mudam-se uns nomes para que tudo fique na mesma e o saque continua dentro de momentos. E quando ficarem admirados pelo facto do clown de belém deixar andar a coisa, façam só a seguinte pergunta:
" Se esta gente estivesse a governar para os "banqueiros" o que fariam?"

Antonio Cristovao disse...

não fosse a reprimenda da merkl/troika e estavamos agora mais enterrados do que já estamos. Com a saída do homem os garotos sentiram-se libertos para brincar "alta politica".
Humilhados eleitores que até merecem pelo descernimento que mostram ao escolher em quem votam.