quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Aderência (ou adesão) à submissão

Gunter GrassQuando Passos Coelho pede ao PS que adira à realidade fundamentando com "essa aderência à realidade revela que precisamos ainda de manter o rumo que temos seguido até hoje" deve estar a referir-se à realidade virtual que o ilumina e que tem guiado Portugal para uma realidade que ninguém quer.

O rumo que o Governo Coelho/Portas tem seguido até hoje, e que até já foi repudiado pelo seu primeiro e principal mentor (Vítor Gaspar) conforme deixou bem expresso na carta de demissão que fez publicar para conhecimento de todos, é uma fantasia destinada a empobrecer uma Nação com o intuito único de a tornar mais pobre e mais servil ao serviço de interesses esclavagistas nacionais privados e de outros internacionais tendencialmente hegemónicos.

O Partido Socialista não pode por isso aderir a essa realidade, porque não é a realidade que os portugueses pretendem perpetuar.

Se é verdade que, em coerência, pareceu precipitado o anúncio do repúdio de um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo, também é verdade que as linhas já anunciadas para a construção desse OE são as que mantém o rumo seguido até hoje e esse rumo (e o objectivo a que se propõe) só podem receber o anúncio irrevogável de não adesão.
LNT
[0.287/2013]

2 comentários:

O carteira vazia disse...

a unica coisa que eu nao percebo é que eles falam que devemos continuar neste caminho e que assim iremos recuperar... mas onde estão os sinais de recuperação se só se fala em austeridade e aperto do cinto e que o ano de 2014 será pior que 2013... o que fará de novo ou de melhor o novo orçamento de estado... enfim...

http://ocarteiravazia.blogspot.pt /

Zé Escorpião disse...

"Não sei por onde vou
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!"
"Um Povo imbecilizado e resignado, humilhado e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as mosca; um povo em catelepsia ambulante, não se lembrando nem de onde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo enfim, que eu adoro porque sofre e é bom e aguarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.(......)"
Esta revisitação parcial a José Régio e a Guerra Junqueiro, sintetiza o estado de espirito dos portugueses.
Os que ainda resistem e os que já deixaram de lutar. Eu sou dos que resistirão .