quinta-feira, 12 de setembro de 2013

De director do Independente a amanuense engravatado

TridentePortas, o irrevogável, deixou de ser Ministro dos Negócios Estrangeiros porque nessa condição nunca conseguiu fazer política externa com os nossos parceiros europeus. Seguiu a coerente linha de que a Europa não é a estranja porque fazemos parte dessa União.

Portas, conforme por si divulgado, deixou irrevogavelmente de ser MNE porque nessa função era o número três da hierarquia e ambicionava ser o número dois ainda que ex-áqueo. Como a posição para o conseguir lhe era indiferente, prontificou-se a todas as sevícias desde que a solenidade lhe fosse garantida.

Portas, o irrevogável MNE, pôs-se a jeito (usando o léxico habitual do seu chefe) e o chefe, que logo na altura o informou de que a palavra de Portas tinha o mesmo valor que as palavras têm para o vento, ficou ontem a saber publicamente que é um desleixado por ter o trabalho de casa em falta e que aquilo que comunica ao País não tem qualquer relevância.

A bazófia e o pretensiosismo de Portas fê-lo refém submisso de Coelho. Passos não perde uma oportunidade para o reduzir à insignificância. É da vida.
LNT
[0.289/2013]

2 comentários:

O carteira vazia disse...

o sr. portas foi uma pessoa que neste momento tem a vida garantida como todos os outros porque eles querem o poleiro e depois o resto nao interessa. nao é por nada que este senhor quis a pasta dos negocios estrangeiros para conseguir contactos para a vida futura...

http://ocarteiravazia.blogspot.pt /

Zé Escorpião disse...

E agora dr. Portas?
Aconteceu-lhe como o sapo que queria tero tamanho de um boi. Inchou tanto que rebentou. É o que lhe vai acontecer. Reconheço que o Sr, é muito mais inteligente, que o Dr. Passos. Desta vez o seu cheque ao rei foi facilmente defendido com um simples roque. Neste momento só tem duas bóias para se salvar do naufrágio do seu submarino. Apresentação do programa de reforma do Estado até ao fim de Setembro, conforme o imposto pelo Dr. Passos, coisa que dificilmente fará. Pois é assunto com custos políticos incomensuráveis. A outra embora também difícil no curto prazo, a flexibilização do défice de 2014 de 4% para 4,5%. Neste momento a troika e o Dr. Barroso acolitado pelo Dr. Passos, não estão recetivos a essa medida. Mas será uma questão de tempo e terão de o fazer. Nessa altura talvez o sr. ganhe um novo folgo politico e amenize os enxovalhos por que tem passado. Não sei é se irá ainda a tempo. Tenha paciência, pois em algumas circunstâncias os mais inteligentes, são ultrapassados pelos mais burros, mas que por o reconhecerem são mais matreiros.
Declaração de interesses em termos ideológicos não me identifico com nenhum dos senhores acima citados. Mas nas circunstâncias do momento politico preferia ser governado por uma pessoa mais inteligente que o Dr. Passos, o que não seria difícil.