quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Do maior relevo e da irrelevância

NuclearA Lusa anuncia hoje duas coisas da maior importância:

A primeira, mais categórica e imponente, que é uma rara (raríssima e porventura única) contestação oficial do Governo Português perante um organismo internacional que pretende achincalhar a portugalidade - Ministro da Presidência expressa "total repúdio" pela "triste figura" de Joseph Blatter nas declarações sobre Cristiano Ronaldo.

A segunda, muito, mas mesmo muito mais irrelevante mas ainda assim com uma réstia de relevância uma vez que demonstra ao Mundo que o irrevogável Portas é capaz de fazer um guião (que deve ser uma obra de arte sobre as intenções de se guiar um veículo desenfreado) - Paulo Portas apresenta guião da reforma do Estado às 19:15 horas

A primeira e a segunda coisa são somente isso mesmo. – Coisas.
Tretas ou tarantantãs para verem se mantêm a Nação embalada.
LNT
[0.414/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCIX ]

Graffiti
Graffiti - Lisboa - Portugal
LNT
[0.413/2013]

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O milagre da retoma

AnjoCom o sector cervejeiro em grande forma, Pires de Lima, o ex-crítico desta coisa que nos governa (ou se governa) descobriu agora, passados três meses da sua posse, que tudo o que disse anteriormente foi um enorme disparate e que o sucesso destas políticas que nos puseram a pão-e-água se evidencia num verdadeiro milagre económico.

É a retoma, que é como quem diz, é o tomar duas vezes ou tomar de novo, ou o toma lá mais disto que é para aprenderes. Pelo caminho ainda vem o recado de que se não ficam caladinhos ainda retomam no focinho.

Por falar em símios, quantos são permitidos por habitação? E ainda por falar nisso, o Conselho de Ministros vai passar a ter de reunir noutro lado ou vai ser aberta uma excepção para o número de animais domésticos que se podem juntar no apartamento da Gomes Teixeira?
LNT
[0.412/2013]

Aracnídeos

AranhaTal como as aranhas se penduram no primeiro fio e esperam que o vento as leve de encontro a um outro ponto a partir do qual elaboram a teia, o poder anda ao sabor da brisa para construir armadilha que lhe sustente a gula.

No entanto, ao contrário das aranhas para quem qualquer segundo ponto serve como início da cerzidura da teia, o poder balança-se para que ela fique montada em posição propícia a capturar o maior número de vítimas evitando a colisão com os corredores aéreos onde se deslocam os insectos de maior porte.

Não é por acaso que o fazem. Sabem que os escaravelhos-rinoceronte e os outros insectos robustos, ao ficarem retidos na teia, usarão o seu peso e as fortes tenazes para se libertarem o que provocará rompimentos capazes de proporcionar a passagem impune das prezas mais apetecíveis.

Este novo ataque à classe intermédia da classe média dos trabalhadores do Estado é o corolário desta técnica de captura.
LNT
[0.411/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCVIII ]

Clarinha
Clarinha - Fão - Minho - Portugal
LNT
[0.410/2013]

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sinal dos tempos

BlogsAndei a rever os links para blogs, na coluna da direita, e quase metade passaram para a eternidade. Como se não bastasse a crise que faz dos portugueses uma espécie em extinção, possivelmente não por falta de truca-truca (embora as estatísticas nesta matéria tenham tanta credibilidade como as que usam os pescadores que acrescentam sempre uns centímetros ao tamanho real dos peixes que fisgam), agora também os que se dedicavam a opinar sem se submeterem à disciplina dos conselhos de redacção andam encolhidos.

Sabe-se que muitos deles fizeram o que fez Pires de Lima. Substituíram o cantar de galo pelos gargarejos afinados assim que lhes deram poleiro.

Sabe-se que muitos outros se fartaram deste exercício de manifestação por se perderem na frustração de impotentes contadores de visitas.

Por fim também se sabe que a maioria vai passando daqui para o nada pelo cansaço e pela desilusão da opinião publicada, embora a opinião nos blogs seja pouco mais do que a vida privada que todos temos dentro dos círculos onde nos movemos.

Mas entristece saber que a coisa da bloga esteja a perder a vitalidade em contraciclo com a opinião “contratada” que não para de nos bombardear.
LNT
[0.409/2013]

a Bombar

Dunky
Aí está ele de novo com o gás do costume.

Força, meu caro VS, coragem e nada de agradecimentos porque a amizade não se agradece.

Grande abraço.
LNT
[0.408/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCVII ]

Anta
Casas Novas - Arraiolos - Alentejo - Portugal
LNT
[0.407/2013]

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Boletim de saúde asinino [ V ]

JumentoComo o boletim clínico de o Jumento tem andado arredado, deixo ficar a informação recebida de fonte segura que indica que o VS continua a recuperar satisfatoriamente prevendo-se o regresso à capital.

Havendo mais novidades, haverá novos boletins clínicos.

Últimas notícias: De viva voz recebi uma chamada de VS a confirmar que já está fora dos hospitais e a caminho de Lisboa. Irá dar notícias muito em breve (talvez hoje, ou amanhã) no o Jumento.

Grande abraço com votos de rápida recuperação total.
Anteriores: [ IV ]; [ III ]; [ II ]; [ I ]
LNT
[0.406/2013]

5 - Blogoditos - 5 [ III ]

Blogs
- Encontrem-me um pobre que não se manifeste. Palavra de honra.
- Está aqui este, senhor ministro de Estado. Estava a engraxar os pneus da vespa do Mota.
- Olhe cá: o senhor é me’mo pobre, pobre, pobre?
- Dizem que sim xotôr.
- Ai é? Ai é? Ora vamos cá: quando foi a última vez que comeu?
- Onte, xotôr. Uma côde de pão à ceia.
- Tá a ver? E diz que é pobre? É falso. O senhor calunia-se!
- Eu não me drogo, xotôr...
- Ó Jica: conte isto à Teté para ela não ir fazer figura de parva à SIC-Notícias logo à noite.
Filipe Nunes Vicente

"Os pobres não se manifestam nem vão à televisão!"
Suspirei de alívio. Afinal sou rico. Raras vezes perco a oportunidade de me manifestar na companhia dos ricos como eu. Abençoado país este, onde os ricos enchem o Terreiro do Paço para protestar contra um governo indigno que protege os pobres e chantageia os ricos.
Pena que neste mesmo país um pobrezinho se tenha vendido, em troca de um gabinete com vista para o Jardim Zoológico.
Carlos Barbosa de Oliveira

Medina Carreira e Alexandre Soares dos Santos em grande delírio na TVI 24. O empresário que paga impostos na Holanda para se safar melhor, fala em responsabilidade e sacrifícios. O que estes dois estarolas defendem é inacreditável. A argumentação é de um nível baixíssimo. Confrangedor. O fim do debate político é defendido às claras. Sem decoro. Judite de Sousa tenta confrontá-los com alguma razoabilidade. Reduzem-na a nada. Tratam-na por filha. Um nojo de gente.
José Teófilo Duarte

Aqui entre nós, não deixa de ser uma suprema humilhação para Portugal o facto de, nas revelações que vão surgindo sobre as espionagem pelos serviços secretos americanos a políticos de vários países, não ter aparecido a mais leve referência a Portugal.
Então ninguém escuta os nossos governantes? Ninguém quer saber o que eles dizem? Ou será que os americanos já conhecem o "guião para a reforma do Estado" e nós não? Estarão a copiá-lo?
Francisco Seixas da Costa

Talvez seja verdade que eliminando o conceito de fim de semana, criando dias de trabalho de 24 horas, etc, a economia crescesse desmesuradamente, o desemprego desaparecesse e houvesse riqueza para todos. Infelizmente para os economistas a sociedade é composta de pessoas que têm desejos, sonhos, necessidades, etc. É por isso que essas noções lunáticas nunca funcionarão. É um pouco como o comunismo científico: até poderia ter bases teóricas sólidas, mas enquanto tiver que ser aplicado em pessoas e por pessoas, nenhum sistema ideal funcionará.
João André
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.405/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCVI ]

Galeto
Galeto - Lisboa - Portugal
LNT
[0.404/2013]

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O livro e as ausências

Jornal IDiz-nos o Ionline, num daqueles artigos cheios de recados encomendados para encher espaço publicado e vender papel que, no lançamento do livro de ontem, foi muito notada a não presença do líder socialista.

Como se sabe, o livro não tratando de política é um tratado político e por isso é de estranhar que os líderes políticos não estivessem presentes. Também se sabe que, sendo um livro sobre a tortura, as pessoas estranharam (interessante não ter sido referido nesta pérola jornalística) que Passos Coelho, Vítor Gaspar e outros torcionários e extorsionários conhecidos, não se tivessem feito representar.

O barbeiro, embora convidado, também não esteve presente nem se fez representar o que foi uma falta de monta numa sala onde não cabia nem mais um cabelo.

Mas prontus, o I lá fez mais uma capa bombástica conseguindo falar do lançamento de um livro sem fazer uma única menção ao seu conteúdo.

É o que temos.
LNT
[0.403/2013]

Infinitésimos

TapeteA propósito do aniversário de um amigo reflicto sobre a nossa condição de finitos. Confesso nunca ter conseguido concluir se festejar o aniversário é um acto de saudade, ou um outro de esperança.

O tempo, principalmente o dos que já têm menos tempo de vida do que aquele que viveram sem ter tido a percepção da finitude, é um bem precioso. Gastá-lo com infinitésimos, é um desperdício só justificado com a necessidade de os manter sob controlo evitando que os façam finar precocemente.

Isso e a certeza de que nada é irrevogável a não ser a morte e mesmo essa tem dias em que o não foi.
LNT
[0.402/2013]

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Moçambique

ArteNunca vivi em Moçambique (passei por lá, por Lourenço Marques (hoje Maputo), pela Gorongosa, pela Beira e por Tete) mas sempre foi um território de muitas referências especiais chegadas por mão amiga.

Dessas muitas referências destaco as que caracterizam a personalidade, a coragem e a diversidade cultural dos povos que lá habitam, as da capacidade de resistência perante as adversidades da natureza e as do contraste de pobreza num País com tanto potencial e riquezas naturais.

Não compreendo o que faz com que essas gentes prefiram o chumbo que mata e estropia, aos metais mais nobres, por explorar, com os quais têm a possibilidade de construir os instrumentos para se alimentarem do que a terra e o mar lhes disponibiliza.

Os povos moçambicanos certamente dirão khanimambo ao regresso do bom senso.
LNT
[0.400/2013]

O canal do Panamá

Barco vazio marConsta que as rotas marítimas a norte, até agora bloqueadas pelos gelos mas já a darem sinais de navegabilidade devido ao degelo que os negacionistas do costume se recusam a ver - apesar de cientificamente comprovado -, serão muito mais rentáveis do que aquelas que o Canal do Panamá (ainda para mais com “portagens”, (canalagens’)) alguma vez irá proporcionar.

Talvez por isso, e pelo habitual faro falhado que é conhecido nos láparos, o nosso chefe do executivo aproveitou a passeata à América Central para ir lá deixar umas larachas e poder passear na rua sem ter de ouvir o que ouve em Portugal quando se atreve aos pequenos percursos entre as salas onde se esconde e o carro em que se faz transportar.

Pelo que consta aproveitou a altura para referir que as melhorias do Canal do Panamá ficam em linha com a ligação ferroviária (esqueceu-se das ligações rodoviárias - transitários) entre Sines e a Europa, possivelmente passando por Espanha.

Fiquei na dúvida se ele falava de TGV, ou se falaria de alta velocidade, mas isso é mais uma dúvida a somar às outras leviandades em tempos atiradas contra os “Magalhães”.
LNT
[0.399/2013]

Um homem não é um rato

Rato armadilhaGosto deste tipo de constatações.

Também um cão não é um peixe, um cavaco não é um presidente, um irrevogável não é uma flor que se cheire, um gato não é um porco-espinho, uma cáfila não é um governo, um cherne não é um homem fiável, um coelho não é um farol, um caracol não é uma lebre, e por aí fora até à máxima de que um trabalhador do privado não é um funcionário público.

O que é que isto interessa? Nada! Também um Blog não é um compêndio, pois não?
LNT
[0.398/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCIV ]

Portimão
Portimão - Algarve - Portugal
LNT
[0.397/2013]

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Acima das possibilidades

Rosbife

Sei ser um pouco provocatório em tempos de crise mas tomem lá uma coisa muito boa, fácil e rápida de fazer:

Numa frigideira com bom óleo muito quente coloque um naco de rosbife (400 gr/2 pessoas) previamente esfregado com sal grosso, alho, pimenta moída, louro e tabasco. Quando estiver selado (tostado) do lado de baixo vire ao contrário. Nunca fure a carne para não perder os sucos (é nisto que reside o “selar”). Tostado dos dois lados retire para uma tábua e deixe arrefecer. Com uma faca bem afiada corte em fatias finas sobre as quais deita um fio do óleo da fritura.

Misture natas gordas para culinária (as President são de luxo) com um colher de sopa de maionese, uma de café de mostarda, umas gotas de molho inglês, um dedal de vinho do Porto (ou conhaque), uma boa dose de ketchup e um pouco de parmesão ralado. Envolva bem sem bater e arrefeça.

Sirva as fatias de rosbife com batata palhinha e o molho à parte. Umas fatias de maçã ácida melhoram a coisa.

Se for vegetariano substitua o rosbife por um ananás descascado. O problema será seu.
LNT
[0.396/2013]

Aos interessados - Nota do autor

T. RowlandsonEscrevo neste Blog porque me apetece e considero este espaço de reflexão uma porta da minha liberdade. Só passa essa porta quem quer.

Para se aceder a um Blog é necessário vontade e nunca escondi que este é um meu espaço de partilha (não foi por acaso que escolhi esta espectacular gravura de T. Rowlandson para o ilustrar). Não me parece curial que se pretenda que eu aqui escreva o que não quero escrever assim como também não me parece que alguém se julgue no direito de reclamar isenção e neutralidade num espaço privado, embora plasmado no espaço público.

Por isso, três notas:

1 – A caixa de comentários não é um escarrador de tasca. Permite-se quase tudo, só isso;

2 - Só comento aquilo que quero comentar. Se me apetecer escrever sobre entrevistas brejeiras, escreverei, se me apetecer falar de manif’s de machibombos, falarei, mas nunca comentarei o que quer que seja só porque alguém entenda que eu deva comentar;

3 – Tenho muito gosto em ter tantos leitores, talvez mais do que aqueles que mereceria ter, que comigo concordam e discordam. Se soubesse que não era lido ou que só o era por sacristãos da minha sacristia isto não tinha piada alguma. Todos são bem-vindos e a todos estou agradecido pela companhia neste passeio que gosto de dar.

Adelante!
LNT
[0.395/2013]

Nascer duas (ou mais) vezes

DesfocadoNão vale a pena continuar a bater mais no ceguinho, neste caso concreto, não vale a pena bater mais no cavaquinho, e já que nunca iremos conseguir, por mais esforços que queiramos fazer, que o homem acabe o seu mandato com dignidade uma vez que dignidade implica, entre outras coisas, ter palavra e cumprir os juramentos feitos perante a Nação, mais vale começar a preparar a papelada para entregar no Constitucional, única instância com poderes bastantes para nos proteger da indignidade.

Quando era miúdo dizia-se que: "quem mais jura, mais mente." mas nunca pensei que este dito se pudesse aplicar a quem deveria estar a desempenhar o papel de mais alto magistrado de Nação.

Tudo se resume na contradição entre:

"Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”.

e:

"Faço uma avaliação cuidadosa, recolhendo o máximo de informação sobre os custos de um orçamento não entrar em vigor no dia 01 de Janeiro e os custos que resultam de eventualmente uma certa norma ser considerada inconstitucional já depois de o orçamento estar em vigor".

Todos terão de nascer pelo menos duas vezes para conseguirem chegar a este estado.
LNT
[0.394/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCIII ]

Kilimanjaro
Kilimanjaro - Ikàkéné - Tanzânia
LNT
[0.392/2013]

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ave, Maria Luís

Ceia femininoComo te entendo, Maria Luís. Todos nós, neste momento, temos pouca margem para poupar. Aliás, neste momento, já começa a despontar uma grande maioria sem margem para sobreviver e sem vontade de te poupar.

Como te entendo, Maria Luís. Todos nós temos filhos pequenos para criar e os que já os não têm, por já os terem criado, apoquentam-se com o facto de estarem perante um poder vilão que desrespeita sistematicamente a confiança que nele depositaram ao confiar-lhe a gestão de parte do seu salário e agora correm o risco de, não só não poderem ajudar os filhos a criar os netos, como ainda puderem ser mais um peso para eles.

Como te entendo, Maria Luís. Todos temos um parente desempregado, alguém a quem dar a mão, alguém que precisa de ajuda, embora alguns não lhes possam prestar qualquer auxílio por terem sido expropriados ou confiscados dos seus bens.

Como te entendo, Maria Luís. Eu e todos os que estão a passar por este saque inadmissível para que continue a haver quem não possa perder a sua margem de poupança agora e para sempre e por todos os séculos dos séculos, ámen.
LNT
[0.389/2013]

5 - Blogoditos - 5 [ II ]

Blogs
A Maria Luís é uma pândega.
a ministra diz que o Governo tem uma continuada preocupação em proteger os mais desfavorecidos e garante que as medidas "são ponderadas com justiça e equidade".
Ana Cristina Leonardo

Entretanto parece que continuam as ondas de choque às declarações do nosso ilustre convidado de ontem, Mário Soares, e que já obrigaram Aníbal a sair da toca presidencial.
Parece que também um deslumbrado carreirista outrora líder da JSD, que na vida o que se lhe conhece é estar apenas e sempre pronto a surfar qualquer onda alheia veio exigir a criminalização de Mário!
António Colaço

E reitera que não sabe se Dias Loureiro e Oliveira e Costa eram militantes do PSD quando fundaram uma associação de bandidos com nome de banco. E reitera que o PSD não é o BPN e que o BPN não é a SLN e que a SLN não é ser ministro de Cavaco Silva. E reitera que aguentou até ao limite do possível Dias Loureiro porque fazer parte de uma associação de bandidos com nome de banco não tem nada a ver com ser Conselheiro de Estado. E reitera que espera que o deixem terminar o seu mandato com dignidade. Amém!
José Simões

Pedro Passos Coelho tudo fará para que a relação entre Portugal e Angola não seja abalada.
Rui Machete garante que se vai encontrar uma solução.
Luís Marques Guedes assegura que qualquer problema que surja nas relações entre Portugal e Angola terá um tratamento prioritário e adequado.
Em suma, falta apenas a jura de amor de Joana Marques Vidal.
Paulo Gorjão

Por que razão é que se permite uma conferência de imprensa de um membro do governo, em nome do governo, para se justificar a si próprio e anunciar de forma entaramelada uma medida única, cujos contornos, contexto e ligação com outras está longe de ser esclarecida? A única vantagem é ver Portas na patética situação de se entaramelar em explicações, sem sequer perceber até que ponto fica numa situação ridícula. Se há alguém no governo (e há) a querer ajustar contas com Portas está a consegui-lo na perfeição. Claro que à custa daquilo que antigamente, no tempo do Génesis, se chamava sentido de estado.
José Pacheco Pereira
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.388/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCCI ]

Dom Sebastião
Cutileiro - Lagos - Algarve - Portugal
LNT
[0.387/2013]

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A verdade da mentira

Coelho TigreA inverdade, a imprecisão factual, ou lá como agora designam aquilo que dantes chamávamos mentira, está na massa do sangue de Passos Coelho.

Mesmo com uma ajudinha da rapaziada que não traz para os subtítulos aquilo que ele factualmente diz, para que a mensagem passe no corpo das notícias sem chamar demasiado à atenção, não consegue que a mentira que lhe corre misturada com a hemoglobina se deixe de revelar.

Passos Coelho diz no México:
"Em qualquer caso, quando as comparamos com o esforço que fizemos em 2012, não representam um esforço maior, nem para os pensionistas, nem para os funcionários públicos".
A rapaziada que trata dos subtítulos retira parte da afirmação (não falam dos funcionários públicos) escrevendo:
"O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que os pensionistas e os reformados não vão sofrer em 2014 uma redução de rendimentos maior do que em 2012."
E nós, em Portugal, olhamos para as tabelas e reiteramos que a verdade é coisa que não lhes assiste, mesmo com a artimanha de usar o ano de 2012 (e não o de 2013), que é irrepetível devido ao aviso de inconstitucionalidade feito pelo Tribunal Constitucional, para fazer a comparação.
LNT
[0.386/2013]

Reiterações

GaivotaTodos nós reiteramos que, embora muitas vezes possa parecer, não andamos a dormir.

Todos nós reiteramos que, embora não se refira nas reiterações presidenciais, ainda não estamos esclarecidos sobre a sua participação como accionista da SLN, então detentora do BPN.

Todos nós reiteramos que, embora a permuta Mariani/Gaivota continue por esclarecer na totalidade, continuamos a estranhar que tantos amigos tenham assentado arraiais de férias num mesmo condomínio que tem mais aroma a off-shore do grupo onde se incluía o BPN do que a brisa do mar.

Pela minha parte reitero também que Mário Soares, por quem mantenho o maior respeito, poderia evitar algumas reiterações que contrariam toda a sua filosofia de vida, mas isso é outra conversa que não irei reiterar.
LNT
[0.385/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCC ]

Arpad Szens e Vieira da Silva
Fundação Arpad Szens Vieira da Silva - Lisboa - Portugal
LNT
[0.384/2013]

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que realmente me amofina

FantasHoje apetece-me fazer um daqueles Posts intimistas na primeira pessoa do singular. Um daqueles do barbeiro a falar só com os seus botões sem se importar com obscenidades e sem qualquer preocupação com o politicamente correcto.

Não sei se estou preparado para tal desabafo porque para isso tinha de me sentir revoltado e nem sequer o estou. Não votei nestes gaijos e gaijas, nem no outro zombie ausente que está acima desta escumalha e também não votei na malta que agora solta gritos de morte contra esta tropa fandanga que levou ao colo para o poder.

Sei que tenho de apanhar com eles sem me revoltar, culpa minha que tenho esta mania da democracia, mesmo quando eles insistem nas maldades que me fazem com o argumento de as fazerem para meu bem. No fundo tenho de entender que sempre houve pais malfeitores que assassinaram os seus filhos com a convicção de que o sacrifício desse altar se destinava a expurgar os descendentes do mal e, em simultâneo, a conseguirem o apaziguamento dos deuses em relação a si próprios e aos que lhes sobrevivam.

Bem, vou rematar este malfadado e amarfanhado desabafo sem nexo, com o título que para ele escolhi. (Esta merda de começar um texto pelo título tem destas coisas)

O que realmente me amofina é a carinha alegrinha de sonsa com que a filha da mãe anunciou a sua impunidade. Enquanto não houver alguém que vá aos fagotes de um destes figurões a coisa não acaba.

Pronto, vou desenjoar-me para outro lado, fónix, filhos de uma grande cabazada de…
LNT
[0.383/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCIX ]

Diospiros
Diospiros e Figos - o bem que nos fazem - Portugal
LNT
[0.382/2013]

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Cooperação estratégica

RabosCavaco é perito nesta linguagem de trapos e se não foi ele que inventou o termo “cooperação estratégica” não deve ter andado muito longe de a ter ensaiado quando andou a passear por Angola há três ou quatro anos.

Agora o ditador angolano aproveitou a deixa e, no seu discurso à Nação angolana, elevou a fasquia e meteu a “cooperação estratégica”, seja lá o que isso for porque nunca foram enunciados os requisitos bilaterais de tal coisa, num pedestal para a fazer farol que ilumine os caminhos por onde nos é imposto andar.

As relações com Angola nunca foram flor que se cheirasse (até com os vistos sempre foi aquilo que se viu) mas há entre angolanos e portugueses interesses que vão muito para lá da mera cortesia e dos salamaleques da “cooperação estratégica”. Esses interesses que ultrapassam o sentido diplomático de cooperação entre Estados soberanos exigem mútuo respeito pelas leis que regem cada um desses Estados sendo de evitar desvios com laivos de subalternidade.

Cumpre-se assim o que aqui disse na altura em que Machete fez o lindo serviço de rebaixar a nossa democracia de poderes separados perante os senhores de Angola:
o que esta gente não percebe é que aqueles perante quem se agacham são os mesmos que nunca se agacharam perante os portugueses (nem antes, nem depois da independência) e que se entendessem o que é dignidade percebiam também que, até perante eles, ficam mal vistos
Andar no Mundo de chapéu na mão e de cabeça baixa só pode dar nisto.
LNT
[0.381/2013]

Meninos de co(i)ro

Avião papelMedeiros Ferreira chama meninos de coro ao nosso casalinho das finanças porque, quando vão aos meetings dos burocratas da Europa central, não seguem o exemplo do seu colega Luis de Guindos que se faz acompanhar de uma marmita.

Medeiros Ferreira não tem razão. O casalinho das finanças também leva a marmita de casa com as sobras do banquete orçamental do dia anterior. Deixa é a gamela escondida debaixo do banco da classe turística do jatinho em que viaja não vá o guloso do Barroso saltar-lhes ao caminho e entornar o caldinho de que todos eles tanto gostam (Consta que o facto do casalinho ter alguns gostos semelhantes lhes facilita a vida).
LNT
[0.380/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVIII ]

Ikàkéné
Ikàkéné - Kasane
LNT
[0.379/2013]

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O caldo vai acabar por entornar

Escudo de PortugalIsto é tudo muito fácil de entender. Um País que não se dá ao respeito, não é respeitado e já não é primeira vez que não nos damos ao respeito. Foi assim com os Filipes, foi assim quando a família real meteu o rabo entre as pernas e fugiu para o Brasil e ainda foi assim mais umas quantas (poucas) vezes nesta Nação milenar cujo povo sempre soube voltar a dar-se ao respeito.

Não somos um protectorado. Somos uma Pátria assaltada, é verdade, mas um País soberano. Precisamos de apoio mas não vendemos a nossa dignidade para o conseguir na mesma lógica que não aceitamos prostituir-nos quando precisamos de financiamento e recorremos a uma instituição financeira.

Vivemos tempos de infâmia e, ou alguém investido do poder põe cobro a esta maldita submissão, ou isto vai acabar mal como sempre acabou para quem nos tentou subjugar e para os detentores do poder que colaboraram com a submissão.
LNT
[0.378/2013]

domingo, 13 de outubro de 2013

da Dissimulação

Haverá algo (ou alguém) mais ridículo do que abandonar os fatinhos às riscas (tipo Al Capone) só para parecer que se é o número dois de um Governo sem número um?

Há. Em Portugal há!

O Capone sempre foi aquilo que foi, nunca foi um trambiqueiro.
LNT
[0.377/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVII ]

Néné
Albarraque - Sintra - Portugal
LNT
[0.376/2013]

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

OMO lava mais branco

Papel higiénicoMuito se gosta, em Portugal, de justificar uma javardice com outra para ensaboar a primeira na tentativa de a branquear.

Por exemplo:

- Se falarmos na gatunagem que enriqueceu lambuzando-se nas gorduras e no lombo do BPN (sem esquecer que tão gatuno é o que rouba como o que fica à porta), surge logo alguém para falar da nacionalização e desviar as atenções dos bandidos e dos que se aproveitaram dos favores da bandidagem;
- Se falarmos de submarinos e da negociata que conseguiu ter corruptores engavetados na Alemanha sem que os corrompidos portugueses apareçam, surge logo alguém para falar das intenções anteriores e desviar as atenções de quem efectivou a compra.

Agora, com as pensões de sobrevivência, o truque é estampar a cara do adormecido Constâncio em tudo quanto é comunicação e rede social, para justificar que os sobrevivos não tenham aquilo que lhes é devido.

Nem sequer me vou dar ao trabalho de voltar a explicar que a pensão de sobrevivência é parte integrante do acordo estabelecido com a Segurança Social, que se banqueteia mensalmente com parte dos salários de quem trabalha, que não tem gerido devidamente os fundos que os trabalhadores (e as entidades patronais) entregam nas suas mãos. Também não vou perder tempo a explicar, uma vez mais, que aquele dinheiro não é do Estado embora tenha sido usado pelo Estado para tapar todos os buracos que apareceram.

Basta-me pedir que sejam mínima e intelectualmente honestos e que deixem de fazer de estúpidos todos os que não aceitam o branqueamento das golpadas que nos conduziram ao estado em que nos encontramos e que parem de tentar esconder o saque que não para de se fazer.
LNT
[0.375/2013]

5 - Blogoditos - 5 [ I ]

Blogs
Porque o PSD sempre foi assim. Algo muito semelhante à célebre curva do estádio José Alvalade, onde se concentram os adeptos do Sporting que vaiaram Figo e Rui Patrício, e que ao mínimo desaire acenam com lenços brancos em exigência à despedida imediata de treinadores.
Pedro Correia

Dia após dia, esta gente dá, em uníssono e de forma metódica, continuação ao massacre a que têm sido sujeitos os juízes do Tribunal Constitucional, perante o silêncio ensurdecedor do Presidente da República.
Miguel Abrantes

Afinal o"penta" do líder do CDS na noite das autárquicas referia-se não às minúsculas câmaras que arrecadou, mas aos cortes - a única "reforma do Estado", não vale a pena disfarçar mais - que vão ser aplicados aos trabalhadores investidos em funções públicas, no activo ou não.
João Gonçalves

Muitas tradições tratam certos objectos como entidades especiais devido ao significado que esses objectos acumularam no processo de partilha de uma história comum das pessoas nessa tradição.
Porfírio Silva

Se o comportamento de Machete tivesse alguma coisa de grave, em que língua, viva ou morta, existente ou por inventar, conseguiríamos descrever o comportamento de Passos, Portas e Cavaco?
Valupi
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.374/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVI ]

Ericeira
Ericeira - Portugal
LNT
[0.373/2013]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Macaquices

Chimpazés
Dizem-me que um macaquinho fugiu da jaula onde vive no Zoológico de Lisboa e surripiou o manuscrito de página e meia onde Portas fazia, há quase um ano, as anotações para o primeiro fascículo da Reforma do Estado.

Dizem-me também que esse macaquinho estava a ser treinado para exercer comportamentos humanos de higiene, nomeadamente nos rituais pós necessidades fisiológicas.

LNT
[0.372/2013]

Reality Show

Coelho
Não vi nem verei, porque detesto reality shows, a encenação madura que a RTP passou ontem tendo por protagonista um artista de segunda categoria.

Dizem-me que não foi um espectáculo de ilusionismo porque o coelho da cartola andava à solta pelo palco e o influente (e activo) mágico da farsa manteve-se na regie da marquise do Possolo.

No entanto gostaria de saber quais foram os critérios de escolha dos figurantes e quem escreveu o guião das falas e deixas com que eles tiveram de alombar.
LNT
[0.371/2013]

Deixem-nos Trabalhar, forças do bloqueio!

AbóboraOntem, na espreitadela breve que tive oportunidade de dar aos serviços noticiosos da comunicação social que temos, calhou-me em sorte ouvir pela voz das sumidades do costume que se não tivéssemos a Constituição que temos o Tribunal Constitucional não teria tido oportunidade de se pronunciar pela inconstitucionalidade das inconstitucionalidades que este Governo tem decretado.

É importante tomar nota destes apontamentos produzidos com ar sério e solene por gente tão sábia porque não fica bem a uma Nação milenar desprezar as la paliçadas da elite que lhe saiu em sorte.

Dizem esses sábios que a melhor forma de resolver a questão é rever a Constituição (eles já nem sequer se questionam sobre a apreciação geral que os portugueses têm sobre o desempenho do Tribunal Constitucional nesta fase de governo presidencial).

Pouco faltará para que venham exigir a extinção do Tribunal Constitucional e já agora da própria Constituição seguindo a máxima cavaquiana do: "Deixem-nos trabalhar, forças do bloqueio!".
LNT
[0.370/2013]

Já fui (irei ser hoje) feliz aqui [ MCCXCV ]

Miguel Telles da Gama
Passing through the red - Miguel Telles da Gama - Lisboa - Portugal
LNT
[0.369/2013]

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Também nas aves

Pombos Gaivota

Ontem constatei que os pombos de Lisboa se julgam gaivotas. Deixaram de passarinhar no Terreiro do Paço para se pavonear alegremente no areal do Cais das Naus.

No entanto, os brilhos de lantejoula não enganam quem os observa. Tirando a habilidade de se empoleirarem nas orelhas do cavalo de Dom José, coisa que as gaivotas não conseguem por terem barbatanas nas patas, os pombos (excluídos os pombo-correio que tem GPS nos bicos) são aselhas por natureza e molengas por se terem deixado domesticar por quem lhes enche o bandulho de milho.

Os pombos da minha cidade que se julgam gaivotas, ao contrário dos ratos de Lisboa que dominam todas as artes de sobrevivência, morrem à beça sem perceberem que as ondas do Tejo não toleram plumagens sem gordura e que as gaivotas, por quem se querem fazer passar, têm goela grossa que lhes permite engolir peixes-aranha sem se asfixiarem.

Quando constatei publicamente aquilo que os pombos de Lisboa se julgam, disse-me João Castro que: "A convivência permite a troca do conhecimento" e que lhe parecia que estes pombos também comiam peixe. Até pode ser que comam, até pode ser que tenham adquirido esse conhecimento, mas isso não lhes faz ter o bico forte, nem boiarem nas vagas criadas pelos transatlânticos que raspam o Cais das Colunas.
LNT
[0.368/2013]

Reflexos

MagritteComo tudo teria sido diferente se tivéssemos um poeta ao leme em vez de termos um contabilista daqueles que nunca erram, raramente se enganam e que dissimulam para não reconhecer que não sabem fazer contas.

Na altura andavam uns a olhar para o umbigo e outros para a braguilha. Agora, uns e outros estão vasectomiazados e lamentam-se da esterilidade.

Há coisas irreversíveis e normalmente assim são as coisas relacionadas com as mutilações, excluindo as relativas às regenerações das lagartixas.
LNT
[0.367/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCIV ]

Tejo, Cruzeiros
Entradas e saídas - Lisboa - Portugal
LNT
[0.366/2013]

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mais um piparote nas orelhas do Vice

Piparotes
«Nestes últimos dias, medidas que estavam previstas e descontadas há vários meses, (...), foi apresentado no espaço público de uma forma que contrai as expectativas da generalidade dos agentes em vez de recentrar essas expectativas»
Pedro Passos Coelho
Dado que quem apresentou as medidas no espaço público foi Paulo Portas coadjuvado por Maria Luís, Coelho fez saber uma vez mais que o choque de expectativas tem um responsável directo.

Continua o braço de ferro na paz podre que Cavaco Silva impôs a esta gente.
LNT
[0.365/2013]

Palhaçadas

PalhaçoSabe duma coisa, Miguel Sousa Tavares. A tontaria com que ontem disse na SIC que (cito de cor) "já não bastava pagar as pensões aos vivos como ainda ter de pagar as pensões dos mortos" (em relação às pensões de sobrevivência) é tão válida como o vendedor do seu jipe agora lhe retirar o pneu sobresselente por ter passado a entender que o carro que lhe vendeu só precisa de quatro pneus para andar (embora o preço que pagou incluísse o pneu sobresselente).

A pensão de sobrevivência é a garantia de que os agregados familiares não perdem tudo com a morte de um dos seus elementos. É parte integrante, tal como o pneu sobresselente é da sua viatura, do contrato acordado com quem se abona impreterivelmente com parte do seu vencimento mensal.

Imagino o que não o ouviríamos dizer se uma companhia de seguros com quem tivesse feito um PPR não lhe pagasse o prémio acordado.
LNT
[0.364/2013]

Lisboa das naus a ver navios

Cais das ColunasVivo numa cidade em que o Outono de hoje festeja 30º centígrados. Perto do local onde aguardo que me reformem, estende-se um mar de pedra até ao Tejo e adivinha-se uma alteração profunda à qualidade de vida no local. Tive oportunidade de hoje, em dia de greve do Metropolitano de Lisboa, ter feito por aí uma caminhada forçada e ter ficado magnificamente agradado com a abertura daquele passeio ribeirinho.

O senão, e não é pouco senão, duas reentrâncias feitas no percurso pedestre que não apresentam qualquer protecção e se revelam armadilhas fatais. Complementa-se o senão com um outro relativo ao caminho de escape aos estaleiros de obra que mereciam, por parte das empresas construtoras, melhor cuidado e sinalização.

Reparo feito, fica o convite ao passeio ainda incompleto na Ribeira das Naus.

É um percurso fantástico de descontração e contemplação que se estende do Terreiro do Paço até ao Cais do Sodré, tão agradável que até consegue amortizar os imensos incómodos que a greve selvagem do Metro produzem aos alfacinhas e aos milhares de visitantes de Lisboa.

Nota: O direito à greve é inquestionável. O direito ao transporte que os utentes do Metro de Lisboa têm também o deveria ser, até porque a grande maioria desses utentes tem o passe antecipadamente pago e não recebe nestes dias qualquer contrapartida, nem reembolso.
LNT
[0.363/2013]