sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os colchões em que nos fazem deitar

Ponte para o nadaAndava às voltas para tentar explicar a porcaria que por aí se vai fazendo em termos de empurrões de lixo para o fazer reciclar pelas “gerações futuras” (expressão de voga, enfim...) quando dei de frente com esta coisa escrita por Soromenho Marques:
"Como é que designaríamos o comportamento de um cidadão que, incapaz de honrar um crédito pessoal a uma taxa de 3,35%, prestes a atingir a maturidade, contraísse um novo empréstimo a uma taxa de 5,11% para pagar o primeiro ("troca de dívida")? Sem dúvida, tratar-se-ia de um comportamento pouco recomendável. E como seria classificado esse comportamento se o cidadão em causa utilizasse parte do novo empréstimo (de 11-02-2014) para antecipar, parcialmente, o pagamento em 19,5 meses do primeiro empréstimo, pagando 102,89 euros por cada 100 euros de dívida ("recompra")? Seria, certamente, uma atitude temerária, pois aumenta a despesa com juros para apenas empurrar a dívida para o futuro."
Poderia ficar por aqui encerrando com um “nada mais há a dizer”. Mas há.

Ora leiam o resto desta Almofoda de Pedra.
LNT
[0.081/2014]

5 - Blogoditos - 5 [ XIII ]

Blogs
se eu já mergulhei ali num tempo em que os esgotos eram despejados no rio e haviam mais cagalhões do que mujos, e se fui capaz de mergulhar no meio deles para tentar ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, então sou capaz de me atirar de cabeça para qualquer merda só para chegar a Presidente da República.
o Jumento

Mãe no mimo "ó Rodrigo, tu és tão giro. Quem me dera ser uma miúda de 2003. Olha que não me escapavas". E ele todo derretido "ó mãe eu é que gostava de ser, eu é que gostava de ser de...de...mil novecentos e tal".
E é assim que uma pessoa se fica a sentir do século passado.
Francisca Prieto

Que Estaline tenha, numa só noite [!], deportado para a Ásia Central toda a população tártara da Ucrânia acusada de colaboracionismo com os alemães, não mereceu do PCP uma linha escrita quanto mais a condenação.
Que a Crimeia, uma república autónoma, tenha sido transformada por Estaline numa simples região e, posteriormente, integrada na Ucrânia durante o reinado de Khrushchov não mereceu do PCP uma linha escrita quanto mais a condenação.
Que o PCP, com mais ou menos descaramento e falta de pudor, tenha ido desenterrar Estaline de dentro do buraco para onde Álvaro Cunhal o tinha banido, cada qual que tire as suas conclusões.
A mim preocupa-me mais, muito mais, aquilo que o PCP não condena.
José Simões

Bom, acho que já me fiz entender. Agora, como as negativas não podem por definição ser provadas, não podemos afirmar que com um governo "de esquerda" que nos governasse "desde sempre", e fora do tal Bloco central, estes indicadores não estariam todos muito melhores. Mas como membro de um dos partidos que nos governa desde 1974 posso dizer: estes são os nossos resultados. Tens para a troca?
Vega9000

Estamos muito muito muito, mas muito muito muito melhor.
Estamos todos muito muito muito, mas mesmo muito muito muito melhor.
Estamos mesmo tão tão tão melhor, que nem percebemos quão tanto tanto tanto melhor estamos.
Muito muito muito, mas mesmo muito muito muito melhor.
Sofia Loureiro das Santos
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.080/2014]

Bom dia

CoelhoE, passada uma semana, digam lá:

Está melhor, ou está pior?
LNT
[0.079/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXIII ]

Praia Marinha
Praia da Marinha - Algarve - Portugal
LNT
[0.078/2014]

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Gregos e portugueses

Águia

Seremos melhores. Vamos a isto!
LNT
[0.077/2014]

O Poder látex

PerservativosVolto ao tema que considero um dos mais graves atentados à continuação de Portugal. O decréscimo da natalidade.

Quando Passos Coelho anunciou, como bandeira, que iria constituir um grupo de estudo para estudar o estudo que um grupo de estudo já tinha feito sobre "n" estudos anteriores, veio ensaiar mais uma das suas habituais rábulas.

Ele sabe que o seu governo látex funciona como a camisinha que evita os meninos porque, para que eles sejam concebidos, têm de ter condições de viabilidade asseguradas.

Dantes, "no tempo da outra senhora", era mais fácil.

Fazer crianças nessa altura, era encarado como a construção de uma bolsa de mão-de-obra desqualificada barata e para se conseguir atingir o objectivo bastava uma côdea de pão barrada com muito analfabetismo e ignorância.

Isto de ter uma percentagem elevada de população instruída é uma grande chatice, principalmente se essa população ganha a consciência de que fazer crianças implica ter de lhes dar de comer e de vestir e garantir estudos e cuidados de saúde. Implica esperança no País, no trabalho e na qualidade de vida futura.

Ao anular todas estas condições, o governo látex funciona justamente como funcionam os preservativos, distinguindo-se deles por não ter associada a função de inibidor de doenças sexualmente transmissíveis e dificultar o prazer por falta de lubrificação.
LNT
[0.076/2014]

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Será um inconseguimento

Cão CoelhoAo contrário de quase todos, nada tenho contra Relvas.

Tanto me faz que ele tenha um curso superior, como não. Tanto me faz que tenha obtido essa habilitação através de facilidades ou através dos métodos vulgares. Desde que a obtenção do canudo não tenha sido criminosa (porque obtida por expedientes que a Lei permite) não aquece nem arrefece. É só mais um nessas condições.

No entanto, a imposição que Passos Coelho fez quando o indicou para encabeçar a lista é demonstradora daquilo que é o seu conceito do exercício do poder.

O que resultou da sua pesporrência (uma penalização colossal consubstanciada por uma derrota irrevogável), neste caso dentro da agremiação que dirige com maioria norte-coreana, é o sinal do que no "nacional" lhe está destinado.

Há quem só aprenda que as paredes são rijas batendo com a cabeça até os miolos ficarem à vista.
LNT
[0.074/2014]

Quotidiano [ IV ]

Afia a navalha

O látex que os separa do mar


Dois jovens ligados a uma qualquer coisa que lhes deita energia nos ouvidos e aparentemente os faz estar em movimento, ela matulona com corpanzil e idade para parir e ele com caparro para o semeio, perdem-se em carícias e olhares denunciadores de uma noite bem passada.

Nota-se a sua despreocupação com o que os rodeia, com o chiar miado do Metro de Lisboa, com o ritmo compassado do “Latinhas” que implora uma moeda, com a igual indiferença de todos os outros que se acotovelam para conseguir um encosto na porta contrária e com aqueles que para eles olham disfarçadamente com acenos de reprovação ou ligeiros sorrisos de inveja.

O ar dos jovens despreocupados, porque focados em si, envolvidos por aquela energia que lhes entra pelos ouvidos vinda sabe-se lá de onde e de que ritmos ou “cenas”, deixa antever que não se dirigem para o trabalho que não têm, nem para a escola que já acabou. Como a linha onde navegam não é a do aeroporto, também não irão para a gare de partida da zona de conforto.

Os olhares que trocam anunciam que ainda acreditam que a fome se pode matar com beijos. Não se prevê uma ida ao Centro de (des)Emprego em busca de um estágio miserável.

Quando abandonei a carruagem para subir os degraus até à cancela que me atirou para a superfície, dei por mim a pensar que já tinha descendentes naquela idade e que, se agora os filhos rareiam, não será certamente por falta de matéria-prima, mas porque quem decide as condições que proporcionem vida anda a criar entraves (e comissões de estudo) semelhantes às camisinhas que condicionam a fusão para nascer.
LNT
[0.073/2014]

A Visita



Espera para depois...
LNT
[0.072/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXI ]

Praia Carvalho
Praia do Carvalho - Algarve - Portugal
LNT
[0.071/2014]

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O País das pedras

Calhaus roladosA culpa foi do mar alterado. As pedras roladas brilham na sequência das marés vivas que nada pouparam e mataram os seres vivos que se aproximaram para ver o mar revolto.

Neste País das pedras que brilham pelo efeito da pancada olha-se para o seu brilho polido pelo selvático esfreganço e conclui-se que, se os calhaus inertes brilham, estão melhores.

Quanto ao resto, pouco importa. Se os humanos não brilham como as pedras é porque ainda não penaram tanto quanto deviam.
LNT
[0.070/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXX ]

Benagil
Praia de Benagil - Algarve - Portugal
LNT
[0.069/2014]

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Bómm, o entertainer

Marcelo Rebelo de SousaTudo se resume na frase de vaipe:
Durante o avião pus-me a pensar e todos me disseram – não vás, porque...”

Marcelo pensa e todos lhe adivinham o pensamento, todos lhe respondem ao pensamento-pensado (mais do que pensado, mais do que armadilhado)

Bómm, o entretainer, ensaiou na catedral alfacinha do circo e do espectáculo o derradeiro entretém que fez de um congresso um mega-comício de campanha eleitoral e atirou para a rua os candidatos laranja à Europa, ao Parlamento Português e à Presidência da República.

Bómm, o entretainer, abafou todos os seus parceiros e amigos que pretendiam brilho, incluindo os infelizes Coelho e Menezes. Calou a gritaria e a prosápia de Rangel. Deixou a ideia de vazio que Santana nunca perdeu.

Só não conseguiu abafar a inconseguida Relvasrisação da coisa. Disso trataram os congressistas-eleitores que o reduziram ao que vale.

The show must go on!


LNT
[0.068/2014]

Que seja agora



Se é para acontecer...
LNT
[0.067/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXIX ]

Praia N. Senhora da Rocha
Praia N. Srª da Rocha - Algarve - Portugal
LNT
[0.066/2014]

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tudo ligado

CordaComo se costuma dizer, isto anda tudo ligado.

Uma equipa alemã desloca-se à cidade que existe na margem do Douro oposta a Vila Nova de Gaia, marca só um golo na baliza portuguesa e consegue a proeza de levar para Frankfurt, como resultado, um empate num jogo com quatro golos.

Um governo submisso aos interesses financeiros internacionais e engajado nos objectivos de empobrecimento da Nação que o elegeu para satisfazer a gula dos “mercados”, usa a máxima lusa de que tudo o que não é português tem qualidade para tentar enganar, por linguagem gestual da propaganda (tão maluca como a do sul-africano nas cerimónias fúnebres do ídolo mundial) com que inunda as televisões (é gestual porque se sabe que os portugueses desligam o som dos aparelhos para não serem tão incomodados) e ouvir os seus patrões globais, de viva voz, dizerem-lhe que aquilo que tem feito não são reformas estruturais, mas sim tapa-buracos para fintar os FMI & Comª , feitos de saques diversos a quem ainda trabalha e de alienação do património que sobra do pote.

Um Tribunal Constitucional que se transformou no garante do Estado de direito e no provedor dos cidadãos e da cidadania por inoperância sonolenta de quem foi eleito para jurar a defesa e o cumprimento da Constituição.

Uma confusão, um País secular transformado numa vergonha internacional e um povo triste, amargurado e pobre.

Não restam dúvidas de que tudo isto está ligado.
LNT
[0.065/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVIII ]

Cigarrilhas
La Gloria Cubana - Gigarrilhas - Cuba
LNT
[0.064/2014]

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Querido blog

LâminaDesta vez, cansado de escrever para as pessoas, é para ti que “posto”.

Estás sempre disponível a acolher as minhas letras, palavras e frases sem contestar os conteúdos nem recusares as posições de esquerda, direita ou de volver que as retomas anunciadas me fazem assumir. Nunca levantas questões com as minhas coerências, incongruências ou displicências.

És um tipo porreiro, pá!

Sei que também não irás responder, agradecer ou desdenhar deste texto. É teu feitio, não defeito, mas fica sabendo que, apesar da tua disponibilidade e boa vontade a minha tendência é para, à medida que envelheço, reduzir a prosa o que, por não ser poeta, implicará uma redução no envio de letras, palavras e frases.

Sabes, Blog, estou a ficar parecido com o safardana do relógio do Portas que conta o período que falta para acabarem as tranches de maçaroca dos Troikas e não o tempo que falta para que eles nos deixem da mão. Por isso, por estar a ficar parecido com um safardana, termino este punhado de letras como o faria um qualquer deputado que tem medo de assumir a suas responsabilidades políticas e empurra as incomodidades para as mãos do referendo, mesmo sabendo da sua ilegalidade e inconstitucionalidade.

Tiques aprendidos de “pequininos” nas travessuras jotinhas levam-nos a pensar que ganham tempo, inconscientes na safardanice e ignorantes por não perceberam que o tempo nunca se ganha, porque se perde e não tem volta.

Dito isto, deixo-te mais este punhado de letras inconsequentes e se não te abraço é porque, ao contrário das convicções, não se abraça um Blog. Passa bem!
LNT
[0.063/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVII ]

Estação Espacial
International Space Station - NASA - USA
LNT
[0.062/2014]

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alucinados

FantásticoEnquanto comia a sopa ao balcão do Martinho ouvia o cervejeiro das economias a transformar a demagogia e a fantasia no milagre da multiplicação dos peixes.

Tive de me afastar do balcão para ver a imagem milagreira e ter a certeza que Pires de Lima não estava empoleirado numa azinheira.

O IRS e o IVA hão-de baixar. O desemprego há-de baixar. Os ordenados que continuam em processo de “ajustamento” hão-de crescer. Os juros internacionais dos empréstimos-almofada desnecessários (é o esbanjar minha gente) hão-de diminuir. As reformas hão-de fazer-se.

Os quando ficaram em suspenso.

A demagogia e a propaganda falam cada vez mais alto. Não fosse o forro dos bolsos para me voltar a trazer à realidade e o meu voto no CDS estava assegurado.
LNT
[0.061/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVI ]

Magritte
René Magritte - Bruxelas - Bélgica
LNT
[0.060/2014]

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

5 - Blogoditos - 5 [ XII ]

Blogs
Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades".
João Gonçalves

Não há festa nem festança sem a Dona Constança, nem privatização sem Arnault. É o que acontece com a privatização da Empresa Geral de Fomento, braço da Águas de Portugal para os resíduos sólidos urbanos.
Miguel Abrantes

Ainda sugeri ao Pedro e ao Filipe que continuassem por aqui, numa celebração metafórica do bonding masculino, mas não fui bem sucedido. Assim sendo, beijinho para ambos. A minha participação no Declínio termina hoje, dia dos namorados, com um novo apelo aos valores que sempre orientaram o testemunho cívico deste blog: vida frugal, família e natalidade.
Para os nossos leitores de direita ficam os votos sinceros de que nunca abandonem a posição de missionário. É o futuro. Para os outros, um agradecimento.
Luis M.Jorge

O nosso Fox está convidado para ir almoçar hoje a casa dos vizinhos. Prepararam-lhe um acepipe especial, só porque ele ontem desatou a correr todo estabanado para eles quando os viu a dobrar a esquina da nossa rua.
Portanto, estou a fazer para mim um arrozinho para acompanhar a carne aquecida que sobrou sei lá de que almoço de há quantos dias, e daqui a bocadinho levo o monsieur ao seu date.
E ainda há quem chame a isto "vida de cão".
Helena Araújo

Lembrei-me da relação entre princípios morais e acção política a propósito das inconfidências de Carlos César e Garcia Leandro. Se, em abstracto, na condução da acção política até nem me choca que um estadista, um político, possa ter uma conduta que viola princípios morais, já na esfera pessoal, salvo se estiver em causa um bem maior, tenho muita dificuldade em aceitar o mesmo tipo de comportamento.
Paulo Gorjão
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.059/2014]

Livramo-nos do homem da galinha e da côdea, mas inconseguimo-nos livrar da galinha e da côdea

GalosTenho pena de mais este inconseguimento da nossa meritíssima aposentada.

Gostava de ver os 40 anos do 25 de Abril celebrados na AR com o alto patrocínio do BPN e imagino que as honras militares, feitas à porta do Parlamento, seriam prestadas por tropas que ostentassem um boné vermelho com a sigla do patrocinador.

Também gostaria de ver hasteada a bandeira do patrocinador institucional (BPN) ladeada pelas Bandeiras do Presidente da República e da Assembleia da República.

Imagino que gostaria de ver galhardetes do BPN dispostos na tribuna dos oradores, em substituição dos habituais cravos vermelhos.

Finalmente gostaria de ver todos os valentes deste Governo a ostentarem na lapela o pin do BPN (já que o da SLN não seria possível dado não ser institucional).

A nossa inconseguimenteira segunda-figura do Estado é mais um mimo que devemos agradecer a Deus. Foi graças a ela que conseguimos livrar-nos de ter como segunda figura do Estado o cavalo de tróia que garantiu a Cavaco ser a primeira figura da triste figura em que este Estado se transformou.

Nota - Ficou por esclarecer se, de entre os patrocionadores “institucionais”, poderiamos contar alguns dos muitos escritórios de advogados representados nas bancadas dos senhores deputados.
LNT
[0.058/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXV ]

Fixes
Fixes-P1/74 - BA7 - São Jacinto - Portugal
LNT
[0.057/2014]

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Chamam-lhes reformas

NyonPassos Coelho, Pedro, e Portas, Paulo, já consideram os portugueses ajustados.

Os Lusitanos deixaram de viver acima das suas possibilidades, embora o caminho seja para continuar, isto é, trilhar a vereda conducente a que as possibilidades sejam sempre menores e o viver seja sempre mais abaixo.

Para conseguirmos estar de acordo com as nossas possibilidades passámos milhares à reforma e depois cortámos-lhes a pensão, formámos milhares de jovens que exportámos para o Mundo cortando-lhes a esperança em Portugal, encerrámos milhares de empresas criando milhares de desempregados a quem cortámos o subsídio de desemprego, diminuímos o número de idosos a quem cortámos os serviços de saúde e os serviços sociais, destruímos a costa portuguesa cortando na sua manutenção e descurando o seu ordenamento, diminuímos o número de alunos e professores cortando nos apoios aos estudantes e às escolas e reduzimos os encargos com a investigação e a ciência cortando nos seus incentivos.

Estão felizes e satisfeitos. Chamam-lhes reformas embora sejam só retrocessos civilizacionais, sociais e humanitários.

Nivelaram por baixo, cortando. É o fechar da porta porque reformar, criar eficácia e eficiência para criar riqueza, não é matéria que queiram ou saibam fazer. É o reduzir Portugal ao nível dos seus actuais dirigentes.
LNT
[0.056/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXIV ]

Paradoxo Ornitorrinco
José Pacheco Pereira - Paradoxo Ornitorrinco - Portugal
LNT
[0.055/2014]

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Para evitar que a prosa sirva de pacote de castanhas

Livro 1ª classeNão é costume falar de um livro que ainda não saiu, mas vou fazê-lo porque fiquei muito emocionado ao saber que Maria João Avilez entrevistou Vítor Gaspar e dessa entrevista resolveu fazer um registo que fique para lá do simples papel de jornal, não vá a prosa acabar a embrulhar meia dúzia de castanhas.

Pelo que se lê no Expresso On-line o livrinho é uma espécie de máquina de lavar, onde o detergente que lava mais branco é da marca Coelho e a engrenagem que a mantém em funcionamento é um pingarelho “único” com a patente Albuquerque.

Se mo ofereceram, lê-lo-ei. Comprá-lo não, que o dinheiro está caro e há-de haver obras de ficção bem mais interessantes para gastar as sobras que o entrevistado Gaspar não levou.
LNT
[0.054/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXIII ]

Manuel Amado
Manuel Amado - Portugal
LNT
[0.053/2014]

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

G(r)= -GnMr/r^2

SatéliteTodos conhecem o conceito de Outsourcing. Uma organização que pretende concentrar-se no seu core business larga actividades que, embora lhe sejam imprescindíveis, são marginais ao negócio e vai buscar esse “saber” ao exterior.

O que se estranha é quando uma organização faz outsourcing do seu core business ou quando o recurso a outsourcing não reafecta, a nova função, quem desenvolvia a actividade dentro da organização ou não promove a extinção desse posto de trabalho.

Também se estranha que existam cada vez mais organizações de outsourcing-satélite a orbitar organizações de onde saíram alguns dos seus quadros ou são fundadas por gente do círculo gravitacional.

Finalmente estranha-se que, sendo o outsourcing uma técnica destinada a reduzir custos nas organizações, muitas delas (principalmente no Estado) passem a ter custos superiores aos que verificavam antes. Sabe-se que o que interessa neste momento é reduzir custos na rubrica de vencimentos mas esse objectivo poderá justificar o aumento das despesas globais?
LNT
[0.052/2014]

Quotidiano [ III ]

Afia a navalha

Les plaisirs démodés


No meu transporte subterrâneo matinal tive a impressão de estar a viajar no Metro do amor.

Casais enamorados por todos os lados, beijos prolongados e indiscretos, telefonemas móveis provocantes, imagens picantes nos tablet’s e muitas olheiras de dormidas sem dormir.

Só pode ter sido da descoberta que resultou do conselho da protecção civil para que as pessoas se mantivessem ontem em casa e do entretimento que encontraram no apagão que, a meio do serão, calou as televisões e os computadores em Lisboa.
LNT
[0.051/2014]

O País dos não-factos

AntenasHabituados aos não-factos políticos, os comentadores de serviço foram capazes de manter, nos canais informativos das televisões, horas de comentários sobre o não-facto que foi o não-jogo Benfica-Sporting e sobre as não-consequências que lhe sucederam.

Pareciam os outros que costumam comentar as não-reformas em curso e os efeitos não-consequentes dessas não-concretizações.

Depois vieram os não-jornalistas fazer não-reportagens sobre as não-marés-gigantes e sobre os não-efeitos-catastróficos que insistiam em anunciar.

Parece que no meio de tudo isto houve não-mortos e não-feridos o que faz prever que deveremos ter ainda muito que ouvir sobre os não-acontecimentos, embora dos acontecimentos pouco se fale .

Penso ser isto que a segunda figura do estado português chama de inconseguimentos.
LNT
[0.050/2014]

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Conselho de Ministros

Dizia sonsamente o Coelho para o Portas:

Estes tipos das esquerdas (e meia dúzia de idiotas úteis da direita) são uns garganeiros.

Agora até querem sacar os miúdos dos orfanatos das Misericórdias para os entregar a casais do mesmo género. Não conseguem perceber que assim podem acabar com os orfanatos? Não conseguem entender que as Misericórdias também são filhas de Deus?
LNT
[0.048/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXI ]

Pôr do Sol Alentejano
Pôr do Sol - Alentejo - Portugal
LNT
[0.047/2014]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quotidiano [ II ]

Quotidiano - Afia navalha

Todos os utilizadores têm uma alma de político


Há uma questão a que um informático (que se relacione com os seus utilizadores) sabe obter invariavelmente a mesma resposta. Essa questão relaciona-se com equipamentos ou aplicacionais que funcionavam e que subitamente deixaram de responder.

A resposta correcta evitaria uma enorme perda de tempo e mesmo quando é possível demonstrar, depois de apurada a causa, que foi uma acção humana que produziu o constrangimento, a resposta mantém-se.

A questão simples é: O que é que fez antes de isto deixar de funcionar?
A resposta esperada é: Nada, não fiz nada! (a dupla negativa diz tudo)
LNT
[0.046/2014]

Quem não tem dinheiro não tem vícios

MiróComo se pode esperar que um poder assente numa folha de cálculo (ainda por cima mal concebida e com erros graves nas fórmulas) entenda que o património cultural é um bem sucessório?

Como se pode esperar que um poder que tem por conceito que só os canudos são curriculum (ainda que sejam obtidos por equivalência), que o desemprego é efeito colateral do bom desempenho da governação, que as pessoas são valor estatístico isento de alma e sofrer, que a exportação de cérebros jovens é uma variante à zona de conforto, que todos os fins justificam os meios, mesmo os não referendáveis, que as promessas eleitorais só se destinam a obter legitimidade para mandar e que o património nacionalizado na sequência de desmandos quadrilheiros, corruptos e mafiosos é espólio que minimiza os prejuízos causados aos contribuintes?

Como se pode esperar de alguém que tem por cultura a arte de manipular resultados, um entendimento sobre a perenidade dos bens culturais?

O que se pode esperar de gente que considera a arte como um vício e justifica a delapidação do património cultural com a expressão: "Quem não tem dinheiro, não tem vícios"?
LNT
[0.045/2014]

Quotidiano [ I ]

Quotidiano - Afia navalha

Prelúdio


Abre-se a rubrica "Quotidiano" onde se registarão estórias de uma vida de trabalho (e não só), agora que os vínculos laborais estão a caminho de se quebrarem.

Coisa despretensiosa, como todas as outras relacionadas com a arte do escanhoar, coisa de poucas palavras para se poder ler sem perder muito tempo.

Um entretém, mais um desta casa, destinado a garantir a satisfação da ilustre clientela.
LNT
[0.044/2014]

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Já fui feliz aqui [ MCCCLX ]

Miró
Miró - Lisboa/Barcelona - Portugal/Espanha e leiloeiros de Londres
LNT
[0.043/2014]

Rompem-nos os bolsos

Bolsos VaziosAnda a ser difícil manter a escrita em dia neste Blog. Não por falta de letras no teclado nem por dificuldade de matraquear as teclas, mas por abstenção aos noticiários e aos comentadores oficiais e oficiosos e por quase cegueira aos jornais.

Isto passa, sei, porque há vícios que se conseguem travar durante algum tempo mas que, mesmo latentes, exercem as suas influências. Ainda há pouco, para fugir ao vento, deixei os olhos espreitarem as primeiras páginas enquanto me abastecia de um outro vício que não quero deixar e logo me deu vontade de vir aqui largar mais um punhado de letras contra a gentalha que se gaba, nos ventos de Espanha, de estar a fazer um grande serviço à Nação e aos nacionais.

Mas a escrita em dia fica sem pressa para, talvez, amanhã.

Fica à espera que passe esta maldita sensação de que se a pena é uma arma, é pouco para o combate desigual contra quem combate com as mãos enfiadas nos nossos bolsos.
LNT
[0.042/2014]