domingo, 11 de janeiro de 2015

Dos cinismos

O pessoal político que se reuniu em Paris para fazer o boneco e desfilar alguns cinquenta metros que proporcionassem, em nome da “liberdade de informação”, imagens de arquivo que possibilitem ao Presidente francês falar de “Paris, a capital do Mundo” e dar-lhe, à boleia do massacre feito aos cartoonistas, polícias e uma mão cheia de gente que estava no local errado à hora errada, deve estar a fazer a sesta que antecederá a fotografia de família a realizar no Eliseu, ou em qualquer outro espaço acético longe da populaça que enche a rua.

Por outro lado, os aproveitamentos políticos feitos pelas extremas com vista a levarem a cabo o retrocesso civilizacional que há uma década pretendem para a Europa fazem o seu caminho.

As vítimas de tudo isto pouco mais são do que utilidades para que assim seja.

E, já agora, façam o favor de serem mais correctos. O que está em causa é a liberdade de expressão e não a liberdade de informação. Aliás sobre a liberdade de informação há muito que estamos conversados. Basta ver as políticas que neste mesmo caso existiram sobre o período de embargo de informações, incluindo o que foi feito a entrevistas realizadas com os selvagens que levaram a acção a cabo.

É que confundir essas duas liberdades é cometer um erro básico.
LNT
[0.014/2015]

1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

A Liberdade partida em partes
cada um falando das suas liberdades
como se houvessem mais estátuas que aquela que a simboliza. Fica a mágoa da a Liberdade se sentir apenas uma estátua... e, no resto, a encenação que nos resta