terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Dá com uma, tira com a outra

Deve e HaverContinuamos a ouvir os fazedores de opinião a inventar a roda mesmo depois de milhares de anos após a descoberta da roda redonda.

Sabemos agora, e estranhamente isso faz parangonas, que o Governo dá com uma mão e tira com a outra quando desenha um orçamento, mesmo tendo a noção de que não há orçamentos sem duas colunas: a do deve e a do haver.

Podia fazer aqui um boneco das duas colunas para mais fácil compreensão mas prefiro deixar à inteligência de cada um o esforço de imaginar a folha em branco dividida verticalmente por uma linha e, em cada metade, os respectivos valores das receitas e das despesas, onde as receitas, depois de se ter espoliado o Estado de todas as empresas rentáveis, terão de ser o resultado de contribuição dos cidadãos e as despesas serão a distribuição das receitas de forma a criar serviços que todos sirvam, a pagar os calotes e a garantir que os mais desprotegidos passem a ter mínimos de subsistência.

Não parece grande exercício de inteligência, mas nota-se ser um exercício que continua a proporcionar flores e dificuldades de entendimento, principalmente a quem se recusa a perceber que nas receitas o mais lógico é ir a quem mais tem, a quem mais sobra, para compensar a quem mais falta depois de garantir a todos e em regime de gratuitidade tendencial os serviços que a Constituição garante.

Por isso é verdade que qualquer orçamento tira com uma mão e dá com a outra, mas um orçamento equilibrado tirará sempre com uma mão direita a quem mais tem, para dar com a mão esquerda a quem mais precisa garantindo pelo meio, saúde, educação e segurança a todos a quem tira e todos a quem dá.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.008/2016]

3 comentários:

Janita disse...

O ROC que vai lá à empresa, no final de cada ano, para efectuar o fecho do mesmo, não falaria melhor! :)

Até para fazer o lançamento dos movimentos contabilísticos, se o débito não for igual ao crédito, o sistema não aceita...!

Um abraço e vá aparecendo, Sr.Luís.

Gonçalo Ferreira disse...

E o mais triste, mas de há muito sabido, é que ou vamos passando por estes espaços de opinião, ou se nos ficarmos pelo jornalismo, se é que ainda merece este nome, visto ser mais difusão da voz do dono, ficar-se-ia sempre com a certeza que o correto seria tirar com a mão esquerda de quem menos tem, para entregar com a direita a quem mais tem, sempre teve e sempre terá.

Saudações, e vá aparecendo, como disse o anterior comentador

Eduardo Menezes disse...

O problema nãp é dar com uma mão e tirar com a outra.
O problema é que o governo dá com uma mão e tira com as duas.
O governo, entenda-se o governo ilegítimo de Costa saído de umas eleições que claramente perdeu e que juntou mais outros 2 perdedores.
Gente que sempre disse que:
"Por um voto se ganha, por um voto se perde"
Gente que não merece confiança.
Excepto para gente inteligente que ora diz uma coisa ora diz o seu contrário sem qualquer pingo de vergomha