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domingo, 10 de setembro de 2023

Insistir em não fechar


Outras coisas têm ocupado a arte de barbear, mas a notícia de que esta barbearia não morreu fica na presente prova de vida.

As redes sociais, a política, os órgãos de soberania em geral e quase todo o resto, desde a guerra até à comezinha intriga nacional, continuam intragáveis e os Blogs não deixaram de ser o espaço público que tem um mínimo de dignidade e liberdade onde os cidadãos comuns se podem expressar.

É por isso que a Barbearia nunca será apagada.

Entretanto, parte da explicação para a ausência, fica para leitura no Blog dos Penduras onde se percebe que a participação na Comissão Executiva das Comemorações do Cinquentenário dos Penduras (CECCP) desviou a concentração do barbeiro para coisas mais importantes.

Em breve, ou para o ano que vem, o Barbeiro voltará às tosquias a que vos habituou.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.004/2023]

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Olha que quatro


Hoje, dia 10 de Janeiro de 2023, reuniu informalmente em Alcochete, sob a fotografia de uma alta entidade, a Comissão AD-HOC Executiva das Comemorações do Cinquentenário dos Penduras (CECCP), para dar início aos trabalhos de organização das comemorações a realizar no dia 6 de Janeiro de 2024.

Estes quatro, Mário Frazão (Homem Bala) – Presidente, José Romão Mendes – Pelouro das Negociações Oficiais, João José Milheiro – Pelouro do Merchandising e Não Só e Luis Novaes Tito – Pelouro da Informação e Divulgação, constituirão a CECCP efectiva para início dos trabalhos caso, até ao próximo dia 20 de Janeiro, não seja apresentada candidatura alternativa pelos Penduras integrantes do universo Site/Blog, WhatsApp e Facebook, ou por eles não seja manifesta oposição a qualquer dos nomes propostos.

A bem dos Penduras que são uma Nação,

Aguardamos as vossas sábias sentenças

Frazão, Mendes, Milheiro e Tito
P1/74 - Curso de Pilotos Milicianos da Força Aérea Portuguesa

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.002/2023]

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Missing Men


António Fernando Gomes de Almeida, o Pendura Pacaça ou Toni, juntou-se hoje aos nossos camaradas do Curso de Pilotos Milicianos da Força Aérea Portuguesa P1/74 que voam mais alto e dos céus guardam os que ainda por cá estão.

À Margarida, sua mulher, e aos filhos João e Marta deixo, com profunda tristeza, um grande abraço sentido pela perda.

Para todos os meus camaradas Penduras fica a amizade solidária neste momento forte em que mais um de nós deixa vazia a asa da formação que voamos há 48 anos.

Fica em paz, meu caro Toni.

Informações: 
5ª Feira - 16:30 h Velório na Igreja dos Navegantes no Parque das Nações em Lisboa 
6ª Feira - 15:00 h Missa de Corpo Presente seguida de cremação no Cemitério dos Olivais. 

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.030/2022]

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Penduras 48


Eram tempos de guerra.

Eram tempos em que não se discutia vacinas, políticas, direitos. Aliás, eram tempos em que praticamente nada se discutia (pelo menos publicamente) porque a discussão podia acabar em cadeia.

Eram tempos de tostões, de salário mínimo inexistente, de imensa viagem quando se falava de ir de Lisboa ao Porto.

Eram tempos de analfabetismo onde já quase era doutor quem tinha o 5º ano dos liceus.

Eram tempos de canhota ao ombro para os jovens de dezoito anos que não seguiam estudos.

Há 48 anos eram esses os tempos. Era o que havia.

Nesses tempos, faz hoje 48 anos, um bando de 73 cábulas, uns porque o eram, outros porque não o sendo não tinham mais possibilidades de estudar, viu-se seleccionado, entre outras centenas de candidatos, para ganhar asas que lhes permitissem sobrevoar, transportar, proteger e evacuar todos os outros jovens a quem estava destinado pisar minas no meio do mato.

Esses eram tempos em que Abril ainda era o futuro que só a poucos se deixava adivinhar.

Foram tempos, faz hoje 48 anos, em que esse bando de jovens se apresentou na Granja do Marquês para constituírem um grupo de amigos improváveis a quem nem a morte separa.

Tinham por lema “ou vai, ou racha”. Não rachou.

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.002/2022]

sábado, 13 de novembro de 2021

Penduras - Amizade que perdura

 
Quando, há quase 48 anos, o rolar era em ziguezagues e alinhávamos, o que emocionava não era o betão que no regresso nos retornaria homens mas o ronquido da descolagem que nos fazia Fénix.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.004/2021]

domingo, 20 de outubro de 2019

Memórias de coisas antigas [ II ]


Em Agosto de 1973, primavera marcelista, ao amparo do toldo da maralha na praia do Dragão Vermelho da Costa de Caparica (onde ainda não havia paredão nem pontões), espreguiçavam-se meninos maus de boas famílias e meninas boas de famílias más a ressacar a noitada do dia anterior. Entre outros, o Delmiro Andion e eu próprio.

Os altifalantes debitavam para o areal os apelos da cabine de som: “encontrou-se uma carteira que se entrega a quem comprovar pertencer-lhe” ou: “está aqui um menino perdido, de nome Marcelo, que será entregue aos pais devidamente documentados”, entrecortados com publicidade ao “OMO, lava mais branco”, com o hino da FNAT “Angola é Nossa” e interrompidos, às 15:00 horas, pela radionovela “Simplesmente Maria” que fazia a praia ficar em suspenso e nos proporcionava silêncio para uma sesta reparadora.

O toldo ao lado era o dos marrões que não tinham conseguido o 14 e que levavam para a praia os calhamaços para o Exame de Aptidão à Universidade e eram vigiados nos estudos por um encarregado de educação escondido atrás de “o Século” que deixava na cadeira de praia quando ia, com os seus marrões, almoçar a casa.
Quando me dava na bolha aproveitava a ausência e folheava o jornal.

Tanto o Delmiro como eu tínhamos ido às sortes na Avenida de Berna e as inspecções declararam-nos apurados “para todo o serviço”. Andávamos naquela vontade de continuar os estudos para depois, quando já estivéssemos fartos de os não ter deixado para antes.

Os adiamentos ao feijão-verde estavam postos de lado.

Nesse dia chamou-me a atenção um anúncio da FAP impresso na última página do matutino.
Já tinha dois irmãos na guerra em Moçambique, ambos pilotos – um de T6 e o outro de Alouette III - , achava que o hino que soava nos altifalantes era irritante e estúpido porque Angola não era nossa mas sim deles, dos que eram de lá oriundos e, quando muito, também dos outros que para lá foram.

Não me apetecia pegar numa canhota para andar no mato dos outros à espera que uma mina me mandasse pelos ares.

E, ares por ares, antes os ares por fora de um avião. Abanei o Delmiro, mostrei-lhe o anúncio e dois minutos depois estava decidido passar pela Andrade Corvo (e não Corco, como dizia no anúncio – até nisso a tropa era tropa) para ver o que dava.

E deu.

Exames físicos e psicotécnicos feitos, abalámos para a Granja do Marquês onde aprendemos a voar.

Curiosamente, não tenho qualquer foto dos dois fardados a não ser uma de conjunto na recruta depois de uma carecada e, curiosamente também, dali seguimos caminhos diferentes.


Eu, o da Ilha da Morte Lenta, entretanto morrida, e ele o de Tancos, onde quase meio século depois andaram a fanar uns mamarrachos que sobraram dessa época e que tem servido para a politiquice em 2019.

Também publicado no Penduras

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.025/2019]

sexta-feira, 8 de março de 2019

Penduras na Herdade da Urgueira


A página do Site/Blog Penduras sobre o encontro de Vila Velha de Rodão realizado no passado dia 2019.03.02 já está no ar.

Lourenço, agradecidos pela organização do evento.

Guarda, põe-te "fino", pá!

Foram feitos os habituais brindes pelos presentes e ausentes e ainda pelos que partiram.

Como disse na minha página do FaceBook:

"Há 45 anos juntaram umas dezenas de miúdos para aprenderem a voar a caminho da guerra que entretanto acabou sem que qualquer um deles lá tenha posto os pés.

Uma coisa tão antiga como o 25 de Abril.

Foi o curso de Pilotos Milicianos da Força Aérea Portuguesa P1/74 (os Penduras).

Quarenta e cinco anos depois a amizade que criámos continua viva e, tirando os 9 que entretanto estão a voar mais perto do céu, aqueles que ainda continuam a rapar por cá vão-se encontrando conforme podem. Desta vez puderam 17.

Sempre sérios, sempre a brincar -com ou sem contratempos-, mas sempre os mesmos miúdos embora com quase mais meio século.

Fica o registo da brincadeira de uma amizade indestrutível."
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.001/2019]

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os homens capazes duma flor, onde as flores não nascem

Penduras

Assim António Ferreira Pinto evocou Alegre no primeiro Juramento de Bandeira efectuado no Portugal democrático.

Toda a alocução fica aqui disponibilizada em memória do nosso Alferes de recruta que já cá não está para comemorar connosco, no próximo sábado, na Base Aérea nº 1, Granja do Marquês em Sintra, os 40 anos do primeiro curso de pilotos milicianos, P1/74, formado depois do Estado Novo.

Saudades de António Marques, António Guedes de Magalhães, Carlos Liberato, Jorge Rodrigues, e Rui Sarmento, (espero não ter esquecido algum) que estarão sempre presentes de cada vez que levantarmos os nossos copos para mais um Acção, acção, acção, aviação!

Uma comemoração que é um encontro de amigos, ex-instrutores e ex-alunos, homens já de vida cumprida, capazes de avaliar se as palavras finais proferidas no juramento que fizeram e as juras perfiladas de defesa da Pátria e dos cidadãos, foram só intenções.

"Sede dignos desses homens e ajudai o País a aprender a soletrar palavras como LIBERDADE e AMOR. Pilotos recrutas do curso P1/74 que os vossos aviões, e os conhecimentos aqui obtidos vos sirvam para estreitar as distâncias, na tal "Viagem do Homem para o Homem".
LNT
[0.143/2014]