terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Excelentíssimos

Ricardo Salgado na Comissão da AR

Pois, a presunção da inocência é o maior bem do estado de direito.

Já se sabe e também por aqui se acredita no chavão mesmo quando não passa disso e se faz tudo para que os “presumíveis” inocentes subam ao pelourinho na praça pública para serem imolados, sem dó nem piedade, numa qualquer fogueira inquisidora.

Mas essa presunção com os presumidos devido ao seu estatuto de nem todos serem iguais, porque um milhão não é o mesmo que um tostão, ser levada à reverência das “boas-maneiras” na prática queirosiana do chapelinho na mão reverendíssima a “vossas excelências” feita no local que julga sem juízes perante a populaça que ainda se interessa pelo que lhe vai sair do bolso é bem o reflexo dos políticos genuflectidos àquilo que hoje se chamam mercados, finança e quejandos.

Acho graça quando usam a expressão "antigo dono disto tudo" como se ele o tivesse deixado de ser. Basta ver os salamaleques que os nossos ilustres representantes na AR lhe fazem.

Não o ter recebido com a guarda a cavalo em sentido e o estandarte flectido...
LNT
[0.332/2014]

2 comentários:

Anónimo disse...

E quantos 'Excelentíssimos' se incluem neste leque de presumíveis inocentes, Luís?

Outros há que não sendo DONOS disto e daquilo, coitadinhos, estão também metidos em muita 'bingarice', mas dizem-se inocentes. Ora, bem!

Sabe o que penso? A justiça tarda mas não falha, pelo menos foi isto que me ensinaram!!

Janita

Rogerio G. V. Pereira disse...

Os salamaleques
são tiques que ficam

O país está ficando com os donos domésticos reduzidos ao ínfimo
É nisso que cismo