Democracia representativa
Quando se analisam sondagens escapa sempre, não se sabe se de propósito ou por distracção, a tendência abstencionista. Nos Açores a regra cumpriu-se.
O PS viu mantida a maioria absoluta devido à abstenção no PSD e ao voto de protesto no Bloco e outras minudências. O envolvimento dos estados-maior-generais partidários naquela disputa regional permite alguma extrapolação para o panorama nacional.
São poucas as novidades. Cada vez haverá mais portugueses descrentes o que elevará a abstenção. Dentro dos ainda crentes cada vez haverá mais protesto o que levará a melhores resultados dos Partidos sem hipótese de poder, melhor, em partidos de contra-poder, pelo menos até ao momento em que o venham a exercer.
Seria útil que as sondagens passassem a contabilizar as intenções de abstenção. Quando chegarmos ao cúmulo de 1.000 votos expressos elegerem o Parlamento Nacional este dado será imprescindível para projecção do que se passará nas urnas.
Entretanto o PSD-mudo continua igualmente surdo. O País inteiro só sente a crise e ouve o click-clack do fecho que abre o Magalhães e o pino-lino dos Gato-Fedorento.
LNT