sexta-feira, 8 de maio de 2009

E depois da crise, e depois de nós?

Fatos Falamos da crise como se estivéssemos a falar de uma coisa surgida do nada e que irá desaparecer num estalar de dedos, sem deixar rasto. As hordas de desempregados, a que se juntam mais uns tantos todos os dias, são produto dessa crise que alguns entendem necessária e purificadora, fundamental para o saneamento do mundo do trabalho e imprescindível para a reengenharia do mundo empresarial. Depuração das empresas débeis, repositório de mão-de-obra disponível e barata e imputação da responsabilidade social e dos prejuízos às Instituições.

A crise é isto mesmo. Realiza valias, retira liquidez, adquire em baixa o que sabe ir valorizar e entrega os lixos ao Estado – leia-se, aos mesmos que sempre tudo pagam – para suportar os prejuízos enquanto descarta, por processos ilegais, os indesejáveis.

Com o capital a sacudir a água do capote fazendo constar que não pretende imputar aos custos de produção a sustentabilidade da segurança social, surge o desplante da tentativa de reciclagem dos mais velhos, remetendo-os para um limbo até à reforma, enquanto o Estado prolonga o tempo de actividade sem garantir, até por não ter meios para o fazer, esquemas sociais de apoio ou o exercício da justiça. Resta, dada a impossibilidade de congelação das pessoas, a lei da sobrevivência ou da morte a quem descontou anos-a-fio e fica agora suspenso entre o fim do subsídio de desemprego e o início da reforma.

É isto a crise, a crise onde o capital deixou de ter obrigações sociais e o Estado não exerce a soberania. A crise da ética e dos direitos humanos. O reino onde imperam os porcos, feios e maus que não guardam sequer memória do charco em que nos meteram.
LNT
[0.369/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXII ]

Willy Brandt
Willy Brandt - Alemanha
LNT
[0.368/2009]

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Democracia mais plural

i online O aparecimento de um novo órgão de comunicação social é sempre motivo de regozijo num País democrático.
Está por isso de parabéns toda a equipa que criou e implementou o i, em especial o seu director, Martim Avillez Figueiredo.

Um cumprimento especial também ao co-autor do "Eleições2009 /o Público", o nosso guru www2, Paulo Querido, homem sombra que "@twittou?", em primeira mão, a versão NET do matutino.

Mal ficaria se não deixasse aqui uma referência a este primeiro número, independentemente do que posteriormente se venham a revelar serem os conteúdos do recém-nascido.

Para já só um pequeno apontamento de curiosidade.
Aquela fotografia do Bloco Central de 1983 que ocupa metade da página 26 é um espanto, por nela vermos retratado um Bloco Central onde falta um dos parceiros. A ideia seria certamente a de tentar perceber se os leitores do i estavam atentos logo no primeiro número, imagina-se. :)))
LNT
[0.367/2009]

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ionline

Diário do Eleições 2009 [ XVIII ]

Botão Público O meu texto de hoje no Eleições 2009Responda Candidato: Ana Gomes, PS, Parlamento Europeu, CM Sintra [ VII ] - transcreve as respostas a três questões colocadas à candidata.
LNT
[0.366/2009]

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Eleições 2009/o Público
-> Concelhia de Sintra - PS
-> Cidadania Queluz

Abril, Ânimos mil

António Colaço Se ainda não teve oportunidade de ir ver o que o nosso vizinho António Colaço pinta, esculpe e cola, já só tem uns dias para passar pela Associação 25 de Abril e perder-se na exposição Abril, Ânimos Mil.

Entre licores e outras coisas criadas com a sensibilidade que quem conhece o António não pode deixar de lhe reconhecer, será um momento de amizade e de camaradagem a não perder.

Até ao dia 9 de Maio, na Rua da Misericórdia 95, ao Chiado e com Ânimo.
LNT
[0.365/2009]

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Ânimo ≡ António Colaço

Um slogan por semana [ XLVII ]

Anarcas



O Galo de Barcelos ao poder!

Já!


(Anarcas)(1975/6)

LNT c/a colaboração de Redexpo
[0.364/2009]

Já fui feliz aqui [ DXXI ]

Cabanas de Tavira
Cabanas de Tavira - Algarve - Portugal
LNT
[0.363/2009]