quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Vacinas

VacinaPrimeiro foi o medo (antes das eleições). Depois dos gregos votarem foram as ameaças. Agora é a teoria de que, se os helénicos forem devidamente punidos por terem vontade de mudar contra os ditames dos “democratas” que se julgam os donos das democracias, isso será uma vacina para todos os que estão a pensar comportar-se como gregos.

Quando Coelho diz que Portugal não é a Grécia, com aquele sorrisinho infantilizado com que julga poder dar lições ao Mundo por considerar a mudança como “um conto de crianças”, esquece-se que a frase tem muito de verdade, embora a verdade não seja aquela que ele pensa ser.

A Grécia não é Portugal porque não tem o território no cu do Mundo, porque faz fronteiras tampão com vários “mundos”, porque não só tem água a molhar-lhe os pés, como Portugal, como tem também fortes possibilidades de ter por baixo dessas águas um mar de matérias-primas.

Portugal não é a Grécia porque, para a NATO, os Açores são uma bomba de gasolina ao passo que as bases situadas na Grécia podem ser bombas relógio.

É por isso e por muitas outras coisas que diferenciam a Grécia de Portugal, entre outras a dos gregos não serem mansos como os portugueses e dos detentores do poder na Grécia não serem uns pau-mandado da bota alemã, que a historieta da “vacina” só muito dificilmente se poderá vir a aplicar uma vez que, quem sabe destas coisas, sabe também que as vacinas mal manipuladas correm o risco de se transformarem em foco de pandemia.
LNT
[0.050/2015]

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Foi o Syriza, Pedrito

Passos Coelho rirUm dos mais velhos costumes dos religiosos é o de não pronunciar o nome de Belzebu. Quando se faz das ideologias políticas uma religião é natural que se tragam os costumes religiosos para a praça pública, principalmente quando se é fanático da ideologia ou, em alternativa, quando se é infantilizado.

Por isso Pedro diz, sem dizer o nome de Satanás, que o “Partido que venceu na Grécia” (coisa que nós não somos, como ele também afirma) conta um conto de crianças.

E julga, Pedro, que os milhões que elegeram o Syriza também pouco mais serão do que infantis porque se fossem adultos teriam percebido as criancices que os levaram a votar.

É o que dá entregar o poder na mão de gente tão imatura que insiste na nega do que já não é possível negar.

Ainda nos faltam uns meses para deixar de te aturar, Pedrito, mas vais acabar por entender.
LNT
[0.047/2015]

Quando um de nós parte

Missing Men

Andamos nisto de não ter tempo para dizer quanto gostamos uns dos outros até ao dia em que ficamos frustrados por não o ter dito.

Boa viagem, meu caro António Viegas, grande camarada de armas e bom amigo.
LNT
[0.046/2015]

domingo, 25 de janeiro de 2015

Os habituais ganhadores

SyrisaÉ espantosa a declaração de felicitações do PCP ao Syriza.

Não me lembro de terem sido tão esfuziantes quando o BE, por cá, lhes deu uma banhada.

Mas o PCP tem esta característica de sair sempre vencedor em todas as eleições (por cá e por lá) embora nunca tenha estado no poder em resultado dos votos, mesmo escondendo-se num nome eleitoral e num outro símbolo que mascara a foice e o martelo.
LNT
[0.045/2015]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

#FreeRaif

Noélia Jerónimo

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LNT
[0.043/2015]

Centenário do União de Tomar

União de TomarO Leonel Vicente fez o favor de me enviar o livro que compilou sobre o Centenário do União de Tomar.

É uma obra de peso (físico), mas muito mais relevante do que isso é um trabalho extraordinário de sistematização do seu conhecimento enciclopédico sobre as matérias que apresenta com o bom gosto e a excelência que há anos lhe reconhecemos na blogosfera portuguesa.

Ter o Leonel como meu vizinho amigo de tantos anos neste mundo, erradamente designado como virtual, é um privilégio.

Lê-lo agora também em papel e ter uma obra de tão grande valor na minha biblioteca passou a ser outro.

Muitos parabéns, Leonel, e a minha gratidão.
LNT
[0.042/2015]

Como se faz com as crianças

LegolandPaulo Sá fez o favor de ensinar a uma académica do superior como é possível, com um jogo educativo de miúdos, demonstrar que a política não pode ser a arte de enganar.

Usou cores nas peças de Lego para ser mais claro e facilitar a compreensão dos seus educandos com maiores dificuldades de discernimento (foi pena não ter também explicado que as peças de Lego têm a particularidade de se encaixar usando alguma pressão) e deixou claro que o economês e financiês em que esta gente se suporta para passar mensagens incompreensíveis e manipuladoras já não engana.

Ficou a faltar oferecer à senhora ministra e aos seus apaniguados uma viagem à Legoland para que possam adquirir a valência nesta técnica da (des)construção em três dimensões, veículo que lhes facilitará um brilharete perante os seus patrões da Troika.

Como estas coisas são mais úteis à compreensão do que mil palavras e como os submarinos são mais prejudiciais aos bolsos dos contribuintes do que a as tretas de “viver acima das posses”, poderá também enviar o filme seguinte ao seu sócio de Governo, Paulo Portas, para que ele fique entretido e deixe de fazer demagogia com os impostos amigos do ambiente e das famílias numerosas.



LNT
[0.041/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXX ]

Noélia Jerónimo

Noélia Jerónimo - Cabanas Tavira - Algarve - Portugal
LNT
[0.040/2015]

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como coelhos

CoelhoFrancisco, o primeiro Papa Jesuíta (além dos Papa negros), ficará na história por ser também o primeiro chefe da Igreja Católica a declarar que nem sempre o truca-truca (bem-dita Natália) deverá servir para o animalesco acto da reprodução.

Os católicos não devem reproduzir-se como coelhos e nós portugueses bem sabemos que esse tipo de reprodução só traz má sina. Já nos basta um que, graças a Deus, está de malas aviadas para uma qualquer nova zona de conforto e que nos irá finalmente deixar em paz e sossego.

Se Francisco fosse da nossa terra teria mesmo dito mais: Os católicos (e todos os outros crentes das outras religiões, incluindo os da religião ateia) não se devem reproduzir como coelhos nem como cavacos.
LNT
[0.039/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXIX ]

Lisboa Gago Coutinho Sacadura Cabral

Gago Coutinho, Sacadura Cabral - Lisboa - Portugal
LNT
[0.038/2015]

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Emigrar para o céu

MorteO melhor de todos os Ministros veio anunciar que os locais onde se morre mais são nas urgências e nos cuidados intensivos.

Nada de especial, a não ser que as passagens se dêem por falta de assistência, o que parece ser um facto a apurar dado que se os cuidados intensivos são um bom sítio (um sítio natural – senão não teriam esse nome) para se passar ao estado gasoso, mas a espera nas urgências não é.

Coisas simples explicadas com a naturalidade de quem encara a morte como o início de uma nova vida, neste caso sem as virgens de outras fés, mas com o pleno gozo de quem vai curtir com gente já experiente e sem dor.

Tudo normal, ou quase, depois se de verificar se as mortes nas urgências são culpa ou não das famílias que levam os seus doentes para morrer nos hospitais – já não nos bastava sermos culpados da crise, agora também somos os culpados das mortes.

Lá está. Passem a levar os vossos doentes em bom estado para as urgências e verão como o índice de passagem ao céu diminui.
LNT
[0.037/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXVIII ]

Lisboa Mural Merkel,Coelho,Portas

Mural - Lisboa - Portugal
LNT
[0.036/2015]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Porta-aviões ou bomba de gasolina

Cimeira AçoresPouco importa se as Lajes deixaram de ser consideradas como porta-aviões pelos Estados-Unidos e passaram a ser consideradas como um tanque de combustível.

O que aqui interessa é somente o facto de um parceiro aliado tratar um seu hospedeiro estratégico como descartável e não lhe reconhecer qualquer poder reivindicativo decorrente dos anos de serviço e dos custos ambientais que essa hospitalidade causou nos Açores.

Os Negócios Estrangeiros continuam na senda de reduzir o nosso País à irrelevância total.

Foi já esse o caminho traçado com a Europa e com os financiadores internacionais e agora fica patente com a outra margem do oceano.

Para um País que tanto gosta de se identificar como europeu e atlântico, estamos conversados.
LNT
[0.035/2015]

Ligar a tv

PiranhaOra vamos lá a ligar a televisão para saber quantos terroristas (daqueles que andam a ser formados no exterior da União) já foram presos hoje e também para saber quem foi visitar Sócrates e já agora também para ficar informado sobre essa importância maior do namoro do nosso menino das bolas de oiro.

Haverá hoje nova entrevista do melhor e mais santo Ministro a explicar porque é que as urgências são um bom sítio, igual a qualquer outro, para se passar ao estado gasoso? Será que o nosso Presidente vai exercer hoje novo magistério de influência que conduza ao consenso no pós saída da troika? Qual será o Ministro ou Secretário de Estado que será hoje desmentido pelo Primeiro-ministro?

Quantas vezes irão hoje passar o extracto da homilia dominical (ou a sabadal) onde é explicado, tim-tim por tim-tim, a vantagem de só haver um candidato presidencial da direita?

E sobre os amores de Costa e de Rio?

Vamos lá a ligar a TV. Pode ser que a TAP, a PT, o BES, o desemprego, a fome, etc. já tenham tido alguma evolução.
LNT
[0.034/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXVII ]

Albufeira

Albufeira - Algarve - Portugal
LNT
[0.033/2015]

domingo, 18 de janeiro de 2015

Les jeux sont faits

ValetesIntempestivamente aparece de manhã, no Expresso dum Costa, uma sondagem presidencial que inclui uma personalidade até aí não falada para a festança.

Tempestivamente aparece nessa mesma tarde, no PS doutro Costa, o nome dessa personalidade como coisa boa à maratona de Belém.

A tempestade perfeita, onde se reuniram tendências e preferências, foi conseguida. Tudo coincidências ao acaso, imagina-se. O jogo soma e segue.

Rien ne va plus
LNT
[0.032/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXVI ]

Rubik

Quebra cabeças - Rubik - Por aí
LNT
[0.031/2015]

sábado, 17 de janeiro de 2015

De novo a eterna dona Constança

Pavilhão PRDiz-se que não há festa nem festança onde não surja dona Constança. Deve ter sido isso que fez com que o Expresso de hoje, que anda numa festança, pediu sondagens presidenciais que incluíssem à esquerda um candidato lebre, outro de elite e outro de festa.

Qualquer um deles venceria os candidatos de direita. Tanto o candidato dominical, como o misericordioso ou o outro de igual festança, seriam esmagados pela baixa direita deixada em Belém pelo presidente que cessa.

Enquanto a água passa debaixo das pontes continuamos neste fado entre o cavaquinho e o rabecão.
LNT
[0.030/2015]

Pirrices

Sondagem

Tirando a CDU, todos sobem.

Assim sendo, ao PS tanto serve uma coligação com o PSD como com o CDS para se sentir confortável.

O caminho está a fazer-se caminhando.
LNT
[0.029/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXV ]

Ericeira

Furnas - Ericeira - Portugal
LNT
[0.028/2015]

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

do Medo

É quando num Continente velho as notícias deixam de ser do terrorismo e passam a ser novas do antiterrorismo.

Tinha de ser no reino do Belgas.
LNT
[0.027/2015]

Up & down

OlhoIa a descer por aí abaixo, como agora é costume ouvir dizer, quando alguém que subia por aí acima me fez reparar que isto de subir para cima e descer para baixo não é coisa só portuguesa.

As gentes que já vi subir para uns lados e descer para outros, sempre na horizontal, as gentes que já vi atirar para baixo gente que sobe para cima e para cima gente que nunca devia ter descido para baixo, são gentes que nunca sobem nem descem, antes pelo contrário.

E eu é que ando à rasca da coluna.

Tudo de Pirro. Uma porra!
LNT
[0.026/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXIV ]

Bilhetes de cinema
Bilhetes de cinema (1969) - Lisboa - Portugal
LNT
[0.025/2015]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

E a liberdade de circulação?

Honda PorscheJá está. Quem te manda ser pelintra, pá! A partir de hoje o meu fantástico e em óptimo estado CRV de 1998 fica interdito de circular na zona nobre da cidade que me viu nascer e onde vivo desde então.

Em tempos tão defensores de todas as liberdades, comprova-se que a liberdade de circulação fica excluída. Se ao menos não me obrigassem a ter as emissões de escape controladas com as inspecções anuais obrigatórias... (pelo visto a idade dos veículos prevalece sobre o controlo de emissões)

Vale já estar eminente a entrega da minha encomenda do Porsche Panamera deste ano.

Lisboa não é para velhos (nem para tesos), é o que é.
LNT
[0.024/2015]
Lisboa

Já fui feliz aqui [ MCDLXXIII ]

Pimenta da Gama
São Sebastião da Pedreira - Lisboa - Portugal
LNT
[0.023/2015]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Varrer

Paulo Teixeira da CruzQue toda esta gente é uma cambada de irresponsáveis já se desconfiava.

Agora, com a declaração feita pela senhora Ministra de que: "no dia que sentir que tenho alguma responsabilidade política seria a primeira a tirá-la" passámos a ter a certeza.

À irresponsabilidade política soma-se a incompetência e a inimputabilidade resultante do seu não sentir.
LNT
[0.022/2015]

Monopólio

MonopólioÀ falta de melhor, porque o melhor que se consegue arranjar é a banalidade à volta das tabelas de retenção na fonte do IRS, enquanto o pior são os casos sucessivos de saúde pública relacionados com a imaculada gestão que o nosso mais protegido e louvado Ministro a quem nunca deixarão de prestigiar os dotes reconhecidos pelo seu canónico louvor e fé arrebatadora capaz de por o fisco de joelhos dando graças pelo saque que não cessa e levará os indígenas a aceder aos céus (é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico a eles aceder) e os outros piores que se relacionam com outra santinha que combate ferozmente as impunidades e sacode as suas responsabilidades para uns técnicos de informática e ainda um outro Cristão Democrata que se prepara para levar mais setecentas famílias à porta da manjedoura dizendo-lhes que esse será o caminho da requalificação, falemos da espuma.

Muito mais importante do que as legislativas e do que Sua Excelência irrelevante que temos em Belém a pregar concordâncias e consensos, é a própria concorrência que se perfila para tomar conta do Pátio do Bichos e anexos, coisa que se irá arrastar para esconder as vitórias de Pirro que se avizinham.

Sousa e Lopes e quiçá o outro do Porto digladiam-se à direita e, à esquerda, para além dos do costume que aproveitarão o período para fazer prova de vida, erguem-se fantasmas que poderiam já estar exorcizados, não fosse o melhor candidato, porque jovem e homem sem grande projecto de executivo mas com um bom perfil de Presidente da República, ter embarcado nas tramóias a que tinha resistido nos últimos anos.

Parece o jogo do monopólio com que todos brincámos em miúdos. Uns vão para a cadeia directamente sem passar pela partida, outros tentam assegurar as propriedades da mesma cor para garantirem o bairros onde erguerão os seus prédios e finalmente, outros, vão às sortes e azares para tentar conseguir as notas que não têm qualquer valor real.
LNT
[0.021/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXII ]

Galeto
Galeto - Lisboa - Portugal
LNT
[0.020/2015]

Do Nojo

Crónicas do RochedoO Carlos Barbosa de Oliveira escreveu dois textos que também me iam na cabeça mas que não tive oportunidade de escrever.

Se o lerem em:
. São uns filhos da puta. Fim de citação; e em
. Solidários, ma non troppo...

ficarão a perceber o que também penso sobre este assunto, acrescentando que não posso admitir que chamem a estas crianças “bombistas suicidas” porque as crianças (que até se admite fazerem parte do lote de crianças raptadas), mesmo tendo sido usadas como bombas, foram assassinadas.
LNT
[0.019/2015]

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Entretanto

Boneco CocoRetirando as bolas de ouro do nosso rapaz da bola e a irrelevância que foi atribuída ao nosso representante na marcha simulada de Paris, o BES continua a trote pelo Parlamento onde todos se lamentam de ter ocupado cargos principescamente pagos mas onde nada tinham para fazer e onde não tinham qualquer responsabilidade.

A porta da cadeia de Évora deixou finalmente de ser o estúdio principal da pasmaceira e nós cá vamos andando como Deus quer, aguardando novas mega-operações, novas mega-buscas e outras novas.
LNT
[0.018/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXXI ]

Alvito
Alvito - Alentejo - Portugal
LNT
[0.017/2015]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Notoriedade

NotoriedadeComo é possível dizer que aquilo que se passou em Paris não foi terrorismo suicidário? Só porque não foi instantaneamente suicidário? Só porque no suicídio foram preferidas as armas dos polícias, a quem ofereceram o corpo às balas, ao suicídio executado pelos próprios?

Claro que estamos perante o mesmo tipo de terrorismo (queiram chamar-lhe suicidário instantâneo, ou não) embora desta vez os terroristas tenham tido a inteligência de prolongar as atenções das pantalhas por três dias, uma vez que a operação se destinava a concentrar as atenções mundiais por muito mais tempo (sabiam que ao atacar a comunicação social o espírito corporativo jornalístico faria o trabalho pretendido), assim conseguindo melhorar os objectivos de terror (dificultando a vida aos cidadãos, aumentando-lhes a sensação de insegurança e acirrando a percepção de medo pelo prolongamento do terror, pela movimentação securitária armada e pela sua divulgação massiva).

O terror pode ser só um meio suicidário, neste caso imoral e contra a humanidade, para se atingir os cinco minutos de fama transformados em objectivo universal, com ou sem virgens à mistura, desde que produza notoriedade.
LNT
[0.016/2015]