Já fui feliz aqui [ DCXCIV ]
Miguel Telles da Gama - Portugal![]()
LNT
[0.060/2010]
João Gomes de Almeida lançou ontem a Nicotina Magazine, revista on-line de cultura subversiva e pós-revolucionária onde mistura uma editora, um bar, um restaurante, gente interessante, notícia, esquerda, direita, marche.A pouco mais de um ano da escolha do novo Presidente da República começa a ser tempo de se esboçar o perfil de quem queremos que venha a ser o garante do interesse dos cidadãos e do interesse nacional. Urge que se garanta que o próximo Presidente da República seja uma entidade em que o povo português se reveja ética e consistentemente, o que não implica neutralidade política mas recusa ao engajamento nas máquinas partidárias. Alguém que não envolva ou se deixe envolver na “partidarite” e no jogo de pequenas políticas e em que se confie um juízo pertinente capaz de reunir vontades e impor aos poderes não eleitos rumo sustentado na defesa da qualidade e da decência. LNT
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Deixemos de lado os fait-divers para vender livros, aumentar share em canais de notícias e promover os ajustes de contas velhas.
Dão-nos um lírio e um canivete / e uma alma para ir à escola / mais um letreiro que promete / raízes, hastes e corola
Numa altura em que os nossos bem falantes economistas não param de dissertar sobre as tragédias que se antevêem, decorrentes da crise e do Orçamento de Estado que entrou para discussão e acordo à la droite na Assembleia da República, a nossa colaboradora Fernandette Ameixieira des Saints, preocupada com os Cisnes Negros, os PIIGS, as Fitch, os CDS, as agências de ratting, as shatter belt e outros animais domésticos que fazem parte da língua de trapos da intelectualidade econo-geo-globalista, resolveu lançar, entre a clientela, um concurso para saber se o Dólar cai ou não cai (como se pode ver aqui em mais pormenor).
A consolidação da democracia passa pela desformatação das mentalidades passadistas e pela abertura para a liberdade cívica. Este passo, determinante na maturação do próprio conceito de democracia, não é penoso mas é de difícil concretização e comporta em si disciplina que não vem da educação no sentido da aquisição de habilitações, mas da educação civilizacional que implica a abertura da mente para a tolerância ao diferente, para a aprendizagem, para a desmontagem dos interesses camorranos, para a solidariedade na ética, para a honestidade intelectual e para o respeito pelo pensar alheio.
Vocemecês (vossas mercês) sabeis que escrevo (deveria escrever) nesta casa, na Regra do Jogo, no Cão como tu, no CCTM, nos Penduras e em mais um monte de coisas, como no Facebook, no Twitter e tal.
"Haverá um amanhã?" questiona o Pedro Correia fazendo eco da frase lançada por Jonathan Katz sobre o Haiti.Rastos:
-> Delito de Opinião ≡ Pedro Correia - Haiti: haverá um amanhã?
As nossas colaboradoras andam descorçoadas por verem que a rubrica que as põe no quadro-de-honra, aliás como quase tudo que se tem feito (pouco) por aqui, tem estado a cair em desuso.
No canal parvo, como eu chamo à RTP memória, está a dar o Tora! Tora! Tora!, um filme que fui ver em 1970/1 ao São Jorge com o meu irmão Zé, o Pedro Gaivão e o Zé Cruz Pinto, pilotaços da Força Aérea em vésperas de embarque para a guerra colonial em Moçambique. Foi um dos marcos mais importantes para me fazer ingressar na Força Aérea assim que tive idade para concorrer ao curso de milicianos pilotos aviadores para pilotar T6G (a maior parte dos Zero que aparecem no filme são, na verdade, T6).
Lisboa acordou com aquele cheiro ácido e cinzento que impede o Sol de brilhar (para todos nós).
Esmague-se um alho (ou dois, ou três), junte-se uma malagueta fresca, partam-se os coentros à mão para não lhes cortar o cheiro e mergulhem-se esses aromas em azeite quente deixando de fora uma parte das ervas para as juntar no fim.
(...)A bucha (há mais vida para além do Orçamento) que Manuel Alegre introduziu no seu discurso tem feito correr muita tinta, principalmente dos que insistem em transformá-la na essência do discurso, isolá-la do contexto em que foi usada e até, acrescentando à bucha a palavra "deficitário", explicar que sem orçamento não haverá vida.
"E acima de tudo um cidadão [(Manuel Teixeira Gomes)] que nos deixou uma lição de ética e de sentido estético da vida.
Neste ano em que se comemora o Centenário da República, voltamos a precisar desse rigor ético na vida privada e na vida pública.E também de algo que vá para além do discurso cíclico sobre as contas públicas.
As pessoas precisam de um horizonte e de uma perspectiva para além dos números e para além dos sacrifícios que lhes pedem no dia a dia. As pessoas precisam de saber porquê e para quê. E sobretudo, para além do direito ao trabalho e do direito ao pão, as pessoas precisam do direito à esperança, do direito ao sonho e do direito à beleza."
Manuel Alegre - Portimão, 2010.01.15
(sublinhados e parêntesis meus)
Tanto Mar![]()
Do ar desapareceu aquele cheiro bom da terra fresca e da erva molhada para ficar este pastel húmido com odor a bafio.






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