sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Aos 31 minutos

Desemprego

"Eu gostaria muito que fosse mais porque 14,8% de desemprego é um ... um desemprego muito elevado, é um desemprego muito elevado.

menhããã, portanto não há dúvida nenhuma, tenho dito várias vezes, a taxa de desemprego é talvez a coisa mais dramática que nós temos em Portugal, quer pelo que representa para todos aqueles que estão desempregados, uma perda muito grande, não é só uma perda financeira, é realização profissional também, de dignidade, nhum,nhum, da maneira como se inserem na sociedade esse é um custo elevadíssimo, mas é também um custo para a economia porque ter tantas pessoas desempregadas significa evidentemente que não estamos a tirar o proveito devido se elas tivessem a trabalhar portanto é um resultado, é um resultado negativo."

Principalmente a ênfase em: “um custo para a economia porque ter tantas pessoas desempregadas significa evidentemente que não estamos a tirar o proveito devido

Um artista português que sabe que o País só está melhor porque os portugueses vivem em confisco e, por isso, estão pior. Palavras para quê?

Impostos

LNT
[0.136/2014]

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

E por falar em alforrecas

AlforrecaQuem era aquele senhor que ontem apareceu na televisão rodeado de luxos, cetins e dourados para falar das mil e uma maneiras de pôr o nosso País melhor, piorando a vida das pessoas que nele habitam?

Aquele senhor que dizia (cito de cor) que o desemprego é uma catástrofe porque é um desperdício de proventos para o Estado (como se o desemprego não fosse, antes de mais, uma catástrofe para quem está desempregado e para os seus familiares).

E o outro senhor que estava sentado em frente dele a fazer perguntas era o mordomo da mansão onde se estava a encenar a peça?

Falta muito para termos um Primeiro-ministro a sério? E jornalistas independentes?

Falta muito para terminar o período eleitoral e voltarmos à política do esmifranço inconseguimentista do "que se lixem as eleições"?
LNT
[0.135/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCIII ]

Alentejo
Alentejo - Portugal
LNT
[0.134/2014]

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

O massacre

UrnaO blackout (não confundir com haircut que é matéria de barbeiros e de outras profissões de navalha) relativo ao que se prepara, decretado até às eleições com o fim de evitar que os resultados das urnas sejam muito antipáticos, não esconde as malfeitorias que se sabem em preparação nos corredores do poder.

Se os resultados eleitorais não forem um sinal claro do desagrado dos portugueses, o poder instalado nos palácios e palacetes estatais vai convencer-se das suas razões e continuará o massacre e sangria da classe média até que ela regresse ao estado em que o Estado Novo a tinha, na doutrina de que os assalariados não lhe são pertença.

O poder julga-se o País e sabe-se que, no seu conceito, o País está melhor.
LNT
[0.133/2014]

Rui Sarmento

Missing Men

Hoje tivemos a notícia de mais uma baixa na nossa asa do P1/74.

É assim a vida quando nos confrontamos com a verdade de que também ela é eterna até ao dia em que se faz temporária. A aerodinâmica do grupo adquirida no curso mantém-se embora a fuselagem já vá tendo uns rombos e remendos.

Se houver algo mais do que estes vai-e-vem em que andamos, fica de bem, Rui Sarmento
LNT
[0.132/2014]

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Em estágio

Águia
LNT
[0.131/2014]

Às vezes

MagritteÀs vezes temos tantas saudades de nós. São vezes em que nos alheamos daquilo que nos cerca e olhamos para dentro ou para uma foto cheia de fantasmas.

Às vezes dá vontade de terminar as saudades e de que tudo volte a ser o que foi ou que, mesmo não tendo sido, volte a ser o que lembramos ter sido e que nos seja possível encastrar nos registos de papel ou de bits e ficar por lá até que as saudades passem.

Às vezes tudo o que é real parece tão pouco importante.
LNT
[0.130/2014]

terça-feira, 8 de Abril de 2014

com o mal dos outros

PicadoDiz-nos o Tiago:
Num país a bater no fundo, os pobres não se acham pobres, incluindo as classes médias depauperizadas, e os pobres incorporam o discurso dominante, aplaudindo os populistas.
Diz, porque sabe o que diz e diz porque é isso mesmo que se constata, embora poucos digam.

A política da anti-coesão, da diferenciação dos governados por classe e do jogo que coloca todos contra todos, a partir do modelo "com o mal dos outros posso eu bem" vai levar a que cada um fique com o seu mal e que todos fiquem pior (embora digam que o País está melhor).

A ler o Tiago Barbosa Ribeiro.
LNT
[0.127/2014]

Campagne électorale oblige

CoelhoLeio que voltou a ser autorizada a discussão sobre o aumento do salário mínimo nacional.

Eleições oblige!

Ou por outras palavras:
"Digo hoje perante o país que o Governo está disponível para aprofundar o esforço de concertação (...), de modo a trazer para cima da mesa a discussão da melhoria do salário mínimo nacional e a revisão do que tem a ver com as condições da negociação colectiva"
(Pedro Passos Coelho)
O palavreado dissimulado misturado com a novilíngua desta gente, atinge o cúmulo quando nos aproximamos das eleições, apesar de tudo isso ter sido antecedido, fora do período eleitoral, de um "que se lixem as eleições".

"Digo hoje perante o País – disse para os trabalhadores do PSD (o País?);

"Que o Governo está disponível" – Disponível?

"Para aprofundar o esforço de concertação" – Aprofundar o esforço?

Dum esforço profundo precisa o Governo. De um profundo esforço que lhe dê, nas próximas eleições e antes de começar, de novo, o período "que se lixem as eleições", uma colossal ensinadela sobre a inteligência dos que nem governa, nem deixa que se governem.
LNT
[0.126/2014]

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Charlatões

Cherne gordoAdmira que, estando já praticamente em campanha eleitoral, não se tenha ainda começado a rediscutir o Freeport. O senhor da papa cerelac deve andar distraído, ou então ouviu o que o seu chefe de fila disse nas pantalhas e resolveu fazer uma campanha "esclarecedora, serena e elevada" (joke), deixando para Durão Barroso, em fim do exílio de engorda europeia, o papel de charlatão e de pouca elevação a que esta maltosa amiga da fundação do BPN, e quejandos, já nos habituou.

O resultado das próximas eleições a realizar em 25 de Maio é cada vez mais importante para o rectângulo Portugal porque vai fazer seguir para o Parlamento Europeu gente que não está alinhada com a política de miséria que nos querem impor e para os portugueses que assim poderão responder, fora das paredes onde se escondem os nossos eleitos, que efectivamente estão pior, embora reconheçam que há por aí muita gente, que se julga o País, que está melhor.

Fartos de mentiras, mentirolas e promessas falsas, há que entender o que diz Coelho quando apregoa que, com ele, isto está para durar.

Dia 25 de Maio, a coisa vai ficar do lado de cá e quem ficar calado vai ter pouco para reclamar quando a destruição final, que esta gente anda a preparar entre fugas de informação combinadas, se abater sobre o pagode.
LNT
[0.123/2014]

terça-feira, 1 de Abril de 2014

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Ganda nóia

Marques MendesO escoliasta Mendes, chamo-lhe assim porque não sei se um agraciado com a Grã-Cruz de uma ordem civil pode ser chamado de comendador, foi ao seu espaço de assinatura, que é diferente do de Sócrates porque ali não fazem entrevistas ao palpiteiro, dizer que o mensageiro governamental escolhido para fazer de isco deve demitir-se porque o veneno com que iscou foi tão evidente que ninguém o mordiscou.

Acácio, outro conselheiro espertalhão conhecido, não teria dito melhor, embora tivesse sido mais rebuscado.

É impressionante como Eça tem a capacidade de se manter actual e de conseguir que as suas personagens sobrevivam, agora com câmaras de televisão apontadas, malgrado não mantenham a postura e tenham perdido altura e constituído família.

Deve ser para que assim aconteça que nada se reforma neste País, exceptuando os reformados que estão na eminência de serem extintos.
LNT
[0.120/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXIX ]

Por Sol na Costa Vicentina
Pôr do Sol na Costa Vicentina - Algarve - Portugal
LNT
[0.119/2014]

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Refrituga (no fundinho do pote)

PorcosVoltando à conversa do melhor e do pior e, já agora, à outra da mulher de César, chegamos às questões que fazem da política uma porca e à conclusão de que nem todos os porcos são iguais.

O ministro da economia anda na passeata com o Primeiro por terras africanas do Indico.

Mais uma vez, o que tinha para mostrar foi uma unidade industrial de seu grupo de interesse.

Certo, certo é que desde que tomou posse já andou por Angola e Moçambique a tratar dos assuntos da economia refrigerante (foi logo a sua primeira incursão no estrangeiro e, por coincidência, sempre assuntos e interesses ligados ao grupo onde exercia actividade – nem é preciso lembrar as suas ligações a uma marca conhecida do mercado).

Usando uma técnica marcelista poderia questionar e simultaneamente responder:

- Os refrigerantes que Pires de Lima promove são uma actividade económica de interesse para Portugal? Sim, são!;
- É eticamente correcto que um empresário vá para o poder e lá promova uma marca com que tem profundas e antigas ligações? Pode ser que sim, desde que seja no poder que temos.;
- É aceitável que se use o poder para tratar de assuntos de interesse próprio e dos amigos? Pode ser que sim, desde que isso aconteça em Portugal;
- Esta política tem cheiro? Sim, tem. Cheira a ovos podres e só não cheira mais porque as essências agradáveis utilizadas nos néctares refrigerados, misturadas com a falta de isenção de quem deveria divulgar estas coisas, abafam muito bem o pestilento que por aí vai.

Sem dúvida que isto, para alguns, está melhor. Aliás, nunca tinha estado tão bem.
LNT
[0.118/2014]

5 - Blogoditos - 5 [ XVI]

Blogs
Quando a comunicação social noticiou aquilo que lhe tinha sido dito no Ministério das Finanças, as pessoas que no governo filtram a realidade para não dar má imagem, ficaram aborrecidas. Usando a costumeira técnica de mentir e chamar mentiroso aos outros, "Pedro Passos Coelho classificou como "especulação" as notícias sobre novas fórmulas de cálculo das pensões". Se o chefe do governo chama especulação à notícia que relata o que disse um membro do governo, esse chefe do governo está a mentir, a faltar à verdade, a ocultar a realidade, o que quiserem.
Porfírio Silva

Para justificar um problema que já não é novo (e que já foi assinalado aqui e aqui, por exemplo), o da falta de alguns medicamentos nas farmácias, parece que Paulo Macedo adaptou hoje na AR uma fórmula modificada do "andámos a viver acima das nossas possibilidades" desta feita aplicada aos remédios: “O problema é as pessoas estarem a consumir medicamentos a mais.".
O ministro da Saúde é tudo menos um homem estúpido, por isso só pode mesmo estar a ser aldrabão com esta relação causa-efeito. Com certeza que pontualmente existem pessoas que tomam mais medicamentos do que os prescritos pelos médicos mas são, com toda a certeza, um número sem qualquer relevância estatística e, por outro lado, muitas haverá que não os tomam por dificuldades na sua aquisição.
Ana Matos Pires

Artur, o problema é que não há poço... Todos dizem que vão fazer um poço, mas no final, é o que se vê. Deve ser muito difícil fazer um poço...
Pedro Almeida

Os jornais "económicos" - devem ser aqueles em que as "fontes oficiais" mais confiam e vice-versa, salvo o dr. Marques Mendes - aparentemente já sabem o que se vai passar com os salários e as pensões. Ou seja, sabem mais - e menos dissimuladamente que o líder parlamentar do PSD - acerca do chamado "documento de estratégia orçamental". Para quem se fartou de incluir o termo "coesão social" em projectos de intervenções e em informações destinadas a membros do actual governo, a "perspectiva" soviética do referido "documento" é confrangedora para dizer o mínimo. E revela que nunca existiu qualquer projecto de "reforma do Estado" digno dessa designação.
João Gonçalves

Neste contexto, a Miss Swaps escolheu um cenário apropriado — uma visita à sede do FMI — para enviar um recado àqueles-que-não-se-estão-a-lixar-para-as-eleições no Governo: os cortes são para serem feitos. No dia a seguir, nas jornadas parlamentares do PSD, Luís Montenegro desmentiu-a: «Quero deixar aqui de uma forma clara. Vamos todos jogar limpo. Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões, mais cortes de rendimentos».
A resposta da Miss Swaps não se fez esperar: mandou convocar os jornalistas para um «briefing informal», no qual se deu conta das malfeitorias em preparação.
Passos Coelho, depois de fazer uma espécie de desmentido dos cortes, revela, uma vez mais, a sua reconhecida capacidade de liderança: «Por vezes assisto ao debate público no nosso país sobre estas matérias e penso que ele poderia ser mais sereno e mais informado do que é. Espero que os membros do Governo contribuam também para isso.» Mas disse mais: estando marcado para segunda-feira uma reunião do Conselho de Ministros para discutir precisamente o DEO, o alegado primeiro-ministro fez questão de informar o país de que desconhece a medida mais relevante que dele consta e que será então aprovado.
Miguel Abrantes
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores das redes sociais em cada semana.
LNT
[0.117/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXVIII ]

Castelo de Areia
Castelos de Areia - Portugal
LNT
[0.116/2014]

quinta-feira, 27 de Março de 2014

En-Fados

Cais das ColunasDesço a Rua Augusta em direcção ao vento gélido que anda pelo Terreiro do Paço e vejo Salgueiro Maia a enfunar-se no Arco Triunfal deixando o Rei José e o seu imponente Lusitano a olharem de soslaio.

Parece que Maia está vivo e que os lanceiros andam por ali a entregar-se entre o Ministério da Justiça, o Supremo da mesma e a placa evocativa do regicídio.

Evocações, só isso.

Entretanto no Caldas fazem-se obras de melhoria para o estacionamento de cilindradas que substituem lambretas e ouve-se dizer que a miudagem dos 15 aos 18 anos tem como adquirido que o seu futuro terá de se concretizar lá fora, agora que o Cais das Colunas deixou de ser o de embarque para conquistas e se transformou num outro para abandono e fugas.
LNT
[0.115/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXVII ]

Salgueiro Maia
Arco do Triunfo da Rua Augusta (2014) - Salgueiro Maia - Lisboa - Portugal
LNT
[0.114/2014]

terça-feira, 25 de Março de 2014

Reformados acima das possibilidades

HamiltonOs nossos comentadores entretiveram-se ontem com as contas feitas para informar que os reformados (insistem em chamar-lhes pensionistas) não são os que estão em estado mais avançado de pobreza.

Coelho há-de pegar nisto para dizer que, tão superficialmente como Sousa Tavares ontem fez, embora empobrecidos, os reformados continuam a viver acima das possibilidades.

O que tem isto de superficial? Simples, para quem viu o documentário com que a SIC apresentou a matéria.

Ao lado de (em casa com) o casal de desempregados com filhos que se apresentou às câmaras estava uma reformada que, num instante final, fez saber que a miséria não era total porque ela lá estava, o que a fazia tão pobre como os demais (porque dividia com todos o que mal chegava para si).
LNT
[0.113/2014]

A Mão do Diabo (remix)

José Rodrigues dos SantosJá lá vai o tempo em que uma das minhas prioridades era manter em dia esta casa de cortes e conversas. Não é por falta de respeito aos muitos que por aqui passam mas sim, principalmente, por respeito com a minha vontade de escrever publicamente que é um direito que julgo ter.

A coisa que aqui me traz hoje é a savandijanice (gosto desta moda em voga de inventar palavras) que no Domingo vi acontecer na RTP (por nós cada vez mais paga) quando um pivot muito importante da escola da BBC (fica provado que mais importante do que boas escolas são os alunos que aprendem) quis fazer de um comentador político, um entrevistado que não sabia que o iam pôr em tal situação.

O resultado foi aquele que se viu. O rapazola demonstrou continuar a sê-lo (mesmo já sem ter idade para o ser). O comentador demonstrou estar à-vontade com os ataques (mesmo não se tendo preparado para o julgamento). O programa demonstrou que estas brincadeiras podem aumentar os shares e notoriedade (basta ver a propaganda que por aí vai). A RTP demonstrou que não merece a nossa confiança nem o nosso esforço para a manter viva à custa da electricidade que pagamos.

Possivelmente o romancista José Rodrigues dos Santos (o galinho da índia, como por aqui é conhecido) estará para publicar novo livro e precisava desta publicidade. Possivelmente a RTP estava com baixos níveis de audiência e procurou forma de os aumentar. Possivelmente o Ministro Maduro tinha o megafone da propaganda em baixa voz e quis dar-lhe volume. Possivelmente, muitas outras coisas, mas uma delas é certa: O “animal feroz” não se rendeu apesar de toda a bordoada a que tem sido sujeito e, goste-se ou não da sua narrativa, mais uma vez esclareceu que está aí para durar e que será preciso muito mais do que jogos infantilizados para o conseguirem calar.
LNT
[0.112/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXVI ]

Jiminy Cricket
Jiminy Cricket - Carlo Collodi - Walt Disney
LNT
[0.111/2014]

sexta-feira, 21 de Março de 2014

5 - Blogoditos - 5 [ XV ]

Blogs
Há cerca de um ano, quando decidi perder peso e comecei a comer mais ervas e menos comida, a minha filha mais velha perguntou-me, ao jantar, porque é que eu enchia o prato com aquelas coisas verdes. Respondi-lhe que era para emagrecer, ao que ela me perguntou para que é que eu queria emagrecer e eu respondi que era para ficar sem barriga...
Veio um grande queixume, não queria que eu perdesse a barriga. Eu não percebia o desespero dela, mas a verdade é que ela teimava... gostava da minha barriga e não queria que eu ficasse sem ela. Estava quase a chorar enquanto insistia.
Nessa noite, depois do banho e antes de se ir deitar, enquanto brincávamos na cama, percebi o seu desespero. Uma das suas brincadeiras preferidas era sentar-se e saltar em cima da minha barriga. Era isto que ela não queria perder. E pronto, ser pai de duas miúdas com menos de 6 anos é mais ou menos isto, é ser-se perfeito.
Luis Aguiar-Conraria

A democracia é conflito, querelas e luta. Entre ideias, pessoas, ideologias e políticas. Querer que não haja "crispação" numa campanha eleitoral, para não pôr em causa o "necessário entendimento" após eleições, é simplesmente negar o fundamento básico da própria democracia. A democracia é o melhor sistema político que conhecemos, porque institucionaliza o conflito político, dando-lhe a possibilidade de ser totalmente realizado, sem que arraste consigo a violência que caracteriza a luta política em contextos não-democráticos.
Diogo Moreira

Melhor ataque, melhor defesa 7 pontos de avanço do segundo. Dúvidas?
Pedro Mendes Pinto

Preocupa-me que o Primeiro Ministro hoje vá a Berlim e em vez de ir escudado nos pesados sacrifícios e absurdas injustiças infligidas aos portugueses com tão desastrosos resultados, e ir armado do Manifesto, se apresente de novo de baraço ao pescoço a estender a mão à compaixão da suserana Merkel. Não é apenas por incompetência e por incapacidade diplomática para negociar na Europa e com a Europa, por Portugal. É por manifesta submissão aos interesses que estão a destruir Portugal e a Europa. É contra esses interesses que o Manifesto conseguiu demonstrar haver consenso em Portugal
Ana Gomes

Leio nos jornais que Paulo Rangel, o candidato das ideias portáteis, explora contradições entre Assis e Seguro. Comporta-se como uma coscuvilheira que, em vez de olhar para dentro de casa, e ver as contradições entre Portas e Passos Coelho, anda na má-língua a desancar na vizinhança. Com Paulo Rangel a campanha não vai passar disto: mão na anca, faca na liga, coscuvilhice e má-língua. Ideias zero.
Tomás Vasques
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores das redes sociais em cada semana.
LNT
[0.110/2014]

Até as sopeiras já se vestiam como as meninas da casa

Meio fraqueVisto deste ângulo até que nem está mal visto.

Em Portugal sempre se dividiu uma sardinha por três, não porque cada um não pudesse ter a sua sardinha, mas porque as sardinhadas eram coisas do povo ambicionadas pelas elites. Como as sardinhas abundavam mas era necessário manter as diferenças e o respeitinho, as sardinhadas de uns eram a divisão de uma sardinha por vários e a fartança de várias sardinhas para um.

Mais ou menos o que agora se pretende, porque o respeitinho é muito bonito e as elites gostam. A escola chega para todos mas é preciso marcar as diferenças, a saúde também e idem e até os Qren’s deverão assim ser considerados.

É isto, não é? Respeitinho e cada macaco no seu galho.
LNT
[0.109/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXV ]

Galgos Coelho
Da minha série no FB "Coelhinho, isto está (vai estar) melhor, ou está (vai estar) pior?"
LNT
[0.108/2014]

quinta-feira, 20 de Março de 2014

Esperança

Malmequer
Feliz Primavera
Façam filhos e sejam felizes.
LNT
[0.107/2014]

Mau, Maria

BurroAgora é que o burro foi às couves.

Também "lá fora" há muita gente que tem o pensamento consensual de que isto não vai com políticas de empobrecimento e de esmagamento.

Cavaco não pode despedir "essa gente", como diria Coelho num dos seus mui brilhantes ralhetes, o que deve deixar o instalado nos cadeirões de Belém ainda mais crispado. A ele e ao mui ilustre defunto Gaspar que continua a dizer coisas, embora não queira, nem possa, dizer o que diz lentamente nas entrelinhas das coisas que,oralmente, ora.

Não é que "os de lá de fora" sejam mais categorizados ou notáveis do que "os de cá de dentro", que essa coisa de desvalorização da nossa gente nada mais é do que o reflexo da parolice nacional em que vivemos há séculos e que se agravou fortemente na última década desde que o elevador não parou de descer com a classe média e não parou de subir com a classe encostada, mas serve para demonstrar que, mesmo lá fora, há quem entenda que não é pela inactividade de negociação e submissão cega e obediente a quem nos fornece dinheiro em troco de colossais prebendas e da angústia dos autóctones, que chegaremos a bom porto.

Esta gente que está no poder nunca conseguirá entender que a negociação para conseguir o mínimo sofrimento dos governados é uma obrigação que lhes assiste.

Como disse ontem o homem dos tabus, chegou o momento de não haver tabus, chegou o tempo de falar e de ouvir os portugueses e de apresentar propostas que os libertem deste jugo insuportável que está a gerar divergências insanáveis e a inviabilizar o regresso das gentes lusitanas à condição de cidadãos europeus.
LNT
[0.106/2014]