terça-feira, 4 de março de 2014

União de Tomar–100 Anos de História

União de Tomar - Leonel VicenteNestes tempos de crise é habitual a tese do “Nós e do Eles”. O “Nós” somos os de cá, os que entendemos que pouco ou nada podemos fazer e o “Eles” são os que estão para lá do “Nós”, os que têm obrigação e à-vontade para tudo fazer, fazendo só o que entendem, porque o “Nós” assim os deixa fazer.

O Leonel Vicente, conhecido de quem navega nas vagas da Net pela atenção com que sistematiza os mais diversos assuntos, atirou-se de alma e coração ao levantamento de História do União de Tomar, aproveitando o centenário que se comemora este ano.

Ainda não li o que compilou, porque isso está feito num calhamaço que precisa de apoio para entrar na tipografia, mas conhecendo o trabalho do Leonel posso assegurar que se trata de qualidade. Essa qualidade é já reconhecida no prefácio da autoria de Vítor Serpa (director de “a Bola”), do qual deixo um curto extracto:
"Foi por estes anos, aliás, que o União de Tomar voltou a surpreender o país e todos os seus adeptos de futebol, com a contratação de Eusébio – a maior glória do futebol português, bandeira, então, mal resguardada do Benfica – e de Simões, outra figura enorme da história do futebol nacional.

Leonel Vicente não descreve estes tempos de natural euforia, e que se saldou por um aumento significativo de associados e de assistências aos jogos do União, com qualquer espécie de empolgamento ficcionista. Mantém o rigor histórico e a verdade factual.

Conta-nos como Eusébio tinha assinado um contrato muito peculiar que apenas o vincularia ao clube entre os meses de novembro e abril, para depois poder partir para os Estados Unidos, onde teria contratos imperdíveis. Por isso o “rei”, então com 35 anos de idade e a jogar quase sempre a meio campo, longe das balizas que tanto o seduziram e lhe deram fama mundial, passava apenas uns dias (de quinta feira a domingo) na cidade. Tal como António Simões, que chegou a não jogar um desafio oficial por ter tido trabalhos até de madrugada na Assembleia da República. É evidente que, em tais condições, difícil seria esperar grande resultado desportivo e assinaláveis exibições dos dois «velhos» ídolos."
Prefácio de Vítor Serpa
no livro do Centenário do União de Tomar
da autoria de Leonel Vicente
O que é que o “Nós” pode fazer nestes tempos de crise em que o “Eles” entende que tudo o que é cultura e História é supérfluo?

Podemos apoiar a publicação de um trabalho exaustivo que relata a vida de uma associação centenária e deixa um registo importante do interior desta Nação a caminho da periferia desvalorizada da Nação Europeia.

Os contactos do Leonel Vicente são conhecidos, tanto no Blog Memória Virtual, como no Blog do União de Tomar, como no Facebook e no Twitter.

Ajudar a fazer com que esta obra veja a luz do dia é parte do muito que compete ao “Nós”. Os nossos filhos e netos hão-de agradecer. O União de Tomar e o Leonel Vicente, também.
LNT
[0.083/2014]

5 comentários:

Leonel Vicente disse...

Caro Luís,

Muito obrigado! Um abraço.

Leonel Vicente

Luis Novaes Tito disse...

Não tens que agradecer, Leonel.
Os agradecimentos ficam para quem vier a usufruir do teu trabalho (nós todos)
Abraço

António José Pereira da Costa disse...

Ex.mº Sr
Não venho falar-lhe das suas actividades enquanto divulgador da Cidade de Tomar.
Trata-se de uma pergunta de carácter familiar:
Por acaso, na sua ascedência existe alguma senhora, nascida em Olalhas, nos anos 80 do Séc XIX de nome Maria Rosa do Pranto (Pereira pelo casamento), filha de Maria do Pranto e de Francisco Vicente?

Com os melhores cumprimentos
António José Pereira da Costa

Luis Novaes Tito disse...

Dei conhecimento desta mensagem ao autor do Livro, Leonel Vicente

Leonel Vicente disse...

Caro António José Pereira da Costa,

Não obstante seja, eu próprio, natural da freguesia de Olalhas (tal como o meu pai e avô paterno) - tendo nascido muito próximo da albufeira de Castelo do Bode, em zona limítrofe com a freguesia e município de Ferreira do Zêzere -, não tenho conhecimento dos nomes que indica (Maria Rosa do Pranto Pereira e seu pai Francisco Vicente).

Cumprimentos,

Leonel Vicente