sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Les uns et les autres

Gunter GrassVamos vendo, pseudo-assistindo (porque as imagens que vemos são só aquilo que nos deixam ver) e ouvindo as mais díspares opiniões oriundas de “especialistas” em todas as opiniões sobre “presumíveis e alegadas” coisas sempre referidas como “não confirmadas”.

Estamos nisto, como sempre estaremos enquanto tudo seja útil à venda de tempo de antena (agora que o papel vende pouco). Nisto, da defesa intransigente dos direitos de liberdade de imprensa, até porque são jornalistas que estão no centro das atenções.

Como sempre, o nome de algumas das vítimas é sempre citado e o de outras é esquecido.

Neste caso os jornalistas tem nome e apelido e os outros só têm profissão, etnia, cor, ou religião.

Também aqui nada de novo. Uns serão sempre citados como “o motorista”, “o contabilista”, “o mordomo”, “o polícia” (ou “a mulher polícia”).

Os com nome foram “barbaramente assassinados” os outros (polícias, reféns, etc.) foram “abatidos”.

É da vida.
LNT
[0.010/2015]

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quando a Letónia passou a ser conhecida em Portugal

Liene BuldureNum famoso jogo do 2006 FIFA World Cup em que Portugal de Scolari venceu a Letónia por 2-0 após a invasão de campo feita por Liene Buldure, na altura com 18 anitos.

Será que, tal como a Letónia conseguiu chegar ao estrelato da presidência do Conselho da UE onze anos após a entrada na UE (e 25 anos após a restauração da sua independência), a moçoila terá conseguido mais do que os cinco minutos de fama que a deram a conhecer ao Mundo?
LNT
[0.009/2015]

#CharlieHebdo #JeSuisCharlie #AhmedMerabet

.

Charlie Hebdo


#CharlieHebdo #JeSuisCharlie #AhmedMerabet

LNT
[0.008/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXVIII ]

Amieira
Amieira - Alentejo - Portugal
LNT
[0.007/2015]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Esta gente

MãosQue gente é esta que assassina sem qualquer remorso? Que gente é esta que atenta contra a humanidade com a mesma frieza paranóica com que milhões em todo o Mundo são capazes de estar em frente a um ecrã de computador a matar gente virtual julgando-se num jogo?

Seja em nome de um Deus, seja em nome de uma crença, seja em nome de um insano divertimento, seja em nome de não valores, seja em nome do que for, que gente é esta?

Seja em Paris, seja numa qualquer escola americana, seja em Londres, seja em Madrid, seja em Nova Iorque, seja em Oslo, seja em Utoyea, seja na Síria, na Turquia, na Nigéria, ou em qualquer outra parte do Mundo, que gente é esta?
LNT
[0.006/2015]

Aposto que a emigração desceu

Montanha Russa

E assim, como não podia deixar de ser dado que a política de destruição de emprego interno se mantém nos níveis desejados para o recrutamento de mão-de-obra qualificada a preço de saldos, o desemprego voltou a aumentar pelo terceiro mês consecutivo.

A culpa não é, ao contrário do que pretendem fazer crer, nem do actual poder político, nem do renovado e fortalecido “maior Partido da oposição”, mas sim desses desobedientes jovens que terminaram antes do Verão os seus cursos universitários e que, em vez de embarcarem na Portela e no Sá Carneiro em busca do caminho longe da zona de conforto, preferiram engrossar os números do desespero.

Talvez a culpa seja também dos trabalhadores da TAP que, com as greves que fizeram no ano transacto, impediram a partida de mais estes quantos milhares de desocupados.
LNT
[0.005/2015]

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Balanços e perspectivas [ I ]

MarteloO balanço:

2014 recentrou-se nos bons e nos maus da fita suportados por quem tem poder para martelar a opinião pública e vender sistemática e deliberadamente a ideia daqueles que são “bons” ou “maus” ou, por outras palavras de quem está por “bem” ou por “mal” na coisa pública, e foi fazendo silêncios cúmplices e ruídos propositados.

Exemplos? Bastam dois:

. Um Ministro da Saúde abençoado por Dei continua a ser deificado com o brilho das santas Missas mandadas rezar quando ainda dirigia o fisco apesar de deixar que os recém-nascidos não tenham a BCG à sua disposição e permita que se morra nos serviços de urgência do SNS por falta de assistência médica. Dizem ser o melhor, o mais competente e capaz de todos os Ministros;

. Um líder partidário que conseguiu tirar o seu Partido das maiores derrotas consecutivas e que ao atingir esse desiderato (linguagem da moda de quem faz política baixinha na jangada) foi considerado como Pirro para, como ele, ser abatido ao activo.

As perspectivas:

2015 irá continuar a ter os marteladores a funcionar em pleno (ou não continuassem os martelos a estar na mão de quem sempre martelou) e as vitórias de Pirro continuarão a ser isso mesmo, com ou sem Livres, com ou sem esses ou outros redutos.

Mais do mesmo.
LNT
[0.003/2015]

Já fui feliz aqui [ MCDLXVI ]

Ericeira
Ouriço - Ericeira - Portugal
LNT
[0.002/2015]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Finalmente 2015

Fogo de artifícioCom mais ou menos foguetório e menos ou mais artifício, cá estamos.

Vamos ver-nos livres de Passos Coelho. Fica por saber quem será o PSD que António Costa terá como vice-primeiro-ministro.

Ainda não nos veremos livres de Cavaco, o que para o efeito tanto faz porque tanto nos faz que ele lá esteja ou deixe de estar. É como os seus repetitivos e irrelevantes discursos. Quando for, boa viagem e mande de lá saudades, coisa que cá não deixa.

Na volta do correio fica a certeza de que passou um ano e já estamos, finalmente, em 2015:

- Cartas da EDP e dos bancos (dos que ainda sobram) a informar que, de há um dia para cá, as contas a pagar serão maiores.
- Avisos da GALP dando conta de que o fisco “verde” aumentou a gasolina.
- Uma cartinha de António Costa a capear o Acção Socialista de Edite Estrela a pedir aos militantes que façam uma quotização extraordinária, em vez de a pedir aos simpatizantes que fizeram a OPA/2014 ao Partido.

O trivial, portanto!

Vamos a isto (de 2015) que se faz tarde.
LNT
[0.001/2015]

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bom ano e protejam-se

2015

Consegui cumprir a promessa que a mim próprio tinha feito de, até ao final deste ano, não produzir publicamente os meus balanços habituais.

Tinha por objectivo não me chatear com mais ninguém até ao final de 2014 sendo que 2015 será boa altura para o fazer, à boa maneira deste estabelecimento que andou quase clandestino nos últimos meses.

Por hoje, dia em que termina um ano bem balançado, resta-me desejar a quem ainda aqui passe que tenha em 2015 o melhor de tudo e que o cinzento que se vê no horizonte não traga muita chuva.

Sejam felizes e, se não forem de pés direitos, entrem com os esquerdos ou até mesmo de quatro.

O importante é que, como diria a turba gaulesa irredutível, 2015 não nos caia em cima na cabeça.
LNT
[0.345/2014]

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Já fui feliz aqui [ MCDLXV ]

Presentes de Natal

Espera-se que, ao menos e apesar da loucura do consumismo, tenham mandado para a reciclagem os embrulhos e as embalagens do desperdício.

LNT
[0.344/2014]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Bye Joe





The night gang started working with a mile of southern road
As I watched I got to thinking You ain't never coming home
I looked out of nowhere There was nobody at all To get me help To get through to you
I'm here making night calls

LNT
[0.342/2014]

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TAP - Todos Andamos a Pagar

AviãoNisto da TAP o que importa reter é o discurso de que a companhia precisa de uma injecção de dinheiro para se manter viável.

Diz esse discurso que só com capitais privados e despedimentos privados é que a companhia aérea portuguesa, que o deixará de ser a partir do momento em que for vendida a um qualquer chinês dos vistos gold, passará a dar lucro.

Quer isto dizer que o dinheiro público não serve para dar lucro e também quer dizer que os despedimentos públicos são muito mal vistos, enquanto os privados são uma visão menos má da coisa.

Claro que haverá sempre a possibilidade dos investimentos privados permitirem reformas antecipadas revertendo para o Estado os custos dessas medidas, ou até mesmo que o ruinoso “negócio de manutenção Brasil” fique do lado do Estado, mas já nos vamos habituando à ideia de que o Estado (nós todos) existe para suportar perdas e os privados para receberem os lucros.
LNT
[0.341/2014]