quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Portugal pequerruchinho e do poucochinho

Cadeira estragada
«Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados, os mercados secundários, estão a fazer. Não entro nessa batota [de criticar os mercados]. Acho mesmo que é uma retórica negativa para Portugal. A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses.»
Cavaco Silva, PR
Este pensamento maior do nosso Presidente é, tal e qual, aquilo que já todos sabíamos, logo, mais uma banalidade. Faz lembrar trivialidades do género "vale o que vale" ou tiradas históricas do género "se não têm pão, comam bolachas".

Mas dizia que este é um pensamento maior. O que assim o faz é aquele cheirinho de "estejam caladinhos, senão levam no focinho" ou, melhor ainda, o paternal "cala-te e come".

Pena é que a lição contida no extracto supra demore tempo e, entretanto, lá iremos ter de viver como os "bons alunos" do tempo das vacas-gordas, só que com um ratito no estômago e a boquita fechadita não vão os "mercados", os mercados secundários, matar também o roedor.

Com ou sem farda temos este destino. Continuam as discursatas presidenciais com o conteúdo:
"já não vinha daqui desde a última vez que aqui estive".
LNT
[0.403/2010]

6 comentários:

zero disse...

Ó Luís! "Nós" e "trabalho" na mesma frase puseram-o nervoso uhm ??!!!

Luis Novaes Tito disse...

Oh Zero,
Estas coisas já não têm o condão de me enervarem, sossegue.

Quanto ao trabalho, nunca me produziu esse efeito e acredite, ou não, não fiz outra coisa toda a vida.

Ponto de Vista disse...

Brilhante!!Outra coisa não era de esperar.

mdsol disse...

Muito bom!

Anónimo disse...

Ora lá está. O Sr Presidente (recandidato a mais 5 anitos) a dizer coisas que nem o Luis Vaz de Camões conseguiria colocar num Cântico do célebre LIVRO.Temos de comer as migalhas e calar. Só me faz confusão uma coisa. Quando foi eleito o Sr PR estava tão de acordo com o Sr PM, que até houve quem satirizasse os coitados como casal em núpcias. Será que na lua de mel o Sr economista não ensinou nada ao Sr engenheiro. Muito me estranha o divórcio de agora.
Boa noite e boas castanhas.

Anónimo disse...

Ai como é bom recordar o Braga de Macedo "o mais jovem Agricultor", hoje tão bem na vidinha. O amigo Cadilhe "o sr SISA/Amoreiras". Grandes figuras ,tão amigas do manequim do Chiado.Já agora :por onde andará os 5 milhões que foram dados ao "empresário" Suisso? Recordam-se? O que o "Grande Inconomista", tanto elogiou, o tal que ia dar muiiito trabalho aos Alentejanos, lá prós lados de Odemira? Julgo que eram "estufas de merda", ou de morangos?...
Ai, ai, neste lindo Portugal, se o cavalo que o Caligula fez consul fosse : professor de Economia e Finanças,tibexe origens ulmildes, também chegaria a Prejidente.Luis Reis