terça-feira, 16 de junho de 2009

Há Xás e Chás

AhmadinejadJá aqui falei da Pérsia? Não, não falei e se não o fiz foi porque a hipocrisia ocidental já não deixa mais lugar para se poder falar de coisas destas.

Ontem mesmo, ao fazer a ronda nocturna pelo Facebook, dei com um comentário de José Manuel Fernandes onde assemelhava a iraniana Vali Asr à chinesa Tiananmen e não resisti a deixar-lhe a nota que o que mais diferencia uma e outra coisa é, digamos, o conceito de eixo-do-mal que faz com que o ocidente não deixe de se sabujar perante a magnificência do prepotente poder chinês e seja tão severo na crítica ao prepotente poder do país dos ayatollas.

Se entendo a diferença entre uma e outra coisa? Claro que entendo e por isso não me impressiono com a hipocrisia e as lágrimas-de-crocodilo de quem se mostra tão preocupado com o que se passa nas ruas de Teerão.
LNT
[0.465/2009]

5 comentários:

Rita Maria disse...

Tem o seu quê de difícil, mas temos de guardar espaço no cinismo (a que é difícil resistir quando reparamos na conveniência e na relativa orquestraçao de uma reacçao destas, já baptizada e com cor e tudo) para aquilo que continua a ser um povo na rua a lutar pela sua liberdade e pela sua democracia. E aí, China, Irao ou Ucrânia, eu continuo a emocionar-me.

Luís Bonifácio disse...

A China, apesar de todo o seu curriculum de atropelos aos direitos humanos não anda aí a dizer que vai apagar paises e raças do mapa.

Luís Novaes Tito disse...

Pois é, meus caros.

Emocionamo-nos é verdade, embora a nossa emoção resulte também do que sabemos, isto é, daquilo que nos deixam saber e da forma como nos deixam saber.

Quanto a apagar países e raças, Luis Bonifácio, uns dizem e os outros fazem.
Ou entende que a China não o faz?
Posso dar-lhe umas pistas, se quiser, até mesmo dentro do próprio território (???) chinês.

Lina Arroja (GJ) disse...

Fez bem em relembrar o que o vamos esquecendo.

Anónimo disse...

Da mesma forma severa com que criticam Palestinos e apoiam Israelitas.