quinta-feira, 11 de novembro de 2010
5ª feira
Estamos sempre (a partir de certa altura porque antes dela ninguém envelhece) a piorar as carnes, os ossos e as miudezas e aquela coisa juvenil que se julga aura a contradizer essa podridão.
Uma chatisse, como já disse.
LNT
[0.405/2010]
Já fui feliz aqui [ DCCCXVIII ]
Carlos do Carmo & Count Basie Orchestra - Lisboa - Portugal
LNT
[0.404/2010]
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Portugal pequerruchinho e do poucochinho
«Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados, os mercados secundários, estão a fazer. Não entro nessa batota [de criticar os mercados]. Acho mesmo que é uma retórica negativa para Portugal. A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses.»
Cavaco Silva, PR
Este pensamento maior do nosso Presidente é, tal e qual, aquilo que já todos sabíamos, logo, mais uma banalidade. Faz lembrar trivialidades do género "vale o que vale" ou tiradas históricas do género "se não têm pão, comam bolachas".
Mas dizia que este é um pensamento maior. O que assim o faz é aquele cheirinho de "estejam caladinhos, senão levam no focinho" ou, melhor ainda, o paternal "cala-te e come".
Pena é que a lição contida no extracto supra demore tempo e, entretanto, lá iremos ter de viver como os "bons alunos" do tempo das vacas-gordas, só que com um ratito no estômago e a boquita fechadita não vão os "mercados", os mercados secundários, matar também o roedor.
Com ou sem farda temos este destino. Continuam as discursatas presidenciais com o conteúdo:
Mas dizia que este é um pensamento maior. O que assim o faz é aquele cheirinho de "estejam caladinhos, senão levam no focinho" ou, melhor ainda, o paternal "cala-te e come".
Pena é que a lição contida no extracto supra demore tempo e, entretanto, lá iremos ter de viver como os "bons alunos" do tempo das vacas-gordas, só que com um ratito no estômago e a boquita fechadita não vão os "mercados", os mercados secundários, matar também o roedor.
Com ou sem farda temos este destino. Continuam as discursatas presidenciais com o conteúdo:
"já não vinha daqui desde a última vez que aqui estive".
LNT
[0.403/2010]
LNT
[0.403/2010]
Nada mais injusto do que um ranking
Conforme já expliquei amiúde anteriormente, sou um pouco avesso, embora sempre agradecido, a este tipo de menções. Coisas que se prendem com o meu sentido de justiça que, ao nomear 10 (são, mais ou menos, dez), deixarei sempre de fora bloggers e blogs de que sou assíduo leitor, alguns há quase dez anos.
Fica, com a ressalva anterior, a listagem (por ordem alfabética) a que me obrigam.
Trata-se de pessoas que muito aprecio na escrita o que poderá nada ter a ver com aquilo que escrevem:
Ana Paula Fitas – a Nossa candeia
Eduardo Pitta – da Literatura
Helena Araújo – Dois dedos de conversa
Isabel Goulão – Miss Pearls
Joana Lopes – Entre as brumas da memória
João Gonçalves – Portugal dos pequeninos
João Tunes – Água lisa
Joaquim Paulo Nogueira – Respirar o mesmo ar
José Adelino Maltez – Sobre o tempo que passa
José Teófilo Duarte – Blog operatório
Leonel Vicente – Memória Virtual
Masson – Almocreve das petas
Pedro Correia – Delito de opinião (só aqui tinha mais um sortido de nomes)
Porfírio Silva – Machina Speculatrix
Paulo Ferreira – Câmara dos comuns
Valupi – Aspirina B
"O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web".LNT
[0.402/2010]
Ghostwriting
Chama-se ghostwriting & editing e destina-se a ser um auxiliar "para escrever, reescrever, ou melhorar um livro, um conto, um comunicado de imprensa, um artigo, uma carta, um texto".
A profissão de ghostwriter faz parte do sector de serviços e consiste em escrever, em nome de alguém, dando forma de letra a raciocínios, ideias ou experiências. Muitas vezes é reforçado com as componentes de pesquisa e de fundamentação científica ou biográfica.
Para a Maria Teresa ficam os votos do maior sucesso nesta aventura.
Para nós (para mim e para o meu fantasma), que lhe conhecemos a capacidade e a competência, fica a certeza da utilidade das dicas que serão gravadas no seu novo Blog.
A acompanhar aqui.
LNT
[0.401/2010]
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Apelos à amálgama
Votar neste ou naquele não pode ser igual e, se não queremos que a política seja só disputa clubista, há que basear a nossa escolha na diferenciação e demonstrar que os modelos em disputa apresentarão resultados diferenciados. Não é possível pedir participação cívica se se inviabilizar a escolha.
Sempre preferi a diversidade até porque, em limite, só ela nos proporcionará a mestiçagem.
Já nos basta estarmos confrontados com a alternância de poder ao centro e com as lideranças personalizadas que no PS e no PSD transformam o colectivo em colectividade. Só nos faltava agora ficarmos sujeitos à amálgama.
Se é verdade que o cinzentismo reinante transformou a política em danças de salão, pelo menos não se prescinda da possibilidade de nos deixarem escolher a dança para Dona Constança.
LNT
[0.399/2010]
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Masoquismo
Poderia dizer-se que uma desgraça nunca vem só mas, no caso presente, parece mais próprio dizer-se que a coisa não está para graças. Diz, quem sabe, que os EUA são os maiores devedores da China e se algum americano se atrevesse a afirmar que o seu País tinha sido vendido aos chineses não faltaria quem na gringolândia lhe receitasse uma daquelas injecções para as dores com que a nação mais livre do Mundo costuma anestesiar higienicamente os seus indesejáveis.
Mas Portugal é assim mesmo.
Os lagartos satisfazem-se, apesar do miserável lugar que ocupam na tabela da bola, com a derrota do glorioso Benfas, tal como o PCP se costuma alegrar com as derrotas do PS mesmo que seja para o PSD. Os nacionalistas de pacotilha animam-se com "a venda de Portugal à China" com a mesma naturalidade com que nunca tinham descoberto que, antes da China, a propriedade era da Alemanha e companhia que andavam a aproveitar-se da desgraça alheia para levar a agiotagem ao seu expoente máximo da pouca vergonha (à pala dos "empréstimos amigos").
Vá lá, atirem mais uns isqueiros para o campo e continuem a deitar lenha para a fogueira. Afinal o tempo é de São Martinho e as castanhas já estão maduras.
LNT
[0.397/2010]
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Razões
Ser socialista, em Portugal, é ser social-democrata na Suécia, na Finlândia, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, etc. Não é uma utopia, como alguns querem fazer crer, mas sim saber que há sociedades tão avançadas que as crises passam por elas sem as matar porque se baseiam no bem comum, na liberdade responsável, no mérito e na solidariedade na adversidade. Sociedades onde se exigem os direitos porque se cumprem os deveres e onde se combate o falso moralismo e a intolerância ao diferente com a mesma normalidade com que os moralistas da Europa do Sul praticam a corrupção, o individualismo e a hipocrisia.
Alegre é um destes socialistas. Toda a vida se bateu por esses princípios e se alguma vez entendeu que esse socialismo passava pelo outro socialismo científico, rapidamente corrigiu a mão ao constatar que a sua prática repressiva e autoritária não se coadunava com o pensamento livre.
Ao contrário de outros socialistas modernaços, que julgam que o Estado Social é um conjunto de princípios que, de vez em quando, se pode esquecer por crerem que a verdadeira solução passa pelo capitalismo selvagem (a que agora gostam de chamar "liberal" e que as elites apelidam de "neo-liberalismo"), Manuel Alegre é voz activa e corajosa dentro do Partido Socialista que não fundou, mas de que foi um dos primeiros e mais intransigentes militantes, e sempre se bateu na defesa desse Estado Social que sabe conter a solução para os problemas criados pelo capitalismo selvagem e agiota que pretende reduzir o nosso povo ao estado de miserável.
É por isso que me choca ver determinados nomes na lista da Comissão Política Nacional de Alegre. Não por eles terem defendido nas últimas eleições outros candidatos à Presidência, coisa democrática e curial, mas por saber que eles são co-responsáveis por termos tido na presidência, nos últimos anos, o detentor político que se afirma apolítico e que é o recordista da detenção do poder no Portugal democrático. Os resultados desse poder continuado estão à vista.
Apesar deles, e ainda mais por causa deles, votarei Alegre. Não abdico do meu sonho e fá-lo-ei em memória de todos os que se bateram por um País mais justo e a favor de melhor vida para as gerações futuras.
LNT
[0.395/2010]
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Memória curta
Só passaram cinco anos.
Há nomes nesta lista da Comissão Política Nacional que são uma afronta para quem sempre esteve ao lado de Manuel Alegre.
Isto não vai correr bem, acreditem.
LNT
[0.393/2010]
Acerta o passo, coelho
Agora que o PSD "finalmente ouviu Sócrates" chegou a altura de despachar o parceiro de tango para retornar ao fandango.
Manuela Ferreira Leite conseguiu explicar a Passos Coelho que o que se passou há uns meses no PSD não foi a sua derrota, mas só a demonstração de que ela vale mais na sombra do que ele com dez Sóis apontados.
Passos Coelho recolheu à toca, conforme tem sido patente nos últimos dias, possivelmente para tossir o engasgo que a estratégia desastrada que traçou lhe está a provocar.
Mesmo que venha a ganhar as eleições seguintes tem o destino marcado pelas sombras que mandam no seu Partido. A pouca rodagem com que ascendeu aos holofotes não lhe trouxe a sabedoria necessária para localizar a voz que o atormenta.
Ao contrário de todos os outros, ainda não percebeu o que o fez não ter assento na Assembleia da República.
LNT
[0.392/2010]
Manuela Ferreira Leite conseguiu explicar a Passos Coelho que o que se passou há uns meses no PSD não foi a sua derrota, mas só a demonstração de que ela vale mais na sombra do que ele com dez Sóis apontados.
Passos Coelho recolheu à toca, conforme tem sido patente nos últimos dias, possivelmente para tossir o engasgo que a estratégia desastrada que traçou lhe está a provocar.
Mesmo que venha a ganhar as eleições seguintes tem o destino marcado pelas sombras que mandam no seu Partido. A pouca rodagem com que ascendeu aos holofotes não lhe trouxe a sabedoria necessária para localizar a voz que o atormenta.
Ao contrário de todos os outros, ainda não percebeu o que o fez não ter assento na Assembleia da República.
LNT
[0.392/2010]
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