quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ VII ]
A publicação de todos os post deste concurso, incluindo o do regulamento, estão disponíveis no marcador "concurso ovelhas de presépio" e o álbum com as imagens concorrentes está disponível no Facebook
Maria Cancela (C.C.), do Blog Contos, é cliente antiga e vizinha do Facebook.
Vem a concurso com um belo exemplar capaz de produzir um tapete de Arraiolos e a preocupação de que uma tosquiadela mais profunda possa ferir a pele sensível do animal.
O júri, que admitiu de imediato este exemplar do Norte de Portugal, deixa descansada a concorrente e informa que é mais dado a severidades com os pastores do que com os rebanhos que eles apascentam, pelo que fica garantida a qualidade de vida da bicharoca.
Quanto ao lugar classificativo, veremos. A decisão será em última instância e tem tanto de imparcial como qualquer tribunal vulgar (hum!).
António Gomes, do Blog Mala Aviada, concorre com uma ovelha que pretende o voto de protesto. Um contra-senso, está bem de se ver, uma vez que as ovelhas e os seus similares carneiros, pastam e balem, não protestam.
Ainda assim o juri mostrou-se receptivo à ideia da ovelha diferente e admitiu-a a concurso.
Alarga-se o leque da imaginação.
Nota-se já no ar o frenesim comum de concursos anteriores e movimentam-se influências, como se o júri não fosse totalmente impermeável a todos esses movimentos.
Manuel Oliveira, do Blog 2 Dedos de Prosa e Poesia, envia um rebanho com as cinco ovelhas que a UE entregou para o sacrifício.
Diz tratar-se de um apelo para que esse enorme rebanho magro se una contra os assédios que o lobo-merkel lhes anda a fazer por intermédio do seu testa de ferro, Hans Mercados.
O júri admitiu a entrada em concurso e deseja-lhe as melhores venturas
LNT
[0.459/2010]
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ VI ]
Sem mãos a medir e com a ajuda das colaboradoras que apartam os bodes e carneiros das meninas de forma a que a entrada se processe ordeiramente e sem cenas impróprias ao presépio, vai-se fazendo o que se pode e a disponibilidade permite.
Dê-se tempo que vai haver montra para todas.
O barbeiro sorri, agradecido.
LNT
[0.458/2010]
Os opinadores da santa terrinha
Primeiro disse que eles tinham feito uma greve, o que não é verdade.
Estiveram ausentes do trabalho (penso que em baixa ou coisa semelhante) mas não em greve (Isto serve de lição para quem passa a vida a atacar os sindicatos – Quando os trabalhadores actuam por conta própria ficam em acção descontrolada).
Depois disse que eles (os controladores) não deveriam ter consciência dos prejuízos que estavam a causar, o que é uma patetice porque é exactamente por eles terem essa consciência que o Miguel não morre cada vez que anda de avião.
E depois disse o que se espera que um português diga:
Que eles ganham não sei quanto, que trabalham não sei quantos dias por ano, etc.
O que ele não disse é quanto ele próprio ganha e quantos dias trabalha para produzir comentário ou texto e, mesmo que o tivesse dito, haveria de se esquecer de que aquilo que diz ou escreve não contribui para a nossa sobrevivência ao passo que um controlador, se cometer um erro, provocará centenas de mortos.
Este permanente luso-olhar para o lado, e sempre e só para parte desse lado, faz esquecer o que define uma profissão de elevado risco (como é a de controlador aéreo) e as razões que levam essa gente a ter de trabalhar menos horas/dias para poder aguentar, com níveis de segurança elevada, uma profissão da qual depende a vida de milhares de pessoas.
Pessoas que emitem opiniões, como faz o MST deveriam ter, no mínimo, preparação para o fazerem. Seria útil que o MST passasse umas horas enfiado num centro de controlo aéreo para entender do que fala. Seria útil que soubesse também os procedimentos de greve para não usar a palavra em vão. E tudo isto seria útil porque teria conseguido explicar, de forma credível, as razões que o levam a considerar o acto praticado pelos controladores, de selvagem, opinião com a qual concordo em absoluto mas que explicaria sem recurso ao apelo à inveja e à ignorância como ele fez.
LNT
[0.457/2010]
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Lulas
Gosto de Lula da Silva, gosto do que ele fez pelo Brasil e gosto de gostar dele. Gosto daquele seu ar proletário que atiça a fúria da intelectualidade luso-brasileira, gosto daquela sua forma de demonstrar que ainda existem governantes que entendem que o seu papel é criar condições para que os governados sejam mais felizes, tenham mais dignidade e qualidade de vida, ao contrário das abantesmas pensantes que chamam a isso populismo e entendem que governar bem e com coragem é pedir sempre mais um sacrifício para acrescentar aos sacrifícios a que obrigam quem os elege.
Claro que gostar de Lula, não é gostar de todos os actos por si praticados enquanto exerceu o poder, mas é reconhecer-lhe o gosto gostoso brasileiro e é um agradecimento pelo que fez em favor de milhões de seres humanos, seus compatriotas.
É o gostar de o ver a pegar nas mãos de Cavaco e de Sócrates e fazer a rábula que fez perante as câmaras de televisão de todo o Mundo, como que a dizer, deixem-se lá de merdas: - se sempre cooperaram, porque estão agora a fingir que não?
É essa a graça da coisa, Joana, a graça que me faz gostar de Luiz Inácio.
LNT
[0.455/2010]
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ V ]
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á de Moura Pina, do Blog Abrasivo (2), é outro dos nossos clientes e concorrentes assíduos. Apresenta-se a concurso com um animal às costas e a queixar-se de que se vê aflito para o transportar porque os bifes estão caros e o ordenado de pastor é curto.
É da vida, pensou o júri quando admitiu a concurso este magnífico exemplar da arte popular onde não faltam as quinas que fazem do presépio português um dos mais animados do Mundo.
Devido à prosa de acção de graças com que o concorrente se apresenta, fica em destaque para receber um magnífico prémio no dia 16 e uma sandes de “mortandela” que sobrou da festa do ano passado.
Luísa Correia, do Blog à Esquina da Tecla, concorre com uma ovelha porcina, exemplar da melhor casta portuguesa que se produz em barro.
Trata-se de uma imagem histórica, do princípio do século passado, que serviu de modelo inspirador a Bordalo Pinheiro, o que lhe atribui um valor especial e que levou o júri a render-se perante tão extraordinária obra de arte.
Temos assim mais uma concorrente de peso e outra dor de cabeça para se conseguir a classificação final.
LNT
[0.454/2010]
domingo, 5 de dezembro de 2010
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ IV ]
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João Paulo Costa e Silva, nosso cliente habitual e comentador, apresenta-se a concurso com o rebanho completo. Trata-se de uma imagem contemporânea que representa o presépio ambicionado por muitos que continuam a preferir ter o rebanho comandado por um bode e não por um pastor.
A admissão a concurso foi autorizada pelo júri, embora esteja anunciado ser só de admitir um exemplar, porque foi considerado que, neste caso, isolar um dos elementos retiraria o significado pretendido. Ficou por saber se os ovinos se encaminham para a ordenha ou para a tosquia, embora a presença do bode faça entender que a segunda hipótese é a mais viável.
Malou Delgado, outra nossa cliente veterana identificada também no Facebook, é uma das concorrentes que já venceu concursos anteriores.
Este ano enviou-nos um exemplar azul-bebé porque não teve coragem de se apresentar com um azul escuro às riscas, coisa que nem ao Pinto da Costa lembrava, mas que a fez ser admitida nesta prova e lhe poderá dar alguma hipótese de se posicionar em lugar cimeiro.
LNT
[0.452/2010]
sábado, 4 de dezembro de 2010
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ III ]
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António Pais, do Blog Fim de Semana Alucinante, é um dos veteranos dos concursos anteriores e entra no deste ano com um cordeiro em pleno pasto (que não se vê na imagem porque o júri só admite um exemplar e no pasto havia outros que, mesmo de costas para a máquina, poderiam influenciar a escolha).
O anho foi admitido a concurso, por unanimidade, enquanto o júri trocava receitas do borrego de leite, sonhando já com a noite do próximo dia vinte e cinco.
A competição está lançada.
LNT
[0.450/2010]
Sá Carneiro e Amaro da Costa
Infelizmente morreram no despenhamento do avião que os deveria ter levado ao comício onde esperavam travar a derradeira batalha para evitar que Ramalho Eanes fosse eleito Presidente da República. Foi um momento difícil para a jovem e então ameaçada democracia portuguesa, mas deixaram nela uma marca impossível de apagar.
Hoje já li muitos escritos sobre eles (principalmente sobre Sá Carneiro e incompreensivelmente muito pouco sobre Amaro da Costa, para já não falar da corajosa Snu Abecassis, de Maria Manuel Amaro da Costa e de António Patrício Gouveia, ou ainda dos tripulantes do Cessna - Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa) e, para além desses escritos, profecias que me parecem só possíveis num País onde se aguarda ainda o retorno de um rei morto, há séculos, no Norte de África.
Sá Carneiro, e também Amaro da Costa, foi(foram) relevante pela coragem e pela determinação. Projectá-lo na História de Portugal parece-me um acto necessário e justo.
Fazer projecções sobre o que seria hoje a democracia portuguesa se não tivesse morrido é um absurdo, ainda mais sabendo dos amores e dos ódios que ele conseguiu cultivar e que lhe custou (e a Snu) as piores e as mais graves afrontas.
Respeitemos a(s) sua(s) memória(s).
LNT
[0.449/2010]
Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio [ II ]
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Sofia Loureiro do Santos do Blog Defender o Quadrado, nossa concorrente habitual em certames anteriores, apresenta-se este ano com um sensacional exemplar masculino (notem-se as exuberâncias na cabeça) de raça nacional, como é patente pelas cores.
O carneiro foi admitido a concurso com o agrado geral do magnífico júri e prepara-se para ruminar, nos pastos da fama, uma gloriosa classificação no final da competição.
LNT
[0.448/2010]
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Ainda a igualdade dos porcos
O xico-espertismo tuga, o mesmo que continua a fazer de espertos os que fogem às suas obrigações, é imoral mesmo quando as coisas se fazem de forma legal.
De uma coisa não há qualquer dúvida. Um País que apela ao esforço e à participação solidária e permite que empresas onde ocupa cadeira antecipem dividendos para que não sejam objecto do esforço pedido a todos os outros cidadãos, merece que os contribuintes se esqueçam de que são cidadãos e façam como os “espertos” que fogem ao tributo mas não prescindem de reclamar os subsídios, a saúde e as faculdades públicas.
Quando elegemos o poder para nos representar não estamos a eleger os “mercados” mas sim quem fica com a obrigação de não permitir que estas coisas aconteçam.
Quanto às empresas que o fazem, mesmo na legalidade, é bom que não esqueçam que estão no mercado e que se obtém dividendos é porque os seus clientes, e não os accionistas, lhes dão lucro. Há muito que, em todos os países civilizados, as empresas têm cuidados diferentes e que, por muito que tenham políticas agressivas de angariação de mercado, se saem mal quando os clientes não lhes reconhecem respeitabilidade.
LNT
[0.446/2010]
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