sexta-feira, 12 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Alapados
Leio num comentário anónimo ao meu texto 44 (este ano a produção de texto deste Blog tem sido pouco mais do que quase nada) que:
"Acredito que no PS há boas pessoas, cidadãos, técnicos, mas também lá estão os alapados aos tachos, troca-de-favores e futuras prebendas da rotatividade no poder... e as práticas destes fazem desistir e desacreditar no futuro do PS... e do país."Preferi trazer à primeira página o contraditório, não porque tenha muito a contradizer por conhecer a realidade, mas porque é Primavera e na Primavera as árvores que se fazem de mortas no Inverno, enchem-se de folhas.
Há alapados nos Partidos, há alapados fora dos Partidos (que aliás estão na moda e a quem é muito mais favorável ser “independente”), há alapados na política, há alapados políticos que gostam de fingir que não o são (nem políticos, nem alapados – o nosso Presidente da República é um bom exemplo) e principalmente há os alapados na indiferença, aqueles que nada fazem para que algo seja diferente e estão sempre na vanguarda da crítica inconsequente e irresponsável porque, como se sabe, só se responsabiliza quem faz.
Além das lapas que se fixam com ganas às rochas para garantirem que as marés não as sacam dali, também há os burriés, os búzios, os ouriços e as pulgas-do-mar que, embora pareçam mais móveis do que as lapas, também se alimentam da babugem.
Depois há as árvores que deixaram de se entender com a Primavera. Sem folhas e sem força para brotarem novos galhos só aguardam que o madeireiro lhes acerte.
LNT
[0.046/2013]
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Festas
Por assim ser, a festa socialista que sempre foram os seus Congressos, levava a palco ideias diferentes de fazer, protagonistas diferentes e orientações políticas diversas que não temiam confrontar-se, algumas vezes para depois fazerem a síntese, outras para optar pelos caminhos vencedores.
Só um exemplo, o Congresso onde Manuel Alegre, João Soares e José Sócrates foram opositores, chegaria para realçar a festa socialista, a festa da democracia, da liberdade e da clarificação.
Neste Congresso que se aproxima parece que todos alinham pela mesma doutrina. Apoiantes e detratores dos órgãos directivos do PS propõem-se avançar sem constituir alternativa.
Fraca festa se espera. Tenho saudades do tempo em que o conceito da política continha frontalidade e lealdade.
LNT
[0.044/2013]
terça-feira, 9 de abril de 2013
Navegar é preciso
Confesso que o texto continha uma pequena provocação porque relembrava que os delegados ao Congresso são os representantes dos militantes para defesa das moções pelas quais se apresentam a sufrágio e têm o dever de, na qualidade de mandatários de quem os elege, eleger os órgãos nacionais para o próximo mandato.
De troco recebi meia dúzia de comentários, curiosamente todos oriundos de não eleitores do PS, onde se atacava Seguro com as habituais frases e expressões de desdém que seriam pronunciadas da mesma forma sobre qualquer outro candidato que se apresentasse a líder do PS.
Interessante verificar que o habitual "eles” e "nós" continua a ser a chave de tudo isto.
LNT
[0.042/2013]
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Validar alternativas
Parecem essas vozes esquecer-se de que “as forças” de suporte só são reais após a contagem dos votos e de que, contra um bloco de surdos como o que agora dirige a nossa Nação, só há essa forma de se fazer ouvir.
António José Seguro fez tudo o que era exigível a um líder político fazer para que não tivéssemos chegado ao estado de ruptura em que nos encontramos. Muito do que fez até lhe custou fortes antipatias por parte daqueles que se dão mal com as ideias dos outros e que julgam não dever dar oportunidades para testar ideias diferentes.
Perante os maus resultados conseguidos por aqueles a quem foi concedida a dúvida, Seguro apresentou alternativas e não negou colaboração. Perante a recusa de todas as alternativas e perante os insucessos patentes, Seguro acabou por romper e demarcar-se.
Querem debate sobre a reforma de Estado? Neste momento só há maneira de o fazer através de um programa eleitoral.
Querem suporte por parte de forças que viabilizem uma alternativa? Neste momento só o é possível alcançar nas urnas, dado o radicalismo instalado no terreno.
Sei que o apoio a eleições antecipadas vindo de quem sempre defendeu os prazos democráticos pode chocar algumas susceptibilidades mas os prazos nunca serão mais importantes do que a vida das pessoas e o sufrágio será sempre a melhor forma, em democracia, para validar alternativas.
LNT
[0.040/2013]
Estado de sítio
Pouco faltou ao Primeiro-Ministro, que respirava ódio e se engasgava no discurso, para declarar o estado de sítio e assim punir quem o chamou à ordem constitucional.
Todos os poderes que pediram a fiscalização da legalidade, o Presidente da República, a Assembleia da República e o Provedor de Justiça, foram alvo indirecto do seu discurso e o Tribunal que o julgou foi objecto das mais graves afrontas feitas em democracia a um poder independente.
Os cidadãos são o alvo da vingança e foram anunciadas as malfeitorias que se seguem para demonstração de que ninguém sairá impune à rebeldia e ao inconformismo.
A alocução piegas e revanchista do chefe do Governo português ficará certamente registada na memória de uma Nação que não se resigna à má-sorte, embora resulte das suas escolhas, de ter tão fraca gente e com tão má índole a dirigir os seus destinos.
Imagem: Rui Perdigão
LNT
[0.039/2013]
domingo, 7 de abril de 2013
al.i do art.º 133 da CRP (Pieguices)
Será que Passos Coelho vai invocar a al. i) do art.º 133 da Constituição da República Portuguesa? (1)
É que se não o fizer, dado que o Governo já nem de si próprio consegue apoio, deixa sem valor o comunicado de ontem do PR, nomeadamente quando diz que:
LNT
[0.037/2013]
É que se não o fizer, dado que o Governo já nem de si próprio consegue apoio, deixa sem valor o comunicado de ontem do PR, nomeadamente quando diz que:
O Presidente da República reitera o entendimento de que o Governo dispõe de condições para cumprir o mandato democrático em que foi investido e manifestou o seu empenho em que sejam honrados os compromissos internacionais assumidos e em que sejam alcançados e preservados os consensos necessários à salvaguarda do superior interesse nacional.(1) i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar;
LNT
[0.037/2013]
18:30
Há dois dias o País ficou suspenso para as 20:05. Ontem suspendeu-se para anúncios a meio da tarde e para o início da noite. Hoje suspende-se para as 18:30.
Todos os prazos foram ultrapassados. Todos os horários foram, à boa maneira portuguesa, furados. O País aguardou e continua a aguardar por decisões e soluções. Tirando as que vieram anteontem, que continham decisões mas às quais não competia trazer soluções, reina o vazio, o boato, o recado, os bicos-de-pé e falsas modéstias que se alinham em interesses pessoais e nas habituais jogadas de desresponsabilização com o intuito de proporcionarem novos alinhamentos em futuro próximo.
No meio de tudo isto salva-se Seguro que de forma frontal se disponibiliza para apresentar as soluções em programa eleitoral e através dele para enfrentar o sufrágio que validará as medidas de combate às dificuldades deixadas pela falência das políticas de empobrecimento, além da tróica, resultantes da ala ultraliberal do PSD e apadrinhadas pelo Presidente de todas as Coelhas.
Esperemos pelas 18:30. Esperemos sem stress porque sabemos que o que aí vem é mais irresponsabilidade, impreparação, incompetência, submissão, meias-palavras e ameaças veladas para nos condicionarem.
LNT
[0.036/2013]
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
20:05
Será cinco minutos depois da hora certa. Nem mais, nem menos.
Não se sujeitaram a pressões. Espera-se que apareçam trajados senão a peça não resultará com todo o esplendor da arte.
LNT
[0.034/2013]
Não se sujeitaram a pressões. Espera-se que apareçam trajados senão a peça não resultará com todo o esplendor da arte.
LNT
[0.034/2013]
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