segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mãos
Se não passa pela cabeça do Presidente que o Orçamento do Estado não seja aprovado, ou ele o conhece melhor do que todos os outros a quem até agora só foram dadas umas dicas destinadas a mentalizá-los para a centrifugação, ou temos em Belém alguém que abdicou de toda a teoria esperada de um professor de economia, estilo que não se coaduna com a actuação passada.
Será isto o que se entende por cooperação estratégica? Cavaco já disse muitas vezes que entende que a função do PR passa por actuar fora do espaço público. Terá sido exercida a função? Terá havido actuação?
Não seria mais razoável que Belém se limitasse a promover o diálogo e a negociação para se atingir uma plataforma minimamente consensual, possivelmente algo mais inovador do que a receita do costume, do que a declarar a inevitabilidade de aceitar qualquer coisa? (e alguém acredita que ele aceite qualquer coisa?)
O que nos estará a escapar?
LNT
[0.339/2010]
Blogs falados, ao vivo e a cores
Nunca tinha visto o programa, aliás é raro ver o que quer que seja na TVI24, mas confesso ter ficado agradado ao observar as cabeças que estão por detrás das letras que conheço.
(Em boa verdade já conhecia duas delas)
Fica o link para a página do YouTube onde estão os episódios anteriores.
LNT
[0.338/2010]
Fica o link para a página do YouTube onde estão os episódios anteriores.
LNT
[0.338/2010]
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Contas por alto
Coisa fina.
Fazendo as contas por alto, considerando os anos em que os salários na AP estiveram congelados (coisa de que ninguém fala) e apesar do aumento de 2,9 do ano passado (coisa de que não há quem não fale), os tais 210 mil trabalhadores da AP irão ficar com salários semelhantes aos que tinham há 10 anos.
Nesses 10 anos essa gente assumiu compromissos mediante os vencimentos que tinha. Meteu-se a comprar casa, a educar os filhos, etc. e, como tinha as contas feitas, não se considerava na faixa do chamado “risco de crédito malparado”. Também os Belmiros e quejandos mantinham as prateleiras aptas para essa gente e o fisco que lhes paga com uma mão e que, com a outra, lhes arrecada parte, vai ter decréscimo na receita.
A espiral criada irá retirar o sorriso cretino da cara de quem agora pensa que isto é o mal dos outros. Esquecem-se que o problema reside no facto de Portugal ser um País de funcionários públicos.
Uns, porque têm esse estatuto de papel passado, como diriam os brasileiros, são os bodes-expiatórios, os outros que não o têm, mas cujas empresas vivem quase exclusivamente do erário público, julgam-se diferentes e afinal a diferença assenta só naquilo que os segundos empocham a mais do que os primeiros.
Costumo dizer que em Portugal os funcionários públicos são de primeira e de segunda. Uns picam o ponto e deles se diz serem o mal da nação, os outros estão isentos desta obrigação e repimpam-se à mesa do orçamento pendurados nas rubricas de "aquisição de serviços" ou de "serviços diversos".
Os primeiros calam-se e comem (pouco), os segundos enchem o bandulho, criticam os primeiros atirando-lhes à cara que são eles que lhes pagam os vencimentos, como se o vencimento de uns e outros não resultasse do pagamento do trabalho.
LNT
[0.336/2010]
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Coragem (acto de corar)
coragem (ò)Serve esta definição, conforme registada no Priberam para explicar como deveria ficar o rosto dos políticos que pretendem justificar o inexplicável. E esta serve porque deveriam ruborizar por pretenderem usar a palavra para tirarem dividendos do a-vida-a-andar-para-trás daqueles que neles depositaram confiança e esperança que os ajudasse a ter uma vida-que-andasse-para-a-frente.
(corar + -agem)
s. f.
Acto ou efeito de corar. = CORA
Coragem – Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos - (outro significado contido no mesmo link acima) temos nós que tanto contribuímos e tão pouco recebemos em troca.
Esta evocação tardia de coragem deveria fazer envergonhar os que agora se dizem com coragem (porque agora tomaram medidas impopulares e de sofrimento), coragem que não tiveram quando lhes foi exigido que concretizassem reformas que iniciaram e deixaram cair.
Só para exemplificar essa covardia fica o exemplo da reforma da AP, vulgo PRACE, que ficou nas meias-tintas há uns anos e não permitiu enfrentar a máfia que administra e controla a AP. E não se deixem enganar. Não estou a falar de boys & girls mas sim de um grupo bem cimentado de gente, independentemente da sua coloração política, que se instalou para a vida e põe-e-dispõe da Administração a seu bel-prazer e em proveito próprio.
Deixem a coragem para os combatentes e tratem de agarrar as rédeas da gestão pública, para que depois não venham evocar a coragem que não têm para enfrentar os poderosos que lhes aparecem pela frente, mas que sempre lhes sobra para com os mais fracos.
LNT
[0.334/2010]
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O que tem de ser, tem muita força
Cavaco Silva não tem por hábito anunciar o que vai fazer. Umas vezes porque o acaso lhe traz carros para a rodagem, outras porque parece distraído, ou se faz desentendido.
Estamos habituados ao tabu e não estranharíamos igual comportamento no Orçamento mas, pela primeira vez, antecipou-se e praticamente já promulgou um OE que ainda não conhece.
A bem da nação, obviamente.
LNT
[0.332/2010]
Estes publicitários são uns exagerados
Em termos de Restaurador Olex:
O que não é natural é um sapo de olhos laranja
Em termos de refrigerantes, a Laranjina C:
Já não é vitamina.
Ou como se ouvia na rádio:
Oh Joaquim, olha o pudim!
LNT
[0.331/2010]
terça-feira, 28 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
will speak
Fez bem, já o devia ter feito noutras circunstâncias em que era mais importante aos seus ouvintes entenderem claramente o que tinha para dizer do que aquilo que macarronicamente proferiu (Note-se que continuam a haver mecanismos de tradução eficazes nos foruns internacionais). Sinceramente também prefiro que um inglês fale comigo em inglês do que tente falar em português.
Como sempre, o apetite para os zombeteiros ficou-se pela rama. Se houver lugar à inzona, zás!
Dizia-se que José Manuel Barroso, na busca da fuga ao pântano da tanga, tinha sido apontado para o cargo que ocupa por saber falar bom francês. A valia apresentada serviu-lhe para o cargo, ficando só a faltar-lhe todo o resto capaz do transformar num homem universal. Ao contrário de Bush, Blair fala bom inglês e viu-se que isso não o fez ser melhor do que Bush, Aznar ou Barroso.
A verdade é que, tirando a espuma gozada pela parolada pseudo-poliglota, ninguém sabe ao certo qual o conteúdo da mensagem passada na Columbia University pelo nosso PM.
LNT
[0.329/2010]
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sexo, mentiras e filmes
Vamo-nos habituando a este faz que vai para depois sabermos da impotência que impossibilita o vir. A questão é que, o facto de nos habituarmos a isto, não resolve o problema da realização. Alguma entidade superior, espírito ou coisa assim, determinou que este tal povo que não se deixa governar fá-lo porque gosta de ser fornicado (imagino que esta palavra conste do tal dicionário para maiores de 18 anos que é actual centro de polémica da intelectualidade ausente da realidade).
E se não é povo que se deixe fornicar até às últimas consequências, porque a sua condição condicionada o submete à doutrina tradicional que lhe veda a protecção para o fazer em segurança e recomenda que no quase, quase, abandone o acto, consegue satisfação na fricção provocada pelo jogo da mão no bolso.
Não quero ser catastrofista, para isso já temos medinas de carreira que bastem, não vos quero deprimir, que para isso já temos bastos políticos profissionais, mas penso que em breve vamos passar as passas do Algarve e, agora que os banhos de praia já terminaram, as pequenas madies foram esquecidas e os condenados deixaram de ser capa de revista, vamos levar a dose mais amarga dos últimos tempos, evidentemente depois daquela que nos provocou o sofrimento maior: A comédia Queiroz.
Diz-se por aí que vai haver caldeirada de polvo à moda de Abrantes, com molho à espanhola. O escabeche de coelho não tarda e, desta vez mesmo com o Natal à porta, não haverá bolo-rei que safe a coisa.
LNT
[0.327/2010]
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