domingo, 20 de setembro de 2009

Colaborador da Semana [ LXXXIII ]

Colaboradora LamaNão podia deixar de ser.

A colaboradora desta semana, até devido ao facto das outras estarem em campanha e não poderem ser avaliadas, é ZéZé Manola Hernandez.

Artista de muitas artes e especialista em massagem de lama vulcânica, Zézé vê-se atrapalhada para explicar o que tem pouca explicação e atabalhoar, despachando e engasgando-se, enredos que deixam a nossa clientela em êxtase.

Hernandez, luso-espanhola de sotaque jornaleiro, consegue milagres com a ponta de uma esferográfica no intervalo das twitttadas com que desfaz os nós das costas dos nossos melhores clientes, incluindo os que se espreguiçam nas secretas e os outros de que ela gosta pensar actores de filmes de espionagem.

Merece a distinção da semana.
LNT
[0.591/2009]

Rasganços e fanatismos indigentes

CruzadaJá estamos habituados ao que quer dizer "política da verdade" na linguagem da campanha de Manuela Ferreira Leite. Já o vimos na escolha de alguns deputados, já o ouvimos na manipulação das percentagens dos impostos utilizando a seu bel-prazer as taxas de uns e outros aplicadas a outros e uns impostos. Já o observámos no Programa Eleitoral do PSD onde se não fala do Serviço Nacional de Saúde para depois se vir dizer que não é referido porque não vai ser mexido embora se confesse haver intenção de o remexer.

Já estamos habituados a que as declarações xenófobas de Ferreira Leite sejam consideradas gafes e venham depois a ter de ser traduzidas em "pachequês" para limar as asfixias que contêm.

Já estamos mais que habituados ao lançamento do papão da esquerda nas rectas finais das campanhas eleitorais e vamo-nos habituando às campanhas negras despoletadas contra os adversários e seus familiares.

Dizem-nos que vale tudo, inclusive pegar no que se escreve e atribuir-lhe o que lá não está escrito, mas não vale, e veremos no próximo Domingo o que vale e o que deixa de valer.
LNT
[0.590/2009]

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Jamais ≡ Tiago Moreira Ramalho e Nuno Gouveia
-> Simplex
-> Eleições2009/o Público

O que está em causa

O que está em causa é avisar a malta.

Entre considerar, ou não, a família com o único fim de procriação;
entre considerar o direito ao divórcio, ou não;
entre considerar o direito à Interrupção Voluntária da Gravidez, ou não;
entre considerar o Serviço Nacional de Saúde, ou não;
entre Manuela Ferreira Leite ou José Sócrates;

tal como Manuel Alegre, não tenho dúvidas e sem qualquer hesitação escolho José Sócrates e para o fazer votarei no Partido Socialista.

Isto não são fretes.
São escolhas, as mesmas escolhas que já anteriormente nos fizeram escolher entre ser cidadãos de pleno direito, solidários e democratas ou cidadãos emparedados por ditaduras, burocratas e de regime totalitário.
LNT
[0.589/2009]

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Cão como tu ≡ LNT - o que está em causa

Já fui feliz aqui [ DXCVII ]

O Rei dos Leitões
o Rei dos Leitões - Mealhada - Portugal
LNT
[0.588/2009]

sábado, 19 de setembro de 2009

Água na boca

CataplanaSe numa cataplana derreter manteiga para refogar um misto de cebola picada e alho, apimentados com uma malagueta e temperados com meio pimento às tiras e boa dose de coentros, não se esqueça de acrescentar ao resultado meio copo de vinho branco e uma mão cheia de chouriço e presunto cortados as quadradinhos.

Depois só faltam as amêijoas portuguesas que abrirão neste suco com a tampa fechada, coisa de dez minutos, até ficarem aptas a serem acompanhadas de um rosé Castello d’Alba bem gelado.

Não esquecer o pão para molhar.
LNT
[0.587/2009]

Já fui feliz aqui [ DXCVI ]

Olivença
Olivença - Portugal
LNT
[0.586/2009]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As linhas com que nos cosemos

TijolosHá momentos da vida em que temos de decidir baseados no pragmatismo. O que se vai passar no dia 27, digam o que disserem todos os concorrentes ao Parlamento, é escolher não só os deputados para a Assembleia da República, mas também influenciar decididamente os equilíbrios na formação do próximo Governo.

O pragmatismo reside em optar por um Governo de esquerda ou um outro de direita (caracterização para simplificar) e votar de forma a contribuir para que seja impossível ter aquilo que não queremos.

No meu caso é fácil. Sou militante socialista, sei que quero um Governo de esquerda moderada e por isso irei votar no Partido Socialista. No caso de outros, por exemplo dos que sendo de esquerda não querem um Governo de maioria absoluta do PS e que pensam ter a oportunidade de protestar nas legislativas dispersando votos ou abstendo-se, convém que estejam atentos, não vá o Diabo tecê-las e Belém cerzi-las.
LNT
[0.585/2009]

Já fui feliz aqui [ DXCV ]

Cidadela
Cidadela - Cascais - Portugal
LNT
[0.584/2009]

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Simplex

SimplexSimplex pode ser muitas coisas, todas elas relacionadas com a simplificação da relação do Estado com os cidadãos.

Com este governo foi possível detectar inúmeros processos burocráticos desnecessários e acabar com eles, foi possível levantar inúmeras questões de resposta fácil e disponibilizar os esclarecimentos, foi possível melhorar tempos de resposta a inúmeras solicitações mais frequentes dos cidadãos e foi possível aperfeiçoar sistemas de relacionamento com a economia abreviando metas processuais, melhorando a qualidade de atendimento e simplificando procedimentos que permitem hoje realizar algumas tarefas em tempo reduzido.

O Simplex foi um salto na qualidade da cidadania e na modernização, eficácia e eficiência da Administração Pública, muitas das vezes através de medidas que hoje se pergunta porque nunca tinham sido implementadas no passado. Basta consultar o relatório dos 4 anos de Simplex para verificar a sua relevância, ou experimentar, por exemplo, a consulta à página do Portal do Eleitor para constatar como pode ser fácil, barata e cómoda a prestação de serviços que antes deste governo eram um calvário de burocracia.

Há ainda um longo caminho a percorrer, sabe-se, mas este é o caminho das boas ideias que é necessário manter.
LNT
[0.583/2009]

Rastos:
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SIMpleX ≡ Esquerda Banda Larga
-> SIMPLEX
-> Portal do Eleitor

Já fui feliz aqui [ DXCIV ]

Moliceiros
Moliceiros - Bico das Lulas - Murtosa - Portugal
LNT
[0.582/2009]

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cão como tu

"Sacode as pulgas da consciência, rebenta as trelas do conformismo, foge dos donos que te querem açaimar.
Solta-te.
Descobre o cão que há em ti!"
Elísio Estanque, Jorge Martins, Luisa Jacobetty, Luis Moita, Luis Novaes Tito, Manuela Neto, Maria Ferraz, Maria José Gama, Nuno David, Pedro Bingre, Paulo Peixoto e Pedro Tito de Morais.
Promete.
LNT
[0.581/2009]

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Cão com tu

Balelas filosofais

O Cavaquinho sem mestreA vida é feita de imponderáveis que por seu turno nos tratam da vida. Isto, pensado e escrito, quer dizer que o nosso melhor planeamento pode sempre falhar até quando nele incluímos os planos B e C.

Não gosto de falar de destino e pouco creio na teoria de estar escrito nas estrelas um qualquer determinismo cogitado pela grande máquina cósmica. Pelo contrário. Prefiro pensar que muito do que aí vem resulta da nossa própria acção (ou inacção), dos nossos actos e da nossa capacidade de transformar ameaças em oportunidades. Quando podemos, claro.

E assim vai a filosofia e o estado d' alma desta Barbearia. Está a precisar das massagens das colaboradoras que persistem em gozar as vacanças até ao limite, é o que é.
LNT
[0.580/2009]

Já fui feliz aqui [ DXCIII ]

Choco frito
Choco frito à 8/1 - Setúbal - Portugal
LNT
[0.579/2009]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Olhe que sim

MagritteTenho para mim que os debates políticos não se ganham nem se perdem. Julgo mesmo que esta classificação só resulta do amorfismo em que a ideologia se perdeu.

Os debates fazem-se com ideias diferentes e o que se pretende com eles, ou deveria pretender, é a passagem da mensagem política com que cada um dos actores justifica e explica as suas opções para resolução dos problemas, caso venha a ser escolhido pelo voto.

Basta que se escutem os "fiéis" para entender que o conceito de vencedor ou perdedor está intimamente ligado aos que se revêem no que cada um significa. Claro que em termos de espectáculo se podem reconhecer os melhores actores mas reduzir a política a isto é matar a política e dar razão aos abstencionistas que entendem ser tudo uma questão de formato sem consequências na sua vida futura.
LNT
[0.578/2009]