segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O País das pedras

Calhaus roladosA culpa foi do mar alterado. As pedras roladas brilham na sequência das marés vivas que nada pouparam e mataram os seres vivos que se aproximaram para ver o mar revolto.

Neste País das pedras que brilham pelo efeito da pancada olha-se para o seu brilho polido pelo selvático esfreganço e conclui-se que, se os calhaus inertes brilham, estão melhores.

Quanto ao resto, pouco importa. Se os humanos não brilham como as pedras é porque ainda não penaram tanto quanto deviam.
LNT
[0.070/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXX ]

Benagil
Praia de Benagil - Algarve - Portugal
LNT
[0.069/2014]

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Bómm, o entertainer

Marcelo Rebelo de SousaTudo se resume na frase de vaipe:
Durante o avião pus-me a pensar e todos me disseram – não vás, porque...”

Marcelo pensa e todos lhe adivinham o pensamento, todos lhe respondem ao pensamento-pensado (mais do que pensado, mais do que armadilhado)

Bómm, o entretainer, ensaiou na catedral alfacinha do circo e do espectáculo o derradeiro entretém que fez de um congresso um mega-comício de campanha eleitoral e atirou para a rua os candidatos laranja à Europa, ao Parlamento Português e à Presidência da República.

Bómm, o entretainer, abafou todos os seus parceiros e amigos que pretendiam brilho, incluindo os infelizes Coelho e Menezes. Calou a gritaria e a prosápia de Rangel. Deixou a ideia de vazio que Santana nunca perdeu.

Só não conseguiu abafar a inconseguida Relvasrisação da coisa. Disso trataram os congressistas-eleitores que o reduziram ao que vale.

The show must go on!


LNT
[0.068/2014]

Que seja agora



Se é para acontecer...
LNT
[0.067/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXIX ]

Praia N. Senhora da Rocha
Praia N. Srª da Rocha - Algarve - Portugal
LNT
[0.066/2014]

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Tudo ligado

CordaComo se costuma dizer, isto anda tudo ligado.

Uma equipa alemã desloca-se à cidade que existe na margem do Douro oposta a Vila Nova de Gaia, marca só um golo na baliza portuguesa e consegue a proeza de levar para Frankfurt, como resultado, um empate num jogo com quatro golos.

Um governo submisso aos interesses financeiros internacionais e engajado nos objectivos de empobrecimento da Nação que o elegeu para satisfazer a gula dos “mercados”, usa a máxima lusa de que tudo o que não é português tem qualidade para tentar enganar, por linguagem gestual da propaganda (tão maluca como a do sul-africano nas cerimónias fúnebres do ídolo mundial) com que inunda as televisões (é gestual porque se sabe que os portugueses desligam o som dos aparelhos para não serem tão incomodados) e ouvir os seus patrões globais, de viva voz, dizerem-lhe que aquilo que tem feito não são reformas estruturais, mas sim tapa-buracos para fintar os FMI & Comª , feitos de saques diversos a quem ainda trabalha e de alienação do património que sobra do pote.

Um Tribunal Constitucional que se transformou no garante do Estado de direito e no provedor dos cidadãos e da cidadania por inoperância sonolenta de quem foi eleito para jurar a defesa e o cumprimento da Constituição.

Uma confusão, um País secular transformado numa vergonha internacional e um povo triste, amargurado e pobre.

Não restam dúvidas de que tudo isto está ligado.
LNT
[0.065/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVIII ]

Cigarrilhas
La Gloria Cubana - Gigarrilhas - Cuba
LNT
[0.064/2014]

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Querido blog

LâminaDesta vez, cansado de escrever para as pessoas, é para ti que “posto”.

Estás sempre disponível a acolher as minhas letras, palavras e frases sem contestar os conteúdos nem recusares as posições de esquerda, direita ou de volver que as retomas anunciadas me fazem assumir. Nunca levantas questões com as minhas coerências, incongruências ou displicências.

És um tipo porreiro, pá!

Sei que também não irás responder, agradecer ou desdenhar deste texto. É teu feitio, não defeito, mas fica sabendo que, apesar da tua disponibilidade e boa vontade a minha tendência é para, à medida que envelheço, reduzir a prosa o que, por não ser poeta, implicará uma redução no envio de letras, palavras e frases.

Sabes, Blog, estou a ficar parecido com o safardana do relógio do Portas que conta o período que falta para acabarem as tranches de maçaroca dos Troikas e não o tempo que falta para que eles nos deixem da mão. Por isso, por estar a ficar parecido com um safardana, termino este punhado de letras como o faria um qualquer deputado que tem medo de assumir a suas responsabilidades políticas e empurra as incomodidades para as mãos do referendo, mesmo sabendo da sua ilegalidade e inconstitucionalidade.

Tiques aprendidos de “pequininos” nas travessuras jotinhas levam-nos a pensar que ganham tempo, inconscientes na safardanice e ignorantes por não perceberam que o tempo nunca se ganha, porque se perde e não tem volta.

Dito isto, deixo-te mais este punhado de letras inconsequentes e se não te abraço é porque, ao contrário das convicções, não se abraça um Blog. Passa bem!
LNT
[0.063/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVII ]

Estação Espacial
International Space Station - NASA - USA
LNT
[0.062/2014]

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alucinados

FantásticoEnquanto comia a sopa ao balcão do Martinho ouvia o cervejeiro das economias a transformar a demagogia e a fantasia no milagre da multiplicação dos peixes.

Tive de me afastar do balcão para ver a imagem milagreira e ter a certeza que Pires de Lima não estava empoleirado numa azinheira.

O IRS e o IVA hão-de baixar. O desemprego há-de baixar. Os ordenados que continuam em processo de “ajustamento” hão-de crescer. Os juros internacionais dos empréstimos-almofada desnecessários (é o esbanjar minha gente) hão-de diminuir. As reformas hão-de fazer-se.

Os quando ficaram em suspenso.

A demagogia e a propaganda falam cada vez mais alto. Não fosse o forro dos bolsos para me voltar a trazer à realidade e o meu voto no CDS estava assegurado.
LNT
[0.061/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXVI ]

Magritte
René Magritte - Bruxelas - Bélgica
LNT
[0.060/2014]

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

5 - Blogoditos - 5 [ XII ]

Blogs
Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades".
João Gonçalves

Não há festa nem festança sem a Dona Constança, nem privatização sem Arnault. É o que acontece com a privatização da Empresa Geral de Fomento, braço da Águas de Portugal para os resíduos sólidos urbanos.
Miguel Abrantes

Ainda sugeri ao Pedro e ao Filipe que continuassem por aqui, numa celebração metafórica do bonding masculino, mas não fui bem sucedido. Assim sendo, beijinho para ambos. A minha participação no Declínio termina hoje, dia dos namorados, com um novo apelo aos valores que sempre orientaram o testemunho cívico deste blog: vida frugal, família e natalidade.
Para os nossos leitores de direita ficam os votos sinceros de que nunca abandonem a posição de missionário. É o futuro. Para os outros, um agradecimento.
Luis M.Jorge

O nosso Fox está convidado para ir almoçar hoje a casa dos vizinhos. Prepararam-lhe um acepipe especial, só porque ele ontem desatou a correr todo estabanado para eles quando os viu a dobrar a esquina da nossa rua.
Portanto, estou a fazer para mim um arrozinho para acompanhar a carne aquecida que sobrou sei lá de que almoço de há quantos dias, e daqui a bocadinho levo o monsieur ao seu date.
E ainda há quem chame a isto "vida de cão".
Helena Araújo

Lembrei-me da relação entre princípios morais e acção política a propósito das inconfidências de Carlos César e Garcia Leandro. Se, em abstracto, na condução da acção política até nem me choca que um estadista, um político, possa ter uma conduta que viola princípios morais, já na esfera pessoal, salvo se estiver em causa um bem maior, tenho muita dificuldade em aceitar o mesmo tipo de comportamento.
Paulo Gorjão
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.059/2014]

Livramo-nos do homem da galinha e da côdea, mas inconseguimo-nos livrar da galinha e da côdea

GalosTenho pena de mais este inconseguimento da nossa meritíssima aposentada.

Gostava de ver os 40 anos do 25 de Abril celebrados na AR com o alto patrocínio do BPN e imagino que as honras militares, feitas à porta do Parlamento, seriam prestadas por tropas que ostentassem um boné vermelho com a sigla do patrocinador.

Também gostaria de ver hasteada a bandeira do patrocinador institucional (BPN) ladeada pelas Bandeiras do Presidente da República e da Assembleia da República.

Imagino que gostaria de ver galhardetes do BPN dispostos na tribuna dos oradores, em substituição dos habituais cravos vermelhos.

Finalmente gostaria de ver todos os valentes deste Governo a ostentarem na lapela o pin do BPN (já que o da SLN não seria possível dado não ser institucional).

A nossa inconseguimenteira segunda-figura do Estado é mais um mimo que devemos agradecer a Deus. Foi graças a ela que conseguimos livrar-nos de ter como segunda figura do Estado o cavalo de tróia que garantiu a Cavaco ser a primeira figura da triste figura em que este Estado se transformou.

Nota - Ficou por esclarecer se, de entre os patrocionadores “institucionais”, poderiamos contar alguns dos muitos escritórios de advogados representados nas bancadas dos senhores deputados.
LNT
[0.058/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXV ]

Fixes
Fixes-P1/74 - BA7 - São Jacinto - Portugal
LNT
[0.057/2014]

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Chamam-lhes reformas

NyonPassos Coelho, Pedro, e Portas, Paulo, já consideram os portugueses ajustados.

Os Lusitanos deixaram de viver acima das suas possibilidades, embora o caminho seja para continuar, isto é, trilhar a vereda conducente a que as possibilidades sejam sempre menores e o viver seja sempre mais abaixo.

Para conseguirmos estar de acordo com as nossas possibilidades passámos milhares à reforma e depois cortámos-lhes a pensão, formámos milhares de jovens que exportámos para o Mundo cortando-lhes a esperança em Portugal, encerrámos milhares de empresas criando milhares de desempregados a quem cortámos o subsídio de desemprego, diminuímos o número de idosos a quem cortámos os serviços de saúde e os serviços sociais, destruímos a costa portuguesa cortando na sua manutenção e descurando o seu ordenamento, diminuímos o número de alunos e professores cortando nos apoios aos estudantes e às escolas e reduzimos os encargos com a investigação e a ciência cortando nos seus incentivos.

Estão felizes e satisfeitos. Chamam-lhes reformas embora sejam só retrocessos civilizacionais, sociais e humanitários.

Nivelaram por baixo, cortando. É o fechar da porta porque reformar, criar eficácia e eficiência para criar riqueza, não é matéria que queiram ou saibam fazer. É o reduzir Portugal ao nível dos seus actuais dirigentes.
LNT
[0.056/2014]