terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Olha que quatro


Hoje, dia 10 de Janeiro de 2023, reuniu informalmente em Alcochete, sob a fotografia de uma alta entidade, a Comissão AD-HOC Executiva das Comemorações do Cinquentenário dos Penduras (CECCP), para dar início aos trabalhos de organização das comemorações a realizar no dia 6 de Janeiro de 2024.

Estes quatro, Mário Frazão (Homem Bala) – Presidente, José Romão Mendes – Pelouro das Negociações Oficiais, João José Milheiro – Pelouro do Merchandising e Não Só e Luis Novaes Tito – Pelouro da Informação e Divulgação, constituirão a CECCP efectiva para início dos trabalhos caso, até ao próximo dia 20 de Janeiro, não seja apresentada candidatura alternativa pelos Penduras integrantes do universo Site/Blog, WhatsApp e Facebook, ou por eles não seja manifesta oposição a qualquer dos nomes propostos.

A bem dos Penduras que são uma Nação,

Aguardamos as vossas sábias sentenças

Frazão, Mendes, Milheiro e Tito
P1/74 - Curso de Pilotos Milicianos da Força Aérea Portuguesa

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.002/2023]

domingo, 1 de janeiro de 2023

2023


Chegámos aqui. Alegrem-se.
2023 está no ar. 
Bom Ano e esperança.

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.001/2023]

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

A onda censória do absurdo no Facebook


Ainda mal tinha deixado de ter a minha conta do Facebook restrita como penalização por ter respondido com uma ironia, sem qualquer teor ofensivo, a um comentário que me fizeram numa publicação, recebo nova sanção por mais 27 dias por ter deixado um comentário inofensivo numa publicação da Sofia Bragança Buchholz, pessoa com quem mantenho desde sempre a mais cordial relação nas redes sociais, comentário a que ela respondeu com agrado e simpatia.

O absurdo total deu-se quando, ao reclamar, o Facebook reviu (espanto) a penalização e pediu desculpa pelo engano que tinham cometido, mas continuaram a restringir a minha liberdade de expressão por mais 27 dias.

Foi preciso escrever um texto a insurgir-me pela penalização para, 24 horas depois, retirarem as restrições que me tinham aplicado.

Passo a explicar com imagens porque esta gente só percebe o ridículo em que anda a laborar se lhes fizermos o boneco.

No dia em que cessou a restrição anterior, ao folhear o meu feed, dei com a publicação da imagem de um presépio num texto da Sofia.

Por ter achado graça e oportunidade à imagem deixei lá o comentário que reproduzo acima e, após a anuência da autora usei essa imagem como foto de capa no meu mural.

Logo de seguida recebi o aviso da penalização do Facebook, que reproduzo, por ter usado inocentemente a palavra “roubar”. Tratou-se de mais uma bacorada de alguém muito inteligente e conhecedor da língua portuguesa que incluiu num qualquer “INDEX” de palavras controladas pelo algoritmo idiota que foi concebido por um ilustre informático dos quadros censórios do Facebook.


Reclamei, informando do absurdo da penalização e prevaleceu o bom senso do revisor do Facebook que pediu desculpa pelo lapso cometido pela Rede Social e informou que retirava a sansão aplicada.


Regresso de novo a meu mural e dou com a informação de que a minha conta estava de novo restringida, conforme podem constatar na imagem seguinte, 

e assim ficou por mais 24 horas até que resolvi escrever um texto a mostrar o meu desagrado com as plataformas da META.

As restrições desapareceram (até ver).

Razões para tudo isto nunca foram dadas.

Estas multinacionais que nos manipulam e que nós sustentamos, pouco ou nada se importam com que lhes cede conteúdos de borla para que encham os bolsos. 

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.074/2022]

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

O lápis azul e a estupidez do Facebook

Estou de castigo durante 24:00 horas e não poderei publicar o que quer que seja no Facebook, nem sequer para me defender.

A história é simples.

(Clique nas imagens seguintes para as ler melhor)

Sobre a polémica ida dos nossos mais altos dignatários ao Qatar resolvi publicar este texto:

Que o Qatar é aquilo que é, isto é, que é uma máquina repressiva onde os direitos humanos valem o que pode pagar um dólar, já todos sabíamos muito antes de se iniciar o Campeonato do Mundo.

Que a FIFA é aquilo que é, isto é, que é uma máquina de lavar XXL com funções especiais de branqueamento, centrifugação e um reservatório azul para distribuição de amaciador, já todos sabíamos muito antes de se iniciar o Campeonato do Mundo.

Que os titulares máximos dos órgãos de soberania são aquilo que são, isto é, que são titulares e têm dias em que ficam lélés da cuca, já todos sabíamos muito antes de se iniciar o Campeonato do Mundo.

O que não sabíamos, ou pelo menos eu não sabia e gostaria de não ter de aprender, é que quando uma pessoa não gosta de outra, pode aceitar um convite para um bacanal na casa da pessoa de quem não gosta, para lhe dizer que não gosta dela nem do bacanal, embora participe nele.

Nestes casos o que pensava saber ser correcto era não aceitar o convite. Mas isto era antes de haver a noção de que um Estado é um imenso jogo de futebol em que pouco importa se a bola é a cabeça de alguém.


O texto, que a esta hora já tem 60 likes, 4 partilhas e 27 comentários mereceu de entre eles um que diz o seguinte:

"João Moita

Porque é que esta polémica empolgada pela Comunicação Sensacional só começou há duas semas?
Porque o Catar pediu para aderir aos BRICS e teve a ousadia de nz Reunião do G20 assinar um contrato de fornecimento de gás por 27 anos China e pago em Yuan...
Este é que é o problema dos Direitos Humanos, os EUA vão deixar de receber o Tributo do Dólar.
Tudo o resto serve para entreter os Tolinhos."


A esse comentário, porque entendi que se desviava do texto que tinha escrito e branqueava o Qatar na permanente violação da Carta dos Direitos Humanos da ONU, respondi com o seguinte comentário irónico:

"Pois é, somos todos tolinhos. Os direitos humanos não interessam nada, os americanos é que são terríveis.
Para comentar um texto convém lê-lo e perceber o que o texto diz."

Passados alguns segundos a minha resposta tinha desaparecido e recebi o aviso do Facebook que mostro abaixo onde me restringem qualquer tipo de publicações durante 24:00 horas por ter incitado ao ódio:


Depois desta mensagem recebi outra que publico de seguida:


Evidentemente apresentei o Recurso explicando a ironia da resposta e explicando que nada tinha de "ódio", antes pelo contrário, que era uma defesa dos Direitos Humanos. Não obtive resposta pelo que pensei ter resolvido a questão. 

Mas não. 

Ao tentar fazer um post explicando o que se tinha passado recebi a seguinte comunicação:


Cliquei no link "informa-nos" e após inúmeras questões voltei a explicar o sucedido conforme se pode ver abaixo:

Agora, não só me mantiveram o castigo por 24:00 horas, como ainda fui informado de que, se por acaso tiver a sorte de receber alguma resposta, ela só será dada daqui a algumas semanas.
Podem ver abaixo:


Andei eu a perder o meu valioso tempo com estes censores que tudo descontextualizam e não entendem um comentário irónico e que ao mesmo tempo que se enchem de dinheiro com os conteúdos que lhes fornecemos de borla.

Não nos merecem qualquer consideração e nós também a não merecemos por lhes continuar a alimentar a imbecilidade.

Entretanto os comentários ao Post vão-se sucedendo e nem sequer posso avisar que estou de castigo e não lhes posso responder.

Se andar por aqui alguma alma caridosa que possa avisar os meus leitores do Facebook que estou de castigo, agradeço.

LNT

#BarbeariaSrLuis
[0.073/2022]

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Mein Gott, hilf mir, diese tödliche Liebe zu überleben



Tinha ideia de que, há exactamente 33 anos, não caiu qualquer muro, ideia com que fiquei quando o vi a ser demolido a camartelo.

A "queda do muro" em vez da "demolição do muro" já era o início desta nova forma de contar estórias.

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.072/2022]

A vida é amiga da arte

A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha...
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.071/2022]

domingo, 6 de novembro de 2022

Sophia

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre
Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome
E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.070/2022]

Calduços


É impossível que não haja aqui um qualquer problema com as mulheres.

Já não é a primeira ministra (feminino) que vemos a ser “afastada” (ou pelo menos a levar um calduço) do Professor.

Sim, sim.

Já sei que, como é seu costume, já disse que o que disse não era o queria dizer.

Sim, sim.

sei que até a Ministra já disse que, o que ele disse, não era o que ele queria dizer.

Mas o que se ouve, transcrevo: “… e há milhares de testemunhas daquilo que estou a dizer hoje …”
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.069/2022]

Bacalhaus


Tal como dizia antes, são precisos dois para dançar o tango. Se os dois forem espertalhões o tango transforma-se num pasodoble em que um faz a faena e o outro acaba toureado.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.060/2022]

O filme da coisa


Parece uma cena de pancadaria, mas desenganem-se.

Trata-se da encenação de um sketch próprio da disneylândia lusitana, ou de um ensaio para o thriller de banda desenhada em que os personagens ensaiam outro banquete no jazigo nacional.

Já lá assentam arraiais, estadistas, fadistas, poetas e futebolistas.

Ficaram a faltar os parodiantes espertalhões.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.067/2022]

terça-feira, 25 de outubro de 2022

História da farmácia e da terapêutica (actualizado)


É já amanhã que José Pedro Sousa Dias, Professor da Faculdade de Farmácia da UL, e autor do Blog Viridarium apresenta o seu último trabalho no auditório da Biblioteca Nacional, no Campo Grande.

O livro "Homens e medicamentos, História da Farmácia e da Terapêutica" visa, segundo o autor, fornecer uma visão diacrónica e de conjunto da evolução do medicamento, da profissão e das ciências farmacêuticas ao longo da história.

Quem conhece o José Pedro adivinha que será um pouco mais do que isso.

O convite diz tudo:

"Estão todos convidados para o lançamento do livro, no dia 26 de outubro, às 18h, no Auditório da Biblioteca Nacional. A apresentação será feita pela colega e amiga Fátima Nunes, U. Évora e IHC.
Prometo projetar algumas fotografias nossas quando jovens."

Não faltarei.

(Actualização: A intervenção do autor pode ser lida aqui)
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.066/2022]

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Adriano Moreira


Sobre a personalidade Adriano Moreira não me interessa repetir o que quer que seja, uma vez que tudo o que podia escrever já está escrito.

Resta-me lamentar a sua morte e recordar que ele foi, pelo menos no caso de Manuel Alfredo Tito de Morais, um ser humano capaz de o resgatar aos algozes da PIDE em Angola e conduzi-lo ao Continente, ainda que depois Tito de Morais tivesse de se exilar no Brasil.

Não foi coisa pouca para um então Ministro do Ultramar de Salazar.

Mais tarde e já em democracia, na minha curta passagem pela Assembleia da República quando Tito de Morais foi Presidente, tive o grato prazer de me cruzar inúmeras vezes com o Professor e com ele aprender muito do que a sua vasta cultura tinha para ensinar.

À sua memória devo respeito e à Isabel Moreira e restantes familiares a minha solidariedade.

(em cima um extracto do documentário "Antes quebrar que torcer" feito para a RTP aquando das CCTM em 2010.)
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.065/2022]

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Êxodos e regressos

O Facebook anda à caça de palavras, descontextualiza-as, não entende os conteúdos e, invocando regras que ele impõe a quem lhe dá de comer, censura e corta inadmissivelmente textos inócuos considerando-os como incentivos ao ódio e à discriminação.

A culpa é nossa porque continuamos a usar aquela plataforma que nos impõe uma moral que não tem e que insiste na estupidificação e formatação de quem a utiliza e valoriza com os conteúdos por nós produzidos.

O problema do Facebook não é ser, em si, um hater, mas sim uma plataforma que se está a transformar - e ainda por cima de forma estúpida, uma vez que não consegue ler a contextualização (seja por forma mecânica/automática, seja por ignorância dos persecutores caça-palavras) num formatador da nossa liberdade. 

Usei a palavra "mariquinhas" num comentário a um comentário amigo e familiar, sem qualquer sentido fóbico ou discriminatório e cortaram-me o texto.

A PIDE não se atreveria a tanto.

O Facebook não se esforça para nos merecer e nós, que insistimos em utilizá-lo, devíamos ter mais respeito pela nossa liberdade de expressão.

Dito isto, o regresso aos Blogs, já anteriormente feito pela Ana Cristina Leonardo, foi há pouco também concretizado pelo João Gonçalves que, a partir de hoje, voltou a constar na coluna da direita desta Barbearia.

LNT

#BarbeariaSrLuis
[0.064/2022]

domingo, 21 de agosto de 2022

Nascida sem autorização


Nem sempre controlamos tudo.

Por exemplo, no meu minijardim de terraço apareceu uma planta que me tem surpreendido e que não faço a mínima ideia de onde veio.

Cheirei o Dr. Google para descobrir o que é e, o mais parecido que encontrei, é um tal Cotoneaster Pannosus de que nunca tinha ouvido falar e que, a ser verdade que o é, pode ser transformado pelo processo de bonsai.

Se alguém souber mais sobre esta espécie, faça o favor de comentar.

Entretanto já enviei a foto para o Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (JBUTAD) ficando a aguardar o que terão para dizer.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.063/2022]

terça-feira, 5 de julho de 2022

O granel



Dois anos de pandemia (que continua, embora já não se fale dela) e cinco meses de guerra na Ucrânia provocada pela ilegal invasão da Rússia de Putin puseram o Mundo – a que os espertalhões chamam democracias liberais – a ferro e fogo.

Isto anda tudo ligado, como dizia o outro, sendo que “isto” é a situação nos hospitais, nos aeroportos e livre circulação, na inflação, na energia, na fome do denominado terceiro mundo, no retrocesso ambiental, nas liberdades e confinamentos, já para não falar no disparo da mortandade no Mundo e na Ucrânia em particular, na destruição do modo e qualidade de vida e nos migrantes e refugiados que tudo perdem.

Os noticiários fazem crer que a coisa é só por cá, mas não é.

É um agigantar de problemas universais para os quais não existem lideranças mundiais suficientemente capazes e competentes para combater e resolver.

Este granel é como certas procissões onde os santinhos mundiais de cerâmica foleira se passeiam em andores levados às costas por pé-descalços e os povinhos se embalam no som das fanfarras enquanto se agarram à fé com esperança em milagres.

O pior de tudo é que a procissão ainda vai no adro.

LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.062/2022]