quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
FNAC - O caso do cartão Tanto
Acrescento ao que já disse que uma das hipóteses que estou a considerar é a de participar ao Fisco que a FNAC está a obter rendimentos sem que sobre eles sejam aplicados os devidos impostos. Terei de pensar melhor como o vou fazer mas para já deixo uma pista:
Se a FNAC me deixasse utilizar os 120 Euros que me confiscou com a expiração do cartão oferta TANTO, eu teria de comprar produtos na FNAC que iriam por sua vez ter de ser taxados em IVA. A FNAC não só se apropriou desses 120 Euros, que são meus, sem me fornecer qualquer produto, como conseguiu fazer reverter para si esse montante sem ter de pagar o equivalente IVA que teria de entregar ao Estado caso eu tivesse usado o dinheiro.
Um abuso nunca vem só.
As clausulas abusivas que levam a FNAC a comercializar um cartão oferta, que em nenhum lugar identifica a validade, o que leva os clientes a ficarem sem o dinheiro que investiram e sem terem qualquer contrapartida de consumo, servem também para que a FNAC não entregue ao Estado a quantia de IVA que teria de entregar caso o cartão fosse usado (como é seu objecto) na aquisição de produtos nas lojas FNAC.
LNT
[0.486/2011]
Já fui feliz aqui [ CMXCIII ]
Passagem da colherada de óleo de fígado de bacalhau para cápsulas![]()
LNT
[0.485/2011]
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Manteiga
Bons Alunos
Gostei de ver aquela foto da reunião de ontem em que Merkel fazia o sinal de OK com o polegar a Passos Coelho enquanto o Pedro sorria com o mesmo ar com que os "manteigueiros" da primária sorriam para a mestre-escola sempre que puxavam o brilho à menina-dos-sete-olhos que havia de acertar na palma da mão dos mal comportados.
LNT
[0.484/2011]
[0.484/2011]
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Surdinas [ XIII ]
Vejam lá se se entendem.
Vem o Ministro dos Impostos dizer que está aberto a discutir as medidas propostas no OE desde que os resultados não sejam afectados e ao mesmo tempo o Primeiro Ministro diz que não cede em «repensar medidas em que pensou muito maduramente e que só adoptou por saber que não tem alternativa para elas»
LNT
[0.482/2011]
Comprar um cartão oferta na FNAC? pense duas vezes
A FNAC está a comercializar um Cartão Oferta que não tem impressa a data de activação, nem a data de validade.
No entanto o cartão é válido por um ano podendo, segundo as letras pequeninas do seu verso, ser consultado o saldo e a validade em qualquer Loja FNAC.
Se deixar passar o prazo a FNAC fica com o dinheiro e não lhe dá qualquer contrapartida.
A coisa funciona da seguinte forma. Quem quiser oferecer uma prenda de aniversário, passa pela FNAC e compra um cartão de Oferta por “xx” Euros. O aniversariante, na posse do cartão, passa a dispor de um crédito que se destina a adquirir produtos desse valor numa loja FNAC. No entanto o cartão não tem impresso o prazo de validade, nem o de activação e o aniversariante arrisca-se, como me aconteceu, a passar por uma Loja FNAC e informarem-no que o cartão está expirado e que o montante não pode ser usado (tendo revertido para a FNAC, claro).
Estamos claramente perante um caso de pagamento sem contrapartida e, apesar dos avisos impressos em letra miúda na parte traseira do cartão, perante um caso de insuficiente informação sobre a validade de utilização de um montante de que a FNAC se apropriou sem qualquer aviso.

Tenho dois cartões nessas condições (verifiquei quando cheguei a casa). São dois casos (60 Euros, cada) em que a FNAC informa que perdi o dinheiro, como se o nosso dinheiro pudesse ter um prazo para poder ser utilizado. Reclamei num impresso próprio. Vou escrever no Livro de Reclamações. Possivelmente irei dirigir-me à Defesa do Consumidor. Aguardo para saber se, mediante o resultado das reclamações, irei recorrer às instâncias judiciais.
Entretanto deixo este alerta aos incautos. Se pensam oferecer um presente comprando um cartão Oferta da FNAC pensem duas vezes. Correm o risco de estar a fazer uma oferta do vosso dinheiro à FNAC sem que daí venha qualquer contrapartida para quem compra o cartão ou para quem o recebe como presente.
Aguardo para saber o resultado da reclamação e depois voltarei ao assunto para vos contar.
Entretanto espalhem, porque com isso farão serviço público e evitarão que outros sejam vítimas deste tipo de "acções agressivas de comércio".
LNT
[0.481/2011]
Estamos claramente perante um caso de pagamento sem contrapartida e, apesar dos avisos impressos em letra miúda na parte traseira do cartão, perante um caso de insuficiente informação sobre a validade de utilização de um montante de que a FNAC se apropriou sem qualquer aviso.
Tenho dois cartões nessas condições (verifiquei quando cheguei a casa). São dois casos (60 Euros, cada) em que a FNAC informa que perdi o dinheiro, como se o nosso dinheiro pudesse ter um prazo para poder ser utilizado. Reclamei num impresso próprio. Vou escrever no Livro de Reclamações. Possivelmente irei dirigir-me à Defesa do Consumidor. Aguardo para saber se, mediante o resultado das reclamações, irei recorrer às instâncias judiciais.
Entretanto deixo este alerta aos incautos. Se pensam oferecer um presente comprando um cartão Oferta da FNAC pensem duas vezes. Correm o risco de estar a fazer uma oferta do vosso dinheiro à FNAC sem que daí venha qualquer contrapartida para quem compra o cartão ou para quem o recebe como presente.
Aguardo para saber o resultado da reclamação e depois voltarei ao assunto para vos contar.
Entretanto espalhem, porque com isso farão serviço público e evitarão que outros sejam vítimas deste tipo de "acções agressivas de comércio".
LNT
[0.481/2011]
Tychonoff's [ I ]
Como não sou muito dado a responder ou a valorizar comentários anónimos atribui a este, para minha referência, o nickname de Tychonoff.
Teoria dos bastidores
Tenho uma teoria que explica a razão pela qual o Ministro das Finanças fala tão pausadamente e quando diz alguma coisa parece não bater certo ou anuncia uma medida errada.
É que o coitado do homem não tem competências ao nível das finanças e política em geral e por isso, usa um auricular que está ligado aos bastidores. Nos bastidores está uma comissão de "especialistas" que vão dizendo o que ele deve de repetir (reparem que, por vezes, ele pára de falar. Parece que está a tentar captar o que lhe estão a dizer...). Deverá haver também alturas que nos bastidores aquilo é uma confusão de opiniões (daí haverem medidas completamente estranhas e inexplicáveis).
Será que nos bastidores está o pessoal do FMI? A falar em várias línguas? Será o Ministro das Finanças uma espécie de Ventríloquo da TROIKA?
Vou continuar a estar atento para ver se descubro mais coisas...
Teoria do gamanço
TB tenho uma teoria, matemática, sobre este assunto que precisa de ser comprovada.
Será que: o somatório de todos os subsídios "subtraídos" ao sector público é maior ou igual ao somatório de 50% de todos os subsídios nacionais?
É que me parece que não.
Se não é, então não seria mais justo e até mais eficaz, cobrar 50% de todos os subsídios?
Eu cá, mesmo como trabalhador do privado, embora não concorde com nada do que está a ser feito, até admitia que tal acontecesse. Há apenas uma condição e apenas uma: Não há mais cortes em lado nenhum nem subidas de impostos nem impostos novos.
Isto seria sinal suficiente aos "mercados" para dizer que estamos, TODOS, dispostos a contribuir?
Eu tou nessa... Os sindicatos que negoceiem isto e que se fechem já as portas a novas "incursões" ao bolso dos mesmos...
Teoria do garimpo
Isto da exploração do ouro faz todo sentido e não é ideia virgem porque, estou convencido, que a própria TROIKA já cavou, há muito..., um túnel virtual até às nossas reservas de Ouro.
Por esse túnel vai passar e carregar o material, todos os agiotas que têm manipulado as taxas de juro e coisas do além como o RATING da dívida soberana...
No fundo, o pôr a malta a cavar no Alentejo é uma manobra de diversão para levarem o ouro que já está à superfície... é como dizem os grandes gestores: mais eficiente.
LNT
[0.480/2011]
terça-feira, 25 de outubro de 2011
New Frontiers
O Álvaro anda numa excitação infinda de prospecção e prepara-se para um dia destes (as medidas que anuncia têm sempre um prazo indefinido para entrar em produção) abrir o garimpo no Alentejo que deverá passar a designar-se por Allentejo e deixará de ser conhecido como o celeiro de Portugal para passar a ser o Far West português.
Ah Álvaro, que nunca me enganaste com as tuas modernêras amaricanas.
Já estou a ver o lago do Alqueva a ser invadido por cowboys de peneira na mão a espantar tudo quanto seja pêga, achigã, pato bravo ou lagostim de água doce.
LNT
[0.478/2011]
Já fui feliz aqui [ CMXCI ]
XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura - Portugal![]()
LNT
[0.477/2011]
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Até alguns ministros são mais iguais do que os outros
A introdução é para chegar ao caso do Ministro que a comunicação social colocou na mira para moralizar a ética e que agora, depois de apontado e picado resolveu abdicar de um direito consignado na Lei. Pior do que abdicar daquilo a que tinha direito foi fazê-lo por estar a ser alvo de crítica. Pior do que se apresentar magnânime na abdicação é não haver uma regra que impossibilite que essa situação se possa verificar.
Se o espírito de missão (neste caso só existente depois de a opinião pública a tal o ter obrigado) propõe a beatificação do Ministro, o espírito e a letra da lei deveriam tê-lo impedido de receber aquilo de que agora abdicou.
Mas esta coisa de alvos na Comunicação Social sempre teve muito que se lhe dissesse. A excitação que o subsídio de alojamento provocou nos meios comunicacionais é inversamente proporcional àquela que a mantém em silêncio sobre a hipótese de haver quem exerça cargos no Governo optando pelos vencimentos que detinha antes de ser nomeado.
Será que não há por aí Ministros que ganham mais do que o Primeiro-ministro? (não digo que o Presidente da República porque esse já optou por ser pago pelas reformas dado serem superiores ao salário que a República entende ser o pagamento justo do cargo)
Uma vez mais não estamos a falar de conceitos moralistas, mas só de moralidade. É que não é possível que se deixe morrer alguém porque se inviabilizou um transplante por questões orçamentais e quem o inviabilizou não prescinda (obrigatoriamente e por lei) de receber por funções que não exerce (p.e. a de gestor bancário).
É como se um mestre barbeiro passasse a coveiro mas reclamasse continuar a ter por pré as benesses da arte de barbear.
LNT
[0.476/2011]
domingo, 23 de outubro de 2011
Cinismo [ III ]
As contas do cinismo são fáceis de fazer. Só não se apresentam em Euros porque, se nem o próprio Governo sabe quantos são os trabalhadores do Estado nem quanto ganham, como poderia saber um miserável barbeiro.
Mas vamos por salários para que se entendam as contas que o cínico-mor fez (possivelmente ajudado pelo matemático da Educação) e como se chega aos 100.000 trabalhadores da Administração Pública que eles vão despedir.
Tudo parte da afirmação do Ministro dos Impostos quando fala de 50 /100.000 trabalhadores do Estado para justificar o número de despedimentos que não fará no próximo ano justificando assim o roubo dos 13º e 14º mês e informando que não avançou para o despedimento porque não tinha dinheiro para pagar as indemnizações.
Contas por alto, para não me diferenciar muito das contas do Governo:
Há 700.000 trabalhadores do Estado (central, local e empresarial)
Retirando dois meses de salário a esta gente poupa-se em 2012:
700.000 X 2 = 1.400.000 salários que a dividir por 14 meses dá 100.000, logo o equivalente ao vencimento de 100.000 trabalhadores do Estado. Imaginando que a indemnização para despedir um trabalhador do Estado barato anda por dois anos de salários, em Janeiro de 2013 já se conseguem despedir 50.000 trabalhadores.
Aplique a regra em 2013 e teremos o Governo, com o dinheiro retido aos trabalhadores do Estado, a conseguir os montantes necessários para despedir 100.000 trabalhadores do Estado.
É verdade que ele disse que eram entre 50 e 100.000 trabalhadores e isso dependerá certamente de despedir só em 2013, poupando 2014 para que em 2015 não tenham uma derrota mais que certa nas eleições.
Esta malta é genial, muito para além da troika, não é?
LNT
[0.474/2011]
Mas vamos por salários para que se entendam as contas que o cínico-mor fez (possivelmente ajudado pelo matemático da Educação) e como se chega aos 100.000 trabalhadores da Administração Pública que eles vão despedir.
Tudo parte da afirmação do Ministro dos Impostos quando fala de 50 /100.000 trabalhadores do Estado para justificar o número de despedimentos que não fará no próximo ano justificando assim o roubo dos 13º e 14º mês e informando que não avançou para o despedimento porque não tinha dinheiro para pagar as indemnizações.
Contas por alto, para não me diferenciar muito das contas do Governo:
Há 700.000 trabalhadores do Estado (central, local e empresarial)
Retirando dois meses de salário a esta gente poupa-se em 2012:
700.000 X 2 = 1.400.000 salários que a dividir por 14 meses dá 100.000, logo o equivalente ao vencimento de 100.000 trabalhadores do Estado. Imaginando que a indemnização para despedir um trabalhador do Estado barato anda por dois anos de salários, em Janeiro de 2013 já se conseguem despedir 50.000 trabalhadores.
Aplique a regra em 2013 e teremos o Governo, com o dinheiro retido aos trabalhadores do Estado, a conseguir os montantes necessários para despedir 100.000 trabalhadores do Estado.
É verdade que ele disse que eram entre 50 e 100.000 trabalhadores e isso dependerá certamente de despedir só em 2013, poupando 2014 para que em 2015 não tenham uma derrota mais que certa nas eleições.
Esta malta é genial, muito para além da troika, não é?
LNT
[0.474/2011]
Valha-nos Deus
É esta religião por si mal compreendida que o levou a evocar Deus quando soube que o seu mestre-escola declarou que ele praticava a iniquidade. É essa moral mal captada que não lhe mete a mão na consciência quando ele pratica o contrário do mandamento que diz: Não roubarás.
É que Passos Coelho e Paulo Portas e pelos vistos também a senhora do banco alimentar, Isabel Jonet, que melhor faria em estar calada para evitar más vontades que levem o Banco Alimentar a não ter os sucessos do passado, não conseguem entender que os vencimentos são calculados anualmente e que os 13º e 14º mês, ao contrário do que se pretende quando os designam como "subsídios", entram nesse cálculo. Não é o facto desse vencimento ser dividido por 14 e não por 12, como deveria ser, que faz deles um suplemento. Se ela assim entendesse, facilmente teria percebido que o que se está a passar é um abuso ilegal por parte do patrão-estado, uma vez não se tratar de um imposto (se o fosse tinha de ser aplicado a todos os trabalhadores independentemente da entidade patronal para quem trabalham), e que a aplicação desta medida escancara a possibilidade de, a partir de agora, o Governo poder unilateralmente decidir que também não pagará o mês de Janeiro, Fevereiro ou qualquer outro que lhe venha a passar pela cabeça.
Valha-nos Deus, porque quem entrevista esta gente nunca é capaz de nos fazer esse favor. Valha-nos Deus, porque quem é entrevistado não faz a mínima ideia de que as relações de trabalho têm regras de conduta legais.
LNT
[0.473/2011]
Surdinas [ XIII ]
Enquanto aguardo pela reprovação da China em relação à execução do terrorista Líbio, assisto estupefacto à enésima repetição da selvajaria que o fez finar.
Estava convencido que a lei não permitia a passagem de cenas destas mas provavelmente estava enganado e esse impedimento só tinha a ver com a ética, coisa que se sabe ter sido erradicada há uns anos das televisões.
LNT
[0.472/2011]
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