
Chamar
reforma da Administração Pública a
despedimentos na Administração Pública é mais uma das muitas patranhas desta gente que tomou o poder e que apelida de
requalificação uma ensaboadela de vaselina para fazer os funcionários, depois de emagrecidos, passarem pelo buraco da agulha sem dar nó na ponta da linha sabendo que ela se vai soltar sem conseguir a cerzidura.
Esta gente que usa a língua portuguesa de acordo com uma ortografia tão bronca que teve de ser imposta por lei, usa também os significados dessa mesma língua de forma tão
liberal como a doutrina que a rege.
A tal requalificação que se pretende ter como reforma sem se reformarem primeiro as organizações para se saber o quê e para que requalificar, deve querer fazer calceteiros de engenheiros, ardinas de doutores, cantoneiros de embaixadores e serventes de médicos (e vice-versa).
Esta gente está doente. A doença é degenerativa e não se prevêem melhoras. Precisa de cuidados intensivos que os menorizem da debilidade e nos salve da teia mortal com que, cada vez mais, nos enredam.
LNT
[0.161/2013]