quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Surdinas [ LXII ]
No CDS é tal a confusão e desnorte que o porta-voz da bancada parlamentar já chama Tribunal de Contas ao Tribunal Constitucional.
Há uma linha invisível que separa um membro deste governo de um saqueador. É a linha Portas.
LNT
[0.472/2012]
Colossal
Se a TSU tivesse passado tínhamos, neste momento, as duas coisas em acumulado.
Dizer que esta coisa de hoje é mais grave do que a TSU é fazer de conta que somos todos parvos e que acreditamos que as soluções eram apresentadas em alternativa.
O resto é a habitual conversa da treta. Quanto ao saque anunciado, pqp, que é como quem diz, filhos da mãe, incompetentes, aldrabões, dissimulados e incapazes sem vergonha na cara.
Onde pararão os saques feitos em 2012 uma vez que as metas do défice estão longe de terem sido atingidas.
LNT
[0.471/2012]
Sem contexto
Afinal não é muito longe daquilo que eu pensava que todos pensavam. Só não tinha a ideia que todos estivessem tão bem informados e não é o facto de não saberem o nome do Ministro que não faz com que se refiram a ele chamando-lhe os nomes porque todos o conhecem.
Hoje passei pelo Terreiro do Paço e vi que os Távoras se vingaram, finalmente. O Dom José está envolto em andaimes e panos, espero que para lhe retirar as víboras dos cascos (salvo-seja, dos cascos do cavalo que ele monta).
Parece que uma e outra coisa nada têm de semelhança e não deveriam estar neste mesmo texto, para que fizesse algum sentido. E é verdade. As duas coisas nada têm de semelhança, nem de comum, e só servem para baralhar. São os sinais do tempo.
Às três horas tenham boa digestão. Bebam muito café e, antes, tomem um xanax.
LNT
[0.470/2012]
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Surdinas [ LXI ]
Dez estratégias de Manipulação Mediática
de
Noam Chomsky
LNT
[0.466/2012]
Sigamos, pois, o cherne
Confirma-se que Marcelo Rebelo de Sousa é, cada vez mais, uma carta fora do baralho nas próximas presidenciais portuguesas, é o que é.
Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,LNT
Já morto, boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando, mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa…
Alexandre O'Neill
[0.465/2012]
Surdinas [ LX ]
Aos aprendizes de políticos fica uma lição.
Sempre que quiserem fazer aprovar um Orçamento de Estado em Bruxelas antes de o discutir e aprovar em Portugal peçam a um cenoura qualquer que chame ignorante a alguém.
LNT
[0.464/2012]
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Surdinas [ LIX ]
Mesmo a anarquia precisa de planeamento transparente porque a anarquia não planeada resulta em caos e a planeada em surdina resulta em ditadura.
LNT
[0.462/2012]
Fontes de luz
Penso já ter escrito que encontrei isto numa recapitulação e num contexto diferente e, como tal, haverá que fazer adaptações.
Sabe-se que defendo a actual liderança do Partido Socialista e que me revejo em quase tudo que António José Seguro vai afirmando desde o tempo em que se construíam auto-estradas a par e se sabia que não eleger Alegre, era eleger Cavaco Silva. Mas gostaria de deixar claro, depois de ter ouvido Seguro discursar que as eleições só se farão daqui a três anos que, em democracia, as eleições poderão fazer-se sempre que for necessário. É aqui que a recapitulação me serve de lição. O combate ao pensamento único faz-se em permanência e não de quatro em quatro anos até porque, ensina-nos a História, há ocasiões em que não fazer esse combate na altura própria pode adiar o prazo da próxima eleição por quarenta e tal anos.
O Partido Socialista não se pode apoiar nas sondagens. Concordo.
O Partido Socialista tem obrigação de não prometer aquilo que não pode cumprir. Concordo.
O Partido Socialista não deve ser catalisador dos populismos nem da demagogia de quem só quer terra queimada. Concordo.
Mas o Partido Socialista tem o dever histórico de impedir que se continue a destruir tudo aquilo que foi construído em liberdade pelos portugueses e tem a obrigação de vir à rua ouvir e levar para dentro do hemiciclo o sentimento de um povo injustiçado e sugado até ao tutano.
Seguro sabe-o. Sei que o sabe. Espero que não o esqueça.
LNT
[0.461/2012]
Portugal wash machine
Depois da EDP ter entrado na máquina de lavar que trata da higienização das notas sujas com trabalho semiescravo e exploração infantil, depois do BPN (e outros) ter entrado na máquina para lavar o sangue dos diamantes e a miséria do crude, chegou a altura de lavar cifrões sem se querer sequer saber de que plantações brotam.
Portugal branqueia com o seu tecido estratégico como se fosse uma máquina de lavar que funciona com qualquer detergente desde que esse produto faça espuma e independentemente dos efeitos abrasivos causados pelo amaciador que usa.
LNT
[0.460/2012]
domingo, 30 de setembro de 2012
O arruaceiro
António Borges é o actual arruaceiro de serviço, é o provocador destacado para criar o pretexto que fará os mastins saírem à rua para submeter a liberdade à restrição do pensamento único.
Ele é o mentor das imbecilidades que fizeram quebrar a paz social e levaram os portugueses à rua. Provavelmente, se tivesse mais poder do que o de influenciar as medidas de experimentação, teria também colocado na rua a bota da repressão. Não é homem para eleições, nunca foi homem que se deixasse votar. Está convencido ser um tutor iluminado.
Não o julgo estúpido e ainda menos ignorante. Julgo-o um dos mais perigosos fanáticos dos radicais que tomaram o poder e julgo que está apostado em provocar o conflito para justificar todos os falhanços, comprovados pelos resultados conhecidos, das suas teorias levianamente postas em prática pelo actual Governo.
O arruaceiro António Borges pode meter a sua prosápia onde os portugueses já lhe mandaram meter a TSU. Não nos vale para nada, nem sequer merece mais do que estas linhas. (Embora se continue por saber quanto nos custam os conselhos que este senhor dá ao Primeiro Ministro)
LNT
[0.458/2012]
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Ceci nést pas une pipe
O surrealismo teve mais uma baixa, o que se lamenta.
O inconsciente na actividade criativa vai fazer-nos falta.
LNT
[0.456/2012]
Chegou a hora
Depois de ter entendido que Pedro Passos Coelho e o seu escondido parceiro, Paulo Portas, pretendem continuar a confrontar o povo que lhes entregou o poder, com decisões absurdas que conduzirão, pelos resultados já conhecidos, esse povo à indigência apesar de todos os avisos e do clamor geral que os dois fingem não ouvir;
Penso ter chegado o momento do Partido Socialista sair da sua área de conforto, abandonar os gabinetes onde se vai isolando, vir à rua ouvir o povo, assumir o bem e o mal do passado e explicar o que houver para explicar, perder os complexos de culpa, mobilizar os seus militantes e liderar a oposição apresentando soluções viáveis na praça pública, abrir perspectivas de esperança e de futuro e demonstrar que é confiável e que está na disposição de travar o caminho do desalento, da desistência e do determinismo que esta gente está a impingir a Portugal.
Já chega de punhos de renda e de jogos florais. As pessoas reais estão na rua e não nos gabinetes, nem nos salões de São Bento. Chegou a altura de demonstrar que há alternativa e que há outros caminhos para melhorar.
Chegou a altura de dizer que para mal já basta assim e que acabou a paciência para a chantagem irresponsável.
LNT
[0.455/2012]
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Deus é poder
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) emitiu um parecer em que defende que o Ministério da Saúde “pode e deve racionar” o acesso a tratamentos mais caros para pessoas com cancro, sida e doenças reumáticas.Vivemos tempos em que, por ser impossível controlar as receitas dos que escapam (a economia paralela já está avaliada em 25% da economia contributiva) (o BPN é um produto místico) (as despesas das empresas municipais são tabu) (as PPP são casos do foro sobrenatural) (as pensões e outras regalias dos intocáveis – por exemplo as dos gestores e ex-gestores de inúmeras empresas públicas, do Banco de Portugal e de uma mão cheia de políticos que estão ao encargo do Estado por terem andado pelos Passos Perdidos), temos de esmiuçar os que estão controlados e neles extinguir as manias piego-humanistas e o direito à assistência, à dignidade e à vida.
Parece-me correcto que o beato ministro Macedo ambicione um upgrade e, em vez de procurar a santificação, se bata pela deificação. Este parecer abre-lhe a perspectiva de poder decidir a vida e a morte dos outros e, aplicando-se a mesma lógica de custo/benefício, deveria também dar-lhe poderes para decidir sobre amputação em caso de mau funcionamento dos órgãos. São casos a considerar as unhas encravadas que implicarão o corte dos dedos, as hemorróidas que implicarão o fecho dos cus, e os testículos a serem capados a todos que sofram das doenças do poder.
Isso tudo e mais, desde que as palavras “voluntário” e “direito” desapareçam porque remetem para o pecado. Aborta-se por vontade de Deus (a tal questão da deificação do ministro referida anteriormente), morre-se por vontade divina, procria-se por tesão celeste e terá de se sofrer à mão destes animais por ser esse o destino traçado superiormente.
LNT
[0.453/2012]
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Zarolho
Fica-te então com Camões, Passos,
porque já não nos enganas,
nem aquém da Lusitânia, nem além da Taprobana
Vê que aqueles que devem à pobrezaLNT
Amor divino, e ao povo caridade,
Amam somente mandos e riqueza,
Simulando justiça e integridade;
Da feia tirania e de aspereza
Fazem direito e vã severidade;
Leis em favor do Rei se estabelecem,
As em favor do povo só perecem.
Os Lusíadas
Canto IX - 28
[0.451/2012]
O tempo dos risos

Acabou.
Passos Coelho, Paulo Portas e a equipa por si sustentada, e que os sustenta, fartaram-se de rir, a bom rir, e, enquanto riam, não perceberam que os portugueses olhavam para eles cada vez mais sérios e desconfiados.
Tiveram o que a maior parte dos governos não teve: Um País consciente das dificuldades e disposto a colaborar. Tiveram de todos, à excepção dos que nunca se dispõem a ajudar e a construir, compreensão e disponibilidade para o sacrifício.
Contaram com a tolerância do Partido Socialista, contaram com o apoio dos empresários, contaram com a cedência dos trabalhadores e com a esperança do povo que não conhecem e com quem não se misturam.
A todas as exigências, mesmo às mais radicais, a população respondeu com civismo e com um “vamos lá por esta coisa em ordem”.
No entanto, preferiram ancorar-se numa máquina de propaganda e numa estratégia comunicacional de imposição e arrogância sem nunca entenderam que a forma só releva o conteúdo se os resultados tiveram sucesso. Atrevidos, como o são todos os prepotentes, ignoraram a Lei Fundamental conseguida a ferro e fogo, ignoraram a cultura milenar dos portugueses, ignoraram as características humanistas dos seus governados e ignoraram os seus próprios eleitores.
Não perceberam a Nação. Julgaram-se acima dela, insultaram e amesquinharam todos, riram-se, riram-se muito, enquanto, alucinados, se alheavam da realidade e começavam a ter o retorno das imbecilidades que nunca corrigiram por serem obtusos no fundamentalismo e radicalismo.
Perderam tudo: A confiança, a esperança, o crédito, a tolerância e a razão.
Ainda se riem, cinicamente, mas riem. Mas já só se riem uns dos outros. Riem-se no gozo das suas sacanices e traições.
O País deixou de lhes achar graça e, em breve, o resto do Mundo também.
LNT
[0.450/2012]
Passos Coelho, Paulo Portas e a equipa por si sustentada, e que os sustenta, fartaram-se de rir, a bom rir, e, enquanto riam, não perceberam que os portugueses olhavam para eles cada vez mais sérios e desconfiados.
Tiveram o que a maior parte dos governos não teve: Um País consciente das dificuldades e disposto a colaborar. Tiveram de todos, à excepção dos que nunca se dispõem a ajudar e a construir, compreensão e disponibilidade para o sacrifício.
Contaram com a tolerância do Partido Socialista, contaram com o apoio dos empresários, contaram com a cedência dos trabalhadores e com a esperança do povo que não conhecem e com quem não se misturam.
A todas as exigências, mesmo às mais radicais, a população respondeu com civismo e com um “vamos lá por esta coisa em ordem”.
No entanto, preferiram ancorar-se numa máquina de propaganda e numa estratégia comunicacional de imposição e arrogância sem nunca entenderam que a forma só releva o conteúdo se os resultados tiveram sucesso. Atrevidos, como o são todos os prepotentes, ignoraram a Lei Fundamental conseguida a ferro e fogo, ignoraram a cultura milenar dos portugueses, ignoraram as características humanistas dos seus governados e ignoraram os seus próprios eleitores.
Não perceberam a Nação. Julgaram-se acima dela, insultaram e amesquinharam todos, riram-se, riram-se muito, enquanto, alucinados, se alheavam da realidade e começavam a ter o retorno das imbecilidades que nunca corrigiram por serem obtusos no fundamentalismo e radicalismo.
Perderam tudo: A confiança, a esperança, o crédito, a tolerância e a razão.
Ainda se riem, cinicamente, mas riem. Mas já só se riem uns dos outros. Riem-se no gozo das suas sacanices e traições.
O País deixou de lhes achar graça e, em breve, o resto do Mundo também.
LNT
[0.450/2012]
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Prometer cuecas a Belzebu
Claro que nos USA a ignorância não é total. Não foi dito que as janelas se poderiam abrir em todas as aeronaves e é verdade que já voei em muitas com portas e canopies abertas. Os próprios pára-quedistas podem ser considerados aeronaves, principalmente aqueles que saltam agarrados a alunos e a alunas, e voam sem janelas sem que isso os danifique. E, para que se não diga que os aviões comerciais são excepção, já vi abrir janelinhas nos cockpits para colocar bandeirinhas do Papa nas aterragens missionárias.
Pior é no Cavaquistão, no parque de diversões da Coelholândia, onde os putos que venderam os ingressos para a montanha russa anunciam que ninguém (sem excepção) teria salários reduzidos nem cortes nos subsídios de Natal e de férias, nem aumentos de impostos até ao absurdo.
Lá como cá prometem-se as cuecas ao diabo esquecendo-se que o mafarrico é assexuado e eunuco e que a cauda em forma de seta inviabiliza o seu uso.
LNT
[0.448/2012]
Fingidores
A cobardia com que normalmente esconde a ideologia caracteriza a acção:
Foi assim quando, alinhados com o Presidente da República, fizeram acreditar que era necessário recorrer à Troika depois de terem chumbado as alternativas já negociadas com os nossos parceiros europeus. A culpa ficou para o Governo anterior;
Foi assim quando avançaram com o assalto inconstitucional e iníquo para convencerem que tinham de assaltar todos. A culpa ficou com o Tribunal Constitucional;
É agora assim para a estucada final. A culpa fica com o povo português que se pronunciou na rua e com o Conselho de Estado que os fizeram recuar no cavalgar do empobrecimento fanático que pôs Portugal a trote.
Cada um destes subterfúgios produziu mais saque para disfarçar de incompetência os intuitos ideológicos duma extrema-direita camuflada de laranja que ambiciona destruir a veleidade de querermos ser europeus.
Pedro Passos Coelho é o testa-de-ferro que lança esta porcaria na ventoinha. Quanto mais ela se espalha mais a nossa pele parece não conseguir viver sem o seu perfume.
Paulo Portas continua a fazer o que sempre fez. Joga ao toca-e-foge, faz de caixeiro-viajante para fingir que não vê, trai e mente de igual forma como o faz Coelho, mas bate-o em dissimulação e em fingimento.
As televisões blindadas com vendedores de banha-da-cobra distraem remetendo para trás aquilo que é da exclusiva responsabilidade deste governo (que é resolver a questão) e desfraldam o trapo da oposição incutindo a ideia que é a ela que compete fazer aquilo que é obrigação do poder.
E todos os dias encolhemos, ficamos mais pobres, menos europeus e mais desiguais.
LNT
[0.447/2012]
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Substituir a TSU, para quê?
Sabendo-se que a prioridade é combater o défice e que a chamada TSU não produzia qualquer efeito nesse combate, a alternativa é, pura e simplesmente, abandonar aquela ideia peregrina.
Sei que dirão que, no Estado, ao passarem encargos da entidade patronal para os trabalhadores, a despesa do OE diminui, mas isso é só uma máscara para transferir milhões dos bolsos dos trabalhadores para o bolso dos patrões (no privado) uma vez que o anúncio dos cortes dos subsídios no público estava feito e que a única forma de paridade reside no saque aos privados, ao património e ao capital, da parte equivalente ao confisco decretado para o público.
O GT EMPATA deveria saber isso, deixar-se de faits-divers e burilar as arestas do liberal-fundamentalismo. Aguarda-se que o conselho geriátrico de estado venha a ser eleito como bode expiatório, tal como anteriormente já outros foram, incluindo o Tribunal Constitucional.
LNT
[0.445/2012]
No tempo em que Macedo falava
Sabemos hoje que a coisa não é bem assim. Há quem nunca tenha trabalhado e por isso nunca tenha problemas quando o trabalho falta e há quem sempre tenha trabalhado e tenha visto o resultado do seu trabalho desaparecer pela voracidade dos inúteis.
Devido a esta constatação atrevo-me a pegar na fábula do grego e a dar-lhe a volta para a fazer mais consentânea com a realidade:
Tendo as cigarras cantado durante o verão sem nunca terem feito algo de útil, resolveram aninhar-se num Partido que as guinasse ao poder através de cantatas enganosas.Como em todas as outras fábulas também nesta se retira uma conclusão moralista:
Chegada a altura do aperto, as cigarras espertalhonas tomaram as rédeas do reino animal e distribuíram, entre si, os resultados do esforço das formigas. Uma cigarra foi para Primeiro-Ministro, outra para a gestão de uma empresa pública, outra para directora de uma empresa das formigas que foi privatizada e outra ainda (abreviando para que esta fábula tenha fim), de seu nome Miguel Macedo, tomou posse da chibata que comanda as formigas-guerreiras para que elas defendam as outras cigarras enquanto chafurdam no pote construído com suor e lágrimas pelas formigas.
Quem se deixa governar por inúteis e aldrabõesLNT
ficará sem os seus tostões.
[0.444/2012]
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Crie-se um GT
O conselho coordenador da coligação é um órgão, uma task force, uma associação recreativa, um grupo folclórico, um serviço de catering, um bar de alterne, um ringue de boxe, ou uma escola de samba?
LNT
[0.445/2012]
Epístolas ao acaso [ I ]
Quando postulámos que as meninas seriam felizes se se casassem com quem quisessem e se pudessem dar bom uso ao botãozinho, estávamos certos. Esquecemo-nos, no entanto, que tal arranjo implicaria um outro rearranjo essencial: a solidão teria de ser a alavanca. Se queremos sossego para nos masturbarmos não podemos esperar aplausos.
Filipe Nunes Vicente
Amor e Ódio
LNT
[0.444/2012]
Surdinas [ LVIII ]
O que poderão os Conselheiros de Estado, no estado em está o Estado, devido a quem lhes pede conselhos?
LNT
[0.442/2012]
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Da masturbação
Sempre me quis parecer que se tratava de uma questão relacionada entre a teoria de andar à chuva sem se molhar, por um lado, e a de despencar a mioleira de quem engendra modelos teóricos contra uma ventoinha, por outro.
Um pouco radical, pensará quem desse lado está a apanhar com o que sobra da merda das teorias desta gente, mas que a coisa fede, fede e mais que feder, ...-nos.
Eles aí estão, aos beijos e carinhos, dizendo que não, dizendo que coiso e tal e tal e coiso, que aquilo que disseram não foi bem interpretado, convencidos de que a masturbação é o acto supremo para atingir a satisfação.
E as eleições que se lixem! Os eleitores que sobram, também!
Cínicos, aldrabões e dissimulados.
LNT
[0.441/2012]
Não podemos ser cínicos
Ficamos todos mais descansados por saber que vem aí uma mexida no executivo para fazer de conta que alguma coisa se alterou e ficaremos todos mais contentes quando pudermos ver Coelho e Portas a abraçarem-se de novo nas televisões. As câmaras farão esconder os coletes à prova de faca que eles levarão vestidos por baixo dos casacos.
Como palpite de barbeiro (aceitam-se apostas) o Álvaro Natas, a Cristas Santas e mais uma catrefada de Secretários de Estado, de assessores e adjuntos devem ser atirados para a ventoinha. Embora se fale que o beato da Saúde possa ir rezar para o Terreiro do Paço deixando que Gaspar regresse lentamente ao seu refúgio europeu, não parece que o Ministro Wolfgang esteja pelos ajustes e, como a ideia é continuar na senda dos meninos cábulas que conseguem, pela graxa, ganhar o estatuto de bons alunos, Vítor continuará a ver partir do Cais das Colunas navios movidos pela mão de obra barata agrilhoada aos remos.
Não podemos ser cínicos, he said!
LNT
[0.440/2012]
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