sexta-feira, 9 de maio de 2014

Do espanto

landingSó me resta ficar espantado perante o espanto demonstrado na sequência das declarações de Coelho de que irá aumentar impostos a todos, caso o Tribunal Constitucional chumbe a anterior tentativa de aumento de impostos só para alguns.

Passos Coelho e a sua rapaziada nunca souberam fazer mais do que aumentar impostos (directamente ou através de cortes), umas vezes ilegalmente, quando o fizeram só para alguns, outras colossalmente dirigidas a todos. O objectivo de empobrecimento anunciado tem de ser atingido e nunca se destinou a ser coisa transitória que proporcionasse meios para fomentar o desenvolvimento.

As reformas de que fala não são, nem nunca foram, acções de desenvolvimento, de qualidade, ou de melhoria mas somente medidas para disponibilizarem mão-de-obra excedentária disposta a vender-se barata e a fazerem de travão ao consumo que, cada vez mais, tem de ser satisfeito com produtos importados dado que a produção nacional para consumo interno foi aniquilada.

O anúncio de novos impostos destina-se unicamente, para além de condicionar o Tribunal Constitucional e de dividir portugueses uns contra os outros, a retirar dinheiro da economia fazendo dele sumaúma para atafulhar almofadas.

E ainda se espantam?
LNT
[0.151/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCVIII ]

Rui Perdigão
A Blogos+fera nos seus melhores tempos - Rui Perdigão - Portugal
LNT
[0.150/2014]

quinta-feira, 8 de maio de 2014

De volta aos mercados

Here ThereSobre os mercados estamos falados. O do Bulhão em crise endémica e o da Ribeira, epidémica. Sobre o regresso ao mercado do Bom Sucesso não se fala e sobre o do Bom Senso não há registo.

Excitados pela quebra abrupta das taxas de juro que nos são tão devidas por sermos bons alunos como aos atenienses que, por serem maus alunos, vão a caminho de as juntarem aos perdões de valor semelhante ao todo que devemos, lá vamos vendo uma boa parte do governo a navegar numa chata de brincadeira entre paquidermes de plástico e arbustos de fantasia cheios de mãos ocultas como se fosse verdade que ter adultos retardados no comando desta tropa nos garantisse a esperança bíblica contida no apelo divino: "deixai vir a mim os pequeninos".

Ficou a faltar o outro macaco a trepar num coqueiro de esferovite para ver, do cocuruto artificial, se a chata não descarrila do percurso que lhe desenhou.

Resta-nos voltar aos mercados activos da capital. O de Benfica e o de Alvalade.

Não votar dá nisto. Depois não se queixem de só ver nas pedras e bancas dessas praças formas residuais da simbologia patrioteira submersas pelos produtos e matérias-primas dos mais díspares recantos.
LNT
[0.149/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCVII ]

Manuel Alegre
Presidenciais - 2008 - Portugal
LNT
[0.148/2014]

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A almofada

AlmofadaUma almofada recheada de notas surripilhadas a quem se esmifra para pôr uns bifitos do cachaço na mesa é o grande trunfo de quem, com meia dúzia de votos, ganhou a capacidade para fazer do saque uma coisa legal. Gaba-se essa gente de nos ter libertado do jugo de uma troika de interesses que, pela sua mão, nos subjugou e gaba-se o palhaço rico deste circo de que a razão o assiste.

Escravizam-nos a uma entidade sem rosto que há muito se apoderou dos políticos no poder e que, em nome de uma ideologia que dizem não ter, prepara o caminho do descrédito que faz com que os cidadãos acomodados não se disponham a perder cinco minutos para depositar nas urnas a mensagem de desprezo que tem por este bando de miseráveis.

Espoliam e usam o espólio obtido para encherem travesseiros cheios de livros de escola que os nossos filhos e netos não puderam comprar, dos cuidados de saúde de que os nossos pais e avós não puderam usufruir e do solo pátrio que falta à sobrevivência dos que formamos, para deitar a cabeça e dormirem descansados e de consciência tranquila.

Fazem-no como se aquilo que nos sacam fosse deles e massacram-nos com fantasias e ilusionismos para sermos gratos.
LNT
[0.147/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCVI ]

Bouganvilea
Bouganvilea - Algarve - Portugal
LNT
[0.146/2014]

terça-feira, 6 de maio de 2014

Higienização

Rolo raspadeiraCoelho fala de saída limpa mas não especifica que fez do seu povo o papel higiénico capaz de limpar a saída.

Ele e os seus capangas nacionais e estrangeirados não conseguiram ir além do confisco. Foram incapazes de aumentar a receita pela economia e pela reforma. Destruíram tudo o que havia para destruir, dos empregos à esperança.

O anúncio solene da limpeza, com o demagogo mestre no primeiro lugar da linha de trás a encabeçar um guardanapo cheio de nódoas, foi um momento que temos obrigação de nunca esquecer, se não por nós, pelos milhares que não têm trabalho, pelos outros milhares que não tiveram alternativa senão partir e pelos milhões que são exterminados na pobreza neste canto da Europa rica.

Coelho, Portas, Cavaco, Barroso chamam-lhes heróis, dizem que esse sacrifício valeu a pena, continuam a afirmar que esta limpeza fê-los ser melhores, mais puros e mais consentâneos com aquilo que eles entendem que é sobreviver à luz das suas possibilidades.

Pobrezinhos mas asseados. O faducho na sua pior forma. Limpinho, limpinho.
LNT
[0.145/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCV ]

Alentejo
HB - Alentejo - Portugal
LNT
[0.144/2014]

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os homens capazes duma flor, onde as flores não nascem

Penduras

Assim António Ferreira Pinto evocou Alegre no primeiro Juramento de Bandeira efectuado no Portugal democrático.

Toda a alocução fica aqui disponibilizada em memória do nosso Alferes de recruta que já cá não está para comemorar connosco, no próximo sábado, na Base Aérea nº 1, Granja do Marquês em Sintra, os 40 anos do primeiro curso de pilotos milicianos, P1/74, formado depois do Estado Novo.

Saudades de António Marques, António Guedes de Magalhães, Carlos Liberato, Jorge Rodrigues, e Rui Sarmento, (espero não ter esquecido algum) que estarão sempre presentes de cada vez que levantarmos os nossos copos para mais um Acção, acção, acção, aviação!

Uma comemoração que é um encontro de amigos, ex-instrutores e ex-alunos, homens já de vida cumprida, capazes de avaliar se as palavras finais proferidas no juramento que fizeram e as juras perfiladas de defesa da Pátria e dos cidadãos, foram só intenções.

"Sede dignos desses homens e ajudai o País a aprender a soletrar palavras como LIBERDADE e AMOR. Pilotos recrutas do curso P1/74 que os vossos aviões, e os conhecimentos aqui obtidos vos sirvam para estreitar as distâncias, na tal "Viagem do Homem para o Homem".
LNT
[0.143/2014]

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Nunca é altura para uma graça

Vladimir Lubarov

Publiquei no FB aquela piada que corre por aí sobre a proximidade do Esportingue a uma final europeia, aproximadamente 3,5 km (em linha recta) e levei logo os puxões de orelhas que são merecidos sempre que um português deixa de ser sisudo para fazer uma graça. Leva de uns porque se roem, de outros porque roem e ainda de outros porque não se roendo, não roendo, nem deixando que outros roam ou se roam, são tão politicamente correctos que não prescindem de aplicar correctivos.

Adelante, como diriam as FARC, e voltemos a coisas importantes, coisas do futebol, evidentemente, para deixar aqui registado que se é verdade que Portugal vibra tanto com a bola, a sua e as dos outros, é porque a bola, sendo também politiquice, não se deixa submeter aos políticos. É, digamos assim, uma política onde quem manda não são os políticos, pelo menos os políticos encartados.

Na bola, na nossa e na dos outros, também não manda quem quer, também se pode insultar o árbitro chamando-lhe palhaço sem ser sujeito a punição, também se grita da bancada que os players são uns trastes mas distingue-se da política dos encartados porque nunca se ouve da boca de um decisor da bola que os seus adeptos vivem acima das suas possibilidades e que precisam de ser punidos para além das troikas deste mundo.

É talvez por isso que a bola é pujante nos países onde os governantes são impotentes.
LNT
[0.142/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCIV ]

Vladimir Lubarov
Vladimir Lubarov - Por aí
LNT
[0.141/2014]

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade

Cravo

Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.

Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.

Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera

Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I

LNT
[0.139/2014]

Em estágio

Águia
LNT
[0.138/2014]

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aos 31 minutos

Desemprego

"Eu gostaria muito que fosse mais porque 14,8% de desemprego é um ... um desemprego muito elevado, é um desemprego muito elevado.

menhããã, portanto não há dúvida nenhuma, tenho dito várias vezes, a taxa de desemprego é talvez a coisa mais dramática que nós temos em Portugal, quer pelo que representa para todos aqueles que estão desempregados, uma perda muito grande, não é só uma perda financeira, é realização profissional também, de dignidade, nhum,nhum, da maneira como se inserem na sociedade esse é um custo elevadíssimo, mas é também um custo para a economia porque ter tantas pessoas desempregadas significa evidentemente que não estamos a tirar o proveito devido se elas tivessem a trabalhar portanto é um resultado, é um resultado negativo."

Principalmente a ênfase em: “um custo para a economia porque ter tantas pessoas desempregadas significa evidentemente que não estamos a tirar o proveito devido

Um artista português que sabe que o País só está melhor porque os portugueses vivem em confisco e, por isso, estão pior. Palavras para quê?

Impostos

LNT
[0.136/2014]

quarta-feira, 16 de abril de 2014

E por falar em alforrecas

AlforrecaQuem era aquele senhor que ontem apareceu na televisão rodeado de luxos, cetins e dourados para falar das mil e uma maneiras de pôr o nosso País melhor, piorando a vida das pessoas que nele habitam?

Aquele senhor que dizia (cito de cor) que o desemprego é uma catástrofe porque é um desperdício de proventos para o Estado (como se o desemprego não fosse, antes de mais, uma catástrofe para quem está desempregado e para os seus familiares).

E o outro senhor que estava sentado em frente dele a fazer perguntas era o mordomo da mansão onde se estava a encenar a peça?

Falta muito para termos um Primeiro-ministro a sério? E jornalistas independentes?

Falta muito para terminar o período eleitoral e voltarmos à política do esmifranço inconseguimentista do "que se lixem as eleições"?
LNT
[0.135/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCXCIII ]

Alentejo
Alentejo - Portugal
LNT
[0.134/2014]

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O massacre

UrnaO blackout (não confundir com haircut que é matéria de barbeiros e de outras profissões de navalha) relativo ao que se prepara, decretado até às eleições com o fim de evitar que os resultados das urnas sejam muito antipáticos, não esconde as malfeitorias que se sabem em preparação nos corredores do poder.

Se os resultados eleitorais não forem um sinal claro do desagrado dos portugueses, o poder instalado nos palácios e palacetes estatais vai convencer-se das suas razões e continuará o massacre e sangria da classe média até que ela regresse ao estado em que o Estado Novo a tinha, na doutrina de que os assalariados não lhe são pertença.

O poder julga-se o País e sabe-se que, no seu conceito, o País está melhor.
LNT
[0.133/2014]

Rui Sarmento

Missing Men

Hoje tivemos a notícia de mais uma baixa na nossa asa do P1/74.

É assim a vida quando nos confrontamos com a verdade de que também ela é eterna até ao dia em que se faz temporária. A aerodinâmica do grupo adquirida no curso mantém-se embora a fuselagem já vá tendo uns rombos e remendos.

Se houver algo mais do que estes vai-e-vem em que andamos, fica de bem, Rui Sarmento
LNT
[0.132/2014]

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Em estágio

Águia
LNT
[0.131/2014]

Às vezes

MagritteÀs vezes temos tantas saudades de nós. São vezes em que nos alheamos daquilo que nos cerca e olhamos para dentro ou para uma foto cheia de fantasmas.

Às vezes dá vontade de terminar as saudades e de que tudo volte a ser o que foi ou que, mesmo não tendo sido, volte a ser o que lembramos ter sido e que nos seja possível encastrar nos registos de papel ou de bits e ficar por lá até que as saudades passem.

Às vezes tudo o que é real parece tão pouco importante.
LNT
[0.130/2014]

terça-feira, 8 de abril de 2014

com o mal dos outros

PicadoDiz-nos o Tiago:
Num país a bater no fundo, os pobres não se acham pobres, incluindo as classes médias depauperizadas, e os pobres incorporam o discurso dominante, aplaudindo os populistas.
Diz, porque sabe o que diz e diz porque é isso mesmo que se constata, embora poucos digam.

A política da anti-coesão, da diferenciação dos governados por classe e do jogo que coloca todos contra todos, a partir do modelo "com o mal dos outros posso eu bem" vai levar a que cada um fique com o seu mal e que todos fiquem pior (embora digam que o País está melhor).

A ler o Tiago Barbosa Ribeiro.
LNT
[0.127/2014]

Campagne électorale oblige

CoelhoLeio que voltou a ser autorizada a discussão sobre o aumento do salário mínimo nacional.

Eleições oblige!

Ou por outras palavras:
"Digo hoje perante o país que o Governo está disponível para aprofundar o esforço de concertação (...), de modo a trazer para cima da mesa a discussão da melhoria do salário mínimo nacional e a revisão do que tem a ver com as condições da negociação colectiva"
(Pedro Passos Coelho)
O palavreado dissimulado misturado com a novilíngua desta gente, atinge o cúmulo quando nos aproximamos das eleições, apesar de tudo isso ter sido antecedido, fora do período eleitoral, de um "que se lixem as eleições".

"Digo hoje perante o País – disse para os trabalhadores do PSD (o País?);

"Que o Governo está disponível" – Disponível?

"Para aprofundar o esforço de concertação" – Aprofundar o esforço?

Dum esforço profundo precisa o Governo. De um profundo esforço que lhe dê, nas próximas eleições e antes de começar, de novo, o período "que se lixem as eleições", uma colossal ensinadela sobre a inteligência dos que nem governa, nem deixa que se governem.
LNT
[0.126/2014]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Charlatões

Cherne gordoAdmira que, estando já praticamente em campanha eleitoral, não se tenha ainda começado a rediscutir o Freeport. O senhor da papa cerelac deve andar distraído, ou então ouviu o que o seu chefe de fila disse nas pantalhas e resolveu fazer uma campanha "esclarecedora, serena e elevada" (joke), deixando para Durão Barroso, em fim do exílio de engorda europeia, o papel de charlatão e de pouca elevação a que esta maltosa amiga da fundação do BPN, e quejandos, já nos habituou.

O resultado das próximas eleições a realizar em 25 de Maio é cada vez mais importante para o rectângulo Portugal porque vai fazer seguir para o Parlamento Europeu gente que não está alinhada com a política de miséria que nos querem impor e para os portugueses que assim poderão responder, fora das paredes onde se escondem os nossos eleitos, que efectivamente estão pior, embora reconheçam que há por aí muita gente, que se julga o País, que está melhor.

Fartos de mentiras, mentirolas e promessas falsas, há que entender o que diz Coelho quando apregoa que, com ele, isto está para durar.

Dia 25 de Maio, a coisa vai ficar do lado de cá e quem ficar calado vai ter pouco para reclamar quando a destruição final, que esta gente anda a preparar entre fugas de informação combinadas, se abater sobre o pagode.
LNT
[0.123/2014]

terça-feira, 1 de abril de 2014

Já fui feliz aqui [ MCCCXC ]

Esposende
Esposende - Minho - Portugal
LNT
[0.122/2014]

Mentirolas

Última Hora

Fonte não autorizada das finanças informa, em briefing off, que o diploma da demissão do Governo está a aguardar assinatura.
LNT
[0.121/2014]

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ganda nóia

Marques MendesO escoliasta Mendes, chamo-lhe assim porque não sei se um agraciado com a Grã-Cruz de uma ordem civil pode ser chamado de comendador, foi ao seu espaço de assinatura, que é diferente do de Sócrates porque ali não fazem entrevistas ao palpiteiro, dizer que o mensageiro governamental escolhido para fazer de isco deve demitir-se porque o veneno com que iscou foi tão evidente que ninguém o mordiscou.

Acácio, outro conselheiro espertalhão conhecido, não teria dito melhor, embora tivesse sido mais rebuscado.

É impressionante como Eça tem a capacidade de se manter actual e de conseguir que as suas personagens sobrevivam, agora com câmaras de televisão apontadas, malgrado não mantenham a postura e tenham perdido altura e constituído família.

Deve ser para que assim aconteça que nada se reforma neste País, exceptuando os reformados que estão na eminência de serem extintos.
LNT
[0.120/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXIX ]

Por Sol na Costa Vicentina
Pôr do Sol na Costa Vicentina - Algarve - Portugal
LNT
[0.119/2014]

sexta-feira, 28 de março de 2014

Refrituga (no fundinho do pote)

PorcosVoltando à conversa do melhor e do pior e, já agora, à outra da mulher de César, chegamos às questões que fazem da política uma porca e à conclusão de que nem todos os porcos são iguais.

O ministro da economia anda na passeata com o Primeiro por terras africanas do Indico.

Mais uma vez, o que tinha para mostrar foi uma unidade industrial de seu grupo de interesse.

Certo, certo é que desde que tomou posse já andou por Angola e Moçambique a tratar dos assuntos da economia refrigerante (foi logo a sua primeira incursão no estrangeiro e, por coincidência, sempre assuntos e interesses ligados ao grupo onde exercia actividade – nem é preciso lembrar as suas ligações a uma marca conhecida do mercado).

Usando uma técnica marcelista poderia questionar e simultaneamente responder:

- Os refrigerantes que Pires de Lima promove são uma actividade económica de interesse para Portugal? Sim, são!;
- É eticamente correcto que um empresário vá para o poder e lá promova uma marca com que tem profundas e antigas ligações? Pode ser que sim, desde que seja no poder que temos.;
- É aceitável que se use o poder para tratar de assuntos de interesse próprio e dos amigos? Pode ser que sim, desde que isso aconteça em Portugal;
- Esta política tem cheiro? Sim, tem. Cheira a ovos podres e só não cheira mais porque as essências agradáveis utilizadas nos néctares refrigerados, misturadas com a falta de isenção de quem deveria divulgar estas coisas, abafam muito bem o pestilento que por aí vai.

Sem dúvida que isto, para alguns, está melhor. Aliás, nunca tinha estado tão bem.
LNT
[0.118/2014]

5 - Blogoditos - 5 [ XVI]

Blogs
Quando a comunicação social noticiou aquilo que lhe tinha sido dito no Ministério das Finanças, as pessoas que no governo filtram a realidade para não dar má imagem, ficaram aborrecidas. Usando a costumeira técnica de mentir e chamar mentiroso aos outros, "Pedro Passos Coelho classificou como "especulação" as notícias sobre novas fórmulas de cálculo das pensões". Se o chefe do governo chama especulação à notícia que relata o que disse um membro do governo, esse chefe do governo está a mentir, a faltar à verdade, a ocultar a realidade, o que quiserem.
Porfírio Silva

Para justificar um problema que já não é novo (e que já foi assinalado aqui e aqui, por exemplo), o da falta de alguns medicamentos nas farmácias, parece que Paulo Macedo adaptou hoje na AR uma fórmula modificada do "andámos a viver acima das nossas possibilidades" desta feita aplicada aos remédios: “O problema é as pessoas estarem a consumir medicamentos a mais.".
O ministro da Saúde é tudo menos um homem estúpido, por isso só pode mesmo estar a ser aldrabão com esta relação causa-efeito. Com certeza que pontualmente existem pessoas que tomam mais medicamentos do que os prescritos pelos médicos mas são, com toda a certeza, um número sem qualquer relevância estatística e, por outro lado, muitas haverá que não os tomam por dificuldades na sua aquisição.
Ana Matos Pires

Artur, o problema é que não há poço... Todos dizem que vão fazer um poço, mas no final, é o que se vê. Deve ser muito difícil fazer um poço...
Pedro Almeida

Os jornais "económicos" - devem ser aqueles em que as "fontes oficiais" mais confiam e vice-versa, salvo o dr. Marques Mendes - aparentemente já sabem o que se vai passar com os salários e as pensões. Ou seja, sabem mais - e menos dissimuladamente que o líder parlamentar do PSD - acerca do chamado "documento de estratégia orçamental". Para quem se fartou de incluir o termo "coesão social" em projectos de intervenções e em informações destinadas a membros do actual governo, a "perspectiva" soviética do referido "documento" é confrangedora para dizer o mínimo. E revela que nunca existiu qualquer projecto de "reforma do Estado" digno dessa designação.
João Gonçalves

Neste contexto, a Miss Swaps escolheu um cenário apropriado — uma visita à sede do FMI — para enviar um recado àqueles-que-não-se-estão-a-lixar-para-as-eleições no Governo: os cortes são para serem feitos. No dia a seguir, nas jornadas parlamentares do PSD, Luís Montenegro desmentiu-a: «Quero deixar aqui de uma forma clara. Vamos todos jogar limpo. Não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões, mais cortes de rendimentos».
A resposta da Miss Swaps não se fez esperar: mandou convocar os jornalistas para um «briefing informal», no qual se deu conta das malfeitorias em preparação.
Passos Coelho, depois de fazer uma espécie de desmentido dos cortes, revela, uma vez mais, a sua reconhecida capacidade de liderança: «Por vezes assisto ao debate público no nosso país sobre estas matérias e penso que ele poderia ser mais sereno e mais informado do que é. Espero que os membros do Governo contribuam também para isso.» Mas disse mais: estando marcado para segunda-feira uma reunião do Conselho de Ministros para discutir precisamente o DEO, o alegado primeiro-ministro fez questão de informar o país de que desconhece a medida mais relevante que dele consta e que será então aprovado.
Miguel Abrantes
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores das redes sociais em cada semana.
LNT
[0.117/2014]

Já fui feliz aqui [ MCCCLXXXVIII ]

Castelo de Areia
Castelos de Areia - Portugal
LNT
[0.116/2014]