[0.102/2007]
Notas e filosofias à parte
Confundir o MAL com o MAU é demasiadamente mau até para quem entende que o BOM e o BEM são coisas semelhantes.
Uma vez aqui, diria que se a Teologia fosse a arte de fazer política no PSD, possivelmente as confusões ainda seriam mais abruptas.
Valha-nos São Tomás de Aquino!
LNT
domingo, 30 de setembro de 2007
[0.101/2007]
Pontapés no berço
A situação que se vive com as eleições directas no PPD/PSD, aconselha o seu adiamento.A lógica é uma batata. Grela consoante o estrume que a faz medrar.
Não vale a pena fazer grandes comentários. Tudo o que se tem passado, nos últimos tempos, é mau de mais para ser verdadeiro.
Pedro Santana Lopes – 2007/09/27
A eleição de Luís Filipe Menezes para a liderança do PPD/PSD, constitui uma vitória com grande significado político. Por quem ganha e, também, por quem perde.
A campanha teve momentos melhores e piores, que também importa não esquecer. Mas o resultado obtido pelo novo líder, tem uma importância incomparável.
Pedro Santana Lopes – 2007/09/29
LNT
[0.099/2007]
Ana tem razão
Para impedir que assim seja (que a alarvidade seja o sentimento geral da sociedade) importa, entre outras coisas, que líderes partidários, responsáveis políticos, e demais figuras públicas exprimam o seu repúdio em relação a este tipo de crimes.
Sem peias, explica porque é impossível que o poder se cale perante a discriminação, o racismo e a xenofobia.
E mais razão tem ainda num tempo em que até a intelectualidade (vulgo elites) confunde a Mediocridade com o Mal e caracteriza como acedia (Tomás de Aquino - Summa Theologica) uma expressão do voto sem nunca ter usado a sua influência para assim caracterizar o Mal que passou pelo cemitério judaico.
LNT
sábado, 29 de setembro de 2007
[0.098/2007]
Água com açúcar, sff
Há quem refira Guronsan como se fosse o placebo indicado para o momento, mas a receita está indevidamente formulada.
Basta que se leia o Abrupto para se perceber que o mal-estar não resulta de bebedeira mas sim da azia, não é de ressaca mas de má digestão, não resulta de festa mas antes de achaque.
O Barbeiro não é doutor mas, por experiências anteriores, sugere AlkaSeltzer a Guronsan.
Não esqueçam que é um placebo. Embora não provoque alívio imediato sugere efeito na atenuação dos ácidos.
LNT
[0.097/2007]
Da minha janela
com o goulache adiado pela chuva, vejo passar uma mole de coisa verde, escoltada pela polícia, não se vá extraviar.
Entoa gritos de guerra, tiques de mole que nunca a conheceu (felizmente) e ensaia o cântico feroz "SLB, filhos-da-puta".
Perdeu-se o hábito da pimenta na língua, remédio-santo em tão valorosos guerreiros.
LNT
[0.096/2007]
Uma vez mais, habituem-se
O tempo não está para brincadeiras. Os portugueses estão fartos de partir com esperança e chegar com desilusão. Fartos de apostar numa vida melhor e receberem no troco mais dificuldades e restrições.
Os políticos perderam a noção de que são eleitos para satisfazer as necessidades dos seus eleitores e apostam no torniquete que os estrangula. Estes políticos(?) degradam a vida dos que neles confiam e os eleitores vingam-se escolhendo políticos cada vez piores, numa espécie de jogo do empurra à descoberta do limite do fundo.
É verdade que nestas eleições do PSD nada havia a perder uma vez que os concorrentes apesar de divergirem no estilo, convergiam no ponto zero.
Escolheu-se o desconhecido, como se quisesse esconjurar o mal pela sua comunhão.
Os que se julgavam seguros pelo silêncio e descomprometimento foram penalizados. Cuidem-se, porque quando a demagogia faz nódoa pode ser muito difícil de remover e o calculismo estratégico poderá vir a ser-lhes fatal.
Quem julgava ter-se livrado de Santana vai ter pior.
Ao menos Santana, de vez em quando, fazia-nos sorrir.
Habituem-se!
LNT
[0.095/2007]
Escreva lá outra vez!?
Ganharam as bases contra as elites e os barões; o PSD popular contra o "compromisso Portugal"; a província contra Lisboa.
O Sr. Professor Vital Moreira ou não viu o mesmo espectáculo que o resto do País, ou esteve distraído com a invisibilidade das elites e dos barões.
Quanto à província contra Lisboa, prefiro nem sequer me pronunciar. Basta contar os votantes laranja em cada um desses territórios. (ou considera-se o Porto e arredores como província?)
LNT
[0.094/2007]
Colaborador da semana [ III ]
Mais uma vez, como de costume ao Sábado, o reconhecimento do mérito dos nossos colaboradores.
O quadro de honra desta semana destaca a segurança Gina Cacetetti, especialista exímia no manejo de instrumentos de punição e detenção, o que garante confiança, de olhos vendados aos clientes que se entregam, em relaxe, nas mãos das profissionais de beleza.
Desde a sua admissão nunca se registou qualquer altercação digna de nota sendo de louvar a sagacidade e eficácia na acção sempre que foi chamada a sanar inevitáveis escaramuças.
LNT
[0.093/2007]
Muitos parabéns, Luís
Foi uma coisa boa, uma boa, uma Lis-boa, um erro político colossal, uma daquelas coisas que os seus companheiros nunca lhe irão perdoar.
Muitos parabéns, outro Luís
Agora sim: a Paz, o Pão e por aí fora, estão assegurados.
Pela amostragem dos últimos tempos, estamos conversados.
LNT
[0.092/2007]
Notoriedade mundial
Enquanto a rapaziada nacional tudo faz para garantir que S.Exª o Senhor Primeiro continue com um avanço de três corpos no ranking da notoriedade, a maratona mundial, sua paixão desportiva, revela-se o calcanhar de Aquiles.
Depois de ter ficado em lugar irrelevante nas provas da EDP e do Millenium, não se conseguiu qualificar para as finais nos cross de Angola, Brasil e China, tendo agora sido humilhado na prova dos Estados-Unidos onde Barney não lhe perdoou ser "an avid exerciser at the ripe old age of 50".
Aguarda-se com expectativa a prova de Lisboa, onde terá como principal concorrente o corredor de fundo Mugabe, que embora seja um "avid exerciser at the ripe old age of 80", o poderá deixar na sombra dos media mundiais.
O podium só terá um lugar.
Veremos sobre quem incidirão os holofotes do Mundo no momento do hastear da bandeira.
LNT
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
[0.091/2007]
Ter clientes fieis é meio caminho andado
O ilustre cliente desta casa, o Sr. Pedro Correia, atendeu a um pedido que lhe foi feito na sua loja das Fitas e fez o obséquio de nos enviar o contacto da menina Maria Sharapova abrindo a janela que possibilitou chamá-la para prestação de provas.
Depois de breve telefonema tudo se acertou e é com enorme prazer que podemos anunciar a sua junção ao nosso staff.
A imagem que se reproduz foi recolhida durante as provas de manicura e, embora não tenham ficado registadas as unhas que limava, adivinham-se as razões porque superou o teste que lhe garantiu uma admissão imediata.
Evita Amordaçada
Especialista de RH

[0.090/2007]
Tosquiadelas
E agora que Fátima já merece novo Santuário, afiam-se garras neste estabelecimento para a tosquiadela do felino.
O barbeiro irá estar em comemorações húngaras e por isso não participará nos acontecimentos, o que não impedirá que leve um rosário para a festança do goulache.
LNT
[0.089/2007]
Brumas em Burma
Enquanto Aung Suu Kyi continua guardada para não incomodar e os monges desfilam pelas prisões da morte em Myanmar as gentes globalizadas protestam devagar e olham desconfiadas para o gigante chinês que se limita a pedir moderação à selvajaria.
Os direitos humanos, os apertos de mão nas Nações Unidas e a hipocrisia do costume fazem os crocodilos chorar num quase encolher de ombros enquanto do lado de lá do Mundo as borboletas insistem no bater de asas que não os aquece nem arrefece.
LNT
[0.088/2007]
Língua azul
Os rebanhos andam com a língua de fora. Mais uma dor de cabeça para os criadores alentejanos que vêem os montes em sequestro enquanto aguardam decisão sobre o destino a dar aos seus animais.
Se é verdade que a doença de língua azul pode trazer grandes prejuízos à economia rural, ficam por apurar os prejuízos que a doença da língua laranja trará para a democracia urbana.
Para já não sou tão pessimista como muitos que vou lendo pelos Blogs. O PSD não me parece extinto, nem acabado. Sabe-se que a memória é curta em política e que, se a língua de palmo se dobrar depois dos resultados eleitorais, em breve ninguém falará desta campanha.
Falta o Congresso, é certo, e aí poderão surgir novas linguagens coloridas, mas como ainda não é a escolha do Primeiro-Ministro que está em causa, serão igualmente objecto de rápido esquecimento.
O deserto continuará até que se avizinhe o oásis.
Oxalá o inesperado não aconteça, como já aconteceu, e não se veja o poder a cair no colo de um destes contentores.
Seria mau demais.
LNT
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
[0.087/2007]
Happy Birthday, Google!
Todos usamos ferramentas de pesquisa na Net.
De pouco serviria toda a informação disponível se não tivéssemos forma de a inquirir selectivamente.
Ao longo dos últimos anos os motores de busca procuraram mercado mas todos eles foram ultrapassados pela adesão global à qualidade e às múltiplas funcionalidades com que o Google nos tem brindado.
Ficam nove anos de agradecimento pela facilidade que a equipa Google nos proporcionado.
LNT
[0.086/2007]
Magalhães Mota
Houve um tempo em que a política se fez com políticos.
Não foi há muito, mas parece.
Mesmo aqueles com quem se não estava, respeitavam-se, porque eram respeitáveis, convictos e decentes.
Enumerá-los seria difícil que eram muitos em todos os Partidos.
Magalhães Mota foi um deles. Quando fundou o PPD e depois.
LNT
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
[0.085/2007]
A mostarda e o nariz
E assim se ganha mais um boneco na parede desta loja.
Ainda por cima com sacrifício pessoal.
Grande Sr. Pedro, é assim mesmo, embora a sua douta e importante opinião tenha ficado por ouvir, o que seria fundamental para o seu PPD/PSD.
Mas, se os ensinamentos de V.Exª não ficaram para a História da política partidária, ficarão para a História do jornalismo televisionado.
Um mestre.
Qual Mourinho, qual quê!
Emocionado,
O Barbeiro
LNT
Apelo: Oh gentes do PPD/PSD. Não podereis repensar a estratégia e reeleger PSL?
[0.083/2007]
Insisto
A questão das quotas é irrelevante.
É absolutamente irrelevante quem as paga (se isso for uma obrigatoriedade estatutária) assim como é irrelevante o momento em que são pagas desde que se apresente prova no momento de votar.
A questão está nos cadernos eleitorais onde só devem constar os que têm poder eleitoral. Aplica-se esta regra tanto aos partidos como aos países. A diferença reside em que, nos países as normas regem-se pela Lei e nos Partidos regem-se pelos Estatutos e pelos Regimentos Eleitorais (caso existam).
Quanto à eleição directa do dirigente de topo recuso aceitar que se trata de um processo prejudicial. Antes pelo contrário, deve ser um processo de afirmação e de razão.
E nem sequer é só aparentemente bom, porque o direito universal de escolha dos representantes é bom para além das aparências.
A questão no caso presente do PSD reside no facto de ser uma escolha de mal menor, sabendo-se que os candidatos são péssimos. A culpa é de todos os outros que não indicaram alternativas sérias.
Ninguém no PSD está livre de culpas. Seja por apoio ou por omissão todos são responsáveis e não é pelo facto de (agora) já se ouvirem vozes críticas que as culpas são atenuadas.
Só integra os partidos quem quer, mas a partir do momento em que se quer, passa-se a ter responsabilidades que não admitem desculpas.
O PSD é um Partido fulcral da democracia portuguesa. Aquilo a que assistimos é uma deriva grave para o regime que não pode deixar ninguém indiferente.
LNT
[0.082/2007]
Gigantismos
Não tem estatura política ... comporta-se como um pequeno ditador.
(Extracto do discurso de 2007/09/25 proferido por Luís Filipe Menezes referindo-se a Luís Marques Mendes)
Supondo que este homem poderia vir a ser Primeiro-Ministro e já se sabendo que caracteriza os portugueses de Lisboa como "sulistas" e "elitistas", o que seria capaz de insinuar nos seus discursos quando se referisse aos imigrantes ou aos nacionais para referir questões de género, etnia ou religião?
LNT
terça-feira, 25 de setembro de 2007
[0.081/2007]
Coisas do mafarrico
O que fará com que Bush queira discutir o ambiente à margem da discussão mundial?
Sabe-se que, pelo menos parece pelos filmes que retratam Deus, que Ele é americano, ou pelo menos fala inglês técnico dos Estados Unidos.
Sabe-se, Bush já o deu a entender, que entre ele e Deus há um canal de comunicação privilegiado, uma espécie de telefone vermelho por onde flúi inspiração e faz com que JWB esteja convencido de que o aquecimento global nunca chegará a território Ianque.
Cada vez parece mais que as linhas estão trocadas e que, do lado do além, o telefone foi grampeado.
LNT
Diz-lhe José, diz-lhe que o Midwest também está em perigo. Pode ser que de ti, que és das new frontiers, ele ouça.
[0.080/2007]
Rego, my name is Paula Rego
Os portugueses orgulham-se, sempre, com as vitórias lá fora.
Pudera, porque as de dentro são sempre derrotas, ou os odiosinhos e as mesquinhices não fizessem do dia-a-dia a grife da Nação.
Pois então orgulhem-se, esqueçam Scolari e Mourinho e vão a Madrid, até ao Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, ver que artes são as artes deste País no exílio.
Passeiam, arejam, iberizam-se, aculturam-se e ainda ficam a entender que os museus são coisa de gente viva onde o rasgo de inteligência faz mais, muito mais, do que o rasgar pela subserviência.
LNT
[0.079/2007]
Implosões
Manuel Maria Carrilho escreve sobre a implosão e, sabendo-se aqui o jeito que ele tem para fazer implodir, nada estranha.
Carrilho é inteligente, é uma raposa, mas tem o problema de andar sempre às uvas verdes. Por isso MMC é gostável ou desgostável conforme o grau de maturação e as grainhas, coisa que é interessante, mas pouco mais.
Gosto de Carrilho, confesso. Já o disse anteriormente e reafirmo que teria sido certamente um bom Presidente da Câmara de Lisboa, pelo menos bem melhor que Carmona.
Mas Carrilho é daqueles que em eleições perde sempre. Talvez por ser incompreendido, ou fora de tempo, talvez por ser desarrumado, por misturar o mosto com o vinho, o que se sabe, deita toda a colheita a perder.
LNT
[0.078/2007]
Explosões
Pedro Santana Lopes escreve e fala sobre a explosão e, sabendo-se aqui o jeito que ele tem para fazer explodir, nada estranha.
Lopes é inteligente, é uma raposa, mas tem o problema de andar sempre às uvas passas. Por isso PSL é amado ou odiado conforme o grau de imaturação e as grainhas, coisa que é interessante, mas pouco mais.
Gosto de Santana, confesso. Já o disse anteriormente e reafirmo que teria sido certamente (e foi) um mau Presidente da Câmara de Lisboa, pelo menos tão mau como Carmona.
Mas Santana é daqueles que em eleições nem sempre perde. Talvez por ser mal entendido, talvez por ser desarrumado, por misturar o mosto com o vinho, o que se sabe, deita toda a colheita a perder.
LNT
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
[0.077/2007]
Novos Caminhos
Saúda-se o novo Blog de Carlos Manuel Castro (CMC) – Palavra Aberta.
Estão reunidas as condições para selagem do Blog conjunto Tugir em português onde, durante praticamente quatro anos, tanto o CMC como eu próprio, marcámos presença na Blogos.
A todos os que aí nos acompanharam, o sincero agradecimento.
Ao Carlos Castro deixo votos de melhor sucesso no Palavra Aberta.
LNT
[0.076/2007]
As quotas dos cotas
Já não é a primeira vez que os esquemas das quotas no PSD dão conversa fiada. Já ouvi isto com Manuela Ferreira Leite e agora a desconfiança subiu de tom.
Não sei como se processa a coisa no PSD mas no PS esta questão está resolvida há muito.
Os estatutos determinam um tempo máximo na irregularidade de quotas para a manutenção da condição de militante. Os militantes (com um tempo mínimo de inscritos) constam nos cadernos eleitorais e podem votar desde que tenham as quotas em dia, o que comprovarão por um selo no cartão de militante (emitido pela contabilidade central) ou através do recibo Multibanco, o que proporciona poderem pagar as quotas imediatamente antes de votar.
Não parece muito complicado, pois não?
Quanto à questão de quem paga parece ser absolutamente irrelevante desde que elas estejam pagas, ou haverá alguma discriminação contra os que não têm dinheiro para o fazer?
No caso dos Açores onde, segundo se ouve, ninguém paga quotas no PSD, o departamento central resolveria a questão através da cedência gratuita dos selos.
Porque será que no PSD não se simplificam as coisas?
Evitavam todo este espectáculo e possivelmente passariam a ter mais tempo disponível para debater assuntos de interesse para o Partido e para os cidadãos em geral que preocupados sabem que, mais dia, menos dia, terão de os aguentar outra vez no poder.
LNT

[0.075/2007]
Na cadeira com afecto [ VI ]
e com António de Almeida
Bem-vindo, Sr. Almeida, bons olhos o vejam.
O seu gosto pelos Pink Floyd, Björk e Radiohead revela que vossa senhoria, ainda para mais sendo liberal, é adepto de penteados tipo lado escuro da Lua.
Talvez seja de humedecer um pouco o cabelo para que a lâmina não entre fundo e vamos ao que interessa, que hoje é dia de corte à francesa.
O resmungo da hipocrisia e das tretas de Brown sobre os Direitos Humanos é mais uma das facetas da fleuma britânica para inglês ver. Os Ingleses têm sempre políticas estranhas quando se trata de Direitos Humanos, basta ver a sua história da colonização e as relações que mantém com grandes defensores "desses direitos" como é o caso das conferências nas tendas do Califa Kadafi ou o exílio do Senhor General Pinochet.
Claro que quando se trata dos interesses dos súbditos de Sua Magestade gostam de se mostrar como o expoente máximo dos Direitos Humanos, o que é um seu direito e, inclusive, uma lição para aqueles que trocam os interesses dos seus governados por tuta-e-meia de conveniências, ou por um empregozito de relevo na cena mundial.
Mas adelante, Sr. António.
Diga-me lá o que acha desta salganhada que se prepara para Dezembro.
AA: Nem sequer temos moral para criticar os ingleses nesta matéria, deixemo-nos de hipocrisias e vamos por partes, Mugabe atentou contra a propriedade de cidadãos britânicos e não garantiu a sua segurança no conturbado processo da reforma agrária, o governo britânico isola Mugabe como pode, Portugal já fez o mesmo à Indonésia na questão de Timor-Leste, quando e bem a meu ver, recusávamos qualquer tratado internacional Europa/Ásia onde constasse assinatura Indonésia, mesmo que nada tivesse a ver com o caso.
Mas aqui estamos perante uma cimeira internacional europeia que vai muito para além dos interesses ingleses. Sabemos que os ingleses não se importam de manter a maior cordialidade com a China ou até com o Paquistão e no entanto os direitos desses povos estão longe de um patamar mínimo de decência. Não lhe parece que lhes bastava evocar os interesses dos seus súbditos e deixar de lado a máxima dos Direitos Humanos?
AA: Em questões de princípio não há cedências, os ataques de Mugabe aos cidadãos britânicos expropriando-os das suas terras, e não evitando que muitos deles fossem atacados por bandos foram uma clara violação dos direitos humanos, e uma humilhação a pessoas desnecessária.
Sobre essa questão estamos de acordo, meu caro. Os lideres ingleses devem defender os interesses dos seus cidadãos. Estranho seria que Brown tivesse posição diversa depois daquilo que Mugabe tem feito no Zimbabué contra ingleses e antigos colonos (alguns já com nacionalidade). Mas insisto que escusava a hipocrisia.
Deve ser nessa escola que se apanha o sentido para a frase do Sr. Ministro Amado quando fala de "razões óbvias".
AA: O governo português na expectativa de marcar esta presidência da U.E. colocou a fasquia demasiado alta, quis realizar esta cimeira a qualquer preço, esqueceu-se do problema Robert Mugabe, procurou um dia europeu contra a pena de morte, considerações à parte, esqueceu-se da Polónia, quer aprovar a toda a velocidade um tratado europeu, mas não será fácil, a arrogância dos nossos ministros que por cá querem, podem, e realmente mandam, tal o desnorte nas fileiras da oposição, na U.E. não pega, por razões óbvias como diria Luis Amado, seja lá o que quer dizer...
É uma questão de estilo, cliente amigo. Aquilo da Estratégia de Lisboa foi marca do meu estimado Engenheiro Guterres e o nosso actual Primeiro não é de ficar atrás de ninguém.
Gostaria de deixar para a História grandes feitos, pelas tais "razões óbvias", se bem me entende.
(diálogo ficcionado a partir de um comentário de António Almeida - Direito de Opinião)
LNT
domingo, 23 de setembro de 2007
[0.073/2007]
Horse & Hound
Nada de novo, nada que nesta barbearia não tenha já acontecido milhares de vezes.
Entra uma Julia Roberts qualquer para limar as unhas, o barbeiro diz duas tretas, os dois apaixonam-se loucamente e fazem trocas de prendas valiosas.
A parede do corredor repleta de Chagall comprova-o.
Coisas banais no comércio tradicional.
(Som da Barbearia)
ET: Como se sabe, o lema deste estabelecimento é - satisfazer o cliente mais afoito.
Como tal, e a pedido de uma cliente habitual que muito se preza, venha o Elvis, não o Rei, mas enfim. Antevê-se a melancolia do Outono.
(Som da Barbearia)
LNT
[0.072/2007]
A hipocrisia mundial
A tinta que corre, e correrá, sobre a participação de Mugabe na cimeira UE/África e a inviabilização que isso representa para a presença de Brown devido ao facto do Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha se recusar a participar num evento onde o Presidente do Zimbabwe esteja presente, decorre só e exclusivamente da defesa dos interesses ingleses e nunca da defesa dos Direitos Humanos como se faz crer.
Mesmo sem conseguir consultar a lista dos participantes desse evento, atrevo-me a imaginar que a questão dos Direitos Humanos, a aplicar, aplicar-se-ia a muitos outros ditadores, possivelmente tão maus, ou piores, que Mugabe.
A deriva portuguesa nas relações internacionais resulta em casos destes.
Ou bem que Portugal se mostra alinhado com os seus parceiros na defesa dos interesses comuns, ou bem que opta pela neutralidade, o que parece impossível devido às alianças de que faz parte.
Já nos bastava a hipocrisia interna no caso Dalai Lama em que o primeiro e o terceiro órgãos no grau protocolar de soberania o fingiram ignorar quando o segundo e o poder local (para mais da mesma cor do governo) o receberam oficialmente (embora com nuances religiosas).
Fica a curiosidade de saber como irá Portugal descalçar este imbróglio que agendou para 8 e 9 de Dezembro.
LNT
sábado, 22 de setembro de 2007
[0.071/2007]
Colaborador da semana [ II ]
Neste estabelecimento continua-se a fazer ponto de honra no reconhecimento do mérito dos seus colaboradores.
O quadro de honra desta semana destaca as nossas empregadas de limpeza, as gémeas naturais Sego e Lène Bijou, sempre disponíveis para trabalho em equipa de reconhecido mérito higiénico.
Brilhantes na execução das tarefas que lhes estão adstritas, revelam dotes de imaginação fora do comum no desempenho das missões de limpeza extraordinárias que lhes são confiadas.
LNT
sexta-feira, 21 de setembro de 2007

[0.070/2007]
Não, meus caros,
não foi por qualquer espécie de altivez que ainda não me referi à situação do extinto Tugir em português, Blog que criei e administrei em exclusivo durante quase quatro anos e onde, como disse no dia em que ele acabou (2007-09-10), tive o prazer de construir, em parceria com o meu camarada Carlos Manuel Castro, o conteúdo que lhe deu razão de existência.
Foi por nada ter a acrescentar ao que disse naquele texto a não ser aquilo que CMC já transcreveu:
Não me pronunciarei sobre o Tugir senão quando entender que chegou a hora de o fazer.
Para mim, como se percebeu pelo Post que lá deixei, aquilo era um património comum que devia ter sido selado dado que nenhum dos seus autores tinha o direito de o usufruir em exclusivo.
Mas é como digo, ainda não chegou a altura de me pronunciar.
O Tugir já não existe, porque aquilo que se está lá a fazer não é parte do projecto que o criou.
As coisas são o que são e cada um trate de assumir as responsabilidades dos seus actos. Não é uma questão de verniz, José Reis Santos, é antes uma de liberdade, neste caso da liberdade que não prescindo para decidir sobre aquilo que me condiciona e que há mais de um ano tinha comunicado ao co-autor do Tugir.
O que defendo já está escrito e embora não desista de garantir a preservação de um património comum depois de ter sido usurpado (é isto que está em causa RCB e não um acto de guerrilha), não pretendo, pelo menos para já, fazer outras considerações.
LNT
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
[0.069/2007]
Coisa do olfacto
Cada vez cheira mais a Mourinho, nesta barbearia.
É um cheiro que se entranha como se fosse uma selecção nacional.
LNT
[0.068/2007]
Sociedade da Informação – Percurso Português
A APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação e as Edições Sílabo convidam para o lançamento do Livro Sociedade da Informação – Percurso Português.
Trata-se de um trabalho da autoria de 48 dos mais conceituados especialistas na matéria, coordenado por José Dias Coelho e com prefácio de Jorge Sampaio.
Será no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, dia 25 de Setembro, às 17:30 horas.
Embora com entrada livre exige-se inscrição antecipada.
LNT
[0.067/2007]
Cozinha moderna
O prezado pintor Perdigão, amigo de praia e de outros lugares, afinal e ao contrário das parangonas do Claro, não abriu um snack da moda.
Manteve-se nas nuvens que envolvem o Coisas da Vida e escrevinha com mestria sobre a vida e as vidinhas, sobre a coisa e as coisinhas, aconselhando o barbeiro a mudar de vida e a aderir à conjuntura.
Diz o artista que nesta botica se fazem "cortes à maneira" e que o barbeiro se assemelha a um "Yuppie reciclado", propondo adesão a coisa mais modernaça, tipo choque tecnológico da cozinha contemporânea, maquineta cheia de ventoinhas, botanitos e alavancas que dá pelo nome de Bimby, de forma a que a cozinha deste estabelecimento simule um laboratório culinário.
Cruz, credo, homem. Vendo a imagem publicada pergunto-me mil vezes como se mete lá dentro um leitão para o estorricar à moda da Bairrada.
O meu amigo Rui ilustra bem, mas não me convence e, mesmo chamando à colação a família Contra-Capa, não me leva a abandonar a cozinha tradicional onde os tachos e as frigideiras são o orgulho da casa.
LNT
[0.066/2007]
Be cool
A menina Beatriz quer saber se nesta loja também se fazem cortes juvenis.
Claro, Beatriz, somos profissionais da moda e acreditamos que quanto mais fashion for o corte juvenil, melhor sairão os Pequenos Pensamentos.
No entanto deixo-lhe um aviso de boas-vindas:
Este estabelecimento nem sempre tem bom tempo e por isso é aconselhado a que, antes de o visitar, pergunte à encarregada da educação se o borda-d’água prevê céu limpo, não vá haver navalhas no ar.
LNT
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
[0.065/2007]
Há homens que não podem estar colados ao chão
Esta era a frase publicitária que nos anos 70 corria as rádios e a televisão para recrutamento de pilotos para a TAP.
Em Évora, no último fim-de-semana, assim ficou demonstrado.
Não no borrego feito, que isso é coisa que não falta por aí, mas naquela asa em baixo para a subida que se seguiu.
Notável, grande piloto!
LNT
[0.064/2007]
Vida madrasta,
esta de trabalhador.
Entre umas e outras coisas do ganha-pão e do fazer pela vida, que é preciso fazer por ela, perdem-se as importâncias da vida vivida.
Só hoje foram duas perdas de vulto.
Não vi o Benfica, nem o debate social-democrata.
LNT
terça-feira, 18 de setembro de 2007
[0.063/2007]
Desassossego
é o que resulta de não haver notícias sobre quem terá ganho o jogging.
Consta que Barney, habituado a correr atrás da rolha, terá chegado em primeiro lugar mas, ao folhear as primeiras páginas de Washington, nada é revelado.
Da reunião realizada à margem do jogging, idem, aspas.
Safa-se o sítio oficial:
And so, Mr. Prime Minister, you're welcome here any time. I appreciate that you're setting such a good example for people in your own country and around the world by being an avid exerciser at the ripe old age of 50. And you're welcome to come to the Oval Office again.
LNT
[0.062/2007]
Soltem os prisioneiros
Desde Sábado que tento trautear, mas escapam-me os acordes e a letra.
LNT
[0.061/2007]
Carta a Cavaco Silva (JM)
Caro José Mateus Cavaco Silva,
percebe-se no frontispício do seu Blog que é homem de aviões. Está pois assegurado o bom gosto, coisa grata a este fino salão que se gaba de só ter clientela garbosa.
Claro que a gastronomia da Casa Velha de Cacela (Velha) iniciada na degustação das ostras grelhadas e/ou cruas, continuada na enguia obesa grelhada, nos arrozes malandros atafulhados de bichezas marinhas e nas cataplanas, acompanhada pelo Cooperativa ... ou por qualquer outro líquido incluindo a loura Cruzcampo e rematada pelos morgados e outras vilanias carregadas de colesterol é um atentado a quem mandou erigir tão fortificada e austera vilória empoleirada sobre o extremo da Formosa. No entanto, são atentados destes que fazem a História de Portugal, graças a Deus.
Como V.EXª. ordenou, já o anotámos no nosso livro de visitas. Lamentavelmente não podemos satisfazer o seu último pedido dado as colaboradoras deste estabelecimento não tratarem de assuntos sérios e menos ainda respeitadores.
Cá guardarei, em local de destaque, junto ao cuco que tuge trinados e perto da frigideira, a cataplana que V. Ex.ª. (que graça pomposa vossa senhoria detém que se parece a nome de Rua projectada ou coisa assim) teve a amabilidade de oferecer.
Não faltarão certamente ocasiões para nela (na cataplana) abrir bivalves das melhores proveniências, podendo fazer-se acompanhar nesses festins do pintor Perdigão ou de qualquer outra companhia que entenda. A discrição deste estabelecimento é ponto de honra.
Sempre à sua disposição,
o Barbeiro que o preza
LNT
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
[0.060/2007]
Na cadeira com afecto [ V ]
e com o Francisco Almeida Leite (FAL)
É sempre um prazer vê-lo por aqui, Sr. Leite, nesta casa destinada ao corte.
Fatinhos de treino e corridinhas são coisa boa para quem gosta de suar.
Mas vamos lá ao nosso coiffeur, uma vez que foi para isso que aqui veio.
Hoje vai ser curto, máquina zero, se me parece.
Então o que acha das novas leis?
FAL: É curioso que seja o Presidente da República, e não o primeiro-ministro, a pôr água na fervura depois das críticas à entrada em vigor do novo Código de Processo Penal (CPP), que contém alterações ao instituto das prisões preventivas.
Enquanto Cavaco Silva fica a defender o que não é da sua pena, José Sócrates parte para Washington, onde pretende fazer algum jogging para manter a forma.
Parece-me estar a ser um pouco injusto com S. Ex.ª, o nosso Primeiro.
Já viu a projecção que o nosso magnífico e deslumbrante País terá quando os grandes jornais americanos derem à primeira página as fotografias do Senhor Engenheiro em cuecas a correr com o Barney ao lado? Tem de admitir que não existe outro PM no Mundo que o faça e que este fá-lo com muito saber.
Quanto ao Senhor Presidente cabe-lhe sempre puxar da pena, sua ou alheia, para mais agora que as aves andam constipadas.
Para além disso, o Senhor Engenheiro merece louvor por não ter descurado os seus deveres com a Nação. Mesmo agora que anda assoberbado com as tarefas europeias, nunca deixa de ter no porta-bagagens alguma tralha informática para distribuir por aí.
As pessoas são é do contra, Sr. Francisco. Quando o Senhor Valentim andou a oferecer outros electrodomésticos ninguém se queixou.
FAL: A estratégia do propagandista-mor é simples: anda pela Europa e pelo Mundo, aparece aos sábados no País profundo a oferecer computadores a preço de amigo e vai passando por entre os pingos da chuva. Quem se molha são os seus ministros. Jaime Silva e Rui Pereira em casos como o da herdade de Silves e os assaltos de Viana do Castelo, Alberto Costa no CPP e em vários outros. Quando todos eles falham e ninguém aparece a dizer "presente", Sócrates deixa que Cavaco Silva se auto-responsabilize por ter promulgado o diploma que naquele momento estiver a ser alvo de críticas. Governar assim é fácil.
São estratégias, meu caro. São estratégias.
O Senhor Professor quando era PM dizia que os Secretários-de-Estado eram meros adjuntos. O nosso Engenheiro é um pouco mais radical e estende a coisa a posto mais elevado. Mas não se preocupe, Senhor Francisco, que eles gostam tanto de ser Ministros que não se importam de fazer o frete.
Quem não estava para isso já saiu e olhe lá que até houve quem tivesse trocado a governança pela edilidade. Sempre eram fogos mais suaves, se bem me entende.
FAL: O problema é que a estratégia não dura para sempre e Cavaco só se compromete quando quer (mesmo neste caso, sublinhou que é preciso pôr o Parlamento vigiar a aplicação da lei). Sem um número dois, desde a saída de António Costa para a Câmara de Lisboa, Sócrates optou por não reforçar o Governo com pesos políticos. É ele e "os outros". Os "outros" servem para tudo. Apagam os fogos, ficam com a má imagem, mas como também não têm peso político próprio são dispensáveis quando se fizer a remodelação pré-eleitoral lá para 2008. Sócrates fica limpinho até lá.
Prontinho. Só uma escovadela para retirar os pelos do casaco e está pronto para ir à sua vida.
Dê cumprimentos ao Sr. Correia e se vir a estimável Miss das pérolas, mande-lhe cumprimentos respeitosos. (gosto tanto de a ouvir falar sobre a 7ª arte, que nem imagina!)
(diálogo ficcionado a partir de um texto de FAL - Corta-Fitas
LNT

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[0.059/2007]
International Day for Darfur
É fácil fechar os olhos ao que se passa longe de casa.
Já nos bastam as pequenas Maddies e outras actualidades em voga.
Darfur é coisa velha e por lá morre-se de fome há tanto tempo que os vivos já estão habituados.
Têm razão! Desculpem a lembrança (ainda que de 2006).
LNT
[0.058/2007]
A onda
Embora com uma votação inferior à que detinha, o Partido conservador da Nova Democracia venceu as legislativas gregas que se disputaram hoje. Esta nova vitória, por maioria absoluta, confirma a tendência nas eleições europeias dos últimos anos.
É útil receber o aviso e perceber que quando os eleitores pretendem políticas de direita é na direita que votam, o que é mau para a esquerda, inclusive para aquela que a não pratica.
LNT
domingo, 16 de setembro de 2007
[0.057/2007]
A tragédia do momento
Dificilmente cortaria o cabelo a Pacheco Pereira. Parece-me acumulador de energias negativas capazes de fazer rombo ao fio da melhor navalha.
Nada de pessoal até porque a maior intimidade nunca foi mais próxima do que o ecrã de uma televisão.
No entanto Pacheco Pereira é respeitável, principalmente quando despe a pele do cinismo e analisa imparcialmente.
Tem momentos sublimes de clarividência e saber.
Leia-se esta sua prosa e comprove-se.
LNT
[0.056/2007]
Espasmos aculturados
Ao contrário de muitos, não penso que Scolari se devesse ter demitido.
O espasmo nervoso que fez retesar o músculo do braço e o projectou hirto foi um acto reflexo pelo qual não se lhe deve imputar qualquer responsabilidade, uma vez que resultando de espasmo, não foi controlado pela mente.
Ainda que assim não fosse, porque haveria de se demitir um seleccionador nacional contratado quando temos conhecimento de gente que, com maiores responsabilidades, raramente assume as consequências de espasmos piores?
Aquilo que Scolari revelou foi aculturação, o que demonstra perfeitamente a facilidade de integração no estilo português.
LNT
[0.055/2007]
Submersões
Junto ao Forte de São Julião da Barra, implantado sobre a praia, existe um monumento que até ontem desconhecia.
Consta ser estatuária destinada a recordar a passagem de Paulo Portas pelo Ministério da Defesa e do seu acomodamento na fortificação marítima.
A cauda da baleia espetada no ar deve ser, presumo, evocação para memória da estratégia que o líder do PP defendia para defesa das costas nacionais.
Uma defesa imergida, profunda, subaquática.
E ainda dizem que Isaltino não é um alho.
LNT

[0.054/2007]
Imagine
Imagine que vive em Lisboa, que o Sábado é dia de descanso e que está num País deslumbrante onde, em Setembro, mar e céu são azuis, a brisa é suave e a temperatura amena.
Imagine que para esse dia tem dois convites:
- Um, para se fechar numa sala a ouvir debitar sobre dois anos e meio de Governo;
- Outro, para estar com amigos na inauguração de uma exposição mista de estilismo, fotografia e pintura, onde Deolinda Frazão, Fernando Carvalho e Fernanda Mourão apresentam sensibilidades e bom gosto junto ao Forte de São Julião da Barra.
Imagine que o primeiro evento implicaria comer uma bucha à pressa e muito café para aguentar o frete e que o segundo lhe permitia fazer tempo sobre o Atlântico, num almoço delicioso de duas horas, nas Furnas do Guincho.
Imagine e diga o que escolheria.
Certamente não duvidava, como o barbeiro não duvidou.
Notas de agradecimento:
1 - Agradecido a Deolinda Frazão e a Fernando Carvalho pelo magnífico convite e para informar que a exposição está patente até 14 de Outubro na Feitoria do Colégio Militar, junto ao forte de São Julião da Barra.
2 – Agradecido ao meu cartão de crédito que me proporcionou um excelente almoço sur mer.
3 – Agradecido a quem me fez tão boa companhia neste dia.
LNT
sábado, 15 de setembro de 2007
[0.053/2007]
Colaborador da semana [ I ]
Neste estabelecimento faz-se ponto de honra em reconhecer o mérito dos seus colaboradores.
O quadro de honra desta semana destaca a nossa guarda-livros Nikita Adalgamir Pimpão, pelos dotes revelados.
A inteligência e competência demonstradas foram outros dos factores secundários na avaliação.
LNT
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
[0.052/2007]
A bem da Nação
O argumento para não se receber Dalai Lama oficialmente é sempre o das relações diplomáticas. Argumento falso, claro, porque a diplomacia serve exactamente para resolver esses problemas.
Este é o tipo de desculpas que fazem com que os países possam ser governados por forças políticas com princípios diferentes mas que usam no poder o mesmo tipo de práticas.
Mas é uma desculpa má, incompreensível e sonsa.
A actual direcção do Partido Socialista já tinha dado sinais, quando convidou e acolheu no seu Congresso Nacional uma delegação chinesa de alto nível, que era por aí que queria ir. Já explicou, para quem o quis entender, que tem interesses na China e que eles se sobrepõem aos princípios que sempre defendeu, como sejam, por exemplo, a defesa intransigente dos Direitos Humanos.
Essa é que é a verdadeira razão para ignorar a visita de Dalai Lama. O a Bem da Nação é a desculpa esfarrapada.
LNT
[0.051/2007]
Bush fez o que não podia deixar de fazer
Anunciou ao Mundo que é impossível mais vitória do que aquela que podia ter – A deposição e execução de Saddam – e que chegou a hora 'dos valentes' regressarem a casa.
O Mundo não ficou perplexo. Todos sabiam que, com excepção de Bush, Blair, Aznar, Barroso e mais meia dúzia de distraídos, nunca, por nunca ser, a mentira em que se meterem poderia ter maior ambição do que essa.
Foi preciso destruir parte do património mais valioso da humanidade e matar milhares de inocentes para satisfazer a gula de tão poucos.
As consequências estão à vista:
O terrorismo mais forte do que nunca e o Mundo muito mais perigoso.
LNT
[0.050/2007]
All Wolfs
Quando amanhã os All Blacks entrarem em campo e sentirem a pressão da alcateia, os franceses de Lyon e todos os seres que estiverem agarrados às televisões verão o que é uma nação valente, destemida e determinada.
Cada placagem será uma mordida dos Lobos. Cada touche, para lá do meio campo, acabará em ensaio.
O Barbeiro obsequiá-los-á á chegada com um tratamento de sauna e massagem.
As meninas já estão prontas e o champagne no frappé.
Urra!
LNT

[0.049/2007]
Na cadeira com afecto [ IV ]
e com o Besugo
Amigo Besugo, que prazer ver V.Exª por aqui!
Vai ser uma rapidinha, que V. Exª está sempre apressado para fazer seguir o tango.
Se bem me lembro é só aparar as patilhas a meia bochecha.
A Srª Dona Lolita ficou de boa saúde espera-se, malgrado as emoções que sofreu com a jogatana sérvia mais parecida a uma prova de decatlo onde nem sequer faltaram a marcha e o pugilismo.
Mas diga lá, que o seu dizer importa. Ali houve marosca do árbito, certo?
Besugo: O golo da Sérvia foi fora de jogo. Foi o dentista, outra vez, o ranhoso que não viu o óbvio. O Merck. É preciso dizer isto. É dentista, o Merck. Se fosse oftalmologista merecia lapidação e murros nos olhos. Assim, sendo um gajo dos dentes, nem por isso.
Bem, meu estimado amigo, mas a coisa compôs-se quando o treinador da nação não quis deixar a reparação das injustiças em mão alheia.
Besugo: Se eu fosse o Scolari tinha acertado na substituição do Deco. Mas também tinha acertado a sério no sérvio do Sevilha, tinha-lhe acertado mesmo a sério, um murro nas ventas, mesmo dois, e tinha-lhe fodido aquela mandíbula toda, estaria agora o sérvio sevilhano na Cirurgia Maxilo-Facial dum dos Civis de Lisboa, a abrir ficha. Castigo da UEFA? Que se foda a UEFA.
(parte do diálogo ficcionado a partir de um texto do Besugo que, por ser em português do norte, se aconselha a ler na íntegra no Blogame Mucho)
LNT
quinta-feira, 13 de setembro de 2007

[0.048/2007]
Monólogos narcísicos
Mas, se já não me bastassem as arrelias de ter um Nobel português a maçar Aníbal com o seu novo livro o Passeio do Elefante, ainda anda por aí um outro, semi-homem, semideus, um Nobel esquisito que usa saia laranja, a entalar elefantes e a dar lá lamas às frinchas da diplomacia, quando faltam meia dúzia de semanas para retribuir a visita aos convidados do Lello.
LNT
[0.047/2007]
Redacção da noite de nevoeiro
Era uma vez um berço que levava chutos, pontapés e facadas nas costas.
Uma bela noite de nevoeiro resolveu juntar os amiguinhos para com eles fazer uma lista que seria submetida a sufrágio contra-ventos-e-marés.
Nesse tempo, as marés eram mais que os marinheiros e, os votantes, fartos de pantomina, resolveram dar azo a que a ficção se transformasse em realidade e que o chuto imaginário se concretizasse num valente pontapé.
Apareceram então duas outras alcofinhas imaculadas, uma a norte e outra a centro-sul tendo a alcofinha mais carnuda tomado conta de todos.
Olhando para o que lhe saíra em sorte o alcofinha centro-sul estrebuchou:
Nóia, isto é uma porra de uma nóia! O raio que uma noite de nevoeiro pariu, nunca vi um bando tão desprovido de macroeconómicos, paramédicos e lavradores, como este.
O alcofinha do Norte, já alinhado para nova contenda, dizia que não, que a coisa era boa e que, mesmo se desprovida daquelas especialidades, tinha outras.
Que quem não tem cão, caça com gato (e em off, aos amigos na linguagem vernácula da margem sul da Invicta que, a quem não sabe (...), até os (...) atrapalham), sendo que o problema residia no populismo-sulista-elitista.
E prontes,
aqueles tempos são os tempos presentes, um tempo em que os animais voltaram a falar.
Moral da estória!
Mais dia, menos dia, lá mais para o fim do mês, o Carnaval vai realizar-se em Setembro e iremos todos ficar benzinho, graças a Deus!
Tânsia Cochanov (filha da Karla Andreya)
[0.046/2007]
Flesh of my flesh
A RTP2 programou para o próximo Domingo, dia 16, a partir da meia-noite e meia, duas curtas-metragens de Margarida Leitão (A Ferida e Parte de Mim)
Margarida Leitão é uma jovem cineasta portuguesa que interessa acompanhar e apoiar pela promissória qualidade já atestada por diversos prémios.
Sobre estas obras escreve João Miguel Almeida no o Amigo do Povo:
«É possível descortinar nestes filmes linhas de continuidade temática e estética: os sofrimentos femininos, a centralidade do corpo na exposição das emoções e a impotência das palavras perante a tragédia, o silêncio, as sombras.»
Estas duas curtas serão exibidas no programa Onda Curta.
LNT
Como curiosidade:
A Margarida é filha do meu velho amigo e camarada José Leitão que é nosso vizinho no Inclusão e Cidadania.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
[0.045/2007]
O Tira-dentes na bola
Portugal - 1
Sérvia - 1
Afinal e vendo bem, se nos jogos de pé não nos safamos, nos de mão estamos em grande forma.
Scolari que o diga.
LNT
[0.044/2007]
Aqui na Barbearia também há um albergue espanhol
A Lolita sabe gerir aquela área não fácil com gosto, porque, como ela costuma dizer, os albergues, espanhóis e de outras proveniências, têm a particularidade de provocar muito prazer devido à particularidade de ninguém saber ao certo quem está no compartimento do lado.
Os desacatos que resultam dos encontros furtivos nos corredores estimulam a libido que, mesmo sem recurso ao masô (área exclusiva do franchising Dren), funciona como distracção, relaxa a pele e amacia as coisas no bloco do entendimento.
Afinal o que interessa a arruaça se o que se pretende é aguentar o tempo que falta ao tempo sem perder visibilidade? Desde que se aumentem as receitas com a circulação, seja por radar, segunda via ou outro tipo de sucção, a loja está em crescendo clientelar.
O sopapo faz parte da cultura e se for preciso chama-se a ASAE para aumentar a ressonância.
LNT
[0.043/2007]
O País Madeleine
Perdido entre o amor e o ódio, o palpite e a adivinhação antes popular e agora, na fase esotérica, em julgamento de eruditos que nunca perdem uma oportunidade para nada acrescentar, os mesmos e os filhos destes que antes davam vivas no Terreiro do Paço e no dia seguinte o faziam no Largo do Carmo, o País Madeleine segue de vento em popa e debita, debita sempre, sobre o que se diz porque alguém disse.
O País Madeleine ultrapassa fronteiras, contamina Papas e Reis e expande-se até aos confins da alienação ainda mais trágica do que a do País Diana que o antecedeu.
LNT
[0.042/2007]
Máquina zero
Agradecer a todos os que têm indicado este novo posto não seria tarefa fácil caso tivesse de os listar.
Simplifico então a mensagem com um sincero muito obrigado.
Vocês sabem como é difícil (re)começar do nada e sem o vosso apoio nunca teria conseguido informar que estava aqui.
Abraços.
LNT
[0.041/2007]
Muita água já passou por baixo desta ponte
Não é coisa fácil, essa de manter a coerência e a qualidade em quatro-anos-quatro de muita Água Lisa e Bota Acima.
João Tunes é uma personagem da Blogos. Um daqueles que deram consistência a esta forma de comunicar e que, sem rodeios nem enfeites, escreve do que sabe e sabe daquilo que escreve.
Uma pessoa que aprendi a respeitar e que gosto de contar entre os melhores destas lides.
LNT
terça-feira, 11 de setembro de 2007
[0.040/2007]
11/09
Há seis anos a insanidade marcou de ferrete a humanidade.
A violência, como era de esperar, só serviu para gerar mais violência.
Não há como esquecer.
LNT
[0.039/2007]
É um alho, este Rui
Esperto, manda-nos dar uma volta pela gastronomia e apresenta endereços para locais onde as receitas enchem o olho.
Quando se fundou este Blog pensou-se construir uma ala para degustação mas o gestor entendeu que essa funcionalidade deveria ser consolidada em regime de outsourcing.
Assim foi e está aberto concurso aos fornecedores.
Com as dicas do Rui Perdigão, o da Vida das Coisas, que se agradecem, o leque de oportunidades ficou mais lato aconselhando-se a sua lista de links, caminhos certos para agrado dos mais esquisitos paladares.
LNT
[0.038/2007]
Que bem que o cuco canta
A Barbearia tem o prazer de anunciar que ontem adquiriu, para satisfação dos seus clientes, uma obra de arte da mais fina relojoaria Suiça.
O exemplar poderá ser observado, a partir desta data, na parede do fundo da sala do polimento da epiderme e os seus trinados lembrarão, a cada meia-hora, que os cucos, se bem afinados pelos mestres relojoeiros, revelam-se máquinas de precisão oportunista com o passar do tempo.
Este estabelecimento orgulha-se de, uma vez mais, ter feito história ao juntar ao seu vasto património mais este primor que alegrará com o seu tic-tac alinhado, e afinado cu-cu, os clientes mais exigentes.
LNT
«Ficha do cuco
Embora, em muitos locais, seja aguardado ansiosamente como um sinal da chegada da Primavera, o canto do cuco não é um bom presságio para muitas aves. É que o cuco é um parasita, que utiliza ninhos alheios para pôr os seus ovos.
Alexandre Vaz»
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
[0.037/2007]
Porque é que as coisas começam?
Porque o começar faz parte da vida. É-lhe inerente.
Os espelhos têm de ter a propriedade de reflexão. Quando deixamos de nos perceber neles, passam a não fazer sentido.
Não sei muito bem, talvez por nunca ter querido aprofundar o assunto, o que me leva a andar, quase há cinco anos, nesta escrita pública.
Umas vezes faz sentido porque, pelo acordo ou pelo contraditório, se sente haver gente do lado de lá. Outras nem tanto e quando, para além disso, se pressente que o que se começou por gosto se está a transformar em prisão, há que ajustar os conceitos e romper com a rotina.
A Barbearia do Senhor Luís pretende ser um espaço despreocupado com as medições de audiências e um registo descomprometido com as lógicas instaladas.
Certamente nunca será nem indiferente, nem inócuo, porque o seu autor também o não é.
Passa a ser o meu local exclusivo de registo, enquanto ele me fizer sentido.
Fiquem à-vontade e sejam bem-vindos.
Luís Novaes Tito (LNT)
2007-09-10
Ref.s 1 e 2
domingo, 9 de setembro de 2007
[0.036/2007]
O barbeiro na cozinha
Conforme prometido, a frigideira estreou-se na carne de porco.
Refogado:
Cebola, Alho, Tomate, Pimentos Padrão, Louro, Coentros, Bacon e Azeite.
Tempero dos rojões de porco:
Sal, Orégãos, Massa de pimentão e Coentros.
Outros ingredientes:
Camarões descascados, Amêijoas e Berbigão.
Batatas fritas aos cubos.
Vinho do Porto
Pickles e azeitonas.
Confecção:
Elabora-se o refogado ao qual se juntam os rojões para fritar. Com a carne já cozinhada rega-se com um pouco de Vinho do Porto e deixa-se apurar. Juntam-se os camarões, as amêijoas e o berbigão até que as conchas abram após o que se envolvem as batatas já fritas em cubos.
Retira-se do lume.
Polvilha-se com os pickles picados e as azeitonas e serve-se acompanhado por um Cartuxa tinto de 2003.
Caso o cozinhado não tenha ficado bem apaladado, deita-se fora e abre-se nova garrafa de Cartuxa, para esquecer.
Atenção:
É absolutamente interdito utilizar amêijoas descascadas congeladas. Este produto é um assassinato total para se conseguir uma boa refeição.
Conselho:
Caso entendam a cozinha como ciência experimental e resolvam relatar essa experiência num Blog, aconselha-se a acompanhar a elaboração do Post com um Martin's e uma fumaça Gloria Cubana. Esta última parte do conselho é principalmente oportuna caso o teste laboratorial se execute em dia de Festa Adelante.
LNT
Nota devido a um oportuno reparo por email:
Para quem não for de porco, faça o favor de ler, onde se lê: - carne de porco e rojões de porco - carne de anho e rojões de anho, respectivamente.
[0.035/2007]
Artefactos de prazer
É simples, muitas vezes tão simples, fazer coisas que nos dão uma satisfação imensa.
Por exemplo ontem, Sábado, sem ter qualquer razão em especial, até porque não sou grande adepto de feirar (e ainda menos na Feira da Luz) descobri um objecto de prazer que me satisfaz, só de olhar para ele.
Já vejo esta frigideira bem composta com uma carne de porco com amêijoas e imagino o gozo que vai dar fazer o refogado, fritar a carne, abrir as conchas e juntar as batatas fritas em cubos.
Pensava eu, até agora, ser impossível fazer um Post sobre uma frigideira, mas uma vez mais, o impossível aconteceu.
LNT
sábado, 8 de setembro de 2007

[0.034/2007]
A ler
Nem as críticas podem ser guardadas, em exclusivo, para os nossos adversários políticos, nem as concordâncias, guardadas, em exclusivo, para os nossos amigos.
Eduardo Graça, o guardião de Camus na Blogos, faz a radiografia daquilo que lhe apetecia escrever, escrevendo-o.
Um exercício de clarividência que importa observar na primeira pessoa do singular.
LNT
[0.033 (nº interessante)/2007]
Pobre Catarina!
Se soubesses para aquilo que convocam o teu nome de trabalhadora, possivelmente não gostarias.
Por aqui siga para o serviço público fornecido por JPG.
LNT
[0.032/2007]
Quando o barbeiro toca
Soube-se por aqui que há quem não goste de escaravelhos.
No entanto eles são imprescindíveis à ecologia e o seu labor necrófago é essencial à manutenção do ambiente não transgénico.
Os scarafaius, antes adorados como deuses no Egipto e depois no mundo inteiro conforme confirmado pelos guinchinhos de milhares de adolescentes e outros, hoje canastrões, são menosprezados com desdém pela globalização, coisa que magoa, fere e mutila o âmago de gente geralmente considerada de bom gosto.
O barbeiro convoca a audiência em geral e alguns profissionais de saúde em particular (principalmente adeptos Bimby) para escutarem com respeito o something que se segue.
(Som da Barbearia)
LNT
sexta-feira, 7 de setembro de 2007

[0.031/2007]
Na cadeira com afecto [ III ]
e com Jerónimo de Sousa
Bons olhos o vejam, camarada Jerónimo.
Então o meu caro veio até aqui para fazer uma rastas para a Festa as quais a porão em conformidade com os pavilhões que vai ter na área internacional.
Aquilo que esses fascistas dos Blogs têm dito sobre a rapaziada das FARC é tudo uma maldade que começou com uma declaração do seu camarada Nobel com a qual o senhor certamente não concordará, não é assim?
JS: Não costumo comentar afirmações de camaradas meus. Para o bem e para o mal. Mas considero que é importante esclarecer que o PCP pauta as suas relações internacionais com uma grande solidariedade para com aqueles que lutam contra a tentativa de imposição do imperialismo e pela defesa de soberania de regimes fascistas e reaccionários. E quando convidamos o PC da Colômbia, que é um partido constitucional, com eleitos no Parlamento e no Senado, nós reconhecemos que esse partido, legítimo e legitimado pelo povo, está a travar uma luta tremenda.
Isso é um bom princípio, caro Secretário-Geral, até mesmo se aplicado em países onde camaradas do PC local são eleitos para os Parlamentos, como acabou de dizer. O que estranho é que em Cuba, por exemplo, não existam não-comunistas no seu Parlamento mas isso deve-se certamente ao facto de as forças reacionárias não quererem concorrer.
Adelante!
As FARC, que têm uma relação muito especial com o PC da Colômbia, têm morto e raptado inúmeros cidadãos que nada têm a ver com Uribe, incluindo Ingrid Betancourt que foi sua oponente em eleições presidenciais e que, segundo consta, até era apoiada por um partido irmão dos Verdes com que o PC português está coligado.
JS: Quanto às FARC, não me choca que as pessoas em relação aos reféns das FARC tenham uma posição solidária, o que é profundamente estranho é este silêncio de chumbo em relação a este dado objectivo:
90 por cento dos sindicalistas assassinados em todo o mundo são colombianos. Ainda quanto aos reféns, nós fazemos uma proposta: que haja uma solução política, que se libertem todos. Agora, não se veja as coisas só com um olho.
Tem razão camarada. Há alguns que vêm só com um olho. Esses vesgos, queira desculpar a linguagem, que nunca falam dos sindicalistas colombianos quando falam das FARC, se calhar não o fazem porque não é esse o assunto que está em questão quando abordam a presença de um grupo terrorista em território nacional. Mas será que o PCP entende que há terroristas bons e terroristas maus?
JS: Independentemente do questionamento e da não subscrição deste ou daquele método, o PCP considera que o povo colombiano, na sua expressão das FARC, com essa separação em relação a métodos, tem todo o direito a responder a uma violência fascista, terrorista, que não limpa a imagem do Governo Uribe. Há um processo de intenção de classificar de terrorismo uma parte que luta pela defesa da soberania e de procura da melhoria das condições do seu povo. Para não ser deturpado nas palavras, o PCP tem como princípio geral a solidariedade para com todos os povos, movimentos e organizações que lutam pela sua independência, por uma vida melhor para os seus povos, incluindo a luta armada.
Deus (ou o Diabo) queira que o Camarada nunca entenda que este estabelecimento é fascista senão lá vem cocktail molotov pela montra. O tráfico de droga que está associado a esta associação/organização com quem o PCP é solidário também está incluído nos meios de luta?
JS: O PCP é contra qualquer acto terrorista que ignore essa luta de resistência e essa luta de emancipação.
Muito bem, muito bem. E que bem lhe fica essa rasta, caro camarada.
Volte sempre e, se poder, não nos recomende aos seus amigos, que isto aqui é loja democrática e pacífica.
(diálogo ficcionado a partir de uma entrevista de São José Almeida e Leonete Botelho publicada no o Público – 7 de Setembro de 2007 – pág. 6))
LNT
[0.030/2007]
Espantoso
O camarada Jerónimo de Sousa é espantoso.
Na entrevista que hoje dá ao o Público demonstra como as FARC, embora possam utilizar métodos com os quais diz nem sempre concordar, estão no direito de combater como combatem.
Nem uma palavra sobre o narco-tráfico, nem uma outra sobre os raptos e assassínios feitos entre gente que nada tem a ver com o regime colombiano.
Espantoso!
As duas questões de início de conversa serão ficcionadas na rubrica "na cadeira com afecto" mais logo, assim que chegue a casa.
LNT
[0.029/2007]
ePoliticance
Confundir a distribuição de portáteis gratuitos com a subida no ranking mundial de eGovernance é um erro tão grosseiro como pensar que o computador é grátis só porque foi oferecido.
A diferença consiste em que para se ter atingido tal posto mundial, muitos trabalharam que se desunharam e para se oferecer um computador muitos, que os não têm, pagaram.
A semelhança entre uma e outra coisa consiste somente no que parece, independentemente de uma ser um investimento consistente e a outra ser um mono a curto prazo.
LNT
Já agora uma nota do barbeiro:
Há quem confunda eGovernance com Governo electrónico o que é uma eIgnorance.
eGovernance diz respeito à Administração Pública e não ao Governo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
[0.028/2007]
Luciano Pavarotti
Há pessoas que fazem mais pela cultura e pela divulgação do que gostam do que milhares de manuais da história e das histórias da música.
Há pessoas que têm o dom de fazer das coisas de poucos gosto de muitos.
Essas pessoas morrem mas não partem.
A dívida de gratidão da humanidade não lhes permite.
LNT

[0.027/2007]
Na cadeira com afecto [ II ]
e com Paulo Gorjão
Ainda bem que o tenho por aqui, Dr. Gorjão. O senhor estava mesmo a precisar de aparar as patilhas agora que fala na rádio e tem de manter o aspecto em dia.
Então o que acha que vai acontecer com as investigações ao caso Somague?
PG: O Ministério Público decidiu não avançar para a investigação do financiamento ilícito do PSD.
É como diz o homem da rua. Se fosse um tipo qualquer a sacar umas laranjas ao merceeiro para dar de comer aos filhos já o Ministério Público agia, mas com os tubarões...
PG: Nada a acrescentar, Sr Luís. Tudo o que tinha a dizer já o disse anteriormente quando falei da The tail that wags the dog.
Lá vem V.Exª. com essas coisas gringas sabendo que não pesco nada de estrangeiro. Explique-se lá, por favor!
PG: Há uma observação a fazer: ao contrário do que afirma José Luís Arnaut, secretário-geral do PSD na altura, a não abertura de um inquérito criminal não «confirma a correcção de comportamentos e atitudes do então secretário-geral adjunto, Vieira de Castro». O que Arnaut poderia ter dito é que se «confirma a correcção de comportamentos e atitudes do secretário de Estado das Obras Públicas, Vieira de Castro».
Agora sim. Estou muito mais esclarecido. O tal de Castro SG-Adjunto é irmão gémeo do outro que era Secretário de Estado (risos da Laika e da Kaline). Então aquilo do TC foi só fogo de vista?
PG: O financiamento da Somague ao PSD não deixou de ser ilícito apenas porque não há inquérito criminal. Evidentemente, houve comportamentos incorrectos, ainda que não sejam alvo de sanção criminal.
Assim parece Doutor. Pelo que se vai sabendo o TC ainda tem coimas por aplicar o que irá corrigir a incorrecção que o Dr. Arnault afirma ser correcta.
Prontinho, está com óptimo new look para aparecer aos seus ouvintes.
Se o Dr. falasse em francês, em vez de inglês, ainda arranjava um bom emprego nas Europas, acredite.
(diálogo ficcionado a partir de um texto do Bloguítica)
LNT
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
[0.026/2007]
Onda de assaltos
Vejo ali, na pantalha por trás do espelho, mais umas quantas imagens de um assalto a um banco.
Oiço aterrorizado que isto é uma onda de assaltos que se abateu pelo país e tento perceber o que se está a passar aumentando o som. Afinal a onda são três.
Não consegui, pelo menos até agora, saber quantas agências bancárias existem em Portugal, mas a partir daquilo que observo na rua desta barbearia imagino haver milhares.
Assim, por alto, calculo que aquela onda de assaltos não chegue sequer para molhar os pés, embora a jornalista parecesse estar a falar de um tsunami.
Tanta água, uma enchente, ou como diria o Gato fedorento:
Ladrões? Mais de trinta bandidos, 20, 10, 5, 3, por aí!
LNT

[0.025/2007]
Na cadeira com afecto [ I ]
e com António Almeida
Diga lá, Senhor Almeida, quem lhe parece que irá ser o próximo chefe laranja?
AA: O grande vencedor das eleições directas no PSD será José Sócrates.
Mas esse não está a concurso, pelo menos até que Cavaco decida.
AA: A. Cavaco Silva não fará cair o governo, pelo menos no primeiro mandato, após as legislativas Marques Mendes que agora deverá segurar a liderança, pois conta com o apoio das elites interessadas em assegurar o seu lugarzinho de candidatos a deputado, vereador or whatever, pois existe muito emprego para distribuir em 2009, com PS e PSD a ficarem com a maior fatia.
Oh meu caro, essa das elites mata-me.
Tive um Grand Danois que se chamava Elite. Baptizámo-lo assim porque o animal dava nas vistas por ser grande e burro. De resto, e com a sua licença, também não estou em total acordo. Tenho do Sr. Presidente a ideia que usará todos os meios para atingir o segundo mandato e nada me diz que para o conseguir tenha de obter o apoio de S.Exª o Sr. Primeiro-Ministro. Falta o tempo que falta e a decisão será no próprio tempo. No entanto a ser como o Sr. Almeida diz, quando acha que o PSD corre com o Dr. Mendes?
AA: Depois. Só depois, Marques Mendes ouvirá o afiar das lâminas, não as utilizadas aqui na barbearia, mas as das facas longas...
Veremos meu caro. A ver vamos.
(diálogo ficcionado a partir de um comentário)
LNT
terça-feira, 4 de setembro de 2007
[0.024/2007]
O barbeiro avisa
Se o Anti-sulista conseguir derrotar o Crescer-3% vamos ter na forja a segunda versão do Alto-astral.
O barbeiro atento sabe que o PSD é uma inviabilidade começada por Durão, continuada por Lopes, acrescentada por Mendes e confirmada pela recusa da responsabilidade de quem se não chega à frente.
O barbeiro pensa que Menezes será para o PSD aquilo que Lopes foi para o PPD/PSD e se Cavaco não mandar pegar em Mendes ao colo, o que dificilmente fará depois dele ter beijado Jardim, terá, assim que entenda descartar-se de Sócrates, de roer a corda à Lapa.
Não será hoje, que o Sol já rompe a neblina, mas mais tarde ou mais cedo cumprir-se-á Alcácer-Quibir.
LNT
[0.023/2007]
Acordar em Lisboa
este nevoeiro/neblina fedorento e quente é um suplício que se não merece.
Fica a sensação de que os cemitérios vagueiam pelas ruas e de que o chumbo que inviabiliza o azul atlântico e esconde o Tejo abafa os sons que interessam.
Mau cheiro, mau ruído e mau presságio de quem hoje acordou por aqui.
LNT
[0.022/2007]
Lambejinhas Absortas
Hoje é fácil concordar com Tomás Vasques e Eduardo Graça, amanhã não sabemos.
LNT
[0.021/2007]
Os livros que não li
Diz-se que um burro carregado de livros é um doutor e talvez por isso mergulhei neste Verão com a mala cheia.
Na preguiça preguiçosa demorei três semanas para não ler qualquer um.
Não contente com a proeza ainda aproveitei para satisfazer o vício e comprar um que me falhou sempre, aproveitando a edição que a Dom Quixote fez na comemoração dos 100 anos de Torga, e li-o, todo, todinho, de ponta a ponta das 99 páginas que contém.
Um capítulo por dia, que gosto de vagar e de mastigar os vocábulos da erudição.
Tirando o tempo que passou e o desarranjo que a ânsia de lucros fez, ainda me consigo rever no sentimento:
O Algarve, para mim, é sempre um dia de férias na pátria.
Dentro dele nunca me considero obrigado a nenhum civismo, a nenhuma congeminação telúrica nem humana. Debruço-me a uma varanda de Alportel e apetece-me tudo menos ser responsável e ético. As coisas em Trás-os-Montes tocam-me muito no cerne para poder esquecer a solidariedade que devo a quem sofre e a quem sua. E isto repete-se com maior ou menor força no resto de Portugal. Mas, passado o Caldeirão, é como se me tirassem uma carga dos ombros. Sinto-me livre, aliviado e contente, eu que sou tristeza em pessoa! A brancura dos corpos e das almas, a limpeza das casas e das ruas, e a harmonia dos seres e da paisagem lavam-me da fuligem que se me agarrou aos ossos e clarificam as courelas encardidas que trago no coração. No fundo e à semelhança dos nossos reis, que se intitulavam senhores de Portugal e dos Algarves, separando sabiamente nos seus títulos o que era centrípeto do que era centrífugo no todo da Nação, não me vejo verdadeiramente dentro da pátria. Também não me vejo fora dela. Julgo-me numa espécie de limbo da imaginação, onde tudo é fácil, belo e primaveril.
Miguel Torga - Portugal
LNT
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
[0.020/2007]
Construtores politico-civis
Azar a barbearia não estar ainda aberta quando se soube que a construção civil andava no negócio das pescas.
Azar porque:
1- O barbeiro não conseguiu ouvir os seus clientes do tijolo a debitar, no fio da navalha, sobre a textura do betão no pré-esforçado da edificação política;
2- O barbeiro não conseguiu ouvir o peixe-rei-das-profundezas explicar a sua inocência nesta janela de oportunidade que fazia entrar os argents pelo postigo sem que ele, cherne francês-falante, se tivesse interrogado de onde provinham;
3- O barbeiro não conseguiu seguir as prelecções dos porta-vozes sobre o mecenato da construção civil na engenharia política; e finalmente,
4- O barbeiro não conseguiu entender se a tal sociedade civil de que tanto se fala é uma sociedade de construção SA, ou se a sua designação deriva da engenharia-civil, Independente ou não.
LNT
[0.019/2007]
Oh rama, oh que linda rama!
Diz-se por aí, pela Blogos, que reina a admiração do envolvimento do Bloco na debulhadora transgénica Silvense.
Pasmo por tantos se pasmarem com a cereal-coisa, por a saber pública e antiga, pelo menos desde o tempo em que o Pai Fundador quis retornar a Belém e indicou para mandatária juvenil uma exuberante personagem Bloquista.
O barbeiro não soube de viva voz, porque a clientela da altura não frequentava o meio, mas consta que nos corredores eleiçoeiros se dizia à passagem juvenil qualquer coisa que terminava sempre em:
"...como o milho!"
Talvez por não ser milho biologicamente manipulado, passou desapercebida a ceifa que se preparava.
Resta agora saber qual a rama que o pelouro dos jardins reserva para os canteiros de Lisboa.
LNT
[0.018/2007]
Sobre as cadeias e outras penitências
O meu caro cliente António Dias deixa-me simpaticamente a incumbência de continuar uma cadeia. Gostaria de o obsequiar com a anuência, mas, meu caro António, cadeias, salvo seja, não são com o barbeiro.
O meu negócio é cortes, depilações e coisas que tal. Os barbeiros são um pouco como os confessores. Ouvem muito, mas falam pouco.
Grato pela deferência e pela referência e a garantia de que mais dia, menos dia, o terei sentadinho na cadeira para aparar as patilhas.
Não é só nos Três Pauzinhos que se tosquiam Jumentos.
Vê-los enfardar à hora da canícula com o apetite que se viu prás bandas do Cabeço/Retur é garantia absoluta de que o Allgarve regenera dos desgastes e que não há santo nem opus que calem tão laborioso escoicear.
Agora vem aí mais um ano de trabalho que a coisa não está para amarginhas.
O estimado cliente Rui C. Branco, que já era verde, tornou-se lagarto e parece orgulhoso do acto. Desgostos destes são facadas para quem navega nestas águas e tem filhos para criar mas, como a fase é de angariação de clientes e a certificação ISO 9000 tarda, deixem-me guardar a tesoura no saco e ficar caladinho pelo menos até poder exibir o certificado de prestígio. Afinal, vendo bem as coisas, os leões são tosquiáveis (ao contrário dos lagartos) e sempre sonhei fazer um corte à caniche num felino de grande porte.
Simpático, mesmo simpático, foi o senhor Hélder Robalo que fez a fineza de anunciar a abertura desta sua casa onde sempre será recebido com toda a cortesia, palavra de barbeiro.
Deus lhe pague e nunca esqueça nas suas visitas que as gorjetas são bem acolhidas.
Agora grato, mesmo grato, fico ao meu Presidente da Câmara que fez o obséquio de encerrar ao trânsito o miradouro para o estaleiro da Praça do Comércio.
Agora sim, o cavalo de Dom José é um equídeo feliz, pelo menos aos Domingos.
LNT
domingo, 2 de setembro de 2007
[0.017/2007]
Retornando
A água estava salgada e quente, as algas escondiam peixes-aranha e a areia escaldava a sola dos pés entre o toldo da última fila e o mar que se deixou calmo com o levante a ameaçar a linha do horizonte.
Do pouco que vejo nos Blogs, que quase tinha esquecido nos mergulhos de Altura e nas ostras cruas da Casa Velha, o acontecimento Adelante vai de vento-em-popa nas preparações festivas e a área internacional ensaia, com o brilho habitual, os casinhotos libertários dos grandes democratas mundiais.
Ainda bem para o folclore aparelhista dos clãs Kim-pai e Kim-filho, dos manos Castro e das forças libertadoras da América latina onde traficantes disfarçados de progressistas confundem, por exemplo, Ingrid Betancourt com o poder actual da Colômbia.
Adelante que se faz tarde e o retorno às lides não trás grande entusiasmo.
Pelo que por aí leio e já tinha tido algum cheiro nas Sábado da passada semana e na da presente, o vizinho Maltez anda de candeias avessas com o PRACEísta Bilhim (a vida não está fácil, João!) que pelos vistos quis aderir às modernidades em voga e dar um ar modernaço ao WebSite da sua escola.
Ainda não percebi muito bem a coisa mas parece que entre umas javadas e um lavar de cara à la choque-tecno mandaram-se às ortigas conteúdos que agora repostos com corrupções de links deixam em vazio as hiperligações que lhes davam sentido. Já dizia a minha avó Rosalina (que Deus tem na sua companhia) que o saber de um povo se exprime em frases do tipo "Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão" e que a sabedoria deste mesmo povo, ainda que iletrada, não é inculta.
Uma treta de País cheio de "mais vale parecer do que ser" numa época de muito brilho e cintilação e pouca, pouquíssima, substância.
Adelante também aqui que isto é uma barbearia em início de carreira e ainda mandam a ASAE verificar se os rótulos das tesouras têm inscrições em chinês, ou se os camarões servidos no buffet realmente assobiam.
Para mais hoje é o segundo dia da lavagem dos logradouros e os Zé-pereiras contratados para acompanhar os cantoneiros de mangueira em riste já abriram as bocas-de-incêndio que circundam o estabelecimento.
LNT
[0.016/2007]
Tosquiam-se também animais
Enquanto os nossos mais dispares e simpáticos clientes fazem fila para o primeiro corte, e nem sempre são eles que pretendem ser tosquiados, como é o caso do jovem da fotografia recolhida à porta por uma nossa cliente, o barbeiro devidamente bronzeado e ainda com areia nos olhos debate-se com problemas metafísicos que passam pela decisão sobre dedicação exclusiva a este magasin.
Bem sei que a abertura de um estabelecimento cria sempre alguma angústia a quem o irá dirigir, principalmente se montado a partir de outras experiências mas a vida é feita destes pequenos nadas e, como só o futuro interessa, há que por ele fazer.
Vamos então a isto que se faz tarde.
Uma vez mais o agradecimento a todos os que nos seus Blogs, nas caixas de comentários e por mail têm incentivado a abertura deste espaço.
LNT

























