E depois há sempre aqueles que nunca sabem usar a inovação sacando dela as vantagens que a inovação trás.
Por exemplo, tenho reparado que a maior parte das pessoas que gostam do café doce, ainda não perceberam que os novos pacotes de açúcar com o formato de tubo se destinam a ser partidos ao meio. Da análise que tenho feito, 99% dos utilizadores continuam a rasgar uma ponta preferindo a dificuldade antiga do rasgar à facilidade inovada do partir.
Se tiver oportunidade experimente numa pastelaria junto de si. A inovação sem explicação não serve para nada.
LNT
[0.086/2010]
quarta-feira, 3 de março de 2010
Inovação, informação e conhecimento
terça-feira, 2 de março de 2010
Sai um prato de lentilhas para a mesa do canto
Claro que a comunicação social, principalmente a "asfixiada" e o "asfixiado" JPP, falam só do SIMpleX e esquecem de mencionar os blogs da campanha das outras forças partidárias, o que pouco importa por ser normal que a asfixia de JPP já lhe tenha toldado a sua sempre selectiva memória, inviabilizando a lembrança do que escreveu no Jamais, coisa da campanha cibernética do PSD. Um direito que lhe assiste, claro, tanto o de escrever e apoiar quem muito bem entende, como o de ser toldado. Já todos lhe conhecemos as manhas, nada de novo.
Eu fiz parte do SIMpleX. Também não é novidade, consta da coluna da direita do SIMpleX e não fui lá apagar o meu nome. Aliás, nunca haveria razão para o fazer porque não participei no SIMpleX ao engano, nunca beijolei ninguém enquanto lá andei, nunca fui condicionado (é difícil condicionarem-me) e apoiei o Partido Socialista como sempre fiz toda a vida e é meu dever de militante. Parece-me coisa normal, tal como me parece anormal que haja quem se surpreenda com o facto de um blog de campanha eleitoral ser um instrumento de campanha eleitoral, de defesa de políticas e de captação de eleitores.
Um horror, há que matar a política e os políticos ou, como melhor diria Salazar e os seus esbirros, dar conta desses subversivos que defendem a liberdade de opção.
É o que temos:
Uns bardamerdas que com umas vidinhas de pocilga que os fazem delatores de segredos de polichinelo e que confundem Jumentos com os porcos que eles próprios são.
Uma gentalha que nem sequer merece aqui citação e como o Eduardo Pitta a faz no da Literatura escuso de sujar o ecrã.
LNT
[0.084/2010]
Rastos:-> SIMpleX
-> O Jumento
-> da Literatura
(actualização impossível uma vez que as referências não acabam) Sobre o assunto ler Simplexianos:
Tomás Vasques
Eduardo Pitta
Pedro Adão e Silva
Miguel Abrantes
Sofia Loureiro dos Santos
Tiago Barbosa Ribeiro
Palmira F. Silva
Ana Paula Fitas
Rui Herbon
João Cóias
Porfírio Silva
os não-simplexianos mas detentores de decência reconhecida na comunidade blogo-lusa:
Gabriel Silva
Ana Vidal (autora do Post e melhor explicação no 2º comentário)
João Espinho
Francisco Clamote
Ricardo Sardo
Rui Bebiano
Valupi
João Pedro Henriques
Carlos Alberto
Paulo Guinote
João Ricardo Vasconcelos
MdSol
Paulo Gorjão
Pedro Correia
Leonel Vicente
Miguel Silva
António P.
José Simões
Ana Matos Pires
Carlos Barbosa Oliveira
Jacinto Bettencourt
Carlos Araújo Alves
Joaquim Paulo Nogueira
e a canalhada:
Paulo Pinto de Mascarenhas (a única notícia que dá (no on-line) é a revelação do verdadeiro nome do pseudónimo Jumento, a que ele chama autor anónimo, bem como o local onde trabalha - uma verdadeira caça ao homem)
Carlos Santos a quem não faço o link por uma questão de higiene mas que lá está a sabujar-se aos seus novos donos (o PPM que se cuide) e que agora já me acusa de estar apoiado na esquerda totalitária.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Nós
O poder mundial, em vez de encarar estes desafios através do salto proporcionador de nova equação, refugia-se nos modelos anteriores (ou na negação da existência desses modelos) e continua a caminhada para o (des)conhecido com base em actos de fé de citações já inscritas, descritas e transcritas.
Parece que a inteligência se fechou nos manuais e na inexistência de coisa nova.
Repetimos sistematicamente os erros, inviabilizando o progresso, progresso que cada vez mais se baseia na invenção de novos instrumentos só úteis para cometer, de forma diferente, as argoladas do passado.
LNT
[0.083/2010]
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Lagartagem
Agora que os meninos já se mostraram valorosos (será melhor dizer, valiosos) para os compradores internacionais de passes, façam o favor de mostrar igual galhardia contra os lagartos de asas azuis.
Façam isso por esta nação que se chama Benfica.
LNT
[0.081/2010]
Tenho de pagar as quotas
Pagar as quotas de militante do Partido Socialista pode parecer um duplo crime nos dias que correm por razões que se prendem com o démodé da vida cívica e política e com outras ligadas aos novos conceitos de asfixia democrática, decorrentes da teoria de que as trinta moedas de Judas e as suas pequenas traições (nunca percebi porque é que foram precisos aquele beijo e a prata se não havia Romano que não soubesse quem era o Profeta) são a nova doutrina social da Igreja.
Por isso escrevo aqui, neste meu caderno, que tenho de pagar as quotas, as minhas quotas de socialista do Partido Socialista, já que a militância tem andado muito por baixo.
LNT
[0.080/2010]
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
67, um número curioso
Lê-se hoje nos jornais, penso que no tablóide CM, que o Governo irá propor a passagem da reforma para os 67 anos. A acontecer, trata-se-á de mais uma desonestidade, dado que as reformas não dependem dos contribuintes mas sim dos trabalhadores que para elas descontaram com base em pressupostos de contrato que são alterados unilateralmente no decurso da sua vigência. Se é verdade que o tempo médio de vida tende a ser dilatado, não deixa de ser igualmente verdadeiro que quem amealha uma vida inteira tem o direito a usufruir do benefício de poder gozar os últimos anos dessa vida sem ter de cumprir horário. As pessoas têm de ter direito à felicidade e a usufruir das suas poupanças, sejam elas constituídas em amealhamento no privado ou no Estado.
Quanto aos objectivos e à obrigação de serem definidos com verdade e eficácia, há que apurar que o objectivo não é o prolongamento do tempo de trabalho (basta perceber que o Estado e os particulares não contratam trabalhadores com mais de 55 anos) mas sim a sustentabilidade dos esquemas que pagam essas reformas.
Definido o objectivo (sustentabilidade das reformas), deixem em paz e sejam honestos com os trabalhadores e desobriguem-nos da obrigação de trabalhar até aos 67 anos, limitando-se a incluir os descontos nas reformas até que se atinja essa idade.
Evitam a desonestidade de comer uma percentagem do montante a que os contribuintes têm direito (através da penalização), aliviam o mercado de trabalho, promovem o emprego nos sectores mais jovens e ajudam na felicidade de quem já começa a não ter pachorra para aturar esta malta que está convencida que é com o seu contributo que se sustentam as reformas dos que já descontaram toda a vida para as ter.
LNT
[0.078/2010]
Nunca mais é sábado
O Tejo que já vinha prenho do pasto dos touros ficou ainda mais robusto e turvo, com ar de maldisposto. Fazia lembrar o Sousa Tavares na entrevista de ontem.
Hoje tinha-me apetecido comer um bitoque mal passado à hora do almoço mas fiquei-me por aqui, entre as bolachinhas de água e sal, que já não são redondas nem quadradas, mas continuam a desempenhar o papel de entretém até que chegue o tempo da praia e dos gargarejos com que esquecemos que todos os Invernos são tempo de mau tempo.
Fartinho desta borrasca de País que merecia melhor tempo e melhor gente. Salva-se o SLB.
LNT
[0.077/2010]
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Blogs da Madeira
- a Cagarra - João Carvalho Fernandes
- Estranho Estrangeiro - Vitor de Sousa
- Urbanidades da Madeira - Rui Caetano
- Cortar (d)a Direita - Roberto Rodrigues
- Ihas Selvagens - Pedro Quartin Graça
- Jornal da Madeira
- Diário de Notícias da Madeira
- Webcams Madeira
LNT
[0.075/2010]
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Da ética
O dever de lealdade com quem se partilham, com base na confiança, conhecimentos e informação é a fronteira entre as pessoas de bem e os traidores. A violação desse dever define o carácter de quem o viola, como em tempos distinguia os "informadores" da PIDE dos próprios "trucidadores" sendo os informadores os mais nojentos de todos porque se infiltravam e eram pagos para fazer da confiança a arma da ignomínia.
Ninguém gosta de traidores. A sua natureza de aleivosos torna-os no escarro da ética.
Nota: sobre este mesmo assunto (e lá voltarei mais tarde) ler, entre outros:LNT
Pedro Adão e Silva
Eduardo Pitta
Tomás Vasques e de novo Tomás Vasques
José Reis Santos
Porfírio Silva
Sofia Loureiro dos Santos
Francisco Clamote
Miguel Abrantes
André Couto
[0.073/2010]
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Insensatez
Portugal continua a ser a galhofa da Europa que já só não ri a bandeiras despregadas, como antes, porque se começa a assustar com tanta falta de bom senso. Uma democracia virtual, não baseada na cidadania mas nos bits e nos teclados de meia-dúzia de telelés que pretendem valer mais do que "um homem, um voto".
Uns e outros fingem esquecer que há preceitos e formas constitucionais válidas para medir a censura e a confiança e chamam cidadania a tretas da NET que são viciadas por definição. Entretanto as regras da Constituição ficam guardadas para melhores dias, bem como a democracia parlamentar que por elas se rege.
Nós sabemos que é Carnaval mas as pessoas, mais dia, menos dia, vão mesmo começar a levar tudo isto a mal.
LNT
[0.071/2010]
sábado, 13 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Mimos
A caixa de comentários é um cofre de mimos só comparável aos que as nossas colaboradoras Katie Melua e Eva Cassidy fazem quando, na coluna da direita, cantam o What a Wonderful World.
Deus as e os guarde. Já fui feliz aqui.
Tenham um bom fim-de-semana.
LNT
[0.069/2010]
Regras da casa e polvo de escabeche
Como já devem ter reparado, a Barbearia tem estado a ser parasitada com publicidade, alguma agressiva e sem possibilidade de ser removida, o que não é especialmente grave, mas também não se deseja.
É política desta casa facilitar a vida a quem quiser comentar evitando a funcionalidade de "check" e a de aprovação prévia de comentários.
É uma opção consciente. A primeira para não dissuadir quem pretende deixar a sua opinião e a segunda para dar oportunidade aos covardes que, sob anonimato, vêm aqui fazer os seus insultos. Se lhes servir de terapia, já nos satisfaz, e quando os limites do razoável forem ultrapassados temos o recurso ao delete.
Isto, como se sabe, é uma barbearia. As conversas fluem na cadência dos escanhoados e do coiffeur. Os tratamentos de SPA, a estética e o relaxe são executados à medida. Tenta-se um serviço personalizado.
Existe um contador de visitas para monitorizar e acompanhar a fidelização e não para incrementar e inflacionar, através de truques, a cotação das acções da barbearia. Nesta loja prefere-se a verdade de trezentos leitores diários regulares à mentira de milhares de utilizadores Internet que venham ao engano.
Para acabar esta dissertação umbiguista onde se apresentam razões para a razão das coisas, deixo uma última nota: - Aqui não se vende nada e tudo é imaterial. Sabemos que há técnicas sofisticadas de marketing e sabemos que até há quem use pele de polvo para imprimir letras e conseguir campanhas de venda maciça. Quando se está no negócio da venda das letras e das palavras, o uso da pele de polvo é apropriado dadas as suas características de camuflagem. Não é o caso desta baiuca cujo negócio consiste unicamente no comércio de ideias, por muito idiotas que sejam.
Por falar em idiotices, e aproveitando. Repararam que ontem na Assembleia, enquanto nos serviam uma caldeirada de polvo aprovou-se, na generalidade, o instrumento com que nos metem a mão no bolso? Parecia um daqueles banquetes pelintras em que, não havendo dinheiro para o prato principal, se enche o bandulho dos convidados de acepipes.
Enquanto os jornalistas, o PCP e o BE discutiam se o polvo tinha seis ou oito patas, o CDS, o PSD e o PS...
País de otários, é o que é!
LNT
[0.068/2010]
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Liberdade de impressão
O gajo é um sacripanta, um trafulha, basta ver-lhe as companhias e os tiques. Até já conseguiu acabar com a merda da livre expressão em Portugal.
E eu olhava de soslaio para o puto e pensava que se ele sonhasse rosnar aquilo há trinta e poucos anos atrás já estava engavetado e com uma chanfalhada nas trombas.
Frócas-se!
LNT
[0.066/2010]
O magano do canito
Eu, que lhes conheço as manhas, ao canito e ao Rangel, passei-lhe a mão pelo pêlo e tugi-lhe de mansinho que não se amofinasse. Aquilo era mais uma massada de cherne, coisa de mau cheiro mas de substanciais calorias, um caldo que mais tarde ou mais cedo se vai entornar.
Nada de novo. Brincadeiras e safanões de meninos guerreiros. Mais um chuto no berço.
O raio do animal, que é fino como um alho, enroscou-se aos meus pés, de costas viradas à pantalha e adormeceu.
Já não havia mais nada para ver nem ouvir.
LNT
[0.065/2010]
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Funcionários de 1ª
Raciocínio recorrente de quem pensa que despesa pública são vencimentos de funcionários e que faz esquecer com esta conversa os milhões esbanjados em serviços, consultorias e fornecimento de serviços com que anualmente se pagam mais uns milhares de funcionários públicos não-quadros da administração, mas de empresas privadas, que fazem do Orçamento do Estado, através de outsourcing e consultadorias, a sua única razão de vida.
Estes funcionários de 1º, os das empresas privadas parasitas do Estado, que auferem vencimentos e mordomias vedadas aos outros, estão na primeira linha dos que reclamam os cortes nos vencimentos e emprego dos funcionários de papel passado.
Percebe-se porquê, não percebe?
LNT
[0.063/2010]
(Atos 9.1-22)
Anda em Bruxelas, por Estrasburgo, ou lá por onde é, a refilar com os custos e as despesas embora seja um dos convivas no banquete orçamental e, assim de mansinho como quem fala das coisas que lhe pagam para falar, mete os slipes e as peúgas que devia pôr-de-molho na saponária privada, na máquina de lavar comunitária.
Não se descose, o coiso, o que deixa Coelho aos passos e Branco a guiar, nervoso, e a ler o Novo Testamento:
"Saulo, fervoroso defensor da tradição judaica (e por isso talvez mesmo um zelote), foi enviado a Damasco para fazer face à agitação dos seguidores do "Caminho".
Foi durante esta missão a Damasco que Saulo tomou o partido dos cristãos que perseguia anteriormente. Foi aqui que Saulo, indo no caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Saulo muda de lado.
A esta mudança de partido ele fez corresponder uma mudança de nome. Abandonou o nome Saulo e, deste momento em diante, fez-se conhecer como Paulo."
[0.062/2010]
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nicotina Magazine
Neste primeiro número inclui entrevistas, faz referências à blogos(fera), divulga caixas sobre literatura, cinema, artes, dança, teatro e inclui uma crónica minha entre outras da autoria de Maria Isabel Goulão, Maria Inês de Almeida, Tomás Vasques, Nuno Ramos de Almeida e Vasco Campilho. É o que se chama ficar bem acompanhado.
A Nicotina Magazine tem tudo para vir a ser um êxito de edição. Aqui deixo ao João os meus parabéns pelo arrojo da iniciativa, os meus votos de maior sucesso para todas as vertentes deste seu projecto e o agradecimento pelo convite que me endereçou para fazer parte deste número de arranque.
A pouco mais de um ano da escolha do novo Presidente da República começa a ser tempo de se esboçar o perfil de quem queremos que venha a ser o garante do interesse dos cidadãos e do interesse nacional. Urge que se garanta que o próximo Presidente da República seja uma entidade em que o povo português se reveja ética e consistentemente, o que não implica neutralidade política mas recusa ao engajamento nas máquinas partidárias. Alguém que não envolva ou se deixe envolver na “partidarite” e no jogo de pequenas políticas e em que se confie um juízo pertinente capaz de reunir vontades e impor aos poderes não eleitos rumo sustentado na defesa da qualidade e da decência. LNT
[0.059/2010]
Rastos:-> o Amor no Tempo da Blogosfera ≡ João Gomes de Almeida
-> Nicotina Magazine
-> Nicotina Magazine ≡ LNT - Voltar a acreditar
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Falemos de coisas importantes
Deixemos de lado, até porque há mais vida para além do orçamento, o dito cujo.
Deixemos de lado as festividades comemorativas do centésimo dia da implantação do diálogo e da convergência das rectas paralelas.
Deixemos de lado esse pormenor urgente de construir um comboio foguete interplanetário que tem de mudar de eixos quando chega aos Pirenéus.
Deixemos de lado todas essas manigâncias como são, por exemplo, os exercícios para cálculo da taxa de desemprego e as projecções que advém da possível devolução dos desempregados portugueses que estão no estrangeiro e que são adicionados às estatísticas desses países e subtraídos às nossas.
Deixemos de lado todas essas minudências, essas idiossincrasias, como diria o Paulo Ferreira, e concentremo-nos nas razões que me levam a não poder comprar o Rolls Royce que tem lugar marcado na minha garagem e nunca mais lá entra. Isso sim é motivo sério, sério porque não me reformei aos 50 anos, tenho emprego, trabalho e pago impostos, pago-os para todos e todos me exigem que pague mais, que trabalhe mais, que ganhe menos (agora chamam-lhe congelamento) e não consigo amealhar para o tal bólide que nunca irei ter porque... pago impostos, trabalho, tenho emprego e não me reformei aos 50 anos.
LNT
[0.057/2010]
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um mapa imaginário / que tem a forma de uma cidade / mais um relógio e um calendário / onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim / para dar corda à nossa ausência. / Dão-nos um prémio de ser assim / sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu / para tirarmos o retrato / Dão-nos bilhetes para o céu / levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crânios ermos / com as cabeleiras das avós / para jamais nos parecermos / conosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história / da nossa historia sem enredo / e não nos soa na memória / outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados / que adormecemos no seu ombro / somos vazios despovoados / de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho / e um pacote de tabaco / dão-nos um pente e um espelho / pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça / e uma cabeça presa à cintura / para que o corpo não pareça / a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro / com embutidos de diamante / para organizar já o enterro / do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal / um avião e um violino / mas não nos dão o animal / que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão / com carimbo no passaporte / por isso a nossa dimensão / não é a vida, nem é a morte
Natália Correia
LNT
[0.055/2010]
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Colaborador da Semana [ XCI ]
Tal iniciativa tem provocado na nossa clientela a maior expectativa e entusiasmo o que acrescenta valor à actividade desta média e pequena empresa, que é a Barbearia do Sr. Luís, aumentando-lhe a cotação nos mercados nacionais, e lhe projecta uma alavancagem capaz de a transformar num franchising com fortes probabilidades de cotação em Dow Jones.
Pelo feito, atribui-se a Fernandette, a distinção desta semana.
LNT
(Créditos para PMP)
[0.052/2010]
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Pachequismos
Pode um intelectual defender o mesmo que defendeu no passado, verificando que as premissas se transformaram, só para manter a coerência aparente? Poder, pode, se quiser sobrepor a retórica ao evidente e, em nome da solidariedade para além da ética, preferir o silêncio ou a cumplicidade, à honestidade intelectual. É aqui que o povo diz que: “tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta”.
Vem isto a propósito das reacções de blogs alinhados, à direita e à esquerda, leia-se: - blogs enquistados em objectos de direita e de esquerda, e não em ideias – que arregalam os olhos e não se poupam a juízos, que os caracterizam mais a eles do que aos alvos a quem se dirigem, que retiram conclusões absurdas por incapacidade de observarem que o mundo evolui e os cenários têm de projectar as consequências dos actos que, em cada momento, os actores praticam.
Há gente que não consegue consolidar-se na democracia, não entende a liberdade e julga sempre os outros em função do bloqueio que o seu acantonamento gera.
Há bandos suicidas que preferem amar mal e mal serem amados até à morte do que evitarem a sua morte e a dos outros que amam usando a inteligência para avisar que o suicídio está perto.
Há muita democracia por cumprir, muita abertura de mente por desenrolhar, muita bolha por explodir.
LNT
[0.050/2010]