sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Dicionarização
Mandei-as irem dar banho ao meu canário
que bateu as botas com dores num ovário
que bateu as botas com dores num ovário
(Adiafa)
leia-se com entoação alentejana profunda
Quando o Pedro Correia faz a ronda anual de Verão pelos blogs, nunca deixa de me convidar à publicação de um texto. Uma amabilidade característica do hub que o Pedro gosta de ser e não coisa de salamaleque.
Gosto do que, e como, o Pedro escreve. Gosto dos Blogs onde escreve e como ele escreve no Delito de Opinião, onde estão muitos outros e outras que leio desde sempre, gosto do Delito de Opinião.

Sinto que a portugalização contratualizada pela rubrica "convidados", uma sazonalidade do empreendedorismo que a bidireccionalidade incontornável destas conjugalidades implementadas e verticalizadas pela assertividade do Pedro maximizam, focaliza na multimedialidade e imorredoura afectividade bloguista o que, nem mesmo a conflituosidade impactante pessimizada me desagradabiliza e o faz parabenizar pelo alavancar da sequencialidade androcêntrica que atempadamente exponencializa.
Faz-me um barbeiro grato pelos obséquios da selecta clientela a quem auguro felicicidade desde os primórdios da blogo-coisa.
Deus os guarde a todos e ao Pedro em especial que agora vou de vacanças e não o posso fazer pessoalmente.
Salut les copains.
LNT
[0.293/2010]
Gosto do que, e como, o Pedro escreve. Gosto dos Blogs onde escreve e como ele escreve no Delito de Opinião, onde estão muitos outros e outras que leio desde sempre, gosto do Delito de Opinião.
Sinto que a portugalização contratualizada pela rubrica "convidados", uma sazonalidade do empreendedorismo que a bidireccionalidade incontornável destas conjugalidades implementadas e verticalizadas pela assertividade do Pedro maximizam, focaliza na multimedialidade e imorredoura afectividade bloguista o que, nem mesmo a conflituosidade impactante pessimizada me desagradabiliza e o faz parabenizar pelo alavancar da sequencialidade androcêntrica que atempadamente exponencializa.
Faz-me um barbeiro grato pelos obséquios da selecta clientela a quem auguro felicicidade desde os primórdios da blogo-coisa.
Deus os guarde a todos e ao Pedro em especial que agora vou de vacanças e não o posso fazer pessoalmente.
Salut les copains.
LNT
[0.293/2010]
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O senão
A bruta intervenção que está a operar causa efeitos colaterais que não foram acautelados pelo ME, CML, Junta de Freguesia de Carnide ou pelo diabo que os carregue. Em resultado disso os prédios que circundam a escola estão a ser invadidos por nuvens de pó, por decibéis muito para além do razoável e por uma praga inaudita de ratos que, pelos vistos, eram residentes da escola.
Não será possível que quando o bem público age, aja com o cuidado de evitar danos à comunidade que sustenta os agentes desse mesmo bem público?
LNT
[0.291/2010]
A bela
Sabe-se pelos jornais e confirmo pelo que de minha casa observo na demolição dos pavilhões enratados da Vergílio Ferreira. Está-se a encher aquele espaço de coisas novas com os operários a trabalhar em tempo reforçado para que o ano de 2010/11 seja o espelho da tal inoperabilidade de que os jornais falam.
Por este andar corremos o risco de atingir o cúmulo de ter alunos a gostarem da escola e professores com condições de ensinar.
Vai ser uma pouca-vergonha!
LNT
[0.290/2010]
Lis Boa
Gosto desta Lisboa assim, desta brisa de mar, deste fresco que desanuvia. Hoje consigo ver a Arrábida ao fundo, o Cristo-Rei, as pontes – 25 de Abril (ou Salazar, se quiserem, uma vez que já está morto há muito) e Vasco da Gama.
Depois de semanas de abafamento onde nem faltaram aguaceiros de lama, hoje respira-se em Lisboa. Esse facto associado à redução do trânsito (resultado da crise que leva os automóveis para o Algarve onde a vida é mais económica), ao período de férias dos políticos profissionais e dos outros que sendo amadores ocupam lugares profissionais, transforma a minha cidade num dos lugares mais aprazíveis do Mundo.
Gosto de Lisboa assim, mesmo que os passeios continuem encocozados e os pombos sarnentos.
LNT
[0.289/2010]
Depois de semanas de abafamento onde nem faltaram aguaceiros de lama, hoje respira-se em Lisboa. Esse facto associado à redução do trânsito (resultado da crise que leva os automóveis para o Algarve onde a vida é mais económica), ao período de férias dos políticos profissionais e dos outros que sendo amadores ocupam lugares profissionais, transforma a minha cidade num dos lugares mais aprazíveis do Mundo.
Gosto de Lisboa assim, mesmo que os passeios continuem encocozados e os pombos sarnentos.
LNT
[0.289/2010]
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Guarda montada
O empregado pedia-lhe calma e ia-o informando que o polícia já estava ali e que só não actuava porque a montada parara para se refrescar. Pedia-lhe que se acalmasse. Que fosse ao lago refrescar os pés. Bastava-lhe descalçar os sapatos, tirar as peúgas e arregaçar as calças. Tudo iria melhorar.
Que não, que não saía dali enquanto o obrigassem à farda. Que, se a besta tinha direito ao fresco, ele também queria e respondia ao solicito barman:
E se pensa que isto fica assim informo-o já que vou tirar o cavalinho da chuva.
O cavalo ficou incrédulo a olhar o jardineiro quando ele desligou o esguicho da rega.
Adivinhava-se-lhe nos olhos um: "invejoso, e a besta sou eu!"
LNT
[0.287/2010]
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Biombos
Gosto da nossa terra que se desenvolveu em três pistas para nos reduzir para duas, as quatro horas que nos transportam até ao Algarve. Longe vai o tempo em que, por não haver via verde a pagar pela conta ordenado, tinha de me sujeitar às curvas e contra-curvas do Caldeirão. Quando essas pistas estiverem pagas também já terei terminado a última prestação do carro de sonho que tenho na garagem e chegará a altura de comprar o atrelado para o barquinho que namorei este fim-de-semana e de que, devido à soberba simpatia do senhor do stand, já tenho os papeis para crédito imediato.
Chato é isto do cartão amarelo estar quase esgotado, logo hoje que tanto me apetecia dar um salto ao Guincho para a paelha que me deixa água-na-boca, mas tenho de o poupar para os saldos.
Enfim, esta crise não está fácil e não se pode ter tudo.
LNT
[0.285/2010]
Já fui feliz aqui [ DCCLXX ]
Paquete Angola - CNN - Companhia Nacional de Navegação - Portugal
LNT
[0.284/2010]
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Olhos e olhares
Pilantras, os olhos são o alçapão da alma. E, se um olhar pode ser muito mais violento do que um safanão, se ele for certeiro nos olhos é uma violação da aura. É por o saberem que tantos são incapazes de cumprimentar olhos-nos-olhos.
Esta deve ser a razão para que os sistemas avançados de identificação tenham abandonado o reconhecimento da impressão digital, que só lhes fornecia as linhas de pele do identificado, e passaram ao sistema da retina onde a biometria lhes lê a vida e o pensamento.
LNT
[0.283/2010]
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Porque é que o cabelo das loiras tem raízes escuras?
Passou por mim, como quem passa por vinha vindimada, cruzou dois traços contínuos e saltou para a escapatória da Calouste Gulbenkian na faixa de fora, stops vermelhos e fumo nas rodas. Parecia que tinha pressa ou acabava de ter um afrontamento e só não ouviu os mimos dos três ou quatro envolvidos porque o vento que lhe metia a loirice em alvoroço tapava-lhe os ouvidos, desta vez sem pressão nas têmperas.
Não morreu ninguém, não houve chapa torcida, "no passa nada", a não ser a inspiração para transformar um dia de Verão sem história nesta estória que lhes conto.
Para isso e para fundamentar que a minha tese das loiras é verdadeira desde que elas tenham a raiz do cabelo escuro. Não é que, mesmo essas, tenham de ser todas obrigatoriamente loiras, mesmo tendo descapotáveis de boa marca e muitas pulseiras amarelas que tilintam mas porque, por descuido cuidado, se deixam revelar loiras.
São-no sempre dos ombros para cima, o resto funciona bem. Os descapotáveis, mesmo os mal conduzidos, comprovam-no.
LNT
[0.281/2010]
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Tijolos e balanças
Construído numa zona que deveria ter ficado como estava antes de lá terem plantado a tralha do consumo, é o mais badalado assunto de patos-bravos neste país de mestres-de-obra e Mercedes brancos, que prefere o inglês técnico de praia, ao bom senso e à decência.
Se o cimento que foi despejado em zona de reserva pouco interessa para o caso, já o seu uso é determinante para que se acredite que a terra das pequenas Madie’s, dos All-Garve, dos Freeport’s e do outro linguajar estrangeirado aprendido nas escolas de fim-de-semana em regime de eLearning tenha consistência no tratamento dos seus indígenas e, já que na saúde lhes trata da vida e na educação os diploma em ignorância, pelo menos que na justiça faça o favor de os fazer cidadãos dando-lhes oportunidade de se defenderem em vez de os deixar em marinada especulativa.
Como a impunidade é marca do novo-riquismo instalado, seja ele de dinheiro ou de poder, a inimputabilidade começa também a ser regra comum. A nossa tendência é para deixar que eles se entendam uns com os outros, porque estão bem uns para os outros, mas isto vai sobrar para todos nós e enquanto pagarmos para termos o que temos sem refilar do mau produto que nos estão a impingir, a coisa não vai lá.
O nosso direito à indignação está perto de começar a ser exercido. Os nossos impostos não podem ser usados para manter esta gentalha a rir-se de todos nós.
LNT
[0.278/2010]
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Lugares inesquecíveis
New Orleans é uma terra do diabo onde é proibido circular em mais de noventa por cento da cidade e é possível fazer tudo no restante território, desde o melhor jantar cajun em que o Tabasco deixa um dragão de rastos, até ao pior jazz tocado por um qualquer indigente expulso da gringolândia do norte.
A noite do French Quarter é algo de inesquecível para quem conhece os yankees bem comportados e moralistas na sua terra e os observa a ajavardar no sul acadiano. Uma espécie de comportamento vulgar nos professores catedráticos e gente de respeito em Portugal quando se cansam da pacatez da terrinha e da academia e vão para o Governo.
A zona de circulação verde de Nova Orleães, que durante as horas de Sol pouco mais tem do que umas lojas manhosas e gente a preguiçar, enche-se, quando ele se põe, de sons e cheiros desconhecidos e de gorilas de cave de jazz e lellos de cabaret.
Os milhares de colares que se vendem nas lojas noturnas de bugigangas, sex shop, bebidas espirituosas e tabacos destinam-se a distinguir as brasas tresloucadas e acabam a noite suspensos nos ramos das árvores, quando as brasas se fazem cinza.
New Orleans é uma terra para menos de quarenta anos de idade. O arroz de crocodilo sabe a pântano e o picante do resto fica-nos na alma até à morte.
LNT
[0.276/2010]
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Navegações ( I )
Mário Frazão a espreitar para Machu Picchu (2010.07.28)
Já vai no 32º dia a viagem a duas rodas que o Mário Frazão e Ricardo Maia de Loureiro se propuseram a fazer pela América do Sul.
No Ikàkéné.pt (http://ikakenept2010.blogspot.com/), blog que criaram para publicação do diário de bordo, existem imagens da navegação que são raras. A não perder.
LNT
[0.275/2010]
No Ikàkéné.pt (http://ikakenept2010.blogspot.com/), blog que criaram para publicação do diário de bordo, existem imagens da navegação que são raras. A não perder.
LNT
[0.275/2010]
(IKÀKÉNÉ é uma forma de cumprimento em dioula, língua falada na África de Oeste, em países como o Burkina Fasso ou o Mali e significa: - Como estás?
Em resposta: Nbá heré tlénna = Obrigado, a paz está contigo hoje?)
Marinharias
Dizem os especialistas que sem isto não tínhamos poderio militar que nos protegesse das ameaças a que estamos sujeitos. Por mim, que sou um imenso ignorante em matéria de defesa nacional e que por isso pensava que os últimos helicópteros e boa parte dos aviões da FAP estavam no chão por falta de dinheiro para manutenção e combustível, fico emocionado ao saber que agora os golfinhos radioactivos do Tejo vão poder ser observados de perto pela tripulação do NRP Tridente, não vá algum deles pôr em risco o imenso mar português e a soberania da Nação.
Para os mais descrentes na nossa capacidade de manutenção destes enlatados náuticos fica a notícia de que para o ano irá fazer-se ao mar o segundo submersível, o NRP Arpão, um outro U209/PN comprado em saldos pela módica quantia de mil milhões de euros (preço total grossista por atacado do tipo leve dois, pague um). Fica assim garantido que um deles funcionará quando, à semelhança das máquinas voadoras, o outro tiver de lhe canibalizar as peças.
Fica também garantido que, até 350 metros de profundidade, a nossa ZEE deixará de ser cruzada pelo lixo que faz a rota entre o norte de África e o da Europa.
Agora sim, nós e as marmotas podemos dormir descansados e seguros. Nós, porque temos garantido nada haver a temer do mar e as marmotas, que até agora já tinham algum sossego por termos extinto a frota de pesca portuguesa, vêem agora garantido que a frota espanhuéla ficará com medo de entrar em águas nacionais.
LNT
[0.274/2010]
domingo, 1 de agosto de 2010
Notícias das colaboradoras [ XCVI ]
Enquanto as colaboradoras deste magnífico estabelecimento se andam a banhar por terras mediterrânicas o barbeiro arrasta-se entre as agruras da vida causadas pela falta de notícias durante meses.
Compensa-se agora por terem mandado um longo relato das suas férias que, embora reconhecendo ser um pouco longo de mais e muito cansativo, ainda assim compartilho com a estimada clientela, neste Domingo, dia de divindades.
Para quem aprecia a arte recomenda-se o babete e um elástico para segurar os queixos.
Às colaboradoras o pedido que regressem logo que os salpicos mediterrânicos (e outros) terminem, até porque estão muito magrinhas e nota-se que lhes fazem falta as feijoados e os rojões portugueses.
LNT
[0.272/2010]
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ganda treta, Toni
Ganda treta essa do pâncreas com bichesas dar cabo da vida a um gajo como a naifa do talhante já tinha afanado a da vaca que te deu o colete.
A solidinidariedade comendadoreira com que te agranciaram foi do camandro, oh catano, oh caneco!, um supônhamos do semi-pós-modérnico condecorativo para te circunspectear o finishing.
Como dizias ao Zézé no Carlos Alberto da Franguesia de Benfica..., ora, fosca-se!
Não deixaste nada por dizer mas ficou muito mais por fazer.
Agora descansa, chavalo.
LNT
[0.269/2010]
A solidinidariedade comendadoreira com que te agranciaram foi do camandro, oh catano, oh caneco!, um supônhamos do semi-pós-modérnico condecorativo para te circunspectear o finishing.
Como dizias ao Zézé no Carlos Alberto da Franguesia de Benfica..., ora, fosca-se!
Não deixaste nada por dizer mas ficou muito mais por fazer.
Agora descansa, chavalo.
LNT
[0.269/2010]
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Registos
Com a entrega do relatório final das CCTM ao Presidente da República, que foi também o Presidente da Comissão de Honra das Comemorações do Centenário de Tito de Morais, dão-se por encerrados os trabalhos da Comissão Executiva que tive o prazer de coordenar.
Com este concluir selou-se igualmente o Blog da Comissão Executiva das CCTM ficando os seus conteúdos disponíveis para todos os interessados. Há por lá muito material informativo sobre a resistência e sobre o período pós 25 de Abril.
A divulgação do Blog poderá ser uma boa ajuda para os estudiosos da matéria.
A Comissão Executiva concretizou todas as suas principais acções planeadas. Ficam registos importantes, sejam multimédia (documentário "Antes quebrar que torcer") e publicados (Biografia, Fotobiografia e Portugal Socialista). Ficou um busto de Tito de Morais no espaço público. Ficou um registo de relevo na Assembleia da República e outros que poderão ser sempre recordados no Blog da Comissão Executiva das CCTM (inclusive o Relatório ontem entregue ao Presidente da República).
Fez-se a passagem de testemunho. Fez-se a evocação da ética e dos princípios que nunca deverão ficar ausentes do espírito de quem exerce função pública.
Missão cumprida.
As acções que se seguem serão já incumbência da Associação Tito de Morais que foi constituída no âmbito destas comemorações.
A todos os que connosco colaboraram deixo especiais agradecimentos. A todos os que participaram e se envolveram os meus parabéns.
LNT
[0.268/2010]
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Fortíssimo
Suava como se sua sempre que há coisa tão importante para fazer. As palmas das mãos estavam em estado deplorável para o cumprimento e não havia por ali um copo de gin tónico para as arrefecer. Salvava-se na concentração e na ideia de saber as respostas correctas. Tinha esquematizado todas as questões possíveis, estava pronto e como lhe cabia abrir a conversa sabia por onde seguir para alinhar o que queria que viesse ao seu encontro.
Sentou-se na cadeira com os holofotes apontados, a menina dos pós passou-lhe o pincel dos abafa-reflexos na cara, fizeram-lhe o sinal combinado e fixou os olhos na objectiva conforme tinha antes planeado para dar a ideia de que comunicava com quem estivesse do lado de lá mesmo não sabendo se falava para pessoas saudáveis, doentes, pedrados ou detidos.
E ficou por ali mesmo. Afónico, inexpressivo, sem reacção. Foi uma morte em directo. Nem nas suas melhores previsões lhe tinha passado pela ideia que o impacto da sua actuação seria tão forte.
LNT
[0.266/2010]
terça-feira, 27 de julho de 2010
O Tatú subiu no pau, é mentira de você
Estes planos implementados darão relatórios a ser enviados a uma entidade que os há-de analisar.
Quem faz esses relatórios é alguém que, não sendo independente, tem um martelo com uma almofada adaptada para a manha do martelanço.
O esboço de sorriso está moldado para fazer crer que estamos a tratar de medidas sérias de combate a um crime que, em altura de crise, ainda é mais criminoso porque determina insuficiências a serem cobertas pelos bolsos do costume.
Mas não chega. Os planos anti-corrupção são desenhados por quem tem de ser monitorizado. Não é uma suspeição, é a constatação de que quem vai ser controlado determinou anteriormente as regras de controlo, desenhou as checklist e as baterias de questões.
Para que servirá, senão para levantar pó, um plano anti-corrupção estruturado pelo eventual agente corruptor?
O País do faz-de-conta segue dentro de momentos.
LNT
[0.264/2010]
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Uma estrelinha que os guie
Enquanto se observa que a Administração, direcções-gerais e quejandos, continuam em roda livre, estoirando o dinheiro numa sofreguidão estranha de quem observa que o saco está quase vazio e entende que é preciso sacar-lhe o que resta, nos gabinetes prepara-se a debandada com os cortes que os políticos do contra lhes impuseram.
Se alguém me explicar o que vai um técnico experimentado fazer para um Gabinete quando pode ficar no seu lugar a ganhar mais com muito menos trabalho e responsabilidade...
São medidas cretinas como estas que perpetuarão os medíocres na política. Gente que, por não ter sustento do mundo do trabalho, acha que os lugares de gabinetes são o maná. Claro que o que vão arranjar é que gente cheia de nada ocupe posições de onde sairão, cada vez mais, toda a espécie de imbecilidades em forma de lei, ou noutras parvoíces que já se vêm por aí.
Enquanto a politicagem anda distraída a máquina trituradora continua, pela calada, a esvaziar os cofres do Estado em inutilidades e a encher os bolsos das suas clientelas.
É o fartar vilanagem. Nada tem de se implementar, até porque a sucessão de compras é tão rápida e até contraditória que nada é implementável. Comprar, comprar até que a alma lhes doa e antes que os profissionais da politica se apercebam que os grandes esbanjamentos não são com os vencimentos mas com as negociatas que enchem as prateleiras da Administração com a cangalhada que mais estiver na moda e lhes dê mais "status", principalmente se for tecnológica.
Portam-se como aqueles imbecis que não sabem usar mais do que 1% das funcionalidades que têm no telemóvel mas correm a comprar outro assim que é anunciado um com mais funcionalidades que nunca usarão.
Como o dinheiro não é deles e como quem os devia enquadrar anda em jogos de salão a tentar tapar o Sol com a peneira, nós empobrecemos e não entendemos como há tantos novos ricos (pobres) a encher as estradas com estrelas, argolas, letras e cavalinhos.
LNT
[0.262/2010]
sábado, 17 de julho de 2010
Sucessos
Diz-se que isto de ser pai (ou mãe) é coisa para uma vida inteira. Os objectivos atingem-se, o médio e longo prazo são característica, o planeamento das acções é flexível/rígido (parece um contra-senso) e a monitorização dos desvios eficaz.
Um verdadeiro processo de melhoria contínua, sem fim, pelo menos enquanto o fim não chegar para quem se mete nesta tarefa da multiplicação.
Pela parte que toca ao barbeiro, fica cumprida parte substancial da missão com a entrega, também à caçula, do instrumento que lhe permitirá fazer pela vida. Foi o esforço dela que o conseguiu, espera-se que para o emprego, obtendo a habilitação que lhe permitirá segurança mínima e muito trabalho, do bom, daquele que forma, que honra, que educa e faz crescer os mais pequenos.
Uns pais babados que hoje vêem a Margarida seguir em frente.
Um trabalho conjunto recompensador do muito esforço de quem fez e de quem lhe permitiu que fizesse.
Agora um pouco de descanso.
Volto já.
LNT
[0.259/2010]
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A vida inteira
Quando a manhã chegar e tu voltaresTorquato da Luz lançou o seu último livro de poesia – Espelho Íntimo – no passado dia 26 de Maio, na Barata, em Lisboa. Foi-me impossível estar presente e agora que me preparava para o ir buscar para juntar aos outros livros que estão dentro do saco das férias, o estimado autor fê-lo chegar pelo correio com a assinatura da sua simpatia.
com o intenso cheiro a maresia
que usas deixar em todos os lugares
por onde passas, pura poesia
ou perdida lembrança dos olhares
que surpresos trocámos algum dia,
vou apertar-te ao peito de maneira
que fiques a meu lado a vida inteira.
Torquato da Luz
Espelho Íntimo
Torquato da Luz é lido no Ofício Diário, onde divide connosco a poesia que lhe escorre da caneta. Tem vasta obra publicada e um currículo invejável na comunicação social e na academia.
Mais uma honraria de um cliente ilustre a inscrever, com gratidão, nas paredes desta barbearia.
LNT
[0.258/2010]
Subscrever:
Mensagens (Atom)