segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dia de Portugal

Bandeira de Portugal
Sinto-me perdido neste dia de Portugal em que não consigo descortinar uma réstia de estadismo em qualquer um dos órgãos de soberania.

Tudo se reduz ao acerto de contas antigas e ao puxar do lustro aos galões.

O mais alto magistrado de uma Nação que, ou está desempregada, ou emigrada, ou confiscada, faz um discurso digno de um Ministro da Agricultura, tentando puxar para si os louros de algum sucesso que só foi atingido pelo empreendedorismo de alguns privados que se tiveram de bater contra a destruição do sector primário decretada pelos executivos, que ele então liderou, para obterem em troca rendas comunitárias para o betão e obras de fachada.

Para os portugueses, nada.

Nem uma palavra, nem um alento, nem uma vontade ou um desejo.

Foi um Dia de Portugal dedicado às fronteiras e ao espelho onde as pessoas não couberam, onde não coube o povo português.
LNT
[0.164/2013]

domingo, 9 de junho de 2013

Ou é tolo, ou é bailarino

SaposMarques Mendes volta à idiotice. Diz que o grande adversário do Governo é o Tribunal Constitucional, forma encapotada de desculpabilização dos dislates e erros crassos do actual poder e atribuição de culpas a um órgão que não tem qualquer responsabilidade do estado miserável a que o Governo está a conduzir o País e que mais não fez do que proteger os cidadãos do incumprimento das Leis que nos regem.

Marques Mendes, homem das leis, deveria ser mais comedido no disparate e mais coerente com a formação que tem. Até Cavaco, que se assumiu há muito como o patrono de Passos Coelho, Gaspar e Portas, não teve alternativa a enviar a ilegalidade aprovada na Assembleia da República ao tribunal que a poderia julgar. Não por esse tribunal ser “um adversário” mas por ser o último recurso na defesa do Estado de Direito.

A propaganda continua de vento em popa, mesmo quando dissimulada com um ou outro recado para se disfarçar daquilo mesmo que é.

Enquanto isto, o Presidente da República anda por terras do Alentejo, a ouvir das boas do Presidente da Câmara de Elvas e a continuar na senda do apelo à união nacional, nas comemorações que ele há uns anos entendeu ser as do dia da raça.

Portugal merecia melhor.
LNT
[0.163/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXV ]

Sardinhas
Festas 2013 - Lisboa - Portugal
LNT
[0.162/2013]

sábado, 8 de junho de 2013

A teia da debilidade

Teia de aranhaChamar reforma da Administração Pública a despedimentos na Administração Pública é mais uma das muitas patranhas desta gente que tomou o poder e que apelida de requalificação uma ensaboadela de vaselina para fazer os funcionários, depois de emagrecidos, passarem pelo buraco da agulha sem dar nó na ponta da linha sabendo que ela se vai soltar sem conseguir a cerzidura.

Esta gente que usa a língua portuguesa de acordo com uma ortografia tão bronca que teve de ser imposta por lei, usa também os significados dessa mesma língua de forma tão liberal como a doutrina que a rege.

A tal requalificação que se pretende ter como reforma sem se reformarem primeiro as organizações para se saber o quê e para que requalificar, deve querer fazer calceteiros de engenheiros, ardinas de doutores, cantoneiros de embaixadores e serventes de médicos (e vice-versa).

Esta gente está doente. A doença é degenerativa e não se prevêem melhoras. Precisa de cuidados intensivos que os menorizem da debilidade e nos salve da teia mortal com que, cada vez mais, nos enredam.
LNT
[0.161/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXIV ]

Botero
Botero - Palácio da Ajuda - Lisboa - Portugal
LNT
[0.160/2013]

sexta-feira, 7 de junho de 2013

It’s raining cats and boys

Cats and dogs
Está tudo explicado.

Em Portugal tem chovido “cats and dogs” e isso faz com que o desemprego aumente, as receitas baixem embora as taxas dos impostos se inflacionem, as empresas se afoguem em tanta água, as reformas vão de enxurrada e o PIB e o défice entrem em espiral na sequência da baixa pressão que há dois anos insiste em cavar-se a norte dos Açores.

Sobre os “cats” estamos conversados. Já sabemos pelo diário da Assembleia da República que dão pelo nome de Gaspar.

Sobre os “dogs” ainda nada se disse mas podemos imaginá-los se substituirmos o inglesismo por “boys”. Uns porque parecem mastins com os cidadãos menos influentes e os outros por serem tão dóceis com os donos.
LNT
[0.159/2013]

Dos medos

AmarradoJá se verificam entradas nas redes sociais com perfis falsos (e que desaparecem de imediato às sevícias) a mandarem "ter tento" a quem escreve o que lhe vai na alma. Anónimos, sem perfil e escorregadios como eram aqueles crápulas que se sentavam à sorrelfa na mesa do lado da Suprema para apontarem a dedo, em troca das trinta moedas, os outros que nunca se escondem.

Havia cuidado nessa altura, mas nunca houve medo e não haverá também agora, num tempo em que quem deveria ter tento é quem se faz eleger com um falso programa eleitoral para, depois de eleito, fazer o contrário daquilo a que se comprometeu.

É que o respeito, ao contrário do respeitinho, ganha-se, não se impõe nem se consegue com ameaças veladas e se as instituições pretendem ser respeitadas têm de iniciar o processo por respeitarem aqueles que servem.

Sem medo continuarei a escrever enquanto não me calarem e utilizarei do mesmo desprezo em relação aos poderes instituídos que esses poderes utilizam em relação às leis que nos regem e aos cidadãos cumpridores.
LNT
[0.158/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXIII ]

Xutos
Xutos e Pontapés - Portugal
LNT
[0.157/2013]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mitologias

Fénix RenascidaPassos Coelho foi ontem à Amadora, em campanha eleitoral, para anunciar que o seu PSD está preparado para perder estas e todas as seguintes eleições. Não deixa de ser interessante verificar que escolheu para local do anúncio exactamente o concelho onde perdeu, ainda em tempos de vacas gordas, sem honra nem vergonha as eleições que o seu Partido lhe havia confiado.

Desta vez pendurou-se na sua mentira preferida, afirmar que nunca mente, para justificar a derrota anunciada. Como todos os fundamentalistas gritou aos sete ventos que o caminho que nos pôs a trilhar não tem retorno e que havemos de atingir a redenção ainda que para tal seja necessário sucumbir.

O ilimite da sua imbecilidade junta o devaneio alucinado de se julgar o profeta da salvação com a fantasia de que só a morte tem efeitos purificadores.

Foi assim que informou que "os portugueses são vistos agora como trabalhadores, cumpridores e honrados", sem revelar as fontes em que se baseou para esta máxima constatação e fazendo crer que antes o não eram.

Coelho seguirá a sua cruzada de destruição convencido de que, das cinzas e quando nada mais houver para destruir, há-de renascer como Fénix. Esquece-se que nem ele é uma ave, nem a Amadora é Heliópos e esquece-se também que a pitonisa que lhe serve de bengala diz-se democrata-cristã nada fazendo crer que esteja disponível para se oferecer à pira em sacrifício a deuses pagãos.
LNT
[0.156/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXII ]

Alentejo
Agricultura - Alentejo - Portugal
LNT
[0.155/2013]

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Há mais vida para além da política

TerraAndava para aqui às voltas para fazer um Post que não falasse de política, até porque hoje é um dia negro para a política portuguesa, e caiu-me no regaço (ou no colo, como gosta de dizer o Santana Lopes) uma matéria relacionada com assuntos completamente diferentes.

Descobri que a Janita que aqui comenta tem um nome e um perfil amigo no FB, o que me fez corar de vergonha por nunca ter associado as duas coisas. Isto não é próprio de um barbeiro, quase coiffeur, e merece penitência (mais do que aquela que Passos, Gaspar e Portas entendem que nos tem de ser aplicada). A nossa vida imaterial, virtual, ou lá o que é, merecia que fossemos mais atentos e menos descuidados com a nossa digitalização. Como se já não chegasse termos deixado de lado os álbuns de fotografias para passar a tê-las em pastas de arquivo na directoria das fotos, tendo assim perdido a oportunidade de massacrar aquelas visitas que não víamos há uns anitos e que de repente aparecem do nada para um jantareco ligeiro lá em casa.

A outra matéria de grande importância e que me deixa aliviado por não ter de falar de política nem destes miseráveis que há dois anos tomaram o País de assalto para massacrarem o povo que neles não votou (foram para a praia, para o laréu, ou para o que quer que tenha sido, mas não tiveram um minuto para “botar” o papelinho na caixa que elegeu esta estuporada gente) e os outros que votaram em promessas completamente diferentes da política que eles têm feito, adveio do “já fui feliz aqui” anterior, no qual a Maria C. Bruno, na virtualidade facebookiana, deixou um comentário a dizer que “Uma boleia deles para longe, muito longe, sabia bem. Visto à distância, tudo devia ser menos arrepiante”. Estava-se a referir a uma boleia à estratosfera para nos dar descanso destes marcianos que resolveram aterrar para as bandas de Belém e São Bento e eu concordo com ela. A coisa vista do lugar de onde esta gente veio para tomar o poder há dois anos deve ser muito mais azul e redonda. E no meio de tanto lixo que anda por lá em rotação nem se deve dar por eles a rodarem também.

Pronto, um Post sem a política do costume. Agradecido às minhas musas inspiradoras. Bem-hajam!
LNT
[0.154/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXI ]

NASA
NASA - Florida - USA
LNT
[0.153/2013]

terça-feira, 4 de junho de 2013

Deixem-nos falar, porra!

PapagaioNão deixar falar publicamente os governantes é não reconhecer o direito constitucional à palavra o que constitui um crime, no mínimo tão grave como o que esses governantes cometem cada vez que violam as restantes normas constitucionais de forma a manterem os seus governados calados por estrangulamento fiscal ou por asfixia de direitos.

O acto afigura-se especialmente criminoso no caso de se tentar silenciar um governante mancebo, embora Maduro, que ainda não teve o rasgo de produzir malfeitorias e que mais não fez do que falar para os jornais e para as televisões.
LNT
[0.152/2013]

Dia nacional do confisco

Moedas EuroTeoricamente hoje dever-se-ia comemorar, em Portugal, o dia da libertação dos impostos.

Diz quem se debruça sobre estas coisas que só a partir de hoje os portugueses conseguem ganhar (os que ainda têm trabalho e ganham) o salário para os seus gastos pessoais tendo, desde o dia 1 de Janeiro e até agora, recebido o montante anual para o pagamento da honra de habitar no espaço nacional.

Não conheço bem a incidência sobre a qual os estudiosos compilaram estas conclusões, mas pelo que vou lendo, as contas contemplam só os impostos directos (se não forem só os saques sobre os rendimentos do trabalho). A assim ser, há ainda muitos mais meses de confisco cobertos pelos 23% de IVA e pelas outras mãos avulsas como, por exemplo, por aquelas que nos entram no bolso para pagamento de uma “renda de casa” (o IMI) decorrente de termos património próprio sobre o qual já pagámos outras alcavalas.

O insaciável Estado que sustentamos e que cada vez devolve menos pelo mais que cobra, não nos dará tréguas de libertação, até porque os seus governantes continuam a aumentar o diâmetro dos rombos no fundo do pote.

Se queriam como feriado “o dia da libertação dos impostos” podem tirar daí o sentido.

Afinal, o que interessam as coisas terrenas a um País de tradição cristã que ignora o espírito encarnado do Senhor, ou a um País independente que mandou trabalhar a plebe no dia em que comemorava a defenestração dos ocupantes?
LNT
[0.151/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXX ]

Feira do Livro
Feira do Livro - Lisboa - Portugal
LNT
[0.150/2013]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jean Stapleton


Para sempre agradecido pelos bons momentos que Edith me deixou. A inteligência pelo riso é muito mais do que a esperteza séria de muitos saloios.
LNT
[0.149/2013]

Das mula ruça

Burro com capaAqui há muitos anos, no século passado, quando andava a adquirir uma habilitação literária e profissional para confirmar a aptidão para o trabalho que desenvolvia tive um professor na cadeira de LCP que afirmava e fazia decorar que em computação aquilo que se fazia uma vez repetia-se ad vitam æternam com as mesmas características.

A teoria era verdadeira mas tentei convencê-lo a explicar de que esta teoria só por si podia levar os meus colegas de turma e futuros de profissão a erros gravíssimos de implementação.

A questão teria de ser equacionada em conjunto com uma panóplia de variáveis sendo que, principalmente, a frequência, o processador, a largura de banda, a quantidade de utilizadores e a simultaneidade (sim, sim, sei que não existe tal coisa mas existe o tempo de espera para que ela não exista) poderiam tornar essas rotinas inviáveis por não se processarem em tempo útil.

A coisa complicou-se e a nota na disciplina penalizou a ousadia. Ficou-me de memória e, ainda hoje, quando faço determinadas afirmações demasiadamente teóricas tento ouvir quem, por já ter construído, me pode ajudar a aperfeiçoar o raciocínio e a equacionar as condições.

Isto para dizer que, provavelmente, tudo correria melhor na governação do País se, em vez de se contratarem teóricos que nunca construíram qualquer solução, se optasse por recorrer a gente com provas dadas e resultados práticos comprovados.
LNT
[0.148/2013]

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Olheiras

CaveiraO grande problema dos viciados da estatística é que perdem a faculdade de perceberem que cada décima da percentagem pode conter muito sofrimento, embora seja difícil quantifica-lo.

Deve ser por isso (pela perda das faculdades) que Gaspar tem os olhos tão encavados.

Mergulha na álgebra mal parida sem perceber que há vida para além das fórmulas idealizadas nas sebentas de quem sempre nada criou e que essa vida viva não admite ensaios que a extingam.

Deve ser também pelos pesadelos que atormentam Gaspar cada vez que recebe notícias de que as suas teorias são um falhanço que a cara lhe está tão marcada.

Ser-lhe-ia fácil entender se ele, os que o seguem e os que o norteiam, viessem à rua perceber que, depois de mortos, os portugueses (e não só) dificilmente conseguem ressuscitar.

(Sim, sei que a rua não lhes é agradável e que por isso se refugiam nos bunkers que os protegem, não vá o diabo tecê-las).
LNT
[0.144/2013]

Com papas e bolos

CenourasA cenoura do Conselho de Ministros de ontem foi o anúncio de que baixava em 1/3 o montante a partir do qual era possível atingir, em sede de IRS, o valor tecto da dedução para quem exija a inscrição do número de contribuinte em facturas de cafés, penteados e bate-chapas.

Seria pouco normal considerar que a medida é errada, porque o não é, ou que seria deslocada da realidade, porque ela contém a intenção importante de consciencializar os contribuintes portugueses para o facto de que a evasão fiscal é um crime contra todos os cidadãos que pagam impostos.

Logo, a cenoura posta à frente das orelhas de quem puxa a carroça até tem as vitaminas anunciadas mas continua a ser, sobretudo, mais uma técnica de propaganda destinada a desviar as atenções de todas as malfeitorias contidas nos restantes itens do Orçamento Rectificativo (agora, ainda por cima, sem almofada que evite mais um assalto aos trabalhadores lá para o fim do ano).

A comunicação social, principalmente a que adora cenouras, divulga mais este xarope até à exaustão, dando mais relevo à propaganda do que à notícia.

Esquece-se de que continuamos a falar de coisas absurdas (continua a ser necessário ter gastos naqueles três sectores na ordem dos 700 euros/mês para poder atingir o tal tecto de dedução) enquanto distrai dos cortes brutais que conduzirão a uma redução generalizada da qualidade de vida dos portugueses.
LNT
[0.143/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXVII ]

Banco Alimentar
e voltarei a ser este fim-de-semana - Banco Alimentar - Portugal
LNT
[0.142/2013]

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As sandálias do governador

SapatosSe Juan Carlos tivesse ouvido hoje o governador do Banco de Portugal ter-lhe-ia, certamente, perguntado: "por qué no te callas?"

E teria tido razão para o questionar porque a barriga cheia e os sapatinhos engraxados de um homem que ocupa um lugar público não lhe dão o direito de evocar as sapatarias da Rua Augusta para explicar que elas não existem para calçar todos os descalços, mas sim para cederem o calçado a quem tem dinheiro para o comprar.

É este o verdadeiro estado da nação.

O Governador do Banco de Portugal entende que só se calça quem pode, ficando subentendido que também só comerá quem pode e que a obediência é para quem deve.

É o espírito desta gente que se anichou na manjedoura do Orçamento (ou abancou no pote, como diria Passos Coelho) e faz chalaça com quem põe a palha na manjedoura para que eles se banqueteiem enquanto troçam dos que os sustentam.

A teoria é velha. Já o Botas a usava até ao dia em que escorregou na banheira e descobriu que, calçados ou não, a todos espera marchar com os pés para a frente.

Estes selvagens só conhecem a lei da selva.
LNT
[0.141/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXVI ]

Murtosa
Murtosa - Aveiro - Portugal
LNT
[0.140/2013]

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Gatilho

Canos de armaMais claro não poderia ser o Ministro das Finanças na comissão, esta manhã.

Aquilo que Gaspar e Álvaro anunciaram na passada semana foi um gatilho. Pena que não explicasse melhor, para que melhor se entendesse, que a arma disparada continha um cartucho sem bala e de pólvora seca.

Ainda assim, um tiro é um tiro, mesmo que seja só de fulminante e a lentidão da narrativa foi-nos útil por permitir acompanhar a velocidade do disparo do seu pensamento e ainda os artifícios cadentes contidos na linguagem de trapos com que disfarça.

Quanto ao alvo estamos esclarecidos. Sempre os mesmos e sempre mais do mesmo na senda deste túnel em que nos meteram e a quem teimam acrescentar, em cada réstia de esperança, mais um segmento de túnel no lugar onde devia haver uma luz, por muito baça que fosse.
LNT
[0.139/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXV ]

Jacarandá
Jacarandá - Lisboa - Potugal
LNT
[0.138/2013]

terça-feira, 28 de maio de 2013

Gasparalhices

Cão Coelho
O que será que leva um homem que não tem qualquer pejo em ser deselegante com a humanidade existente em cada ser humano a quem tira a dignidade quando decreta que a sua felicidade reside no empobrecimento, a exigir elegância a quem questiona outros sobre as matérias que, quando lhe são questionadas, recebem em troca uma falsidade, uma meia-verdade, um erro de cálculo, ou um linguajar economicês incompreensível e desajustado da realidade?
LNT
[0.137/2013]

28 de Maio

ColaboradoraHaveria alguma possibilidade de hoje se repetir um golpe de estado que nos levasse a um regime autoritário? Teoricamente não, dado que embora estejam reunidas as condições de descrédito do regime actual que incluem o descrédito dos próprios órgãos de soberania (Tribunais, Governo, Assembleia da República e Presidente da República), não está reunido o consenso nacional para que a solução dos nossos problemas passe pelo fim da liberdade e pela suspensão da democracia.

A nossa integração na Europa e na zona euro (interessante verificar que cada vez mais aparecem vozes a pedir que se repense essa integração), a nossa instrução (interessante verificar que se queira limitar o acesso generalizado à instrução) e a nossa percepção de sermos “gentes do mundo” (interessante verificar que cada vez mais se incentiva a que as “gentes do mundo” abandonem as fronteiras nacionais) dificilmente permitiriam que nos fechássemos no rectângulo de forma albanesa.

Talvez só a questão da independência e do orgulho nacional pudessem servir de mola, mas o orgulho anda pelas ruas da amargura e a independência nacional já não é coisa geográfica.

Não duvido que em breve se irá exigir a alteração de muito.

As instituições terão de voltar a ser credíveis, os tribunais terão de voltar a ser justos (a celeridade e o fim da impunidade são medidas essenciais para essa nova justiça), a política e os políticos terão de voltar a revelar-se fiáveis e o Estado terá de voltar a ser pessoa de bem e de direito. O confisco terá de terminar.

Isto terá de se conseguir pela sociedade até porque já nem existem corpos militares para fazer revoluções, nem tão pouco armamentos capazes de submeter os cidadãos por muito tempo.
LNT
[0.136/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXIV ]

Caranguejo
Caranguejo - Ocaporã - Brasil
LNT
[0.135/2013]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O inverso

MagritteAté poderá ser possível que se tenha de despedir.

Reorganizar, reestruturar e reformar estruturas pode provocar a necessidade de excluir pessoas (embora haja que demonstrar que elas não são necessárias ao objecto reformado).

Isto é o inverso de manter estruturas inoperacionais como lixo improdutivo e obsoleto despedindo só com o pretexto de excluir pessoas. Todos sabemos que manter um carro velho parado numa garagem não evita que ele tenha custos de seguro e de circulação, embora não constitua qualquer risco a ser segurado, nem circule. É a teoria das armas químicas que abatem seres vivos sem provocar a destruição das matérias inertes.

Por isso identificar como reforma da Administração uma catrefada de despedimentos que só decorrem do ódio ideológico e que nada de vantajoso trazem para os restantes cidadãos é muito mais do que um mau serviço público e revela-se um crime de lesa-pátria. Se esse crime for praticado para benefício de entidade externa assume ainda o cariz de traição. Se acabar por reverter em vantagem do prevaricador é considerado como corrupção.
LNT
[0.134/2013]

Da realidade

cintoAcabadas as distrações depois do Benfica ter perdido tudo o que tinha para ganhar e caído no esquecimento o magno problema de saber se é crime chamar palhaço a alguém que não tem graça alguma, esbarramos com a realidade de termos de satisfazer a ideologia de alguns, poucos, com o sacrifício abnegado de quase todos.

As últimas medidas de austeridade decretadas por Coelho e Portas estão em condições de subirem a plenário escudadas na falsa imposição dos nossos credores e suportadas por uma coligação que não existe e por um Chefe de Estado eleito pela abstenção.

O orçamento rectificativo que vai ser apresentado para contornar a ilegalidade comprovada contida no OE de 2013, e reforçado com a penalização revanchista sobre os cidadãos-contribuintes por terem ousado levantar a questão da ilegalidade, irá ser aprovado por uma maioria que joga na brincadeira do gato e do rato com o intuito de enganar uma vez mais todos aqueles que insistem em pensar que "eles são todos iguais" e que a alternativa à política de empobrecimento não passa de uma mudança de protagonistas para que se continue a empobrecer.

Vamos a isto, não é Gaspar? Vamos mostrar a estas gentes que é da vida que uns sejam sempre mais iguais do que a maioria dos outros.

Não quisemos um justo e alegre Portugal, ficámos com aquilo que a indiferença de uns e a mentira de outros promoveu.
LNT
[0.133/2013]

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Já fui feliz aqui [ MCCLXXIII ]

Sapatos de palhaço
Sapatos (cada um calça aqueles que lhe servem) - Portugal
LNT
[0.132/2013]

Poder-se-á chamar palhaço a um presidente da República?

Nariz vermelho
Poder, pode, mas não se deve.

Pode-se porque a liberdade de expressão faz parte do canhenho (art.º 37) que o Presidente teve de jurar para ser Presidente.

Não se deve, porque o código penal diz que a ofensa à honra do PR constitui crime.

Competirá aos tribunais decidir se apelidar um Presidente da República de palhaço é uma ofensa à sua honra.

Esta barbearia já solicitou um esclarecimento ao Sindicato dos Palhaços Portugueses para apurar se também ele se sente ofendido com a expressão de Sousa Tavares e se lhe pretende mover um processo mas ainda não conseguiu, até ao momento, qualquer resposta.
LNT
[0.131/2013]

10º Congresso Internacional para a Saúde dos Adolescentes

Congresso

Tito de Morais é, como é sabido, o fundador do projecto miúdos seguros na Net.

Com este projecto transformou a sua vida normal numa correria, principalmente para escolas, com o intuito de garantir informação que tem levado milhares de pais e educadores a manterem os seus rebentos e educandos em segurança.

Deixo aqui o eco do apelo para que ele possa participar como orador no simpósio sobre o tema Wired and wireless: Potentials and Perils for Digital Adolescentes no 10º Congresso Internacional para a Saúde dos Adolescentes, a ter lugar já em Junho em Istanbul, Turquia.

É fácil levar lá o Tito e a experiência portuguesa sobre o assunto, numa altura em que é impossível o apoio institucional (pretende-se conseguir 2.400 Euros):
1. Através da divulgação deste apelo nos Blogs e Redes Sociais;
2. Através do patrocínio de operadores turísticos, agências de viagens, etc., para ajuda nas viagens e estadia;
3. Através de outros patrocínios empresariais (Vamos lá SAPO!)
4. Através de um donativo individual (5/10 Euros) feito por transferência Multibanco para o NIB 0010 0000 24188450001 30
Mais informação no FaceBook
LNT
[0.130/2013]