terça-feira, 15 de outubro de 2013

Meninos de co(i)ro

Avião papelMedeiros Ferreira chama meninos de coro ao nosso casalinho das finanças porque, quando vão aos meetings dos burocratas da Europa central, não seguem o exemplo do seu colega Luis de Guindos que se faz acompanhar de uma marmita.

Medeiros Ferreira não tem razão. O casalinho das finanças também leva a marmita de casa com as sobras do banquete orçamental do dia anterior. Deixa é a gamela escondida debaixo do banco da classe turística do jatinho em que viaja não vá o guloso do Barroso saltar-lhes ao caminho e entornar o caldinho de que todos eles tanto gostam (Consta que o facto do casalinho ter alguns gostos semelhantes lhes facilita a vida).
LNT
[0.380/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVIII ]

Ikàkéné
Ikàkéné - Kasane
LNT
[0.379/2013]

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O caldo vai acabar por entornar

Escudo de PortugalIsto é tudo muito fácil de entender. Um País que não se dá ao respeito, não é respeitado e já não é primeira vez que não nos damos ao respeito. Foi assim com os Filipes, foi assim quando a família real meteu o rabo entre as pernas e fugiu para o Brasil e ainda foi assim mais umas quantas (poucas) vezes nesta Nação milenar cujo povo sempre soube voltar a dar-se ao respeito.

Não somos um protectorado. Somos uma Pátria assaltada, é verdade, mas um País soberano. Precisamos de apoio mas não vendemos a nossa dignidade para o conseguir na mesma lógica que não aceitamos prostituir-nos quando precisamos de financiamento e recorremos a uma instituição financeira.

Vivemos tempos de infâmia e, ou alguém investido do poder põe cobro a esta maldita submissão, ou isto vai acabar mal como sempre acabou para quem nos tentou subjugar e para os detentores do poder que colaboraram com a submissão.
LNT
[0.378/2013]

domingo, 13 de outubro de 2013

da Dissimulação

Haverá algo (ou alguém) mais ridículo do que abandonar os fatinhos às riscas (tipo Al Capone) só para parecer que se é o número dois de um Governo sem número um?

Há. Em Portugal há!

O Capone sempre foi aquilo que foi, nunca foi um trambiqueiro.
LNT
[0.377/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVII ]

Néné
Albarraque - Sintra - Portugal
LNT
[0.376/2013]

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

OMO lava mais branco

Papel higiénicoMuito se gosta, em Portugal, de justificar uma javardice com outra para ensaboar a primeira na tentativa de a branquear.

Por exemplo:

- Se falarmos na gatunagem que enriqueceu lambuzando-se nas gorduras e no lombo do BPN (sem esquecer que tão gatuno é o que rouba como o que fica à porta), surge logo alguém para falar da nacionalização e desviar as atenções dos bandidos e dos que se aproveitaram dos favores da bandidagem;
- Se falarmos de submarinos e da negociata que conseguiu ter corruptores engavetados na Alemanha sem que os corrompidos portugueses apareçam, surge logo alguém para falar das intenções anteriores e desviar as atenções de quem efectivou a compra.

Agora, com as pensões de sobrevivência, o truque é estampar a cara do adormecido Constâncio em tudo quanto é comunicação e rede social, para justificar que os sobrevivos não tenham aquilo que lhes é devido.

Nem sequer me vou dar ao trabalho de voltar a explicar que a pensão de sobrevivência é parte integrante do acordo estabelecido com a Segurança Social, que se banqueteia mensalmente com parte dos salários de quem trabalha, que não tem gerido devidamente os fundos que os trabalhadores (e as entidades patronais) entregam nas suas mãos. Também não vou perder tempo a explicar, uma vez mais, que aquele dinheiro não é do Estado embora tenha sido usado pelo Estado para tapar todos os buracos que apareceram.

Basta-me pedir que sejam mínima e intelectualmente honestos e que deixem de fazer de estúpidos todos os que não aceitam o branqueamento das golpadas que nos conduziram ao estado em que nos encontramos e que parem de tentar esconder o saque que não para de se fazer.
LNT
[0.375/2013]

5 - Blogoditos - 5 [ I ]

Blogs
Porque o PSD sempre foi assim. Algo muito semelhante à célebre curva do estádio José Alvalade, onde se concentram os adeptos do Sporting que vaiaram Figo e Rui Patrício, e que ao mínimo desaire acenam com lenços brancos em exigência à despedida imediata de treinadores.
Pedro Correia

Dia após dia, esta gente dá, em uníssono e de forma metódica, continuação ao massacre a que têm sido sujeitos os juízes do Tribunal Constitucional, perante o silêncio ensurdecedor do Presidente da República.
Miguel Abrantes

Afinal o"penta" do líder do CDS na noite das autárquicas referia-se não às minúsculas câmaras que arrecadou, mas aos cortes - a única "reforma do Estado", não vale a pena disfarçar mais - que vão ser aplicados aos trabalhadores investidos em funções públicas, no activo ou não.
João Gonçalves

Muitas tradições tratam certos objectos como entidades especiais devido ao significado que esses objectos acumularam no processo de partilha de uma história comum das pessoas nessa tradição.
Porfírio Silva

Se o comportamento de Machete tivesse alguma coisa de grave, em que língua, viva ou morta, existente ou por inventar, conseguiríamos descrever o comportamento de Passos, Portas e Cavaco?
Valupi
5 - Blogoditos - 5 é uma rubrica de 6ª Feira que transcreve citações interessantes de cinco autores de Blog em cada semana.
LNT
[0.374/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCVI ]

Ericeira
Ericeira - Portugal
LNT
[0.373/2013]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Macaquices

Chimpazés
Dizem-me que um macaquinho fugiu da jaula onde vive no Zoológico de Lisboa e surripiou o manuscrito de página e meia onde Portas fazia, há quase um ano, as anotações para o primeiro fascículo da Reforma do Estado.

Dizem-me também que esse macaquinho estava a ser treinado para exercer comportamentos humanos de higiene, nomeadamente nos rituais pós necessidades fisiológicas.

LNT
[0.372/2013]

Reality Show

Coelho
Não vi nem verei, porque detesto reality shows, a encenação madura que a RTP passou ontem tendo por protagonista um artista de segunda categoria.

Dizem-me que não foi um espectáculo de ilusionismo porque o coelho da cartola andava à solta pelo palco e o influente (e activo) mágico da farsa manteve-se na regie da marquise do Possolo.

No entanto gostaria de saber quais foram os critérios de escolha dos figurantes e quem escreveu o guião das falas e deixas com que eles tiveram de alombar.
LNT
[0.371/2013]

Deixem-nos Trabalhar, forças do bloqueio!

AbóboraOntem, na espreitadela breve que tive oportunidade de dar aos serviços noticiosos da comunicação social que temos, calhou-me em sorte ouvir pela voz das sumidades do costume que se não tivéssemos a Constituição que temos o Tribunal Constitucional não teria tido oportunidade de se pronunciar pela inconstitucionalidade das inconstitucionalidades que este Governo tem decretado.

É importante tomar nota destes apontamentos produzidos com ar sério e solene por gente tão sábia porque não fica bem a uma Nação milenar desprezar as la paliçadas da elite que lhe saiu em sorte.

Dizem esses sábios que a melhor forma de resolver a questão é rever a Constituição (eles já nem sequer se questionam sobre a apreciação geral que os portugueses têm sobre o desempenho do Tribunal Constitucional nesta fase de governo presidencial).

Pouco faltará para que venham exigir a extinção do Tribunal Constitucional e já agora da própria Constituição seguindo a máxima cavaquiana do: "Deixem-nos trabalhar, forças do bloqueio!".
LNT
[0.370/2013]

Já fui (irei ser hoje) feliz aqui [ MCCXCV ]

Miguel Telles da Gama
Passing through the red - Miguel Telles da Gama - Lisboa - Portugal
LNT
[0.369/2013]

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Também nas aves

Pombos Gaivota

Ontem constatei que os pombos de Lisboa se julgam gaivotas. Deixaram de passarinhar no Terreiro do Paço para se pavonear alegremente no areal do Cais das Naus.

No entanto, os brilhos de lantejoula não enganam quem os observa. Tirando a habilidade de se empoleirarem nas orelhas do cavalo de Dom José, coisa que as gaivotas não conseguem por terem barbatanas nas patas, os pombos (excluídos os pombo-correio que tem GPS nos bicos) são aselhas por natureza e molengas por se terem deixado domesticar por quem lhes enche o bandulho de milho.

Os pombos da minha cidade que se julgam gaivotas, ao contrário dos ratos de Lisboa que dominam todas as artes de sobrevivência, morrem à beça sem perceberem que as ondas do Tejo não toleram plumagens sem gordura e que as gaivotas, por quem se querem fazer passar, têm goela grossa que lhes permite engolir peixes-aranha sem se asfixiarem.

Quando constatei publicamente aquilo que os pombos de Lisboa se julgam, disse-me João Castro que: "A convivência permite a troca do conhecimento" e que lhe parecia que estes pombos também comiam peixe. Até pode ser que comam, até pode ser que tenham adquirido esse conhecimento, mas isso não lhes faz ter o bico forte, nem boiarem nas vagas criadas pelos transatlânticos que raspam o Cais das Colunas.
LNT
[0.368/2013]

Reflexos

MagritteComo tudo teria sido diferente se tivéssemos um poeta ao leme em vez de termos um contabilista daqueles que nunca erram, raramente se enganam e que dissimulam para não reconhecer que não sabem fazer contas.

Na altura andavam uns a olhar para o umbigo e outros para a braguilha. Agora, uns e outros estão vasectomiazados e lamentam-se da esterilidade.

Há coisas irreversíveis e normalmente assim são as coisas relacionadas com as mutilações, excluindo as relativas às regenerações das lagartixas.
LNT
[0.367/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCIV ]

Tejo, Cruzeiros
Entradas e saídas - Lisboa - Portugal
LNT
[0.366/2013]

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mais um piparote nas orelhas do Vice

Piparotes
«Nestes últimos dias, medidas que estavam previstas e descontadas há vários meses, (...), foi apresentado no espaço público de uma forma que contrai as expectativas da generalidade dos agentes em vez de recentrar essas expectativas»
Pedro Passos Coelho
Dado que quem apresentou as medidas no espaço público foi Paulo Portas coadjuvado por Maria Luís, Coelho fez saber uma vez mais que o choque de expectativas tem um responsável directo.

Continua o braço de ferro na paz podre que Cavaco Silva impôs a esta gente.
LNT
[0.365/2013]

Palhaçadas

PalhaçoSabe duma coisa, Miguel Sousa Tavares. A tontaria com que ontem disse na SIC que (cito de cor) "já não bastava pagar as pensões aos vivos como ainda ter de pagar as pensões dos mortos" (em relação às pensões de sobrevivência) é tão válida como o vendedor do seu jipe agora lhe retirar o pneu sobresselente por ter passado a entender que o carro que lhe vendeu só precisa de quatro pneus para andar (embora o preço que pagou incluísse o pneu sobresselente).

A pensão de sobrevivência é a garantia de que os agregados familiares não perdem tudo com a morte de um dos seus elementos. É parte integrante, tal como o pneu sobresselente é da sua viatura, do contrato acordado com quem se abona impreterivelmente com parte do seu vencimento mensal.

Imagino o que não o ouviríamos dizer se uma companhia de seguros com quem tivesse feito um PPR não lhe pagasse o prémio acordado.
LNT
[0.364/2013]

Lisboa das naus a ver navios

Cais das ColunasVivo numa cidade em que o Outono de hoje festeja 30º centígrados. Perto do local onde aguardo que me reformem, estende-se um mar de pedra até ao Tejo e adivinha-se uma alteração profunda à qualidade de vida no local. Tive oportunidade de hoje, em dia de greve do Metropolitano de Lisboa, ter feito por aí uma caminhada forçada e ter ficado magnificamente agradado com a abertura daquele passeio ribeirinho.

O senão, e não é pouco senão, duas reentrâncias feitas no percurso pedestre que não apresentam qualquer protecção e se revelam armadilhas fatais. Complementa-se o senão com um outro relativo ao caminho de escape aos estaleiros de obra que mereciam, por parte das empresas construtoras, melhor cuidado e sinalização.

Reparo feito, fica o convite ao passeio ainda incompleto na Ribeira das Naus.

É um percurso fantástico de descontração e contemplação que se estende do Terreiro do Paço até ao Cais do Sodré, tão agradável que até consegue amortizar os imensos incómodos que a greve selvagem do Metro produzem aos alfacinhas e aos milhares de visitantes de Lisboa.

Nota: O direito à greve é inquestionável. O direito ao transporte que os utentes do Metro de Lisboa têm também o deveria ser, até porque a grande maioria desses utentes tem o passe antecipadamente pago e não recebe nestes dias qualquer contrapartida, nem reembolso.
LNT
[0.363/2013]

Ditos populares à Moura Guedes [ II ]

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Gaspar escaldado tem medo de água benta (também serve democrata-cristã)
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LNT
[0.362/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCIII ]

Colaço
António Colaço - Lisboa - Portugal
LNT
[0.361/2013]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Caldo entornado

GalosDurão Barroso trocou a liderança do Governo Português de tanga por um alto cargo de libré em Bruxelas.

Vantagem para ele que, para além de ganhar acima das posses de qualquer outro português funcionário público, político ou amancebado, consegue manter-se no poleiro dourado e cantar de galo no Algarve quando sente necessidade de treinar português.

Barroso esquece que a União Europeia é um conjunto e países soberanos e não de estados federados. Seria saudável, para nós e para ele, que essa condição não fosse esquecida, não vá o caldo (de capão ou de cherne) galgar as bordas do tacho por excesso de calor.
LNT
[0.360/2013]

Em 2013

Bandeira da RepúblicaFica para memória que, no Cinco de Outubro deste ano, tivemos um discurso de Presidente da República feito por um Presidente da Câmara e um outro de Presidente de Junta feito por um Presidente da República.

Razão tenho ao não deixar de aconselhar à minha clientela que olhe para o autarca com olhos de ver e ganas para o fazer o Mais Alto Magistrado da Nação.

Recordarão nessa altura que o que distingue uma República com um Presidente de uma outra tutelada por uma Magistratura (activa) de Influência é a menor serventia do Tribunal Constitucional.
LNT
[0.359/2013]

Versículos de uma epístola de Portas

Paulo PortasTudo nele é artificial. Ele próprio é artificial.

Não lhe chegando o saque dos vivos para saciar a voracidade que tem por aqueles de quem se arvora defensor, Paulo, democrata e cristão, olhou do topo da montanha para onde o guinaram e viu o precipício à frente dos pés.

Então, bafejado pelo odor da Besta que o contrapôs ao Bem em que se crismou, decretou que aos velhos não lhes basta morrer na miséria mas há que sacar também a quem a eles sobreviva.

Neste tempo de perfídia e de trevas, na impossibilidade de se quedar com a alma arrebatada precocemente aos velhotes a quem diminui cuidados de sobrevivência, esmifra-lhes o legado.

Amem. (até que alguém diga que assim não seja)
LNT
[0.358/2013]

Infinito majestoso

José António BarreirosNa passada sexta-feira fui ouvir José António Barreiros dissertar, na biblioteca Orlando Ribeiro, sobre um coiso que tinha criado (ele chamou-lhe objecto). Aquilo é uma obra magistralmente pincelada com letras sobre o óleo que lhe serviu de lastro.

Entre os muitos sobressaltos decorrentes da conversa (ainda não tinha lido mais que uma página do texto) retive duas perturbações:
Uma, relativa à textura das pinturas a óleo que é conseguida com manchas de tinta em relevo, impróprias para serem lidas per si, e que impõem ao leitor que se afaste o suficiente para não se perder na pigmentação e nas sombras provocadas pelas pinceladas. Há que observar a obra por inteiro para se perceber o sentido.

A outra, relativa à propriedade das obras públicas (ou publicadas) uma vez que a sua leitura e interpretação não pertence ao autor. Barreiros misturou-se na pigmentação de um quadro de que não era o autor e a cada pigmento juntou-lhe uma letra e a cada letra uma ideia e com o conjunto de ideias contou uma história que, diz ele, lhe veio inconscientemente de entranhas que desconhecia ter. Essa será a maior inquietação de qualquer jurista, principalmente se habituado a defender na barra as próprias entranhas desconhecidas dos seus constituintes.
O coiso (o autor chamou-lhe objecto, lembram-se, o que não é por não ser exterior ao espírito) foi lido de supetão até à última pincelada e aguarda releitura para melhor distanciamento antes de ser exposto. A sua condição de coiso deixa-me a questão de saber se, no fim, o devo emoldurar e pendurar na parede, ou encaixá-lo na prateleira dos livros.

Seja como for, o infinito majestoso é uma obra de arte que trouxe para casa.
LNT
[0.357/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCII ]

Pesca
Pesca na barragem - Alentejo - Portugal
LNT
[0.356/2013]

sábado, 5 de outubro de 2013

Da dignidade e do pífio

JiminyO que esta gente não percebe é que aqueles a quem se dobram são os que nunca se dobraram perante os portugueses.

Se o entendessem percebiam também que, até perante eles, ficam mal vistos.
LNT
[0.355/2013]

oãtsiuqavaC

aseugutroP A

rahcram, rahcram seõhnac so artnoc
ratul airtáP alep
!samra sà, samra sà
ram o erbos, arret a erboS
!samra sà, samra sà

!airótiv à et-raiug ed-áh euq
sóva soigérge suet soD
zov a es-etnes airtáP Ó
airómem ad samurb sa ertnE
!lagutroP ed rodnelpse O
ovon ed ejoh iatnaveL
,latromi, etnelav oãçaN
ovop erbon, ram od sióreH
LNT
[0.354/2013]

País sequestrado

Cara NacionalTenho vergonha de no meu País se comemorar a data do regime dentro de uma sala onde o seu poder eleito em democracia se esconde de portadas fechadas.

Tenho vergonha de no meu País democrático ver o seu máximo representante fugir dos espaços fechados onde faz discursos que ignoram o sofrimento do povo, para o refúgio da viatura que o conduz a novo bunker.

Tenho vergonha de no meu País democrático os votos estarem sequestrados e quem os sequestrou nem sequer ter coragem de encarar os seus verdadeiros detentores.

Tenho vergonha de no meu País o executivo eleito democraticamente não respeitar a Lei Fundamental pela qual foi eleito, nem os preceitos básicos de separação de poderes nela determinados.

Tenho vergonha de no meu País os poderes eleitos não fazerem valer a nossa condição de Nação valente e imortal.

Tenho esperança que no meu País seja eleito como seu máximo representante quem, no dia de comemoração do regime vigente, teve a coragem de pronunciar o discurso que se impunha, neste momento, a um Chefe de Estado.
LNT
[0.353/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXCI ]

Portugal
Bandeira Nacional - Portugal
LNT
[0.352/2013]

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A dissertação

CasteloTópicos para o discurso de amanhã:
1 - Já não vinha aqui desde a última vez que aqui estive;
2 – Mencionar a raça da República;
3 – Apelar à união nacional;
4 – Evocar a sustentável leveza da dívida externa;
5 – Voltar a frisar que já antes não vinha aqui desde a penúltima vez que aqui tinha estado;
6 – Não falar do segundo resgate;
7 – Citar Maquiavel, Sade e um dos masoquistas Roteiros acrescentando a expressão “bem avisei”;
8 – Não fazer qualquer leitura nacional de quaisquer eleições;
9 – Vários vivas.

Cuidado especial: Ouvir o Hino com antecedência para ter a certeza que não começará por “contra os canhões, marchar, marchar”.
LNT
[0.351/2013]

Ditos populares à Moura Guedes [ I ]

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Oliveira escondido com Costa de fora
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LNT
[0.350/2013]

Hoje em Lisboa

Infinito MajestosoComo foi para dar boas notícias lá apareceu o Vice-Primeiro nas pantalhas com a sua irrevogável amiga. A maçaroca já cá canta. Venha o cheque, esqueçam o segundo resgate porque o tempo da chantagem pré-eleitoral já lá vai e tratem de amochar mais um ano porque isto é a vida real e reformar o Estado dá um trabalhão quando se quer ir além da troika e aquém de tudo o que é decente.

A coisa não merece mais referência. Paleio até que o OE entre na Assembleia da República e se entenda, de vez, que o caminho do empobrecimento é um trilho estreito à beira do precipício que terá de ser palmilhado até ao fim, quando se confirmar que o trilho foi um beco sem saída.

Passemos então ao que interessa e o que hoje interessa é a apresentação da narrativa ficcional que está contida pela capa do novo livro de José António Barreiros. Infinito Majestoso será hoje presente em Lisboa, Telheiras, na Biblioteca Orlando Ribeiro e a Labirinto de Letras convida de porta aberta.

Tenho por Barreiros uma simpatia especial que vem desde o tempo do VI Governo Provisório e do I Constitucional onde partilhámos tarefas no gabinete de Manuel Tito de Morais.

Desconheço o que está escrito nesta obra mas posso adivinhar a forma porque lhe conheço o estilo, a clareza de raciocínio e o rigor das palavras.
Até logo.
LNT
[0.349/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCXC ]

Leica
Leica - por aí - Portugal/Alemanha
LNT
[0.348/2013]

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Valha-nos São Jorge

Lisboa Castelo de São JorgeNuma última volta pelas eleições para estabelecer estratégias de fuga de Lisboa dou com:
Oeiras tomada pelos independentes;
Amadora, Odivelas, Vila Franca de Xira, Sintra, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Alenquer, Azambuja, Lourinhã, Salvaterra de Magos, Cartaxo e Montijo tomadas pelas forças aliadas;
Loures, Sobral de Monte Agraço, Benavente, Almada, Seixal, Barreiro, Moita e Alcochete tomadas pelas forças vermelhas;
Cascais e Rio Maior tomadas pelas forças do poder e Mafra, Cadaval e Santarém tomadas pelas forças laranja.

As fugas para Norte e terras saloias estão garantidas pela A8 só tendo de me blindar às portas de casa e na passagem pelo Convento.

As fugas para Sul ficam garantidas pela Vasco da Gama desde que cuide do flanco esquerdo ao cruzar o Tejo.

Atravessar a 25 de Abril ou meter-me pela A1 está fora de causa.
LNT
[0.347/2013]

Melhor quer dizer mais bom ou mais bem

Machina SpeculatrixAté percebo o Porfírio. Também me irrita a tendência portuguesa para o exagero, por exemplo quando o nosso Presidente anuncia que terminou a recessão ou o nosso PM diz que estamos no bom caminho, e por isso entendo que teria sido desnecessário o PS andar com cartinhas (aliás, esta moda das cartas irrita-me quase sempre) a anunciar “os melhores resultados de sempre” conseguidos numas autárquicas.

Mas (isto dos mas também me irrita, porque é irritante ter de haver sempre um mas) a verdade é que melhor quer dizer mais bom ou mais bem e mais bom ou mais bem é obter melhores vantagens. O Partido Socialista obteve essas vantagens (mais câmaras, três das quatro maiores e mais importantes câmaras do País e a Associação Nacional de Municípios - a confirmar no dia 23 de Novembro) embora não tenha conseguido ter o maior número de votos de sempre em eleições autárquicas.

Também sabemos que maior não significa melhor mas essa é outra conversa.

No entanto há coisas muito mais importantes para nos irritar, como por exemplo a preocupação com as vitórias "estrondosas" dos comunistas no Baixo Alentejo (qualquer coisa que significa um universo de – Évora: 83512 votos totais entrados + Beja: 82470 votos totais entrados + Setúbal: 302712 votos totais entrados = 468694 votos totais entrados – atenção que se está a falar de votos entrados nas urnas para todos os concorrentes – num universo nacional de 4.996.088 votos entrados) que desta vez concentraram muitos votos dos descontentes com a actuação dos Partidos do "arco da governação".

Eu ficaria muito mais preocupado se esses votos de protesto se tivessem reunido à volta da extrema-direita, como é costume acontecer pela “Europa civilizada”, mas enfim.

Dito isto, resta-me reconfirmar que concordo com o Porfírio sobre a desnecessidade de se ter escrito aquela carta nos termos em que foi escrita. Talvez a sua redacção inglesa devesse ter sido feita com mais cuidado mas, como se sabe, estas coisas do inglês técnico são sempre uma pedra no sapato socialista.
LNT
[0.346/2013]

Falta de inspiração

UnhasA eterna mudança nos tempos correntes e a rápida evolução dos acontecimentos no Mundo moderno provocam nos seres humanos estados de desânimo e de frustração insuperáveis.

Depois de ter aprendido tanto com a magnífica discussão sobre os piropos que animou as hostes e tanta tinta e papel de jornal fez vender na época alta do Sol escaldante, confronto-me agora com a impossibilidade de observação das unhas multicoloridas que, até há pouco, se sentavam nos bancos do Metro onde me desloco todos os dias para a baixa pombalina e dos pombos. Bastou que o Céu abrisse as torneiras para que os pés que expunham tantas obras de arte se escondessem dentro de ignóbeis botifarras.

Resta-me agora pensar, já que não me passa pela cabeça vocalizar piropos embora saiba distingui-los da ordinarice. Resta-me agora olhar para dentro, já que olhar para dentro dos olhos de alguém pode ser assédio. Resta-me agora pedir amizade a desconhecidos no FaceBook, já que se o fizer na rua pode levar-me à prisão. Resta-me observar o calçado sem lhe equacionar a qualidade, já que dissertar sobre o assunto pode fazer-me passar por assassino cruel dos bois (insistem que são vaca) que se compram no talho.

Resta-me isolar, escrever e não falar. Mas assim é difícil a inspiração.
LNT
[0.345/2013]

Já fui feliz aqui [ MCCLXXXIX ]

Melga
Melgas - por aí - Portugal
LNT
[0.344/2013]