[0.052/2022]
segunda-feira, 9 de maio de 2022
Falam, falam, falam
[0.052/2022]
Teorias da conspiração
#BarbeariaSrLuis
[0.051/2022]
domingo, 8 de maio de 2022
Negócios à parte
Muito mais interessante do que prosseguir neste concurso de “o meu embargo é melhor que o teu” seria desembargar os “ocidentais” (ou “democracias liberais” no novo léxico mediático) que andaram estes anos a vender, pela porta do cavalo, armas e componentes com fins bélicos à Federação Putina, desde que modificassem os tubos para impulsionarem a saída dos obuses e balas em sentido contrário.
Bem sei que o negócio do armamento iria sofrer um imenso revés,
uma vez que perdiam um dos clientes, mas seria uma janela de oportunidade para reconverter
as fábricas de armamento em indústria alimentar.
#BarbeariaSrLuis
[0.050/2022]
quinta-feira, 5 de maio de 2022
Da leveza
#BarbeariaSrLuis
[0.049/2022]
Diferença indiferente
É-me completamente indiferente se um dirigente associativo
ucraniano resolve fazer uma declaração em Portugal. Somos um País aberto e
democraticamente maduro onde qualquer pessoa se pode expressar livremente.
Já não me é completamente indiferente que a comunicação
social portuguesa use essa declaração individual até à exaustão como se ela
valesse alguma coisa e ainda mais não me é indiferente que a falta de
preparação democrática e diplomática de quem faz esse tipo de declarações sirva
para fomentar o ódio à liberdade de pensamento e expressão.
A defesa intransigente que sempre faço de quem está a ser
agredido e resiste estoicamente ao agressor não tolda nem o meu pensar, nem dá o
direito a quem defendo de atacar o que eu defendo.
#BarbeariaSrLuis
[0.048/2022]
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Clarinho como água
#BarbeariaSrLuis
[0.047/2022]
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Cada vida humana tem o valor da humanidade
#BarbeariaSrLuis
[0.046/2022]
quarta-feira, 13 de abril de 2022
Pombas armadas
#BarbeariaSrLuis
[0.045/2022]
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Leques
Para os nossos deputados fica uma lição, se a quiserem
aprender. Não é boa ideia ter radicais como líderes da oposição porque, sendo a
democracia um sistema onde se ganha e se perde, quando os democratas perdem os
radicais podem dar cabo desse sistema.
#BarbeariaSrLuis
[0.044/2022]
sábado, 9 de abril de 2022
Hey Hey Rise Up
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.043/2022]
quinta-feira, 31 de março de 2022
Lamento
#BarbeariaSrLuis
[0.042/2022]
quarta-feira, 30 de março de 2022
Chata de galochas
A expressão “chatos de galochas” parece referir-se a alguém
que é mais chato que qualquer chato normal que, como sabe quem sabe o que é um
chato, é uma chatice infinita.
Julgo que a expressão está ligada às pessoas que entram pela
casa dos outros calçadas de galochas e dessa forma chateiam (mais que os chatos
normais) quem depois tem de limpar a água e a lama que esses chatos largam
quando arrastam os pés.
Já “picareta falante” é uma expressão inventada por Vasco
Pulido Valente para xingar o então PM António Guterres.
Segundo me lembro, estava ligada ao facto de Guterres ser
capaz de arengar sobre tudo e mais alguma coisa, o que só parcialmente era
verdade tendo em conta que ele até mandava os jornalistas fazer contas quando
as casas decimais ultrapassavam o milhão.
Vem isto a propósito de um comentário que fiz nesta publicação
de Maria de Fátima Filipe e de um reparo que o meu quase gémeo António Pais me
fez.
A causa: - A deputada única “fala-barato” Inês Sousa Real
que fala pelos cotovelos, é uma chata de galochas e uma picareta falante.
Já agora, “fala-barato” é uma expressão de quem muito fala,
mas pouco do que fala interessa por ser uma fala de chavões e de "sound-bite",
sendo que sound-bite é uma bip informático destinado a chamar a atenção.
#BarbeariaSrLuis
[0.041/2022]
O único recado de Marcelo
O Presidente da República só teve um aviso relevante uma vez
que todo o resto foi conversa em família e, como quase todas as conversas em
família, limitou-se à moral e aos bons costumes.
Marcelo avisou a Nação que não perdoará a Costa um abandono
do Governo antes do fim do mandato.
António Costa, à conversa em família, tudo respondeu com a
amizade e o respeito que as famílias merecem. Em relação ao aviso fingiu não o
ter ouvido.
Não respondeu, nem fez aparte. Passou adiante como quem
passa por vinha vindimada.
Com o seu silêncio avisou Marcelo que quem vier a seguir que se governe porque ele governará enquanto tiver de governar.
#BarbeariaSrLuis
[0.040/2022]
sábado, 26 de março de 2022
Z de zimbório e de ziper
Putin e Cirilo, após abandonarem o plano inicial imperialista de substituir
o governo democrático ucraniano por um governo fantoche, tal como o existente
na Bielorrússia, já anunciam voltar ao seu plano inicial.
O Czar do Império da Rússia e o Patriarca de Moscovo confrontados
com a heroica resistência ucraniana liderada por Volodymyr Zelensky, o novo Simón Bolívar comunicacional do século XXI, e com o
impensável sentimento de unidade patriótica ucraniana e do fortalecimento do “Ocidente”
comandado pelos Estados Unidos e escudado na bandeira da NATO, dizem agora regressar
aos objectivos iniciais:
1. Criar uma zona de ninguém entre a Ucrânia democrática e a ditadura russa;
2. Reduzir a área geográfica da Ucrânia redesenhando as fronteiras que separam a Europa democrática do Império Russo; e
3. Retirar à Ucrânia os acessos ao Mar de Azov para o transformar no porto terminal de escoamento do gás e petróleo russos.
O Czar Putin, batizado com o
cognome de “o Carniceiro”, e Cirilo que muito gostaria de voltar a ser o Patriarca
de Moscovo e de toda a “Grande, Pequena e Rússia Branca”, estarão na iminência
de concentrar as suas atenções para o redesenho fronteiriço abdicando o Czar,
do pleno território ucraniano e do acesso total ao Mar Negro e o Patriarca, da Pequena
Rússia, para levar à mesa do armistício, após a conquista do território que
marcaram, a proposta do mapa abaixo, que abarcará a central nuclear de Zaporizhzhia,
garante da energia dos territórios anexados, incluindo a Crimeia.
Fecha-se o zip, fecha-se o
zimbório, mantém-se a face do Czar (do actual ou do próximo), alargam-se as
portas do “Ocidente livre” e Odessa continuará a ser Património Cultural da Unesco.
Os refugiados regressam, a Europa
respira e fica na dependência energética de outras potências, a Ibéria rasga os
Pirenéus, a China mantem os mercados, a ONU continua como sempre, o Mundo volta
à sua vidinha e a humanidade há-de construir o memorial que sempre constrói
após os crimes que contra ela são cometidos.
[0.039/2022]
segunda-feira, 21 de março de 2022
E para aqueles que são muito marítimos também com os peixes do mar
Vai ser o tempo da viragem em profundidade centrada na prospecção
de lítio, túneis na Estrela e escavações nos Pirenéus.
Desde o tempo do outro Presidente Professor (por extenso) embebecido
com o sorriso das vacas dos Açores, que as fábulas de La Fontaine não tinham
tanto significado na História da nacionalidade e da bravura pacifista deste
torrão de terra de gente hospitaleira, feiras de enchidos, arraiais de bagaço e
um corpo de generais na reforma (superior aos soldados no efectivo) que agora
comentam nos directos televisivos, via Zoom, a anexação da Crimeia sem nunca terem
tido engenho para desanexar Olivença do Reino de Espanha.
Com a guerra na Europa a acabar, como se vê pelos canais de
notícias que já voltaram aos assuntos do futebol, e tendo ideia que temos mais
mercenários nacionais do que efectivos oficiais no teatro da guerra, vamos ser
confrontados com uma Assembleia da República depois de ter adquirido o novo
figurino onde a direita foi substituída pela extrema-direita e a extrema-esquerda
pela esquerda central.
#BarbeariaSrLuis
[0.038/2022]
sábado, 12 de março de 2022
Cercos
Falam, em pleno
século XXI, no cerco à fortaleza como aprenderam na escola quando estudaram (?)
o cerco a Alusbuna e
continuam com a noção de que, entre os enviados de Putin, haverá um Martim
Moniz que lhes possibilite uma narrativa lendária.
Insistem nestes grafismos sem se aperceberem que se, em Kyiv,
o KGB Putin ainda não foi o habitual Bulldozer é porque esta capital tem para
ele um significado especial e está a tentar tudo para a conquistar sem ter de a
arrasar.
O cerco de Kyiv será feito com cortes de abastecimento, água,
energia e bloqueio das comunicações, inviabilizando todos os acessos aéreos e
terrestres que sejam vias de abastecimento de bens, electricidade, armamento e
munições.
A invasão de uma fortaleza destas é impossível caso não se
use a tática de Bulldozer.
Cada janela será uma guarita e, não querendo acabar com todas
elas, só resta conseguir a rendição dos valorosos resistentes pela fome, pela
sede, pelo frio, pela intervenção de forças rápidas e dirigidas e, se
necessário, pelo veneno em que o actual Kremlin é especialista.
O alarve Putin quer Kyiv para voltar a ter Kiev, senão já a
tinha bombardeado.
Deixem-se de risquinhos e joguinhos e esforcem-se para entender os sinais que dão as pistas para entender o que vai na cabeça do estupor que se julga ungido como Czar para ser um novo Ivã.
#BarbeariaSrLuis
[0.037/2022]
Falta-lhes o cheiro do cabedal
#BarbeariaSrLuis
[0.036/2022]
sexta-feira, 11 de março de 2022
Qu´ils mangent de la brioche
Bem tento, mas não consigo escrever o que me vai na alma.
Introspectivo, amargurado, mal-informado e na tentativa de sanidade ao confrontar a alma com a prepotência dos tarados que se sentam nas cabeceiras opostas de uma mesa de trinta metros e os impreparados da diplomacia que não conseguiram prever o martírio quando sonharam erguer uma escultura heroica no rossio da sua cidade capital.
Enquanto isto, o choro de uns não abafa os brindes de cristal à paz, saúde e prosperidade realizados nos doirados de la chambre de l'autre-chienne nas negociatas do nuclear francófono, do crude persa ou Maduro e das tubagens nos Pirenéus.
A realpolitik e a desumanidade fazem caminho, descaminhando, prendendo-nos na insónia para evitar pesadelos.
#BarbeariaSrLuis
[0.035/2022]
sábado, 5 de março de 2022
Zebras
Sempre que quiser passar de um lado da rua para o outro deve procurar uma zebra.
É mais seguro, é legítimo, é legal, é previdencial e passar de um para o outro lado é um direito que não lhe pode ser recusado.
Sempre que usar uma zebra para passar de um lado para o outro nunca deixe de olhar para a direita e para a esquerda, principalmente se levar uma criança pela mão.
A criança está ao seu cuidado e compete-lhe cuidar dela.
#BarbeariaSrLuis
[0.034/2022]
quinta-feira, 3 de março de 2022
Caluda
Neste meu blog não há “mas”, mas por isso mesmo exijo que
não me inviabilizem o acesso à informação e à propaganda dos dois lados
beligerantes.
Repito, aqui não há “mas”, mas não me infantilizem.
#BarbeariaSrLuis
[0.033/2022]
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Fotogramas
#BarbeariaSrLuis
[0.032/2022]
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Não gosto de agressores nem de ditadores
Há três únicas coisas que não quero deixar de dizer, pelo
menos para já:
Sei o que é um agressor, sei reconhecê-lo e sei que não gosto
de agressores.
Sei o que é um agredido, sei reconhecê-lo e sei que gosto de
me solidarizar com os agredidos.
Para além disso, sei reconhecer um ditador, não gosto de ditadores e lamento os povos por eles subjugados.
#BarbeariaSrLuis
[0.031/2022]
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
Missing Men
sábado, 19 de fevereiro de 2022
Fact checking “Pimenta na língua”
Na comunicação social e redes sociais faz-se constar que o nosso Supremo Comentador da Nação, alegou a urgente necessidade de ter um OE aprovado para decidir a dissolução da Assembleia da República, o que agora, altura em que se prevê termos duodécimos em mais de meio ano, deita por terra a razão aduzida.
O barbeiro foi “checar” e o que
encontrou no site da Presidência foi o Supremo Comentador – na pele de Presidente
da República – ter fundamentado para a dissolução:
“… A
rejeição deixou sozinho a votar o Orçamento o partido do Governo.
A rejeição dividiu, por completo, a base de apoio do Governo,
mantida desde 2015.
A rejeição ocorreu logo na primeira votação – não esperou pelo
debate e discussão na especialidade e, menos ainda, pela avaliação da votação
final global.
Não foi uma rejeição pontual, de circunstância, por desencontros
menores, foi de fundo, de substância, por divergências maiores. Em áreas
sociais relevantes, no Orçamento ou para além dele, como a segurança social ou
a legislação do trabalho.
Divergências tão maiores que se tornaram inultrapassáveis e que
pesaram mais do que o percurso feito em conjunto até aqui e, sobretudo, pesaram
mais do que a especial importância do momento vivido, à saída da pandemia e da
crise económica e social e do que o Orçamento a votar nesse momento.
Nada de menos compreensível, penso eu, para o cidadão comum, que
desejava que o Orçamento passasse, que esperava mesmo que passasse, que
entendia que já bastava uma crise na saúde, mais outra na economia, mais outra
na sociedade. E que por isso, dispensava – estou certo – ainda mais uma crise
política a somar a todas elas… “
Como diria aquele programazito que a SIC apresenta
de vez em quando nos seus Jornais da Noite sem alguma vez ter explicado quais
os critérios de selecção dos factos “checados”:
Pimenta na língua.
O PR dissolveu a AR, não pela urgência de ter um OE aprovado,
mas sim devido às divergências existentes entre o Partido do Governo e todos os
outros, o que exigia um esclarecimento popular.
Não têm nada que agradecer. Basta serem sérios.
[0.029/2022]
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
A culpa do canalizador
Se os Senhores Deputados, em vez de andarem a fazer
politiquice, a engendrar tramóias para provocar quedas de Governos e a fazer Comissões
Parlamentares para elaborarem sobre o sexo das larvas quando se encontram nos
casulos de seda pura, fizessem aquilo para que são eleitos e pagos evitavam os arranjinhos
à margem da Lei, ainda por cima cogitados em acordos de cavalheiros e
cavalheiras que não o são, e não provocavam que a vontade expressa dos
eleitores se transformasse em lixo.
As Leis eleitorais estão sinalizadas, há muito, como uma mistela
explosiva que resulta da incompetência com que foram redigidas e do habitual
desleixo provocado por não haver na Assembleia da República quem consiga
adaptar metodologias ancestrais à realidade tecnológica desenvolvida nos
últimos trinta anos.
Ficaram todos mal nesta foto de descredibilização e
desrespeito da nossa democracia e dos cidadãos, desde os primeiros responsáveis – os Deputados
–, aos serviços estatais e tutelas ministeriais – Comissão Nacional de Eleições
e MAI -, aos que furaram a Lei - Partidos políticos – (que já a tinham furado
anteriormente para evitarem situações como a que estamos a viver agora) e até
ao incontido supremo comentador da Nação – o Presidente da República – que, por
ter feito afirmações que não lhe competiam, acabou por ser desautorizado pelo
Tribunal Constitucional.
Quanto ao Partido que agora rasga as vestes fugindo às
responsabilidades que teve em tudo isto e que não hesitou em remeter as culpas
para os “canalizadores de serviço” – Os Presidentes das Mesas Eleitorais – a quem
agora quer assacar o dolo de toda esta trapalhada, era bem melhor que tratasse de
substituir rapidamente o morto-vivo feito virgem que o lidera e acabar com a
aparição pública dum zombie inimputável.
Toda esta salganhada resulta, para além da descredibilização
do processo eleitoral democrático, em encargos imensos para os contribuintes e
para os cofres do Estado e em atrasos irremediáveis na restauração do regular funcionamento
das Instituições.
[0.028/2022]
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
Ao estalo
[0.027/2022]
sábado, 12 de fevereiro de 2022
O pânico, o medo
#BarbeariaSrLuis
[0.026/2022]
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Pode ser proibido, mas pode não ser e, se não for, não é proibido
A guerra dos votos por via postal é exemplo disso e a
anulação de tantos milhares de votos é um desrespeito que o Estado de Direito
faz ao Direito (e dever) de votar.
Tudo isto resulta do tal:
“2 - É igualmente interdita a reprodução do cartão
de cidadão em fotocópia ou qualquer outro meio sem consentimento do titular,
salvo nos casos expressamente previstos na lei ou mediante decisão de
autoridade judiciária.”
e do
“6 - O envelope de cor verde, devidamente
fechado, é introduzido no envelope branco, juntamente com uma fotocópia do
cartão de cidadão ou do bilhete de identidade, que o eleitor remete, igualmente
fechado, antes do dia da eleição.”
Como diria o nosso Presidente
na altura em que era comentador da Dona Judite:
“Bóm, pode ser proibido, mas pode não ser e, se não for, não é proibido”
LNT
[0.025/2022]
Cyber ignorância e pele de galinha
Nada de novo. Ainda sou do tempo em que, quem tirava um
curso de Word ou Excel, ou ainda anteriormente de Wordperfect ou de Lotus, já
dizia ter tirado um curso de informática e se sentia um informático quando,
afinal, não passava de um utilizador. Mais tarde passaram a incluir essas
valências nos seus currículos embora com o fantástico acrescento “na óptica do
utilizador”.
O que é verdade é que esses curiosos fizeram escola e que, para
além de continuarem confundidos com os termos “utilizadores” (mesmo os bons
utilizadores) e “informáticos”, foram absorvidos pelo mercado de trabalho onde
instalaram em empresas igualmente ignorantes, sistemas até resilientes e dotados
de backup, mas incapazes de segurança.
Adiante, porque hão-de aprender de outra maneira que a par
da resiliência é imprescindível a segurança e que mesmo a boa segurança está
muito para cá de ser inviolável.
[0.024/2022]
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Banda desenhada
#BarbeariaSrLuis
[0.023/2022]
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Demagogia, choros e vitimização
| (clique para ver maior) |
Para que conste (Fonte Portal da AR), e só me referindo às
eleições do Presidente da Assembleia da República, uma vez que não me apetece o
trabalho de compilação de dados relativo aos Vice-presidentes, antes que comece
o choradinho Venturiano, faço um resumo do que sucedeu na AR desde a
Constituinte, que igualmente ilustro no quadro que construí e apresento na
imagem acima.
Faço notar que o quórum mínimo de funcionamento da Mesa da
Assembleia da República é de metade dos lugares disponíveis e que tanto o
Presidente como os restantes membros da Mesa têm de ser eleitos por maioria
absoluta dos deputados presentes em sufrágio directo e secreto.
Nunca foi eleito qualquer PAR por unanimidade. Houve 11
candidaturas únicas sendo que, num dos casos, só foi eleita à 3ª volta e depois
do candidato anterior ser afastado. Houve 8 candidaturas com 2 candidatos.
Pelo que se pode observar estas eleições ficaram muitas
vezes longe de ser pacíficas e, olhando os resultados, nem sequer foi observada
qualquer eventual recomendação de voto.
Para além dos votos contra que refiro, em muitas destas
eleições houve abstenções, votos brancos e votos nulos.
Passando aos dados:
1976 – Candidato único Vasco da Gama Fernandes eleito com 4
votos contra.
1978 – Candidato único Vasco da Gama Fernandes eleito sem
votos contra.
1978 – Candidato único Teófilo Carvalho Santos com 84 votos
contra.
1979 – Dois candidatos tendo sido eleito à 1ª volta Leonardo
Ribeiro de Almeida (perdeu Teófilo Carvalho dos Santos). (nota: o Portal da AR
tem uma gralha na data)
1980 – Dois candidatos tendo sido eleito à 1ª volta Leonardo
Ribeiro de Almeida (perdeu Teófilo Carvalho dos Santos).
1981 – Dois candidatos tendo sido eleito à 2ª volta Francisco
Oliveira Dias (perdeu Teófilo Carvalho dos Santos).
1982 – Dois candidatos tendo sido eleito à 4ª volta Leonardo
Ribeiro de Almeida (perdeu Teófilo Carvalho dos Santos).
1983 – Candidato único Manuel Tito de Morais eleito com 28
votos contra.
1984 – Candidato único Fernando Monteiro do Amaral eleito
com 30 votos contra.
1985 – Dois candidatos tendo sido eleito à 1ª volta Fernando
Monteiro do Amaral (perdeu Manuel Tito de Morais).
1986 – Candidato único Fernando Monteiro do Amaral eleito
com 35 votos contra.
1987 – Candidato único Victor Pereira Crespo eleito com 31
votos contra.
1988 – Dois candidatos tendo sido eleito à 1ª volta Victor
Pereira Crespo (perdeu António Lopes Cardoso).
1991 – Dois candidatos tendo sido eleito à 2ª volta António
Barbosa de Melo (perdeu Alberto Oliveira Silva).
1995 e 1999 – Candidato único António de Almeida Santos
eleito sem votos contra.
2002 – Candidato único João Bosco Mota Amaral eleito sem
votos contra.
2005 e 2009 – Candidato único Jaime Gama eleito sem votos
contra.
2011 – Candidata única Maria Assunção Esteves eleita à 3º
volta depois de na 1ª e 2ª volta Fernando Nobre não ter conseguido ser eleito.
2015 – Dois candidatos tendo sido eleito à 1ª volta Eduardo
Ferro Rodrigues (perdeu Fernando Negrão).
[0.022/2022]
Regressos
A Ana Cristina Leonardo voltou à Meditação na Pastelaria.
Atenção que o endereço é diferente do original e, estranhamente, ficou http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/
Aquele www junto ao endereço vai induzir muitos em erro.
Nota: O Facebook está a ficar absolutamente insuportável em
termos de censura, incluindo na descontextualização das palavras. Resta-nos
voltar ao original.
O impacto não será o mesmo em termos de audiências, mas aqui
podemos escrever à vontade.
[0.021/2022]
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Decretos ilegítimos
#BarbeariaSrLuis
[0.020/2022]
sábado, 5 de fevereiro de 2022
Absurdos
Penso que nunca fica mal estudar qualquer assunto antes de
se debitarem os “achismos” e “parece-mes”
cada vez mais frequentes. E não estou a falar dos Faces, Blogs, ou de outras redes sociais,
mas dos avençados das televisões que odeiam assim ser tratados por não aguentarem
a verdade.
Ver esses avençados escandalizados por a Assembleia da
República, eventualmente, não eleger um deputado da extrema-direita para
Vice-presidente, demonstra o conceito que essa gente tem do que é uma
democracia e do valor que nela representa o boletim de voto.
Dá-se por isso quando falam das eleições sem se coibirem de
chamar indigentes aos cidadãos que votam diferente deles.
Não lhes ficaria mal estudar o Regimento da Assembleia. De
cor, tenho ideia que, pelos artigos vinte, se especifica a forma de eleição dos
membros da mesa da AR que, como se sabe, são eleitos por sufrágio secreto.
Passa pela cabeça de alguém votar em quem se não reconhece idoneidade para o representar?
É isso que qualquer eleitor faz quando se dirige a uma urna com um voto na mão?
Alguma vez um eleitor vota contra a sua consciência só para que na Assembleia
da República haja uma representação política que abomina?
E, embora não pareça, esta eleição interna do Parlamento pode
ter consequências que vão para lá da mera representação. Basta lembrar que
os vice-presidentes da AR podem substituir o Presidente da Assembleia da República
e que este, por sua vez pode, em caso catastrófico, substituir o Presidente da
República, embora o PAR, num caso destes, fosse substituído, em princípio, pelo Vice do seu Grupo Parlamentar.
Não falamos de coisa pouca e só de pensar que, por absurdo, poderíamos
deparar-nos com um ex-terrorista a exercer o cargo de Presidente da República é
coisa que fará pensar seriamente qualquer deputado antes de depositar o seu
voto na urna.
Talvez seja preferível que o terceiro vice-presidente da AR
nunca seja eleito, o que não inviabilizaria o funcionamento do Parlamento, a
pôr em risco as instituições democráticas.
Para guia deixo o Regimento da Assembleia da República.
[0.019/2022]









